
Todos se lembram do estardalhaço feito pela oposição, inclusive o PMDB, quando a governadora Ana Júlia inovou a gestão de segurança pública no estado, implantando o conceito de Ronda Comunitária na região metropolitana de Belém e em outros municípios maiores do estado.
O modelo de segurança implantado baseava-se principalmente na presença física da polícia como elemento inibidor da violência. Para tanto, o governo fez concurso público e contratou novos policias, dividiu a operação em pequenas zonas e nelas alocou viaturas fixas, onde a população podia acionar diretamente a patrulha mais próxima, posto que cada viatura dispunha de telefone celular próprio, cujo o número era disponibilizado aos residentes daquela área. Assim, a população podia contar tanto com o serviço 190, do Comando Geral ou mesmo ligar diretamente para a viatura.
Para que o modelo desse certo era fundamental acabar com uma cena munto comum anteriormente nas delegacias do estado, a superlotação dos pátios das delegacias com viaturas paradas por falta de manutenção e condições de trabalho.
A solução encontrada fora a alocação dos carros, o que tornou o serviço muito mais eficiente, pois essas viaturas eram imediatamente substituídas ao primeiro sinal de defeito, isso permitia que todo o efetivo de patrulhamento estivesse o tempo todo a serviço da população.
Pois bem, ao perceberem que o modelo estava correto e que daria frutos para a sociedade, a oposição se viu diante de uma ameaça política, passando então a detonar o modelo. Na época a oposição resolveu fazer "cavalo de batalha" com a contratação por aluguel das viaturas do sistema, alegando que o aluguel de viaturas era inconcebível, um absurdo.
Ao assumir o governo o Lorota chamou a imprensa para, segundo eles, denunciar o abandono de "centenas" de viaturas próprias que estavam estacionadas e sem uso no pátio do Comando Geral. Na ocasião o Lorota prometeu recuperá-los e colocá-los em operação, assim como renovar a frota da polícia com novas aquisições.
O discurso do Lorota saiu caro para a sociedade, o novo comando da polícia que havia abandonado o modelo implantado pela governadora Ana Júlia ficou perdido, as patrulhas sumiram das cidades e a partir daí o que se viu foi a explosão da violência no estado e principalmente na Região Metropolitana de Belém.
Sem alternativa o Lorota agora teve que reconhecer a competência do governo do PT e retomar o modelo implantado pela governadora Ana Júlia.
Depois de tantas críticas vazias o Lorota contratou inclusive a mesma empresa que fornecia os carros para o governo passado, a Delta Engenharia, que eles acusavam de não ter atribuição para a modalidade. Ou seja, mera retórica, a Delta Engenharia não só vai continuar fornecendo as viaturas ao estado, como o governo vai ampliar o contrato.
Cadê a imprensa para pautar o assunto?
Porém, é claro que ele jamais reconhecerá os méritos do PT e como não podia deixar de ser, inventou que agora os carros são melhores, o preço é menor e por aí vai. Tudo papo furado.
O novo contrato foi feito num horizonte de maior prazo, ou seja, pelo menos os quatro anos do Lorota, isso, obviamente, amplia a capacidade da empresa em alongar o seu retorno, portanto sendo não só natural, como obrigatório a redução dos custos do contrato.
Por fim, o comando de segurança do governo tucano abriu mão do conceito de Ronda Comunitária estabelecido pelo governo do PT, onde a população podia acionar diretamente a viatura mais próxima, optou, como de costume, pela centralização do comando num modelo de geo posicionamento, foi uma escolha.
Portanto, esta é mais uma verdade que vem à tona, a lorota foi desfeita de novo. Jatene foi eleito para fazer mudança, mas até agora, tudo o que mudou foi para pior.
O povo saberá reconhecer isso !!!
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