Serra se recusa a responder pergunta sobre propostas de combate à homofobia - Notícias - UOL Eleições 2012
Débora Melo
Do UOL, em São Paulo
O candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, José Serra, se recusou a responder a pergunta de um jornalista sobre suas propostas de combate à homofobia na cidade.
O repórter lembrou casos de agressão a homossexuais na região da avenida Paulista e tentou perguntar se havia alguma política para o tema no programa de governo do tucano --Serra, no entanto, interrompeu o jornalista antes que ele concluísse a pergunta.
“Eu não vou entrar nesse tema agora, se não vira pauta permanente, posta pela imprensa. E depois os adversários dizem que fui eu que botei na pauta”, disse Serra após visita a conjunto residencial em Heliópolis, na zona sul da capital.
A irritação de Serra ocorre por conta da discussão em torno do “kit-gay”. O tucano, que já criticou o material de combate à homofobia produzido pelo MEC (Ministério da Educação) na época em que Fernando Haddad (PT) --seu adversário no segundo turno-- estava à frente da pasta, distribuiu material semelhante aos professores da rede estadual de São Paulo em 2009, quando era governador.
Serra argumenta que o conteúdo dos materiais é diferente e que aquele produzido em sua gestão era voltado apenas aos professores, “e não a alunos acima de 11 anos”.
IMPRENSA É QUE COLOCOU HOMOFOBIA NA PAUTA, DIZ SERRA
Além disso, depois que o material tucano foi revelado pela imprensa, na última segunda-feira, Serra passou a adotar um discurso em que o foco das críticas são os “R$ 800 mil pagos [pelo material do MEC] sem nenhum retorno”--o material do MEC não chegou a ser distribuído porque, após pressão da bancada evangélica do Congresso, a presidente Dilma Rousseff suspendeu o projeto.
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