BLOG DO VICENTE CIDADE

Este blog tem como objetivo falar sobre assuntos do cotidiano, como política, economia, comportamento, curiosidades, coisas do nosso dia-a-dia, sem grandes preocupações com a informação em si, mas na verdade apenas de expressar uma opinião sobre fatos que possam despertar meu interesse.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Lewandowski, Genoino e a oligarquia latifundiária « Viomundo – O que você não vê na mídia

Lewandowski, Genoino e a oligarquia latifundiária « Viomundo – O que você não vê na mídia

Com críticas ao Ministério Público, Lewandowski absolve Genoino no mensalão

Atualizado às 20h30, na Folha.com

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Ricardo Lewandowski, revisor do processo do mensalão, abriu uma nova divergência em relação ao relator, Joaquim Barbosa, e votou nesta quarta-feira pela absolvição do ex-presidente do PT, José Genoino. Ele alegou falta de provas contra o petista.

Barbosa, que votou antes, condenou ex-dirigente do partido por corrupção ativa, apontando sua participação na compra de apoio político nos primeiros anos do governo de Luiz Inácio Lula da Silva.

Para Lewandowski, no entanto, “nem de longe” o Ministério Público conseguiu provar o envolvimento de Genoino ao esquema.

“O Ministério Público nem de longe conseguiu apontar de forma concretas os ilícitos praticados por Genoino. Parece-me óbvio que a resposta está no fato de que o réu não praticou as condutas criminosas.”

Antes de absolver Genoino, Lewandowski votou por condenar o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares.

O ministro também condenou por corrupção ativa o empresário Marcos Valério, seus sócios Ramon Hollerbach e Cristiano Paz, além de sua funcionária Simone Vasconcellos.

O revisor, no entanto, não tratou sobre as acusações contra o ex-ministro José Dirceu, que deve ser analisado na sessão desta quinta-feira. Barbosa já votou por condená-lo.

CRÍTICAS

O ministro criticou a atuação do Ministério Público no caso e disse que as acusações foram “abstratas e individuais”. “Não apontou para quem, quando, onde ou como Genoino teria oferecido a propina.”

“Vamos acusando e o réu depois se incumba de se defender”, disse, afirmando que Genoino era conhecido por ser um “deputado ideológico, não fisiológico”.

Ele citou depoimentos dizendo que o ex-presidente do PT não tinha interferência nas negociações financeiras do partido.

“É o que está nos autos, é a prova colhida”, disse. “Diferentemente do Ministério Público, a defesa do réu produziu provas suficientes”, criticou.

O revisor apontou como natural o acerto financeiro entre os partidos. “Se houver um dia em que o presidente de um partido político não puder se sentar com outros presidentes de partidos políticos para decidir sobre coalizões e eventualmente sobre repartição de verbas, então é melhor fechar o país e retrocedermos aos tempos da ditadura militar ou, mais ainda, à ditadura Vargas, ou quem sabe aos tempos em que a oligarquia latifundiária que dominou esse país por vários e vários anos, ou por séculos talvez, resolvia as eleições a bico de pena.”

O presidente do STF, Carlos Ayres Britto, disse que o probelma não é uma reunião, mas o conteúdo. O revisor discordou e disse que não há provas objetivas contra o ex-presidente justamente por conta dessas reuniões.

O ministro Marco Aurélio Mello ironizou a linha de Lewandowski. “Estou quase me convencendo que o PT não fez nenhum repasse a parlamentar”, disse.

O revisor disse que o PT quitou neste ano a dívida do empréstimo de R$ 3 milhões com o Banco Rural.

“Um documento mostra que ele veio aos autos e comprovou que pagou o empréstimo que o PT fez junto ao Rural. Isso está nos autos, esse empréstimo foi pago. Essa imputação, a meu ver, já se enfraquece. O empréstimo que foi feito do BMG está sendo tratado em outro processo, em outra instância. O que não está nos autos, não está no mundo. O empréstimo do BMG não está nos autos”, disse.

Barbosa levantou dúvidas sobre essa operação. “A tradição desse banco me leva a não levar nada a sério”, afirmou. “Quantas vezes esse Banco já simulou”.

Lewandowski saiu em defesa da quitação do débito. “Com relação a esse empréstimo, o PT pagou em juízo. Esses empréstimos foram relacionados [pelo PT] perante a Justiça Eleitoral”, disse.

O Ministro Marco Aurélio fez outra intervenção e questinou entendimento do revisor de que seria “natural” o empréstimo contraído pelo PT,diante de sua expressão nacional. “Mas ele não está sendo processado por ter contratado um empréstimo”.

JULGAMENTO

Ao longo dos dois meses de julgamento, os ministros já consideraram válida a primeira parte da acusação, a de que houve desvio de verbas públicas que, misturadas a empréstimos bancários fraudulentos, abasteceram o esquema que envolveu o empresário Marcos Valério, seus sócios e funcionários nas agências de publicidade, além da cúpula do Banco Rural.

O Supremo ainda definiu que o mensalão foi um esquema de desvio de dinheiro público para a compra de votos parlamentares e apoio político nos primeiros anos do governo Lula (2003-20010).

Com isso, rejeitou a tese da defesa de que houve um caixa dois eleitoral, defendido pelos acusados nos últimos sete anos e que beneficiaria os réus pois já estaria prescrito.

Para aqueles que diziam que o PT estava morto !!

Blog do Jeso - Pesquisa registra empate técnico entre PT e PSDB
Por Jeso Carneiro em 3/10/2012 às 10:38 · 187 Comentários



Lucineide, Alexandre, José Maria, Márcio e Rubson: candidatos a prefeito de Santarém

A terceira pesquisa de intenção de votos Doxa-Blog do Jeso para prefeito de Santarém registra empate técnico entre os candidatos do PT (Lucineide Pinheiro) e do PSDB (Alexandre Von). Os dois estão, respectivamente, com 33,9% e 32,8%.

A margem de erro da pesquisa é de 4% – para mais ou para menos.

Os dados confirmam a tendência de queda do tucano e de subida da petista detectados na 2ª pesquisa, realizada há 12 dias.

Do tipo estimulada (aquela em que o eleitor, diante de um cartão com os nomes dos candidatos, faz sua escolha), a 3ª pesquisa apresenta os seguintes percentuais:

1º) Lucineide Pinheiro (PT) = 33,9%

2º) Alexandre Von (PSDB) = 32,8%

3º) José Maria Tapajós (PMDB) = 12,9%

4º) Márcio Pinto (PSOL) = 8,3%

5º) Rubson Santana (PSC) = 6,0%

Os eleitores indecisos somam agora, na reta final da campanha, 5,1%, e os que vão optar por votar nulo ou branco, 1%.

Essa pesquisa está registrada no TRE (Tribunal Regional Eleitoral) do Pará desde o dia 28 de setembro, sob número PA-00254/2012. 600 pessoas foram entrevistadas.

Altamiro Borges: Dilma desmoraliza Aécio Neves

Altamiro Borges: Dilma desmoraliza Aécio Neves
Por Altamiro Borges

Em comício agora à noite em Belo Horizonte, a presidenta Dilma Rousseff detonou o senador Aécio Neves, chefão da campanha de Marcio Lacerda à prefeitura. O cambaleante presidenciável tucano havia dito que Dilma era uma "estrangeira" na capital mineira. A resposta foi demolidora. "Nasci aqui no hospital São Lucas. Sai daqui para lutar contra a ditadura e não para ir à praia". Depois desta, o playboy do PSDB poderia ir beber mais uma no bar Cervantes, no Rio de Janeiro... bem longe de Belo Horizonte.

Dilma foi à capital mineira para participar do ato em apoio a Patrus Ananias, que cresce nas pesquisas e ameaça levar a disputa eleitoral para o segundo turno. Na última sondagem do Ibope, a diferença entre ele e o atual prefeito caiu para nove pontos percentuais. Incomodado, Aécio Neves criticou, na maior caradura, a "interferência" da presidenta nas eleições - como se ele não estivesse viajando por todo o país para socorrer os candidatos da oposição demotucana. A presidenta não se intimidou diante das críticas do ex-governador.

"Acho muito estranho, muito suspeito, alguém me acusar de ser estrangeira. Na minha veia corre o sangue de Minas Gerais", afirmou Dilma em seu discurso. Ela explicou que começou a sua militância política, em 1968, em Belo Horizonte. "Aqui aprendi que mineiro tem a capacidade de lutar pelo país", afirmou para cerca de 3.000 participantes do comício.

Postagem do blog Diário de Um Educador sobre a grana que o governador teria mandado para comprar votos em Parauapebas


Toma que o filho é teu
outubro 3, 2012 at 1:23 pm Deixe um comentário

Égua!! Tucanos e o PIG vão se ferrar!

A julgar pela polidez que o juiz tratou o episódio da apreensão de 1 milhão de reais no aeroporto de Parauapebas, fala-se que o filho agora bastardo pertencia ao certo partido que domina a máquina de governo

Aliás, leiam o que se comenta nas redes sociais:

Este dinheiro pertenceria as empresas White Tratores e ETEC de Canaã do Carajás.

Por coincidência a empresa presta serviço ao governo Jatene e é doadora do candidato Walmir da Integral do PSD, braço auxiliar do PSDB em Parauapebas.

Walmir, o amiguinho de Jatene, é homem rico, que fez fortuna naquela cidade sem que seja possível estabelecer uma origem legal para seu milionário patrimônio.

É, por isso, que a notícia tão badalada a noite pelo PIG, não virou manchete nos jornais de hoje.

Mas recebeu o endosso do Psol de Pebas, que resolveu dar uma força ao candidato apoiado pelos tucanos.

Segundo algumas fontes do blogueiro, que infelizmente habitam o submundo do caixa II, o avião apreendido havia primeiro abastecido a campanha de certo candidato endinheirado, na escala que teria feito em Belém.

Será verdade????

Assim se explicaria o derrame de dinheiro amarelo que precede a eleição de domingo????

Tucanos, fiquem com o filho. Ele é seu!!!

Imagem: Google

Ibope: Salame 46 X Tião Miranda 34

Ibope: Salame 46 X Tião Miranda 34

Pesquisa do Ibope divulgada nesta quarta-feira, 3, no jornal Diário do Pará, aponta o candidato João Salame doze pontos à frente de Tião.

O resultado da estimulada:

João Salame - 46%

Tião Miranda – 34%

Maurino Magalhães – 8%

César do Comércio – 1%

Manoel Rodrigues – 1%

Branco/Nulo – 4%

Indecisos – 6%

Pesquisa foi registrada no TRE sob número 00240/2012, realizada no período de 28 a 30 de setembro.

A margem de erro é de 5% .

406 pessoas foram ouvidas.

Pesquisa completa, AQUI. 

terça-feira, 2 de outubro de 2012

“Eu não devia, mas vou te ajudar”: Programa Bolsa Escola do Edmilson está defasado !!

Pedindo licença para parafrasear o nosso eterno mestre Chico Anísio no famoso jargão do seu personagem Professor Raimundo, venho por meio desta postagem, dar uma ‘ajudinha’ ao candidato psolista à prefeitura de Belém, no sentido que este possa olhar para frente e rever algumas de suas propostas para governar Bélem, caso contrário o programa do candidato deixará de ser Belém 400 anos para se transforma em ‘Belém dos anos 400’ (desculpem, não podia perder a piada).

Em janeiro de 1997 quando o Edmilson, então no PT, assumiu pela primeira vez a prefeitura de Belém, encontrou uma conjuntura desfavorável nas outras esferas de governo, com os tucanos governando o Pará e o Brasil. Como seu primeiro ato de governo instituiu em Belém o Programa Bolsa Escola de 1 salário mínimo (bandeira histórica do PT), aquela época em que os governos tucanos não praticavam nenhum tipo de política social.

Vale destacar que eram vários os políticos petistas que defendiam a tese da importância dos programas de transferência de renda pautado no salário mínimo como valor de referência, dentre os quais posso citar como exemplo o senador Eduardo Suplicy e o seu de Programa de Renda Mínima e o senador Paulo Paim que defendia o salário mínimo de U$ 100.

Contudo é muito relevante entender que naquele tempo o salário mínimo do Brasil equivalia a cerca de U$ 70 e é por isso que as políticas se pautavam nesse valor, pois, representava o limite estabelecido pela ONU, que usa como referência de pobreza o critério de U$ 2 por dia. Ou seja, a política pública de transferência de renda defendida pelo PT sempre esteve em consonância com os princípios mundiais estabelecidos pela ONU.

Esse é o elemento central da política de distribuição de renda que a “Direita” nunca entendeu e por isso sempre qualificou o programa Bolsa Família como “esmola”, mas o princípio é esse, é melhor o Estado resgatar da miséria, de acordo com a ONU, o maior contingente possível de pessoas, do que estabelecer valores elevados para os padrões do estado brasileiro, e com isso atingir números muito pequenos em relação à necessidade.

O Psol (e Edmilson) ao se juntar a oposição “Demo-Tucana” aos governos do PT, não percebeu essa grande mudança que o PT vem implementando, hoje o salário mínimo brasileiro é superior a U$ 300, não sendo mais possível, por concepção, falar em programas de renda mínima pautados nesse valor. Ao se encaixar nesse bloco de oposição psolista/demo-tucana o PSOL passou a favorecer, talvez por cegueira tática, a visão de estado da direita.

O PSOL passou atuar num cenário político pautado pela “Visão do Espetáculo”, desconhecendo os significativos avanços sociais dos governos do PT, avanços esses responsáveis não só pelo resgate de milhões de brasileiros da pobreza como também pela maior mobilidade social que este país experimentou.

Portanto, fica evidente que o Programa Bolsa Escola defendido pelo Edmilson hoje, não passa de retórica, proselitismo político, beirando a demagogia.

Em Belém, de acordo com dados de junho de 2012 do governo federal, são cerca de 122.630 os inscritos no programa Bolsa Família, destes, no mês de setembro foram pagos 85.654 benefícios, sendo que a estatística de famílias de baixa renda na capital supera 143 mil pessoas, ou seja, mesmo com todo o esforço, o programa só consegue atingir cerca de 60% da sua demanda, isso considerando um rendimento médio de aproximadamente R$ 143 por família.

Como disse no início que, “não devia, mas iria ajudar”, sugiro ao candidato do PSOL que reveja urgentemente essa proposta, transformando-o num verdadeiro programa, realista, que venha, de fato, para ajudar a nossa gente e não para servir apenas de marketing pessoal.

Com os avanços das políticas sociais do PT, a prefeitura, se for séria, pode melhorar muito a vida das pessoas mais pobres da cidade, pois, o governo federal oferece diversos programas que impactam diretamente essa parcela da população, pois, além do Bolsa Família, há também o programa Brasil Carinhoso, de construção de creches com educação integral, que permite que as mulheres possam trabalhar com segurança; o Pro Jovem, destinado a apoiar a formação profissional da juventude; entre tantos outros.

A prefeitura tem condições limitadíssimas de intervenção, logo, será uma grande perda de esforço querer atuar no mesmo perfil onde já há políticas públicas estabelecidas, coisa que antes não havia é verdade, logo, é preciso se concentrar na porta de saída desses programas, a partir da mesma base de dados. Assim, a prefeitura deve orientar seu foco para programas de formação profissional, crédito solidário, educação continuada e por aí vai.

Por fim, humildemente, tomo a liberdade de sugerir ao candidato Edmilson que olhe para o nosso programa tupiniquim Bolsa Trabalho, que o Jatene está acabando, programa da governadora Ana Júlia, do PT, premiado nacionalmente por ser uma excelente porta de saída para os programas de renda do governo federal, que consistia em complementar renda da juventude com vistas a prepará-la para o mercado formal de trabalho.

Mas candidato, por favor, desta vez não se aproprie da marca alheia, se não da próxima não tem mais acordo !!

O Esquerdopata - O golpe em marcha

O Esquerdopata - O golpe em marcha

O arreganho golpista do STF
Eduardo Guimarães

Deve demorar alguns anos para que a farsa em curso no STF seja denunciada por organismos internacionais como a Corte Interamericana de Justiça. Por conta disso, as ameaças que estão se levantando contra a democracia brasileira terão muito tempo para se desdobrar.

Todavia, cada vez mais juristas e cientistas sociais vão se espantando com o esmagamento de direitos individuais que vai sendo produzido pela mais alta instância do Judiciário brasileiro.

O inconformismo vai se espalhando pelos setores pensantes da sociedade de tal maneira que o ministro Celso de Mello, na sessão de segunda-feira do julgamento da AP 470, passou recibo e respondeu às críticas, afirmando que a Corte que integra não estaria promovendo inovação alguma.

É uma piada. A crer que o STF não está inovando e invertendo princípios consagrados no Direito teremos que aceitar a teoria estapafúrdia de que a corrupção na política brasileira teve início em 2003 com a chegada do PT ao poder, pois jamais aquela Corte agiu como está agindo.

Você já viu, leitor, algum partido político sendo condenado – ainda que apenas retoricamente – por membros do STF? O DEM, por exemplo, nos últimos anos revelou-se um valhacouto de bandidos, tendo até expoentes do partido indo para trás das grades.

Como é que não está havendo inovação se em 129 anos de história republicana jamais o STF condenou partido ou político de expressão algum?

Esse STF rigoroso, cheio de frases de efeito contra o PT, é o mesmo que deu fuga a Salvatore Cacciola, que deu habeas-corpus ao banqueiro Daniel Dantas e que absolveu o ex-presidente Fernando Collor por inexistência de provas que também caracteriza o mensalão petista.

Só sendo muito calhorda, portanto, para afirmar que o PT inventou a corrupção no Brasil. Só sendo golpista até o âmago para aceitar que um processo idêntico ao mensalão petista, o mensalão tucano, receba tratamento diametralmente diferente por parte do STF.

Aliás, vale dizer que o mensalão tucano é mais grave. Primeiro que o mesmo Marcos Valério envolvido com o PT foi quem distribuiu dinheiro para o PSDB. E no mensalão tucano o uso de dinheiro público é inquestionável.

O que espanta é que enquanto Mello negava violação do Estado de Direito o procurador-geral da República dava entrevista afirmando existir “uma torrente de provas” contra José Dirceu. Instado a apontar quais, citou “verossimilhança” da culpabilidade do petista.

Detalhe: a tese de Mello sobre anulação de atos legislativos de que tenham participado réus do mensalão deve acender o sinal vermelho pois abre a porta para uma crise institucional, já que alguns desses réus, até há pouco, participaram de tudo que deliberou a Câmara dos Deputados desde a década passada.

A mídia, por sua vez, já cita, em tom escancarado de comemoração, benefícios políticos que a oposição ao governo Dilma estaria colhendo por conta do circo armado em torno do julgamento da AP 470, deixando claro os objetivos políticos da cobertura do assunto.

Pouco importa que esses benefícios políticos que a mídia diz que o julgamento estaria gerando à oposição não passem de balela, pois pesquisas recentes mostram que o PT está tendo desempenho igual ao de eleições municipais anteriores. Isso sem falar na popularidade de Dilma e Lula, que só faz subir.

O que importa, então, é o descaramento da mídia ao comemorar abertamente esse pseudo enfraquecimento eleitoral do PT, deixando ver, a quem quiser, que seu objetivo é meramente eleitoral.

Todavia, na opinião deste blog – que há anos diz que o golpismo tupiniquim está bem vivo –, a direita brasileira já ambiciona muito mais do que enfraquecer o PT nestas eleições. Vejam que já virou manchete de primeira página a intenção de envolver Lula no mensalão.

E com um STF e uma Procuradoria Geral da República que aceitam tudo o que os inimigos políticos do PT acusam, além de Lula não custará propor a teoria de que Dilma também estaria envolvida por ter participado do governo anterior.

Detalhe: para quem não sabe, a dupla PGR e STF tem a prerrogativa constitucional de processar presidentes da República.

Se a teoria lhe parece muito ousada, leitor, saiba que incontáveis juristas e cientistas políticos já concordam com essa e com muitas outras possibilidades, dado o processo espantoso em curso no STF.

Leia o texto completo em Blog da Cidadania

Lula fala aos 'sujos'

Égua ! "no dos outros é refresco"


UFPA urgente: PSTU-PSOL privatizam saúde
em por Edir Veiga 02 de outubro, 2012 - 09h03

É isso mesmo, a turma trotskista que está acabando como SINTUFA aderiu a receita NEO-LIBERAL Foram liquidados os serviços próprios de assistência médica e odontológica que existia há 40 anos e foi privatizado todo o serviço.

O argumento dos esquerdista alegam que a privatização ds serviços servirá para "enxugar" os gastos com saúde: sem dúvida Lênin e Totsky estão se remexendo na tumba.

Eu acho perfeitamente natural uma política de terceirização de gestão, afinal foi aplicando técnicas de mercado na gestão pública que a Inglaterra melhorou o desempenho do Welfare State daquele País. Agora creio que os esquerdistas e a direita oportunista jamais admitem esta política no governo dos outros. Vide a luta contra a terceirização da gestão do lixo e da água em Belém.

O desespero de Serra e o PIG !!

TV Globo cancela debate entre candidatos a prefeito de SP
DE SÃO PAULO

A TV Globo informou nesta terça-feira (2) que não fará mais o debate entre os candidatos a prefeito de São Paulo, que estava previsto para acontecer na quinta-feira.

A Globo justificou o cancelamento dizendo que faltaria tempo para garanti-lo na Justiça.

"A emissora acredita que seis é o número máximo de participantes para a realização de um debate produtivo e, em São Paulo, não houve acordo entre os candidatos", afirma o comunicado da Globo divulgado hoje.

Haddad lamenta cancelamento de debate da TV Record
Serra nega ter se recusado a participar de debate da Record
TV Record cancela debate por ausência de Serra e Russomanno

O candidato Levy Fidelix (PRTB) conseguiu liminar na Justiça garantindo sua participação e a de Carlos Giannazi (PSOL).

Aos outros candidatos, a emissora disse que não conseguiria encaixar na sua grande de programação um debate de mais de duas horas.

Os confrontos desta eleição que tiveram a participação de oito candidatos em São Paulo tiveram duração média duas horas e meia.

De acordo com a Globo, outros debates pelo país terão o número máximo de seis candidatos.

OUTROS CANCELAMENTOS

Esse é o terceiro debate cancelado em São Paulo. Outros quatros confrontos aconteceram neste ano.

Na semana passada, a TV Record também decidiu não fazer mais o debate usando como justificativa a ausência de dois dos três principais candidatos: Celso Russomanno (PRB) e José Serra (PSDB).

Líder nas pesquisas, Russomanno disse que não poderia comparecer porque sua filha nasceria no mesmo dia do debate.

O encontro deveria ter ocorrido ontem. A filha do candidato nasceu no sábado (29).

A emissora também informou que os responsáveis pela campanha de Serra não responderam aos convites para negociar as regras do encontro.

Em nota, o tucano negou que tenha se recusado a participar do debate.

No começo de setembro, Russomanno recusou convite para o debate organizado pelaFolha e pelo UOL, que estava marcado para o dia 20.

A recusa de Russomanno tornou inviável a realização do evento, porque Serra e Fernando Haddad (PT) afirmaram que só participariam se o líder da disputa também aceitasse.

O candidato do PRB afirmou que não foi ao debate porque foi "vítima de um massacre" na sabatina promovida pelo jornal e pelo portal em agosto.

LEIA O COMUNICADO DA GLOBO

A Rede Globo não vai realizar o debate entre os candidatos à Prefeitura da cidade de São Paulo, devido à falta de tempo para garanti-lo na Justiça.

A emissora acredita que seis é o número máximo de participantes para a realização de um debate produtivo e, em São Paulo, não houve acordo entre os candidatos. Esta definição será respeitada por todas emissoras e afiliadas da Rede Globo no Brasil.

Central Globo de Comunicação
São Paulo, 02 de outubro de 2012

Diário de Um Educador - Psdb, o anti-povo!!

Psdb, o anti-povo!!

Os tucanos não têm jeito mesmo.

Aqui nos debates Zenaldo, o endinheirado, vive dizendo que Dilma é uma grande presidenta.

Que os programas sociais do PT são maravilhosos.

Aliás, os tucanos só gostam do nossos programas quando chegam as eleições.

Chega o pleito e o Zenaldo, como bem lembrou Alfredo no debate da TV Record, passa a elogiar o bolsa família, que odeia. Torna-se ardoroso defensor do Prouni, que detesta, e até quer que o povo esqueça a privatização da Celpa, os escochantes aumentos de energias e a privataria tucana.

Lá em São Paulo o PSDB detona o Lula e diz que a presidenta não deve interferir na disputa pra prefeitura.

Diante de tanto farisaísmo Dilma se saiu com esta:

“Estou aqui hoje metendo o meu bico nessa eleição porque, para o Brasil, São Paulo é um fato, um acontecimento e, sobretudo, um lugar onde moram milhões de brasileiros. Não tem como dirigir o Brasil sem meter o bico em São Paulo”.

E sobre as críticas de Fernando Henrique, que afirmou que a presidenta sofria com o legado deixado por Lula, Dilma retrucou:

“Se tem um homem neste país que fez a diferença, esse homem se chama Luiz Inácio Lula da Silva. Lula deixou para mim uma herança bendita. Tem muita gente por aí que tenta mudar essa situação.”

É gente, tem uma turma: o Psdb, Dem, Pps que querem reconduzir o povo brasileiro para a senzala!!!

Mas são eles que vão receber as chicotadas!!!!!

Veja a turma do Zenaldo em ação:



Viomundo - Paul Krugman e Joseph Stiglitz: É a política, estúpido !

Paul Krugman e Joseph Stiglitz: É a política, estúpido!
publicado em 1 de outubro de 2012 às 21:21

por Jacob S. Hacker e Paul Pierson no New York Review of Books

Resenha dos livros End this depression now! [Acabar com a depressão já!], de Paul Krugman, e The Price of Inequality: How Today’s Divided Society Endangers Our Future [O Preço da Desigualdade: Como a Sociedade Dividida de Hoje Coloca em Risco Nosso Futuro], de Joseph Stiglitz.

Excerto:

Num argumento que se encaixa no dos manifestantes do Occupy Wall Street, [Joseph] Stiglitz insiste que a grande e crescente divisão entre o 1% mais rico e “os outros 99%” não é apenas uma de muitas preocupações, mas a característica definidora de uma economia completamente doente. Podemos ser a nação mais rica do mundo, mas a pobreza cresceu e a mobilidade social entre gerações decresceu mais que em outros paises. Em outros aspectos, nosso modelo está inchado: jogamos mais dióxido de carbono na atmosfera e usamos muito mais água per capita; gastamos muito em saúde, ao mesmo tempo em que deixamos milhões sem cobertura e atingimos, ao final, resultados no setor, quando muito, medíocres.

A razão, de acordo com Stiglitz, é que o alardeado mercado norte-americano está quebrado. E a razão para isso, ele argumenta, é que a economia está sobrecarregada por vantagens produzidas politicamente — acertos especiais que Stiglitz rotula com um termo familiar para os economistas, o rentismo. Ele se refere ao retorno econômico derivado de favorecimento político. Nos trechos mais poderosos do livro, Stiglitz descreve as grandes benesses dadas ao agronegócio, às empresas de energia e a vários outros setores da economia.

Também argumenta que muito da praga de nossa economia aparece sob formas mais sutis, que define — noutro termo familiar para economistas — como “externalidades negativas”, ou custos que agentes econômicos impõem à sociedade, pelos quais não pagam.

Os lucros espetaculares da indústria de energia, por exemplo, dependem pesadamente do fracasso da regulamentação em incorporar todos os custos sociais e econômicos associados à degradação ambiental, inclusive o impacto na mudança do clima. Da mesma forma, as crescentemente agressivas atividades de Wall Street — seja na venda de hipotecas duvidosas, na venda de papéis sem lastro ou no uso irresponsável de derivativos — criam grandes riscos para a economia como um todo. Ainda assim, estes riscos não são considerados nos preços pagos no mercado financeiro. Sem regulamentação eficaz, os custos são bancados por todos nós — mais agudamente pelos milhões que perderam o emprego.

Eliminar esta e outras formas de rentismo promoveria tanto a eficiência quanto a equidade e Stiglitz oferece um amplo leque de ideias para reformas, da regulamentação estrita dos mercados financeiros a leis mais eficazes para combater os monopólios. Mas ele demonstra maior paixão pela reforma política. Ou aqueles no topo se dão conta de que as coisas precisam mudar ou, sugere Stiglitz, o tipo de revolta popular que se vê no Oriente Médio chegará aos Estados Unidos. “De maneira importante”, ele escreve, “nosso próprio país se tornou como aqueles paises, servindo aos interesses de pequena elite. Temos uma grande vantagem, vivemos numa democracia, mas é uma democracia que crescentemente não reflete os interesses de grandes parcelas da população”.

Na verdade, o fato mais marcante destes dois livros de ganhadores do Nobel de economia é a ênfase na política. Os economistas tradicionalmente enfatizam a primariedade dos fatores econômicos. Ao estudar a crescente desigualdade, por exemplo, focam em forças econômicas como o comércio e a mudança tecnológica. Somente em anos recentes (em parte atendendo a apelos de iconoclastas como Krugman e Stiglitz) houve uma mudança em busca de explicação política para os desafios econômicos diante dos Estados Unidos — uma reorientação que traz a economia de volta para a sua concepção original, de economia política.

Ninguém duvida que a economia política dos Estados Unidos mudou dramaticamente em uma geração. Talvez a transformação mais fundamental é a que Stiglitz e Krugman assumem como dado quase sem mencionar: a grande mudança na influência relativa das corporações e dos sindicatos. O grande declínio dos sindicatos fora do setor público (onde agora eles estão sendo combatidos) não afetou apenas o poder de barganha e os salários dos empregados no local de trabalho; também enfraqueceu os grupos organizados mais capazes de defender os norte-americanos mais pobres na arena política.

Acrescente a este desequilíbrio a crescente vazão de dinheiro para a política dos Estados Unidos, vivamente demonstrada na primeira corrida presidencial que acontece depois da decisão Citizens United [NR: Decisão pela qual a Suprema Corte dos Estados Unidos autorizou as corporações a doarem de forma ilimitada]. Os analistas se perguntam se mesmo o presidente Obama conseguirá empatar a disputa. Mas o impacto de grandes doadores e de lobbies altamente partidarizados deverá ser tão grande e muito mais desequilibrado em favor dos republicanos nas batalhas pelo controle do Congresso, especialmente da Câmara Federal. Como na corrida presidencial, os gastos nas eleições parlamentares deverão bater recorde, particularmente com a tentativa do Partido Republicano de manter controle da Câmara.

Além disso, as contribuições de campanha são apenas um pequena fatia dos gastos na política. A energia organizada das corporações e os ricos influenciam todos os aspectos da governança dos Estados Unidos. Isso cobre do lobby direto de autoridades políticas a tentativas de influenciar a opinião de massa e das elites, do trabalho de ativistas conservadores por uma maioria na Suprema Corte que avance uma agenda econômica pró-business ao uso cautelosamente planejado de crises fiscais para promover, nos estados, um assalto frontal aos sindicatos do setor público.

Para o Partido Republicano, o efeito deste novo equilíbrio de poder organizado é a radicalização. Interesses econômicos que apoiam o partido tem muito dinheiro para dar e doam agressivamente. Os doadores tiveram enorme sucesso na criação de organizações que determinam e fazem cumprir uma agenda de extrema direita. Tais organizações incluem a Norte-Americanos por Reforma Fiscal, de Grover Norquist, institutos influentes como a Fundação Heritage e organizações lobistas que atuam nos estados como o American Legislative Exchange Council, financiado pelos irmãos multibilionários Charles e David Koch. Esta marcha direitista foi acelerada pela ascensão do Tea Party — financiado em parte pelos mesmos grupos.

O caso do outro lado é bem diferente. Enquanto a mudança no equilíbrio do dinheiro e da organização encorajou os republicanos a se tornarem mais conservadores, criou incentivos conflitantes para os democratas. Ainda dependentes de sua base tradicional dos sindicatos, em declínio, os democratas buscaram — com crescente sucesso, pelo menos até recentemente — desenvolver bolsões de apoio financeiro junto a corporações. Agora que a indústria financeira se moveu para o Partido Republicano, é facil se esquecer que foi a busca por doadores de Wall Street que permitiu aos democratas atingir paridade financeira com os republicanos nos anos 2000. Ao contrário do Partido Republicano, onde os moderados desapareceram, importantes grupos de políticos democratas se descrevem hoje como centristas (usualmente, são aqueles que buscam o apoio dos homens de negócios). O resultado para o Partido Democrata é uma dança entre o populismo morno e o centrismo comprometido, que frequentemente divide o partido e confunde a mensagem dele.

PS do Viomundo: Infelizmente, os autores da resenha não tocam na questão da mídia, que é a gazua das corporações para fazer parecer que os interesses delas se confundem com o interesse público.

Viomundo - Lúcio Flávio Pinto: A Vale engorda. O Pará emagrece

Lúcio Flávio Pinto: A Vale engorda. O Pará emagrece
publicado em 21 de maio de 2012 às 23:36

Vale paga ninharia de imposto. E o Pará, nem quer saber disso?
Lúcio Flávio Pinto*, na Adital

De 1997, quando a Lei Kandir entrou em vigor, isentando de imposto a exportação de produtos semielaborados (ou não industrializados), até o ano passado, a antiga Companhia Vale do Rio Doce recolheu pouco mais de 540 milhões de reais em ICMS ao Pará pela venda ao exterior do minério de ferro de Carajás, o melhor do mundo. O ano recorde de pagamento do principal imposto estadual pela ex-estatal foi 2009, quando o valor chegou a R$ 197 milhões.

Nos 10 anos dos governos tucanos seguidos de Almir Gabriel e Simão Jatene, de 1997 a 2006, o recolhimento de ICMS somou R$ 236 milhões. Nos quatro anos de Ana Júlia Carepa, do PT, a soma foi de R$ 304 milhões.

Por incrível que possa parecer, de 1997 a 2001, a Vale contribuiu para o erário com menos de R$ 6 milhões em impostos sobre minério de ferro exportado, o principal item da pauta de exportação do Pará e do Brasil. Em 1997 a CVRD foi privatizada e, não por mera coincidência, entrou em vigor a famigerada Lei Kandir, de autoria do ex-ministro de Fernando Collor de Mello e então deputado federal por São Paulo, Antônio Kandir. O ICMS pago pela Vale foi então de R$ 18.828,37. Menos do que pagou ao tesouro estadual um supermercado da esquina.

O recolhimento deu um “enorme” salto no ano seguinte: foi para R$ 173 mil. Patinou em R$ 177 mil em 1999. Saltou para R$ 1,9 milhão em 2000 e foi multiplicado para R$ 4,5 milhões em 2001. Ou seja: em seis anos, a média anual de contribuição tributária da mineradora para o Estado foi de R$ 1,2 milhão. Parabéns ao deputado Kandir. E – provavelmente – otras cositas más para ele.

Aí a China atacou o mercado internacional com sua fome insaciável de aço. O ICMS recolhido em 2002 alcançou R$ 38 milhões. Baixou para R$ 26 milhões do ano seguinte, infletiu para R$ 38 milhões em 2004 e ficou pouco acima de R$ 60 milhões em 20005 e 2006.

Neste caso, sim, por mera circunstância quanto a políticas e realidades locais, a fatura tributária da Vale despencou para pouco abaixo de R$ 40 milhões entre 2007 e 2008, já no governo de Ana Júlia. Aparece então o fenômeno de 2009, dos R$ 197 milhões. Graças à recuperação da vitalidade da economia chinesa depois da crise financeira internacional. Mas entre 2010 e 2011 a queda voltou a ser brutal: para R$ 29 milhões e R$ 31 milhões nos dois anos, respectivamente. Nos quatro meses deste ano a conta ainda não chegou a R$ 12 milhões

O minério de ferro ainda é o grande negócio da Vale – no mundo, no Brasil e no Pará. Mas os números mudam com o avanço da mineradora sobre outras substâncias minerais depositadas no subsolo de Carajás. No mesmo período a exploração de ferro na nova mina, a de Serra Leste, subiu de R$ 6 milhões no acumulado até 2006 para R$ 299 milhões em 2001, sendo R$ 259 milhões só nesse último ano. Nesses 14 anos, a exploração do cobre da Serra do Sossego rendeu R$ 218 milhões de ICMS. A iniciante produção de níquel do Onça Puma e do Vermelho recolheu pouco mais de R$ 70 milhões.

Todo o Sistema Norte de mineração da Vale rendeu em 14 anos aproximadamente R$ 1,3 bilhão de ICMS ao Pará. A média é de menos de R$ 100 milhões por ano. O Pará vai viver disso?

Esta é a conta do povo. Agora, a contabilidade da empresa.

Em 2011 as exportações totais do Pará foram de 18,3 bilhões de dólares (em torno de R$ 33 bilhões), sendo quase US$ 17 bilhões (ou mais de 90% do total, ou mais de R$ 30 bilhões) de produtos de origem mineral, em bruto ou semielaborados – isentos de impostos, portanto.

A Vale exportou no ano passado 97 milhões de toneladas de minério de ferro de Carajás, com faturamento de 11,7 bilhões de dólares, correspondentes a quase 20 bilhões de reais. Pois bem: esses R$ 20 bilhões renderam R$ 30 milhões de ICMS. Ou 0,15%. Alíquota de desmoralizar qualquer erário; de massacrar qualquer povo. E fazer a festa de outro povo, como o chinês: desses 97 milhões de minério de ferro extraídos e exportados, 47 milhões (exatamente a metade do total) foram para a China, que pagou US$ 5,8 bilhões.

Dá uns US$ 120 por tonelada. É muito se comparado com os US$ 15/25 por tonelada do início de Carajás, na metade dos anos 1980. Mas quem possui minério igual? E quando ele acabar, não depois de 400 anos de exploração, conforme se previa inicialmente, mas em menos de um século, na escala atual de lavra? A partir de 2015 a produção passará para inacreditáveis 230 milhões de toneladas anuais?

Talvez continue a ser maravilhoso para os donos de papeis da Vale com direito a dividendos prioritários, mas e para o Brasil? E para o Estado do Pará? Quem garante? Quem sabe das coisas?

Todos deviam saber. Mas raros se interessam. O que é uma pena – e muito cara. Criei um blog (www.valeqvale.wordpress.com) justamente para conhecermos melhor essa portentosa companhia, esfinge ou cavalo de Tróia. Poucos se apresentaram.

Agora estou colocando nas ruas um dossiê especial sobre a Vale (“A Vale engorda. O Pará emagrece”, é o título da publicação, com 44 páginas).

É tentativa de provocar o debate, despertar o interesse e mobilizar a vontade dos paraenses. Mais tarde será irremediavelmente tarde. Como já está sendo. Os paraenses continuam desatentos ao movimento do maior trem de cargas do mundo, que leva o filé-mignon dos minérios de Carajás para o exterior, com destino certo: a Ásia. A história do Pará parou, como manda a dança. O trem, não.

*Lúcio Flávio Pinto é editor do Jornal Pessoal.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Hiroshi Bogéa On line - Dez pontos à frente, Salame caminha pra vitória – aponta Ibrape

Hiroshi Bogéa On line - Dez pontos à frente, Salame caminha pra vitória – aponta Ibrape

No Contraponto, a mais nova pesquisa do Ibrape:

Conforme o blog já havia noticiado, Ibrape e Ibope registraram pesquisas eleitorais visando a disputa em Marabá. Hoje (1º), o Ibrape divulgou seus números e não são nada bons para Tião, o candidato apoiado por Jatene.
Na pesquisa estimulada, aquela na qual são apresentados relação com os nomes dos candidatos ao eleitor, João Salame (PPS) aparece com 48% das intenções de votos. Em segundo lugar, aparece Tião Miranda (PTB) com 38%. Maurino Magalhães (PR) tem 5%. César do Comércio (PRB) e Manoel (PSOL) têm 1% cada um. Brancos, nulos e indecisos somam 7%.

A Pesquisa Ibrape foi registrada junto à Justiça Eleitoral sob o nº PA-00210/2012, no dia 25, tendo sido paga com recursos do próprio Ibrape. O estatístico responsável é Luciano Henrique Matos (CONRE: 9168-A) e foi realizada entre os dias 27 e 28 de setembro.argem de erro é de 4,5 pontos percentuais, dentro de um intervalo de confiança de 95%.

Matéria completa no blog do Wilson Rebelo.

Carta Maior - Internacional - A lição de método de Marx e o legado de Hobsbawm

Carta Maior - Internacional - A lição de método de Marx e o legado de Hobsbawm



A lição de método de Marx e o legado de Hobsbawm
Paul Valéry, no início de sua “Introdução ao Método de Leonardo da Vinci”, disse que “o que fica de um homem é o que nos leva a pensar seu nome e as obras que fazem desse nome um signo de admiração, de ódio ou de indiferença”. A obra de Eric Hobsbawm é um signo de admiração e de lições para o século XXI. Em um de seus últimos trabalhos, reafirmou sua confiança política e metodológica na obra de Marx: “o liberalismo econômico e o liberalismo político, sozinhos ou combinados, não conseguem oferecer uma solução para os problemas do século XX. Mais uma vez chegou a hora de levar Marx a sério”.

Marco Aurélio Weissheimer

Em um de seus últimos trabalhos publicados no Brasil (Como Mudar o Mundo – Marx e o Marxismo. Companhia das Letras, 2011), Eric Hobsbawm conta a seguinte história para falar da força e da atualidade do pensamento de Marx:

“No Cemitério Highgate estão sepultados dois pensadores do século XIX – Karl Marx e Herbert Spencer – e, curiosamente, da tumba de um se avista o outro. Quando ambos eram vivos, Herbert era considerado o Aristóteles da época, enquanto Karl era um sujeito que morava nas ladeiras mais baixas de Hampstead à custa do dinheiro do amigo [Engels]. Hoje ninguém sabe que Spencer está sepultado ali, enquanto peregrinos idosos, vindos do Japão e da Índia, visitam o túmulo de Karl Marx, e comunistas exilados iranianos e iraquianos fazem questão de ser enterrados à sua sombra” (Como Mudar o Mundo – Marx e o Marxismo, p. 14).

Marx foi um autor que acompanhou a vida e a obra do historiador inglês, que morreu na manhã desta segunda-feira (1º), aos 95 anos. O livro citado acima é uma coletânea de textos que Hobsbawm escreveu sobre o assunto entre 1956 e 2009, “um estudo sobre a evolução e o impacto póstumo do pensamento de Karl Marx (e de seu amigo inseparável Friedrich Engels)”, como ele próprio define. Nesta obra, o historiador defende uma tese central: “Marx é hoje, mais uma vez, e com toda justiça, um pensador para o século XXI”. Como uma das melhores formas de homenagear alguém que partiu é manter acesa a memória das obras de uma vida, cabe falar um pouco sobre essa tese que sintetiza uma parte importante das preocupações e compromissos desse historiador extraordinário.

Paradoxalmente, observou Hobsbawm, quem “redescobriu” Marx foram os capitalistas e não os socialistas. O ano de 1998 foi emblemático neste processo. Neste ano, comemorou-se o sesquicentenário do Manifesto Comunista. A data coincidiu, ironicamente, com o início de uma forte turbulência na economia internacional. Hobsbawm relata que ficou espantado quando, num almoço mais ou menos na virada do século, George Soros perguntou o que ele achava de Marx: “Por saber o quanto nossas ideias eram divergentes, preferi evitar uma discussão e dei uma resposta ambígua. Esse homem, disse Soros, descobriu uma coisa com relação ao capitalismo, há 150 anos, em que devemos prestar atenção”.

Alguns depois, em 2008, o jornal londrino Financial Times estampou em sua manchete: “Capitalismo em convulsão”. “Não podia mais haver dúvida de que Marx estava de volta aos refletores. Enquanto o capitalismo mundial estiver passando por sua mais grave crise desde o começo da década de 1930, será improvável que Marx saia de cena. Por outro lado, o Marx do século XXI será, com certeza, bem diferente do Marx do século XX”, advertiu Hobsbwam. Quais seriam essas diferenças?

O Marx do século XXI
A resposta a essa pergunta está intimamente ligada ao diagnóstico sobre quais aspectos da análise de Marx continuam válidos e relevantes. O historiador inglês destaca dois deles: (i) a análise da dinâmica global do desenvolvimento econômico capitalista e de sua capacidade de destruir tudo o que se antepuser a ele; (ii) a análise do mecanismo de crescimento capitalista, por meio da geração de contradições internas, levando a crises sucessivas e a uma crescente concentração econômica numa economia cada vez mais globalizada.

E a força dessas análises reside, em larga medida, no método empregado por Marx, um método que rejeita a ideia de modelo e procura pensar o mundo como um todo. Não se trata de um pensamento interdisciplinar no sentido convencional, assinala Hobsbwam, mas de um pensamento que integra todas as disciplinas, abordando os fenômenos sociais a partir de distintos pontos de vista: econômicos, políticos, científicos e filosóficos. “Não podemos prever as soluções dos problemas com que se defronta o mundo no século XXI, mas, quem quiser solucioná-los, deverá fazer as perguntas de Marx, mesmo que não queira aceitar as respostas dadas por seus vários discípulos”, defende o historiador.

Marx tem, pois, uma lição metodológica que é, de diferentes modos, destacada por Hobsbawm. No método de Marx, não há lugar para determinismos, dogmas ou modelos pré-concebidos que possam ser aplicados mecanicamente a qualquer momento histórico. E esses pressupostos foram assumidos também por Hobsbawm em seu trabalho como historiador. No final do artigo “Marx e o trabalhismo: o longo século” (op.cit. pp. 358-375), ele reflete sobre os fracassos do século XX, os problemas do século XXI, reafirmando sua confiança no método de análise de Marx:

“Paradoxalmente, ambos os lados têm interesse em voltar a um importante pensador cuja essência é a crítica do capitalismo e dos economistas que não perceberam aonde levaria a globalização capitalista, como ele previra em 1848. Mais uma vez é óbvio que as operações do sistema econômico devem ser analisadas tanto historicamente, como uma fase da história, e não como seu fim, quanto de forma realista, isto é, em termos não de um equilíbrio de mercado ideal, e sim de um mecanismo integrado que gera crises periódicas capazes de transformar o sistema.” (op.cit. p.375)

Para Hobsbawm, a crise atual mostra que o “mercado” não tem nenhuma resposta para o “principal problema com que se defronta o século XXI”: “o fato de que o crescimento econômico ilimitado e cada vez mais tecnológico, em busca de lucros insustentáveis, produz riqueza global, mas às custas de um fator de produção cada vez mais dispensável, o trabalho humano, e, talvez convenha acrescentar, dos recursos naturais do planeta”. O historiador conclui: “O liberalismo econômico e o liberalismo político, sozinhos ou combinados, não conseguem oferecer uma solução para os problemas do século XX. Mais uma vez chegou a hora de levar Marx a sério”.

O que fica de um homem?
Paul Valéry, no início de sua formidável “Introdução ao Método de Leonardo da Vinci” (publicado no Brasil pela editora 34), disse que “o que fica de um homem é o que nos leva a pensar seu nome e as obras que fazem desse nome um signo de admiração, de ódio ou de indiferença. Pensamos que ele pensou, e podemos reencontrar entre suas obras esse pensamento que lhe é dado por nós: podemos refazer esse pensamento à imagem do nosso”.

A longa, profícua e aguda obra de Hobsbwam está aí para que nós melhoremos o nosso próprio pensamento sobre a nossa história e, sobretudo, sobre os desafios que o presente desfia a nossa frente. Não há fim da história, o mercado não é um deus e os homens e mulheres seguem lutando para sobreviver e levar a humanidade a um patamar melhor do que o que está aí. As palavras, as reflexões e a vida de Eric Hobsbwam seguirão a nossa disposição para deixar esse caminho um pouco menos sombrio.



Carta Maior - Internacional - França: orçamento socialista taxa mais ricos e empresas

Carta Maior - Internacional - França: orçamento socialista taxa mais ricos e empresas



França: orçamento socialista taxa mais ricos e empresas
O presidente François Hollande apresentou um projeto de orçamento para 2013 marcado por um nível de arrocho jamais visto nos últimos 30 anos e por um aumento dos impostos que, globalmente, recairá sobre os bolsos das famílias de maior renda e das empresas com maiores lucros. O primeiro orçamento socialista modifica o que foi realizado até agora pela direita: dois terços das arrecadações virão do aumento dos impostos para os ricos e as empresas, o que implica o fim de numerosas isenções fiscais. O artigo é de Eduardo Febbro, direto de Paris.

Eduardo Febbro - Paris

Paris - O socialismo francês acaba de formatar uma versão inédita da disciplina orçamentária: o rigor à esquerda. O presidente François Hollande apresentou ao Conselho de Ministros um projeto de orçamento para 2013 marcado por um nível de arrocho jamais visto nos últimos 30 anos e por um aumento dos impostos que, globalmente, recairá sobre os bolsos das famílias de maior renda e das empresas com maiores lucros.

No total, esse plano qualificado como “orçamento de combate” se articula em torno da arrecadação de 20 bilhões de euros de novos impostos e de 10 bilhões cortados em gastos administrativos. Os 20 bilhões serão pagos, em partes iguais, 10 bilhões os mais ricos e 10 bilhões as empresas mais lucrativas. A essa soma deve-se agregar ainda outros 2,5 bilhões de euros que serão cortados do seguro social.

No total, se se adicionarem os objetivos deste orçamento mais as medidas votadas em julho passado, o Executivo aposta em obter uma arrecadação suplementar de 40 bilhões de euros. O objetivo não é social, mas orçamentário: trata-se de levar o déficit atual, 4,5% em 2012, para 3% em 2013. A meta, no entanto, se apoia em um cálculo de crescimento de 0,8%, uma variável que os economistas julgam demasiado otimista e tão incerta quanto um número de loteria.

O certo é que, após dez anos de governos de direita e de orçamentos conservadores que decapitaram as classes médias e populares, François Hollande elaborou o primeiro orçamento da esquerda. Não há, cabe dizer, nenhuma reorientação substancial. Trata-se sempre de reduzir a dívida e os déficits, mas sem sancionar aqueles que antes pagavam a conta nem desmantelar o pouco que resta do Estado de Bem-Estar.

O Executivo assegurou que os mais de 24 bilhões que serão arrecadados com os novos impostos virão “unicamente de um em cada dez cidadãos e das maiores empresas”. O cálculo está longe de ser verossímil. O primeiro ministro francês, Jean-Marc Ayrault, assegurou quinta-feira que “90% dos franceses, as classes médias e populares, não pagarão mais impostos. O esforço recairá sobre os 10% que têm mais renda e, entre estes, sobre o 1% mais ricos”.

No entanto, a França sabe hoje que todo mundo terminará pagando algo, ainda que desta vez a redistribuição do esforço será mais equitativa porque rompe com a política da vítima única tão comum quando a direita está no poder. A demonstração em cifras mostra que o Executivo socialista apontou suas calculadoras para as pessoas que tem maiores recursos: as pessoas que têm ganhos equivalentes a 150 mil euros (1%, o que equivale a 50 mil contribuintes) pagarão muito mais impostos do que antes. A partir de 250 mil euros os impostos aumentam exponencialmente. A isso se soma uma taxa de 3% que sobe para 4% para quem ganha na casa do meio milhão de euros. As 1.500 pessoas que ganham esta soma pagarão uma taxa excepcional de 75%.

Antes que fosse divulgado o projeto de orçamento para 2013, os empresários franceses lançaram uma ofensiva e questionaram a filosofia da reforma fiscal. O organismo que agrupa o patronato, o MEDEF, vem dizendo que a chave está tanto na redução do gasto público quanto nos custos necessários para manter um posto de trabalho.

A situação da França é complexa. Há hoje mais de 3 milhões de desempregados e um crescimento que está estagnado. François Hollande deve, ao mesmo tempo, cumprir suas promessas de justiça social sem perder de vista a dívida e o déficit. O contexto, porém, é adverso. O Instituto Nacional de Estatística (INSEE) revelou esta semana que durante o segundo trimestre de 2012 a economia teve um crescimento nulo. O ex-presidente liberal Nicolas Sarkozy saiu em maio passado, mas deixou uma dívida colossal. Nos cinco anos de seu mandato, a dívida passou de 64% do PIB para 91%. François Hollande disse nesta sexta-feira que o país teve “600 bilhões de dívida suplementar durante o último quinquênio. Eu me comprometo a que, no final de meu mandato, não haja nenhum euro a mais”.

A dívida da França tem repercussões enormes. Segundo explicou o governo, o que se cortará e o que se arrecadará no ano que vem servirá apenas para pagar os juros dos empréstimos contraídos, a saber, cerca de 46 bilhões de euros. A missão de François Hollande se parece com a de um desses filmes norteamericanos onde o herói tem que fazer um monte de proezas impossíveis para sobreviver e seguir sendo herói: o chefe de Estado tem que acalmar os mercados, a Alemanha e a Comissão Europeia, zelosa guardiã dos interesses liberais; ao mesmo tempo, Hollande deve corrigir o caminho traçado pela direita que governou durante a última década e manter vivo o moribundo Estado de Bem-Estar. E como se isso não fosse o bastante, também precisa ser fiel aos compromissos de igualdade, justiça e solidariedade.

O primeiro orçamento socialista modifica o que foi realizado até agora pela direita: dois terços das arrecadações virão do aumento dos impostos para os ricos e as empresas, o que implica o fim de numerosas isenções fiscais aprovadas pela direita para essa categoria. O terço final sai dos cortes nos gastos administrativos. Com exceção dos ministérios da Educação, Justiça e Segurança, todos os demais entraram no regime de cortes. Os socialistas estão produzindo um novo filme: “Os caçadores das arcas vazias”. Por enquanto a conta será paga pelos ricos. No entanto, só se conheceu o primeiro capítulo de uma produção que pode trazer muitas surpresas. Os fundos não saem do nada e é muito possível que, de alguma forma, todo mundo termine pagando algo.

Tradução: Katarina Peixoto

Gilmar processa José de Abreu !!! | Conversa Afiada


Gilmar processa José de Abreu !!! | Conversa Afiada

GILMAR PROCESSA JOSÉ DE ABREU !!!

Amigo do ator informa ao ansioso blogueiro que processo é por José de Abreu, no tuiter, chamar Gilmar Dantas de Gilmar Dantas (*).


Cadê o Gilmar, Bessinha ? Ele foi o Advogado Geral do Governo da Privataria !

Saiu no Blog do Nassif:

A PERSEGUIÇÃO AO ATOR JOSÉ DE ABREU

Nassif, Zé de Abreu, o ator, foi notificado judicialmente pelo “ministro supremo” Gilmar Mendes, por causa de um tuite seu de junho p.p. relacionado com uma matéria da Carta Capital. É um absurdo esta perseguição à opinião, exatamente por aqueles que se arvoram como guardiões da liberdade de expressão e da Constituição.

O paradoxo é que isto acontece na mesma semana que o MPF arquiva denúncia sobre a acusação do “supremo ministro” e empresário do ensino, feita ao ex-presidente Lula. Ele, Gilmar Mendes, pode acusar sem provas quem quiser, sem ser importunado, enquanto críticas a ele não são permitidas. O judiciário brasileiro, com seus “ilustres” ministros, dá ao país um espetáculo bisonho jamais visto antes.

Eu não encontrei o tuíte de Zé de Abreu, mas talvez algum comentarista aqui tenha tempo de procurar e postá-lo.



Amigo dileto de José de Abreu informa ao ansioso blogueiro que Gilmar Dantas (*) processa José de Abreu porque, no tuiter, chamou Gilmar Dantas de Gilmar Dantas (*).

Viva o Brasil !

Paulo Henrique Amorim

(*) Clique aqui para ver como eminente colonista do Globo se referiu a Ele. E aqui para ver como outra eminente colonista da GloboNews e da CBN se refere a Ele. E não é que o Noblat insiste em chamar Gilmar Mendes de Gilmar Dantas ? Aí, já não é ato falho: é perseguição, mesmo. Isso dá processo…”

Deputado Puty expõe mais mentiras da tucanalha !!

Blog do Puty - PSDB não consegue conter mais conflitos no Pará

Você se lembra com certeza do massacre de Eldorado do Carajás, do assassinato da Irmã Dorothy, das mortes dos assentados Zé Claúdio e Maria do Espírito Santo.

Não é coincidência que todos esses trabalhadores, ambientalistas, que lutam pela qualidade de vida das populações da floresta; nem outras estatísticas tristes de conflitos, que envolvem trabalhadores rurais, agricultores e o latifúndio no Pará foram manchetes durante os governos do PSDB no estado.

Nas últimas semanas, voltamos a ser manchetes das mídias com conflitos, envolvendo indígenas e assentados rurais em Anapú e Nova Esperança do Piriá. Em ambos os casos, os defensores do desenvolvimentos sustentável da floresta denunciaram a extração ilegal de madeira em áreas de assentamento (PDS) e áreas de reserva indígenas.

Caminhões, homens tecnicamente armados, para extrair madeira de forma ilegal e em áreas que deveriam ser protegidas, foram flagrados por trabalhadores rurais (Anapú) e índios da etnia Tembé (Nova Esperança do Piriá).

Trabalhadores e Indígenas reagiram. Nos dois casos, autoridades, como Incra e FUNAI foram avisados, para apurar as irregularidades. No caso de Anapú máquinas foram apreendidas pelo Incra; e no caso do Piriá, a situação envolve demais autoridades e órgãos de segurança na apuração.

Veja abaixo os videos dos casos denunciados

1. Extração ilegal de madeira em Anapú (PA)



Índios Tembém denunciam extração ilegal de madeira em Reserva - Nova esperança do Piriá (PA)


O fato é que o governo do PSDB, que ficou 12 anos governando conflitos, tem a cara-de-pau de dizer que o Programa ´"Pará Rural" só foi criado há dois anos. Esquece de dizer que o governo Ana Júlia, só em 4 anos, foi quem mais assentou comunidades quilombolas, quem mais executou políticas junto aos indígenas nas área de educação, priciplamente. O governo popular sempre manteve com as comunidades rurais um diálogo humano, a exemplo, da descrição conjunta de PDS em várias regiões, no sentido de evitar conflitos e manter com as populações tradicionais da floresta uma relação harmônica e eficaz para o desenvolvimento da Amazônica, especialmente do Pará.

E Mais...

O Governo Popular fez mais pelo desenvolvimento da Amazônia, e para erradicação da pobreza das populações da floresta no Pará.

Governo Ana Júlia distribuiu mais de 300 patrulhas mecanizadas com investimentos de $36 milhões em parceria com Ministério da Agricultura, beneficiando 60 mil famílias de pequenos agricultores nas 12 regiões do estado;

O Governo Popular distribuiu 800 toneladas de sementes, beneficiando 2,5 mil famílias com programa de segurança alimentar;

Ana Júlia, em quatro anos, concedeu 10.980 títulos de propriedade de terra, garantindo segurança jurídica, assistência técnica e crédito para famílias de trabalhadores rurais;

Foram criados 35 assentamentos, envonvendo cerca de 5 mil famílias;

O Governo de Ana Júlia regularizou a situação de 22 comunidades quilombolas, e cerca de 1.400 famílias foram beneficiadas;
E na cidade, o projeto de regularização fundiária, em parceria com SPU, distribuiu cerca de 2.400 famílias em Belém;
O Governo Popular investiu $6 milhões no combate à fome e em políticas de segurança alimentar, criando condições da comunidade participar de programa de aquisição de alimentos,a partir de uam parceria com o MDA. Cerca de 35 municípios participaram do programas em todoas as regiões.
O Governo Popular criou o Plano Estadual de educação Indígena, com a participação de 40 povos com a implantação de cursos técnicos, qualificando professores, e atenddeu a 7.730 alunos de etnias diversas.

Mais um factoide envolvendo a Alpa e o Governo Jatene desconhece o projeto.

Mais um factoide envolvendo a Alpa, e a fala de Belchior garantindo a hidrovia

Faltando uma semana para a eleição municipal, de repente, seguidores da candidatura de Tião Miranda, fazem circular nota divulgada pela Reuters, dando conta de que a Vale teria cancelado as obras da Alpa.

Com a nota ambígua, a militância do candidato Miranda tenta fazer crer que a decisão da mineradora seria definitiva, segundo a nota, alegando a retirada do orçamento do PAC a construção da hidrovia.

Por partes, analisemos a “nota estratégica”, que está sendo difundida com intuito de causar alguma influência no resultado da eleição de Marabá.

A nota inicia assim:

1-“As obras de construção da Aços Laminados do Pará (Alpa) estão suspensas porque o governo federal retirou do orçamento do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) deste ano uma hidrovia crucial à siderúrgica, revelaram autoridades do Pará”


Nota do blog: isso toda a população de Marabá já sabe, e a Vale só espera as obras de derrocagem do rio serem iniciadas para a retomada da construção da siderúrgica, conforme foi amplamente divulgado pelo próprio presidente da Alpa, José Carlos.

Voltemos à nota da Reuters:

2-”As informações que nós temos é que ela chegou a fazer terraplenagem, chegou a investir alguns milhões de reais, mas resolveram interromper… em função da ausência da obra da hidrovia do Tocantins”, afirmou o secretário de Indústria, Comércio e Mineração do Pará, David Leal, em entrevista por e-mail.

A maior produtora de minério de ferro do mundo confirma que aguarda definição da solução logística por parte do governo federal, mas que prossegue com o projeto –uma usina de 3,2 bilhões de dólares e capacidade anual de produção de 2,5 milhões de toneladas de placas de aço, em Marabá.


Nota do blog: observem bem a forma descomprometida como o secretário de Indústria, Comércio e Mineração do Pará, David Leal, se reporta sobre o projeto mais importante para o desenvolvimento industrial do Pará. Ele mostra desconhecer completamente o estágio da obra, fala em valores dos investimentos sob total desconhecimento de seu montante, alheio ao que tudo ocorre na área onde, no futuro, se erguerá o maior projeto indutor de renda, emprego e qualidade de vida.

A nota da Reuters prossegue:

3-“A Vale atribui a interrupção da terraplenagem a um problema com uma parte do terreno cuja desapropriação foi contestada na Justiça. “Sobre a terraplenagem, a obra foi realizada até onde foi possível, com 85 por cento dela executada, devido ao impasse do lote 11″, diz a mineradora em resposta enviada à Reuters nesta sexta-feira”.


Nota do blog: nessa questão, a cidade de Marabá também sabe: falta o governo do Estado indenizar o proprietário do lote 11, Eduardo Barbosa, a fim de que a Vale, conforme prevê acordo tripartite Governo Federal-Governo do Estado- Vale, possa se apoderar integramente da área, e concluir a terraplenagem.

Enquanto o governo do Estado não indenizar o proprietário, esse problema persistirá.

Prossegue a nota:

4- “O secretário de Indústria da Prefeitura de Marabá, João Eufrásio de Alcântara, explica que alguns operários continuam no local fazendo drenagem e conservação do que já foi feito na Alpa, sem, contudo, avançar em obras estruturantes.

“Os demais trabalhos, como revegetação e manutenção de taludes na área, continuam em andamento”, diz a Vale.

Segundo Leal (Davi Leal, secretário de Indústria, Comércio e Mineração do Pará), a diretoria da Vale pediu que o governo assinasse um protocolo de intenções se comprometendo com as obras da hidrovia.

De acordo com o secretário do Estado, a mineradora disse que, se o governo assinasse o documento, imediatamente retomaria as obras.

A Vale não comentou o assunto.

O governo federal trabalha para destravar o impasse, mas não vai assinar o protocolo de intenções para a execução das obras da hidrovia como propôs a Vale, afirmou à Reuters uma fonte do governo, que prefere ficar no anonimato.

“Entendemos que esse não seria o procedimento adequado”, afirmou a fonte, ao ser indagada sobre a tentativa da mineradora de ter uma garantia de compromisso do governo sobre as obras.

A entrada da Vale na siderurgia foi um dos pontos de discórdia com o governo que culminaram com a saída de Roger Agnelli da presidência da mineradora. O governo no tempo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva passou a cobrar maior participação da mineradora no setor siderúrgico.


Nota do blog: como a nota espalhada, principalmente nas redes sociais e em alguns blogs, tem claro intuito mais de confundir do que explicar, o blog reproduz a seguir fala da Ministra do Planejamento Mirian Belchior, aquela que tem a chave da liberação de recursos federais, garantindo o início das derrocagem do rio Tocantins a partir de 2013, tão logo o projeto executivo da hidrovia seja definitivamente entregue a Vale pela consultora contratada.

O Esquerdopata: Morre aos 95 anos o historiador Eric Hobsbawm

O Esquerdopata: Morre aos 95 anos o historiador Eric Hobsbawm

O historiador britânico Eric Hobsbawm morreu nesta segunda-feira (1º) aos 95 anos no hospital Royal Free de Londres, informou sua família. Ele sofria de pneumonia.

O intelectual marxista é considerado um dos maiores historiadores do século XX e escreveu "A era das revoluções", "A era do capital", "A era dos impérios", "Era dos extremos", "História social do jazz", entre outras obras.

Hobsbawm nasceu de uma família judia em Alexandria, Egito, em 1917. Ele cresceu em Viena, Áustria, e Berlim, Alemanha, e se mudou para Londres, Inglaterra, em 1933, obtendo a cidadania inglesa. O historiador se filiou ao Partido Comunista da Inglaterra em 1936.

Ele estudou no King's College de Londres e começou a dar aula na Universidade de Birkbeck em 1947, mais tarde tornando-se presidente da instituição.

Em 1962, ele publicou o primeiro de três volumes sobre o que chamou de "o longo século XIX", cobrindo o período entre 1789, ano da Revolução Francesa, e 1914, começo da I Guerra Mundial. O volume seguinte, "Era dos extremos", retratou a história até 1991, o fim da União Soviética, foi traduzido para quase 40 línguas e recebeu muitos prêmios internacionais.

Seu último livro é "Como mudar o mundo", de 2011, sobre sua tradição marxista.

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01/10/2012 07h26 - Atualizado em 01/10/2012 11h09

Morre aos 95 anos em Londres o



historiador Eric Hobsbawm




Intelectual é considerado um dos maiores historiadores do século XX.
Ele escreveu 'A era dos extremos', 'A era do capital' e outras obras.

Do G1, com agências internacionais
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O historiador britânico Eric Hobsbawm morreu de pneumonia nesta segunda-feira (1º) aos 95 anos no hospital Royal Free deLondres, informou sua família.
O intelectual marxista é considerado um dos maiores historiadores do século XX e escreveu "A era das revoluções", "A era do capital", "A era dos impérios", "Era dos extremos", entre outras obras. Ele também era um entusiasta e crítico do jazz, escrevendo resenhas para jornais sobre o gênero musical e publicando o livro "História social do jazz".
Sua filha, Julia Hobsbawm, disse que "Ele morreu de pneumonia nas primeiras horas da manhã em Londres". "Ele fará falta não apenas para sua esposa há 50 anos, Marlene, e seus três filhos, sete netos e um bisneto, mas também por seus milhares de leitores e estudantes ao redor do mundo", disse.
'Muito comovida pela total gentileza e pelas condolências de amigos e desconhecidos hoje pelo meu amável e incomparável pai', escreveu Julia (Foto: Reprodução)'Muito comovida pela total gentileza e pelas
condolências de amigos e desconhecidos hoje
pelo meu amável e incomparável pai. Muito
obrigada', escreveu a filha de Hobsbawm, Julia
(Foto: Reprodução)
"Até o fim, ele estava se esforçando ao máximo, ele estava se atualizando, havia uma pilha de jornais em sua cama", completou a filha.
Na manhã desta segunda-feira, Julia escreveu em seu perfil no Twitter que se sentia "comovida" pela "gentileza e pelas condolências de amigos e desconhecidos hoje pelo meu amável e incomparável pai" (leia o tuíte, em inglês).
Trajetória
Eric John Ernest Hobsbawm nasceu de uma família judia em Alexandria, Egito, em 9 de junho de 1917. Seu pai era britânico, descendente de artesãos da Polônia e Rússia, e a família de sua mãe era da classe média austríaca.
Hobsbawn cresceu em Viena, Áustria, e em Berlim, Alemanha.
Ele aderiu ao Partido Comunista aos 14 anos, após a morte precoce de seus pais. Na ocasião, ele foi morar com seu tio. Na escola, ele informou o diretor que ele era comunista e argumentou que o país precisava de uma revolução.
"Ele me fez umas perguntas e disse 'Você claramente não faz ideia do que está falando. Faça o favor de ir à biblioteca e veja o que consegue descobrir'", disse em uma entrevista à BBC em 2012. "E então eu descobri o Manifesto Comunista [de Karl Marx] e foi isso", relatou, indicando o começo de sua formação marxista.
Em 1933, quando Hitler começava a subir no poder na Alemanha, Hobsbawm foi para Londres, Inglaterra, onde obteve cidadania britânica.
O historiador se filiou ao Partido Comunista da Inglaterra em 1936 e continuou membro da legenda mesmo após o ataque das forças soviéticas à Hungria em 1956 e as reformas liberais de Praga em 1968, embora tenha criticado os dois eventos. O ex-líder do Partido Neil Kinnock chegou a chamar Hobsbawm de "meu marxista predileto"
Anos depois ele disse que "nunca havia tentado diminuir as coisas terríveis que haviam acontecido na Rússia", mas que acreditava que no início do projeto comunista um novo mundo estava nascendo.
Durante a II Guerra Mundial, Hobsbawm foi alocado a uma unidade de engenharia que a presentou a ele, pela primeira vez, a classe proletária. "Eu não sabia muito sobre a classe proletária britânica, apesar de ser comunista. Mas, vivendo e trabalhando com eles, pensei que eram boas pessoas", disse à BBC em 1995.
O historiador aprovou neles a "solidariedade, e um sentimento muito forte de classe, um sentimento de pertencer junto, de não querer que ninguém os derrubasse".
Hobsbawm afirmou que ele tinha vivido "no século mais extraordinário e terrível da história humana".
Ele veio ao Brasil em 2003 participar da primeira edição da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), evento do qual foi estrela.
 Hobsbawm afirmou que ele tinha vivido "no século mais extraordinário e terrível da história humana" (Foto:  AFP/©Effigie/Leemage)Hobsbawm afirmou que ele tinha vivido "no século mais extraordinário e terrível da história humana" (Foto: AFP/©Effigie/Leemage)
Vida acadêmica
Hobsbawm estudou no King's College de Londres e começou a dar aula na Universidade de Birkbeck em 1947, mais tarde tornando-se reitor da instituição. Ele também passou temporadas como professor convidado nos Estados Unidos e lecionou na Universidade de Stanford, no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e na Universidade de Cornel.
Em 1998, ele recebeu o título de Companhia de Honra. O prêmio, raramente concedido a historiadores, o colocou ao lado de ilustres como Stephen Hawking, Doris Lessing e Sir Ian McKellan.
Seu colega historiador A.J.P. Taylor, morto em 1990, disse que o trabalho de Hobsbawm se destacava pelas explicações precisas dos acontecimentos pelo interesse em pessoas comuns.
"A maior parte dos historiadores, por uma espécie de mal da profissão, se interessa somente pelas classes mais altas e pressupõem que eles mesmos fariam parte destes privilegiados se tivessem vivido um século ou dois atrás - uma possibilidade muito remota", escreveu Taylor. "A lealdade do Sr. Hobsbawm está firmemente do outro lado das barricadas", disse.
Eric Hobsbawm durante uma feira do livro em Leipzig, em 1999 (Foto: Eckehard Schulz/AP)Eric Hobsbawm durante uma feira do livro em
Leipzig, em 1999 (Foto: Eckehard Schulz/AP)
ObrasO primeiro livro de Hobsbawm, "Rebeldes primitivos", publicado em 1959, é um estudo dos que ele chamava de "agitadores sociais pré-políticos", incluindo ligas de camponeses sicilianos e gangues e bandidos metropolitanos, um exemplo de seu interesse pela história das organizações da classe trabalhadora.
No mesmo ano, ele escreveu uma obra sobre jazz e começou a colaborar como crítico para a revista "New Statesman" usando o pseudônimo Francis Newton, em homenagem ao trompetista comunista de Billie Holiday.
Em 1962, ele publicou "Era da revolução", primeiro de três volumes sobre o que chamou de "o longo século XIX", cobrindo o período entre 1789, ano da Revolução Francesa, e 1914, começo da I Guerra Mundial. Os seguintes foram "Era do capital" (1975) e "Era dos impérios" (1987).
O quarto livro da sequência, "Era dos extremos" (1994), retratou a história até 1991, o fim da União Soviética, foi traduzido para quase 40 línguas e recebeu muitos prêmios internacionais.
Suas memórias, publicadas quando tinha 85 anos, elencaram os momentos cruciais na história europeia moderna nos quais ele viveu e foram best-seller.
Seu último livro é "Como mudar o mundo", de 2011, e é um compilado de textos escritos desde a década de 1960 sobre Karl Marx e o marxismo.
De acordo com o jornal britânico "The Guardian", ele tem um livro em revisão a ser publicado em 2013.
O historiador britânico Eric Hobsbawm posa durante a primeira edição da Flip, em 2003; ele foi considerado a estrela daquela edição  (Foto: Divulgação)O historiador britânico Eric Hobsbawm posa durante a primeira edição da Flip, em 2003; ele foi considerado a estrela daquela edição (Foto: Divulgação)