BLOG DO VICENTE CIDADE

Este blog tem como objetivo falar sobre assuntos do cotidiano, como política, economia, comportamento, curiosidades, coisas do nosso dia-a-dia, sem grandes preocupações com a informação em si, mas na verdade apenas de expressar uma opinião sobre fatos que possam despertar meu interesse.

sábado, 3 de setembro de 2011

PIB cresce a 4,7% ao ano. Não se iluda com o PiG (*) | Conversa Afiada

PIB cresce a 4,7% ao ano. Não se iluda com o PiG (*) | Conversa Afiada


    Publicado em 02/09/2011
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Na foto, o sonho dos neolibelês (**)
Saiu no IBGE:

PIB cresce 0,8% em relação ao primeiro trimestre e chega a R$ 1,02 trilhão


Em relação ao primeiro trimestre de 2011, o PIB (Produto Interno Bruto) a preços de mercado do segundo trimestre cresceu 0,8%, levando-se em consideração a série com ajuste sazonal. O destaque foi para serviços (crescimento de 0,8% no volume do valor adicionado), seguidos da indústria (0,2%). Agropecuária teve variação negativa (-0,1%).


Na comparação com o segundo trimestre de 2010, o PIB cresceu 3,1% e, dentre as atividades econômicas, destacou-se o aumento dos serviços (3,4%), seguidos pela indústria (1,7%). Agropecuária registrou variação nula (0,0%).


No acumulado nos quatro trimestres terminados no segundo trimestre de 2011 (12 meses), o crescimento foi de 4,7% em relação aos quatro trimestres imediatamente anteriores. No primeiro semestre o PIB apresentou uma expansão de 3,6%. O PIB em valores correntes alcançou R$ 1,02 trilhão no segundo trimestre.

Navalha
Como diria o Mino Carta, é do conhecimento do mundo mineral que a economia brasileira, assim como a do mundo inteiro, se desacelera.
O problema é saber o tamanho da encrenca.
Nos EUA, por exemplo, a extrema direita que contaminou o Governo Obama, não deixa criar empregos.
Aqui no Brasil, o PiG (*) celebra e solta foguetes com a notícia desse PIB do segundo trimestre.
A Presidenta já pôs em prática o programa de ajuste fiscal de longo prazo, o que permitiu a redução da taxa de juros.
Portanto, o Governo toma as providências para tornar a desaceleração a mais suave possível.
O PiG (*) e os neolibelês (**) vaticinam a hecatombe universal e o desmoronamento da economia brasileira.
Não se iluda.
Faça como a Bunge e a indústria automobilística mundial: invista no Brasil e ponto.
Sempre que o PiG (*) disser compre, venda.
Sempre que o PiG (*) disser venda, compre.
É o caso, agora: compre !




Paulo Henrique Amorim


(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

(**) “Neolibelê” é uma singela homenagem deste ansioso blogueiro aos neoliberais brasileiros. Ao mesmo tempo, um reconhecimento sincero ao papel que a “Libelu” trotskista desempenhou na formação de quadros conservadores (e golpistas) de inigualável tenacidade. A Urubóloga Miriam Leitão é o maior expoente brasileiro da Teologia Neolibelê.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Os sabichões que "não sabiam"

Os sabichões que "não sabiam"

Os “sabichões” do mercado financeiro andam muito mal de análise de política econômica.
Hoje, a Folha revela que a turma que especula com “com a variação de cenários e de taxas” viu trocarem de mãos R$ 2,11 bilhões com a mudança de expectativa sob o comportamento da taxa de juros.
De fato, muito dinheiro trocou de mãos. Todo ele foi parar na mão de gente graúda, que não dá a mínima para a “urubologia”, dos comentaristas e do noticiário econômicos. Só eles mesmos acreditam no que dizem com uma fé religiosa. O resto é esperto e sabe ganhar dinheiro em cima dos crédulos.
Desde que o Ministro Guido Mantega anunciou a elevação da meta de superavit primário, todo mundo sabia que era essa a tendencia do juros. Até este modesto blog.
A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) deve olhar com uma lupa os negócios envolvendo aplicações em juros futuros.
Isto é uma mesa de jogo que não raramente é viciada. Um vende para o outro, que repassa a um terceiro, que transfere a um quarto, numa ciranda especulativa que faria inveja a qualquer Cacciola da vida.
Será que alguém, depois da baixa generalizada de juros nas economias centrais e dos resultados que mostram um arrefecimento da inflação brasileira podia, em sã consciência, imaginar que não tinha que se inverter a tendencia de alta da nossa taxa pública de juros? E que até não podia ser já, mas que não ia demorar?
Tem batata nessa chaleira.

Tucanos perdem o rumo com a decisão do BC | Os Amigos do Presidente Lula

Tucanos perdem o rumo com a decisão do BC Os Amigos do Presidente Lula

A decisão do COPOM, colegiado do Banco Central, de baixar de 12,5% para 12% a taxa SELIC provocou reações iradas nos economistas ligados ao mercado financeiro e, claro, influenciou seu braço político, os parlamentares demo-tucanos. Foi uma decisão importante do Banco Central, mostrando uma afinação total da equipe econômica da presidente Dilma Roussef, que havia anunciado um superávit extra de mais 10 bilhões para esta ano de 2011 e agora baixa a taxa básica de juros da economia, reafirmando que o governo vai continuar combatendo a inflação mas que vai preservar o crescimento da economia, a geração de empregos e, em suma, o poder aquisitivo da população, que aumentou nos últimos oito anos, gerando um novo e vigoroso mercado interno.


Aliás, foi esse mercado interno que salvou o país na crise de 2008/2009 e foi a esse mercado interno que o presidente Lula dirigiu-se em dezembro de 2008, quando foi à televisão pedir que os brasileiros continuassem comprando, em defesa do emprego e da renda. A chamada nova classe média, surgida das políticas acertadas do governo de Lula, vai continuar sendo prestigiada por Dilma e é isso que está por trás da das decisões de aumentar o superávit e de baixar os juros. Dilma quer combater a inflação sem minar o crescimento econômico do Brasil.

E porque baixar os juros, num país que tem uma das maiores taxas do planeta causa tanto rebuliço e tanta revolta entre os economistas tucanos e seu braço político, os parlamentares demo-tucanos? Porque, aparentemente, o Banco Central, em nova fase, simplesmente ignorou esses analistas e "donos" das previsões sobre o que acontece na economia. E a verdade é que essas previsões não são como aquelas que todos fazemos a respeito de futebol e outros esportes. As análises e previsões sobre juros, por exemplo, são vendidas a peso de ouro no mercado financeiro. Não é apenas isso. As previsões geram apostas bilionárias, onde quem mais acerta, mais ganha.

Assim, temos uma situação interessante. Os economistas fazem suas previsões, apostam, ganham bilhões todos os anos e torcem para que os juros continuem altos. Seu braço político, os parlamentares demo-tucanos criticam os juros "mais altos do planeta", esquecendo-se de que no governo FHC a taxa SELIC chegou a 45% (certamente, numa homenagem ao número dos tucanos).

Quando o Banco Central "desobedece" uma regra não escrita, de avisar a turma de que vai baixar os juros, quando a equipe economica trabalha sem divergências, de forma afinada, para controlar a inflação e garantir o crescimento econômico do país, isso pode ter ferido os interesses bilionários de quem apostava em juros permanentemente altos. Os economistas perderam dinheiro e seu braço politico perdeu o rumo.


A TUJA - Torcida Uniformizada dos Juros Altos está em clima de perda de campeonato mundial. E os políticos demo-tucanos, aflitos com a possibilidade de Dilma conseguir o que Lula não conseguiu, por causa da crise de 2008: juros de um dígito. Isso é contra os interesses demo-tucanos, porque pode significar um governo mais forte e popular.

Lorota vai à Marabá anunciar continuidade do governo de Ana Julia. Ele não tem projeto nenhum !!

O tal governo itinerante do Lorota, não passa, como de costume, de ação midiática. Basta ler a postagem do Hiroshi para comprovar isso.

O Lorota se abalou até Marabá para dizer que vai "continuar" duas obras que não dele, são obras do PAC do governo federal, articuladas e iniciadas no governo da companheira Ana Júlia. Anunciou ainda que em 2013 (se Deus quiser) vai começar a construir o Centro de Convenções, que também foi uma articulação do governo passado, que garantiu recursos com financiamento do BNDES, ou seja, o Lorota não começa agora porque não quer.

Por fim acabou reconhecendo que não tem força política junto ao governo federal e que vai TENTAR articular alguma coisa, ou seja, enrolação.

De certo mesmo dessa visita do Lorota à Marabá, a convicção de que ele não tem projeto nenhum para o desenvolvimento integrado do estado, talvez seja por isso que se omite quanto à divisão. Infelizmente quem paga o "pato" é o povo, que só tem escutado promessas

Aliais, esse é o reflexo de um governo que se rege por uma maldita "Agenda Mínima", as ações são políticas e como tal, devem apresentar seus efeitos na eleição e não no dia-a-dia do povo. Esse é um filmezinho que nós já conhecemos: "Vão começar um monte obras já na parte final do mandato, para venderem a imagem de que se eles não forem reeleitos elas vão parar; foi preciso primeiro organizar a máquina nos anos inciais do governo; bla bla bla, bla bla bla, bla bla bla e por aí vai.

E que é de vocês está guardado !!

Efeitos do Governo Itinerante

Qual o efeito da presença por três dias de Simão Jatene em Marabá sobre a campanha plebiscitária  que se inicia agora a 11 de setembro?

Absolutamente, nenhum.

Do ponto de vista administrativo, deve resultar em dividendos futuros, considerando o anúncio da retormada de obras que estavam paradas desde o último ano do goveno Ana Júlia – entre elas a urbanização do bairro Cabelo Seco e a ampliação do sistema de água da Cosanpa, ambos empreendimentos inseridos no PAC, do governo federal, com contrapartida estadual.

O centro de convenções, também idealizado no governo passado, mas que não saiu  do papel, como  deverá iniciar-se somente a partir de 2013, terá seus efeitos medidos em tempo futuro.

Na área empresarial, Jatene deixou a esperança de que agora o governo estadual envolverá esforços para viabilizar o pólo metalmecânico do Distrito Industrial – caso a hidrovia do Tocantins seja realmente pontuada pelo governo federal.

Como foi divulgado em primeira mão aqui no blog,  Brasília decidiu colocar em standby o início do derrocamento e dragagem do rio, atrasando a viabilidade da hidrovia.

A área de saúde pública é a que mais sufoca a população.


A ampliação do Hospital Regional, com garantia de inclusão de mais leitos e novas especialidades, deverá ser o maior feito da presença de Jatene na cidade. 

Porque a foto do empresário, sonegador graúdo, não estampa as notícias do PIG? E quem são os outros envolvidos? E o cara ainda diz que houve "espetáculo" da PF.


Empresário usou testas de ferro para sonegar, diz PF

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GRACILIANO ROCHA
DE SALVADOR
Investigação da Polícia Federal aponta que o empresário Paulo Sérgio Cavalcanti, que chegou a ser preso no mês passado, operou a Sasil por meio de testas de ferro entre 2001 e 2008.
A Sasil, uma das principais distribuidoras de produtos químicos e termoplásticos do país, foi alvo da Operação Alquimia (deflagrada no último dia 17 pela Receita e pela PF) por suspeita de envolvimento em sonegação de R$ 1 bilhão em tributos.
PF apura uso de fundos de investimento em esquema de sonegação
Suspeito de chefiar organização de sonegação é liberado
Não há irregularidade, diz advogado de suposto sonegador
Donos de grupo baiano comandavam esquema de fraude, diz PF
Veja galeria de fotos da megaoperação da PF
Houve 23 prisões. Uma ilha próxima de Salvador (BA) que pertence a Cavalcanti foi confiscada na ação.
Segundo a PF, em dezembro de 2001 os irmãos Paulo Sérgio e Ismael Cavalcanti se desligaram formalmente da Sasil, que passou a ser controlada por duas empresas cujos proprietários eram offshores registradas em um paraíso fiscal no Caribe.
Divulgação
Ilha de 20 mil metros quadrados nas proximidades de Salvador foi confiscada
Ilha de 20 mil metros quadrados nas proximidades de Salvador foi confiscada
De acordo com os autos da investigação, obtidos pela Folha, as duas controladoras da Sasil eram a Andaluz Participações e a Fall Participações Ltda. Ambas tinham como sócias as companhias Andalusite Corporation Limited e Falima Investiments Limited e foram registradas nas Ilhas Virgens Britânicas.
Segundo a PF, o representante da Andaluz e da Fall no comando da Sasil era um funcionário ligado a Cavalcanti, que seria quem de fato dava as ordens.
Em junho de 2008, as cotas da Sasil voltaram a pertencer formalmente a Paulo Sérgio e a seu filho Paulo Sérgio França Cavalcanti através de uma indenização judicial. O controle se deu via Stahl Participações Ltda., fundada pelo presidente da Sasil e o filho um mês antes.
A PF suspeita de que a integralização de todas as cotas da Sasil na Stahl, por apenas R$ 1, foi uma manobra para blindar o patrimônio dos Cavalcanti e maquiar o seu valor verdadeiro.
Paulo Cavalcanti chamou a suspeita da PF de ["invenção". Segundo ele, tanto a venda da empresa como a volta dela a seu patrimônio ocorreram de maneira legal.
Cavalcanti diz ter atuado na Sasil entre 2001 e 2008 como prestador de serviço, como estabelecido pelo contrato da venda da empresa.
Os supostos crimes investigados pela Operação Alquimia começaram a ser investigados em 2002 e foram praticados, segundo a PF, por uma organização criminosa que criou empresas de fachada para simular operações de compra e venda com a Sasil.
Como as empresas de fachada não pagavam os impostos, de acordo com a PF, nada era recolhido e a Sasil se beneficiou de créditos tributários fraudulentos.
Segundo Cavalcanti, o R$ 1 bilhão de sonegação e o suposto esquema com 300 empresas envolvidas são "matematicamente absurdos".
Veja o vídeo da operação:
OUTRO LADO
Cavalcanti disse que a PF agiu como "roteirista de espetáculo" quando invadiu sua ilha na baía de Todos os Santos.
Ele chama de "invenção" as alegações do inquérito da Operação Alquimia, que o apontam como chefe de um esquema que usou 300 empresas Ðvárias delas de fachadaÐ para fraudar o fisco e lavar dinheiro.
"Foi um espetáculo com roteiro. Pegaram um helicóptero, desceram do helicóptero, filmaram a ilha e disseram [que era] a ilha do tesouro com o ouro lá dentro --o que é mentira. Fizeram um escarcéu danado", disse à Folha.
Cavalcanti diz que comprou a ilha legalmente em 1987 e registrou a propriedade em cartório em 1992 Ðdez anos antes do início do inquérito da PF sobre o caso. Os 2,5 kg de ouro apreendidos na operação estavam na casa da mãe do empresário.
"Não sou sonegador, minha empresa não é sonegadora. Pago meus impostos, paguei todos os meus impostos em todas as minhas relações comerciais, seja lá com quem for", afirmou.
A maior queixa do dono da Sasil é contra a prisão temporária dele e de pessoas da sua família. "Existem todas as instâncias do Judiciário para exaurir todas as possibilidades de defesa. Utilizar a prisão temporária como foi utilizado é uma brutalidade ao direito do cidadão", disse.
Uma das mágoas que o dono da Sasil não esconde foi a Alquimia ter ressuscitado o apelido de "Paulinho Metanol", dado pela imprensa baiana na década de 90 por causa de uma tragédia que matou 16 pessoas em Santo Amaro, no Recôncavo.
A Sasil vendeu embalagens plásticas de grande porte, que continham resquícios de metanol, produto altamente tóxico, a um comerciante de cachaça. Cavalcanti diz que a Justiça concluiu que a culpa não foi de sua empresa e ele nem respondeu processo.
"Quando chega agora, em vez de citarem que o empresário Paulo Cavalcanti é suspeito, dizem logo 'Paulinho Metanol'. É uma perversidade", declarou.

Alta do PIB em 2011 deve ficar 'mais para 4% que para 4,5%', diz Mantega.

Ministro comentou expansão de 0,8% da economia no 2º trimestre. Desaceleração reflete medidas tomadas pelo governo, afirmou.
Ligia GuimarãesDo G1, em SP
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta sexta-feira (2) acreditar que a economia brasileira está "caminhando" para terminar 2011 com um crescimento do Produto Interno Bruto Brasileiro (PIB) mais próximo de 4% que de 4,5%, como projeta o Ministério.
"A impressão é que deveremos ter um crescimento em 2011 mais para 4% do que 4,5%", disse ele durante entrevista concedida em São Paulo para comentar os números do PIB referentes ao segundo trimestre, divulgados nesta sexta-feira (2) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Mantega prevê crescimento próximo a 0,8% no terceiro trimestre, e que a economia volte a crescer em ritmo mais forte nos últimos três meses do ano, impulsionada principalmente pelo pagamento do 13º salário aos trabalhadores. Já em 2012, o ministro acredita que o país tem condições de sustentar uma expansão de 5% da economia.
ministro da Fazenda, Guido Mantega, concede entrevista coletiva no prédio do Banco do Brasil na Avenida Paulista, em São Paulo, nesta sexta-feira. (Foto: Amauri Nehn/Agência Estado)Ministro da Fazenda, Guido Mantega, concede entrevista coletiva no prédio do Banco do Brasil na Avenida Paulista, em São Paulo, nesta sexta-feira. (Foto: Amauri Nehn/Agência Estado)
Embora não tenha alterado a projeção oficial do governo, Mantega antecipou sua percepção de que a piora do cenário econômico internacional deverá puxar para baixo o ritmo de crescimento da economia brasileira.
"A gente nunca tem certeza, portanto o governo procura manter suas projeções até ter certeza que elas foram alteradas. Mas, pelo desempenho da economia neste período, a impressão é que nós deveremos ter um crescimento em 2011 mais para 4% do que 4,5%."
De acordo com o ministro, a indicação é dada pelos dados do segundo trimestre, divulgados mais cedo pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que mostraram um crescimento de 0,8% no período, abaixo da expansão de 1,2% verificada no trimestre anterior, e pelos dados que o governo já tem sobre o crescimento do terceiro trimestre.
Na semana passada, Mantega já havia admitido que que o crescimento da economia brasileira pode ser menor neste ano. Até o momento, ele vinha prevendo uma taxa de expansão de pelo menos 4,5% para o PIB de 2011.
Certamente (a crise) vai ter o impacto de puxar para baixo a economia brasileira. O que nós não podemos (...) é deixar a crise se instalar""
Guido Mantega
Durante a entrevista, o ministro reconheceu que há diferenças entre as projeções da Fazenda e do Banco Central para a economia e voltou a negar que o governo tenha influenciado a decisão do Comitê de Política Monetária do BC de baixar para 12% os juros, que foi alvo de críticas de que poderia ter sido motivada por pressão política.
"O governo não influenciou nem quando subiu nem quando desceu (a Selic), é uma avaliação que o BC faz dessa situação", afirmou. "Até outro dia havia unanimidade entre os analistas (...) de que a taxa de juros ia cair no país. Eu li isso em todos os veículos de comunicação que vocês representam. Acho estranho algumas reações dizendo que isso foi uma surpresa".
Mantega disse ainda que o governo continuará dando condições para que os juros caiam no Brasil, mas que a decisão final cabe ao Banco Central e não à Fazenda.
Desaceleração desejada
De acordo com Mantega, a desaceleração do PIB no segundo trimestre já era esperada e reflete as medidas que vem sendo tomadas pelo governo para conter o crescimento da economia e evitar o descontrole da inflação.
O BC é um pouco mais pessimista que a Fazenda, mas de modo geral nós concordamos que o cenário internacional tende a puxar as economias para baixo"
Guido Mantega
"Aumento de juros, compulsório, IOF, corte de gastos fiscais, tudo isso contribiu para essa desaceleração da ecoonomia brasileira. É natural que essa desaceleração contribui para o controle da inflação", afirmou.
O ministro reforçou o compromisso do governo em cortar gastos, cumprir "metas cheias" de superávit primário e, assim, diz que "estarão dadas" as condições para uma queda maior da taxa de juros no Brasil nos próximos anos.
"Até o final do ano não tenho a menor ideia, mas nos próximos dois anos, ou três anos, médio prazo, as condições estarão dadas para que as taxas de juros continuem caindo.
Condições fiscais. E nós vamos continuar fazendo uma política fiscal sólida, rigorosa, contendo gastos de custeio, isso é importante. Isso não é uma promessa, isso já está acontecendo, já estamos fazendo isso".
Fazenda X BC
Mantega reconheceu que as projeções do BC e da Fazenda para a economia são diferentes entre si. “Estamos falando de projeções e se você olhar as projeções de todas as agências e analistas, cada um tem uma projeção diferente. Nunca ninguém acerta com rigor", afirmou.
"Isso é normal e as equipes vão ajustando as previsões de acordo com a realidade. A Fazenda demora um tempo maior para fazer essa adaptação. Até mesmo porque quando a gente trabalha com número de PIB ele vai também para o orçamento, determina a liberação de recursos ou não, implica na previsão de arrecadação", disse Mantega.
"O BC é um pouco mais pessimista que a Fazenda, mas de modo geral nós concordamos que o cenário internacional tende a puxar as economias para baixo. O crescimento da economia mundial será menor, quanto a isso não resta dúvida".
Na opinião do ministro, os efeitos da crise serão sentidos também no Brasil. "Certamente vai ter o impacto de puxar para baixo a economia brasileira. O que nós não podemos esperar é que essa crise se instale, deixar a crise se instalar", disse.
'Vazamento'
Mantega afirmou também que os dados do PIB divulgados pelo IBGE mostram que uma parte do crescimento do Brasil "vazou" para o exterior, já que uma parcela da demada foi atendida por produtos importados em vez da produção nacional.
Ele citou que as exportações brasileiras apresentaram alta de 2,3% no segundo trimestre frente ao trimestre anterior, que foi superado pelo crescimento das importações, de 6,1%.

"Está havendo um vazamento do crescimento brasileiro para o exterior. Uma parte do nosso crescimento está sendo atendido pelas importações. Se não fosse esse vazamento, o PIB brasileiro teria sido maior no segundo trimestre", afirmou. 

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Diga-me com quem andas...

O jogo da seleção brasileira reserva em Belém terá ingressos de R$ 90,00 a R$ 500,00.

Isso depois do governo gastar R$ 2 milhões em uma pequena reforma.

A arrecadação do jogo é da CBF, que não gasta nada e anida fica com a renda, com o ingresso mais barato a R$ 90,00. Que beleza de negócio !!

Este é mais um Presente de Grego do Lorota para o povo do Pará. Aos ricos o espetáculo. Aos pobres o pisoteamento que provavelmente vai ocorrer na entrada para o treino do dia anterior !!

Leiam no link abaixo a postagem do Zé sobre o tema:

Blog do Zé Carlos do PV: Povo pobre não pode assistir a seleção

Escrevinhador - O (novo) papel do Banco Central brasileiro

Escrevinhador - publicada quinta-feira, 01/09/2011 às 15:20 e atualizada quinta-feira, 01/09/2011 às 15:00
Editorial do Sul21
Com a redução de 0,5 pontos percentuais na Taxa Selic, o Banco Central brasileiro sinaliza que finalmente se colocou ao lado do governo federal no esforço para a manutenção do crescimento do país. Abandonando a ortodoxia monetarista, que fixa o controle da inflação como a atividade única do BC e adota como recurso supremo o manejo das taxas de juros, a decisão tomada ontem pelo Comitê de Política Monetária (Copom) deixa claro que, finalmente, começa adotar o entendimento de que o agravamento da crise econômica dos países desenvolvidos exige um estímulo maior aos investimentos internos e ao crescimento da economia brasileira.
Campeão mundial de juros reais, o Brasil vinha adotando medidas em sentido contrário às adotadas em todos os demais países do globo. Enquanto todos os países reduziam suas taxas de juros básicos, o Brasil mantinha a decisão de aumentá-la, mesmo diante do agravamento da crise mundial. Ainda hoje, com a fixação da taxa Selic em 12% ao ano, ocorrida nesta quarta-feira (31), o Brasil se mantém na vanguarda mundial dos juros. Em termos reais, descontando-se a inflação anual, a taxa de juros reais do Brasil está em 6,35% ao ano enquanto a da Hungria, o país com a segunda maior taxa de juros reais no mundo, está em apenas 2,8%. Evidenciando a crise mundial e a tentativa de superação adotada pela maioria dos países, a taxa média de juros no mundo hoje é de -9% ao ano, ou seja, de nove pontos negativos.
A redução ocorrida ontem, não representa, portanto, uma capitulação do BC brasileiro às pressões do governo federal, como apregoaram alguns analistas, mas o reconhecimento de que o seu papel vai além de ser um mero e estrito controlador da inflação. Ele pode e deve ser também o de estimulador do desenvolvimento do país. Mais do que um Banco Central independente, como apregoa a cartilha neoliberal, cabe ao BC adotar um papel de regulador da economia e do mercado, induzindo ou refreando o desenvolvimento da economia nacional como um todo, deixando, finalmente, de servir aos desígnios do mercado financeiro mundial.

Salário-mínimo: compromisso honrado !!

Ano passado, quando o PT defendeu uma política nacional para o salário mínimo, acordada entre o governo e as centrais sindicais do país, a oposição fez uma festa.

De um lado os Demo-tucanos fazendo proseilitismo político em cima de uma bandeira que jamais defenderam. Do outro, o PSOL e sua "aliança tática com a direita", querendo estabelecer um clima de desconfiança entre trabalhadores e o governo.

Agora, de forma tranquila, a presidenta Dilma mostrou que o PT e o governo estavam certo em defender a manutenção de uma política estável de reajuste do salário mínimo. Com isso a direita não pode boicotar o reajuste do SM e ele seguirá ampliando seu poder de compra.

Abaixo transcrevo postagem do deputado Brizola Neto em seu blog, o Tijolaço. Muito bom. 

Salário-mínimo: compromisso honrado

O compromisso foi honrado. Apesar de todas as pressões para que o Governo roesse a corda do acordo feito no ano passado e mudasse a regra prevista no acordo do ano passado sobre o reajuste do salário-mínimo – variação do PIB de dois anos antes mais inflação do ano anterior – a presidenta Dilma cumpriu o combinado.
A ministra Miriam Belchior entregou a Lei Orçamentária do próximo ano prevendo um reajuste do salário mínimo de 13,6% – que é a soma de 7,5% de crescimento do PIB em 2010 e a inflação prevista para este ano, de 6,1%. O valor vai, portanto, a R$ 619,21. Isso significa um aumento médio real, descontada a inflação pelo INPC, de 58, 6% desde o início do Governo Lula, segundo o cálculo do DIEESE. Ou de 91,7%, se usarmos o IPCA como índice deflator.
Pouco, sim, mas no limite do que as contas públicas podem suportar sem nos encalacrarmos em mais dívidas e não um ato demagógico de campanha eleitoral.
Aliás, não é á toa que a direita brasileira fala tanto em demagogia e populismo. Ela entende bem disso.
O Governo pode enfrentar de rosto erguido todos os que reclamaram do reajuste modesto deste ano, quando seguiu as mesmas regras. Mas vai enfrentar muitas pressões por que, agora, não vai haver quem ache que este reajuste é inflacionário. Embora, é claro, tenham dito que vivemos um surto de inflação mesmo sem reajustes expressivos.

Ao contrário. No seu editorial de hoje, para criticar a declaração da presidenta de que os juros devem baixar, o Estadão não teve vergonha de, outra vez, culpar os reajustes salariais pela elevação dos preços:

“O poder de compra tem sido sustentado tanto pelo crédito quanto pelos aumentos salariais. Mais de 80% dos acordos concluídos pelos sindicatos na primeira metade do ano proporcionaram ajustes acima da inflação.”
Deveriam ter sido abaixo? Andam nossos salários tão luxuosos que podem os sindicatos se dar à generosidade de se deixarem ver desvalorizar? E se foi acordo e não greve ou dissídio não estava dentro da possibilidade das empresas de darem?
Vai haver muita chiação da mídia e de partes do empresariado. Paciência. Deveriam lembrar de um antigo ditado que diz que o combinado nunca é caro.

Há ranger de dentes na República da Roda Presa

Há ranger de dentes na República da Roda Presa

As reações à decisão do Banco Central de baixar os juros – em 0,5% – provocou uma onda de ira na República da Roda Presa.
A colunista Miriam Leitão diz que o BC foi “atropelado pela coalisão inflacionista”, que seria formada pelos ministros da área econômica e outros que envolveram a “pobrezinha” da Presidenta e a fizeram pressionar o Banco Central.
Não é uma análise, é um chororô disparatado.
Tratemos primeiro das tais “pressões políticas”.
Toda semana, senão todo santo dia, o BC sofre pressões políticas. A cada segunda-feira ele próprio solta um boletim, o Focus, com um apanhado do que o mercado “está pedindo” em matéria de taxas de juros. Geralmente, aliás, pedindo para cima.
Não há nada de errado em fazê-lo. Como não há nada de errado em jornalistas, economistas, empresários, sindicalistas, ou qualquer cidadão fazê-lo. Muito menos os ministros ou a Presidenta, aliás quem nomeia os integrantes da direção do Banco Central.
Afinal, o Banco Central é um agente político, pois é quem faz a política monetária. Reparem, não a técnica monetária, porque é uma ação técnica que tem de ouvir, pesar e decidir levando em conta inúmeros fatores econômicos e sociais. Isso não tem nada de mais: afinal, o Ben Bernanke, chefão do Federal Reserve dos EUA não se mostra preocupado com o desemprego, com a retração da economia e diz que, em função disso, manterão os juros baixos?
Mas vamos a um detalhe muito importante: se era pressão, e o Banco Central foi constrangido a ceder, lógico que seria uma concessão mínima. A taxa teria baixado 0,25%, no mesmo ritmo que vinha subindo. O Governo ficaria feliz por sinalizar a a baixa de juros, o Banco Central, se queria manter os juros, teria sofrido uma “derrota mínima”.
Mas não: a redução foi de 0,5% e por cinco a dois, na votação entre os cinco integrantes do Conselho.
E aconteceu porque os cidadãos que ocupam lugares naquele conselho não são cegos, e por não serem estão vendo uma crise recessiva mundial batendo às portas do Brasil. Quando escrevem que “os economistas são unânimes em dizer que não era hora de baixar os juros”, reduzem a unanimidade das opiniões aos analistas de sua predileção, funcionários ou amigos da banca privada.
Uma opinião que nem a banca privada tinha, porque já previa a redução futura dos juros, como você pode ler na matéria publicada na semana passada, por Eduardo Campos, do Valor Econômico.
De quem ganha dinheiro com os juros altos e ganham menos dinheiro com juros mais baixos. Para ser preciso, este meio por cento a menos vale R$ 4,7 bilhões a menor nos ganhos, em um ano.
Ontem à tarde, escrevi no blog Projeto Nacional, um post enumerando as razões econômicas que justificavam uma reversão na política de juros. Quem puder ler, creio que encontrará argumentos para discutir e esclarecer a tempestade de mídia que virá por aí.
Escrevo perto de 1 hora da manhã, mas não é difícil adivinhar o que serão as manchetes dos jornais de hoje. A República da Roda Presa está em polvorosa.
Perdeu.

ANANINDEUADEBATES: Deputado Edílson Moura defende a Cultura e o Pará sem divisão

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