Este blog tem como objetivo falar sobre assuntos do cotidiano, como política, economia, comportamento, curiosidades, coisas do nosso dia-a-dia, sem grandes preocupações com a informação em si, mas na verdade apenas de expressar uma opinião sobre fatos que possam despertar meu interesse.
Ex-presidente Lula publica em seu perfil no Facebook nota de pesar pela morte de Hugo Chávez; "Eu me solidarizo com o povo venezuelano, com os familiares e correligionários de Chávez, neste dia tão triste, mas tenho a confiança de que seu exemplo de amor à pátria e sua dedicação à causa dos menos favorecidos continuarão iluminando o futuro da Venezuela", escreveu Lula; leia a mensagem
5 DE MARÇO DE 2013 ÀS 20:39
247 - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou solidariedade ao povo venezuelano pela morte do ex-presidente Hugo Chávez, confirmada nesta terça-feira. "Tenho orgulho de ter convivido e trabalhado com ele pela integração da América Latina e por um mundo mais justo", disse Lula, por meio de nota publicada em seu perfil no Facebook. Leia a íntegra da mensagem:
"Foi com muita tristeza que recebi a notícia do falecimento do presidente Hugo Chávez. Tenho orgulho de ter convivido e trabalhado com ele pela integração da América Latina e por um mundo mais justo. Eu me solidarizo com o povo venezuelano, com os familiares e correligionários de Chávez, neste dia tão triste, mas tenho a confiança de que seu exemplo de amor à pátria e sua dedicação à causa dos menos favorecidos continuarão iluminando o futuro da Venezuela.
Luiz Inácio Lula da Silva"
Tropa virtual espalha mensagens pró Aécio na internet
Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania
No último domingo, este Blog foi surpreendido por uma enxurrada de comentários colocados em um post antigo, de 23 de abril de 2011, intitulado Um Larry Rother para Aécio Neves. O texto tratou de episódio pouco elogioso ao senador mineiro ocorrido naquele ano.
Mais adiante discorrerei com detalhes sobre a tal enxurrada de comentários. Antes, explicarei a natureza do post que foi alvo dessa verdadeira tropa virtual.
O texto em questão se refere a episódio ocorrido há quase dois anos com o senador pelo PSDB mineiro Aécio Neves, que foi flagrado dirigindo alcoolizado no Rio de Janeiro em um fim de semana e que, por isso, recusou-se a fazer o teste do bafômetro.
Eis um trecho do post que publiquei naquele abril de 2011:
“(…) Quem será o Larry Rother ou o Diogo Mainardi de Aécio Neves? Sim, porque se existiram para Lula, contra quem não havia provas de alcoolismo, teriam que existir para Aécio, que acaba de ser flagrado dirigindo bêbado no Rio. Além de haver provas contra o tucano, a prova ainda inclui um crime relacionado à bebida (…)”.
Não é raro entrarem comentários em posts antigos, mesmo sendo tão antigo quanto esse – todos os dias entram algumas dezenas de comentários assim. Contudo, nunca ocorreu, neste Blog, uma chuva de comentários como esses em um texto escrito há quase dois anos.
Mas não é só. O que é interessante é que mais de 40 comentários partiram de meia dúzia de pessoas – ou, ao menos, de computadores. Isso é o que mostram os IPs dos comentaristas, os quais postaram mensagens seguidas com nomes e e-mails falsos, mas que foram denunciados por suas assinaturas eletrônicas.
Abaixo, imagens dos comentários fakes pró Aécio:
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COMENTÁRISTA – Carlos Vianna
E-MAIL – carlos.vianna@ymail.com
IP – 177.18.47.123
STATUS – Marcado como spam por eduguim
DATA/HORA – Enviado em 03/03/2013 as 22:48
TEXTO – Gente que não sabe discutir política, lança assuntos sensacionalistas para tentar sujar a imagem do candidato à presidência pelo PSDB, Aécio Neves.
POST – Um Larry Rother para Aécio Neves
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COMENTÁRISTA – Danilo Souza
EMAIL danilosouza2402@gmail.com
IP – 177.18.47.123
STATUS – Marcado como spam por eduguim
DATA/HORA Enviado em 03/03/2013 as 22:48
TEXTO – Os ataques do PT só mostram que eles estão com medo de uma candidatura de Aécio Neves.
Aécio Neves é um governante que cumpre o que promete.
Excelente senador atuante.
POST – Um Larry Rother para Aécio Neves
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COMENTARISTA – Ricardo
EMAIL ricardogouva@yahoo.com.br
IP – 177.18.47.123
TEXTO – Marcado como spam por eduguimEnviado em 03/03/2013 as 22:47
Vendo a biografia de Aécio Neves, é impossível que não se possa ver a integridade desse homem.
Responsabilidade, mandatos e gestões eficientes em todos os cargos que já atuou.
Um homem que é de fato preparado para assumir a presidência do brasil. Aécio Neves é com certeza meu voto no ano que vem. Tucanos de volta em 2014!
POST – Um Larry Rother para Aécio Neves
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COMENTARISTA – Ana Ribeiro
EMAIL – anaribeiro668@yahoo.com.br
IP – 177.18.47.123
STATUS – Marcado como spam por eduguim
DATA/HORA – Enviado em 03/03/2013 as 22:47
TEXTO – Olhem mais para seus partidos e vejam quem realmente tem alguma coisa pra se orgulhar.
Mensalão e fichas sujas!
Aécio Neves é um homem íntegro e responsável pelos seus atos. Como presidente, com certeza irá dar continuidade ao excelente trabalho que foi feito em Minas Gerais.
Em 2014 eu vou de Aécio Neves Presidente!
POST – Um Larry Rother para Aécio Neves
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COMENTARISTA – Fernanda Souza
EMAIL – fernandasouza628@yahoo.com.br
IP – 177.18.47.123
STATUS – Marcado como spam por eduguim
DATA/HORA – Enviado em 03/03/2013 as 22:46
TEXTO – Se Aécio Neves fez um bem pra MG como governador, imagina então como presidente do Brasil em 2014?
Intriga da oposição!
Aécio Neves é um homem íntegro e responsável com seus deveres como cidadão.
POST – Um Larry Rother para Aécio Neves
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Como se vê, do computador que tem o IP 177.18.47.123 saíram 5 mensagens, 3 com nomes de homens e 2 com nomes de mulheres. Os horários de postagem dessas mensagens foram praticamente os mesmos.
Abaixo, mais um exemplo de outro IP (ou computador) usado para postar mais mensagens simultâneas com nomes e e-mails falsos, o que denota trabalho de equipe, até porque tal fenômeno durou manhã, tarde e noite inteiras do último domingo.
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COMENTARISTA – Bianca
EMAIL – biancadias2303@gmail.com
IP – 189.63.166.248
STATUS – Marcado como spam por eduguim
DATA/HORA – Enviado em 03/03/2013 as 17:27
TEXTO – Minas Gerais evoluiu muito com o governo de Aécio Neve
POST – Um Larry Rother para Aécio Neves
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COMENTARISTA – Igor
EMAIL – igor.barros01@yahoo.com.br
IP – 189.63.166.248
STATUS – Marcado como spam por eduguim
DATA/HORA – Enviado em 03/03/2013 as 17:24
TEXTO – Tudo que o Governador Aécio Neves fez por Minas Gerais reflete no excelente presidente que teremos.
POST – Um Larry Rother para Aécio Neves
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COMENTARISTA – Michael
EMAIL – michael.costa59@yahoo.com.br
IP – 189.63.166.248
STATUS – Marcado como spam por eduguim
DATA/HORA – Enviado em 03/03/2013 as 17:04
TEXTO – Minas Gerais evoluiu muito com o governo de Aécio Neves. Eu sou testemunha
POST – Um Larry Rother para Aécio Neves
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COMENTARISTA – Samuca Rocha
EMAIL – samuelrocha343@yahoo.com.br
IP – 189.63.166.248
STATUS – Marcado como spam por eduguim
DATA/HORA – Enviado em 03/03/2013 as 16:39
TEXTO – Com certeza o PIB do Brasil será um orgulho para os brasileiros quando Aécio Neves assumir a presidência da República.
POST – Um Larry Rother para Aécio Neves
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Essas são pequenas amostras da chuva de comentários que este Blog recebeu, repito, no último domingo em um post que foi publicado aqui há praticamente dois anos.
Não há, claro, nada de ilegal em um político ter uma tropa de apoiadores para postar comentários elogiosos ou em sua defesa em páginas da internet que tratam de política e que o elogiaram ou criticaram.
Todavia, há que perguntar sobre o aspecto ético de um pequeno grupo de pessoas se multiplicar em muitas ao custo de um estratagema desonesto como falsificar o próprio nome e o próprio e-mail, travestindo-se homens em mulheres e mulheres em homens.
À parte da questão ética, o fato revela que o PSDB já está trabalhando por Aécio como se ele estivesse em plena campanha eleitoral, pois esse fenômeno que acabo de relatar é usado no auge dessas campanhas, quando qualquer voto conta.
Ou, no mínimo, é o próprio Aécio que organizou essa ação.
Este relato é interessante porque mostra até a estratégia usada. Claramente, os partidários de Aécio estão varrendo o Google em busca de textos negativos contra ele e espalhando defesas a seu favor, num primeiro momento.
Por último, o episódio também sugere que os adversários de Aécio devem ficar atentos, porque, concomitantemente à sua defesa por pessoas que utilizam do expediente questionável supra revelado, as mesmas pessoas provavelmente não ficarão só na defesa…
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PS: espera-se que os computadores dos quais partiram as tais mensagens não tenham restrições para esse tipo de utilização, como, por exemplo, a de pertencerem a órgãos públicos.
Descontrolado, em pleno ataque de nervos, presidente do STF exprime em diálogo com jornalista de O Estado de S. Paulo, em Brasília, todo o seu desapreço pela instituição da sociedade chamada imprensa: "Vá chafurdar no lixo", ordenou Joaquim Barbosa depois de ter classificado o profissional Felipe Recondo de "palhaço"; foi à saída da reunião do Conselho Nacional de Justiça, nesta terça 5; repórter apenas iniciara sua pergunta
5 DE MARÇO DE 2013 ÀS 17:26
247 - Apesar de ser bem tratado e elogiado em grande parte do noticiário da midia tradicional (leia mais), o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, não parece conseguir se entender com os jornalistas. Nesta terça-feira, Barbosa chegou a chamar de "palhaço" um repórter do Estadão que lhe dirigiu a palavra, e o presidente do STF ainda recomendou que o jornalista fosse "chafurdar no lixo" (ouça aqui o áudio).
O desentendimento, que não é o primeiro entre o presidente do Supremo e um jornalista, ocorreu na saída da reunião do Conselho Nacional de Justiça, que também é presidido por Barbosa. Quando deixava o local, Barbosa foi abordado por jornalistas, como de costume, mas interrompeu, aos gritos, um dos repórteres logo na primeira pergunta.
O jornalista Felipe Recondo iniciou a questão: "Presidente, como o senhor está vendo...". Mas não pôde seguir, porque Barbosa logo emendou: "Não estou vendo nada. Me deixa em paz, rapaz. Vá chafurdar no lixo como você faz sempre". Assustado, o repórter retrucou com outra pergunta: "Que é isso ministro, o que houve?". Barbosa respondeu: "Estou pedindo, me deixe em paz. Já disse várias vezes ao senhor".
Diante de mais uma negativa, o repórter retrucou que "uu tenho que fazer pergunta, que é o meu trabalho". Mas a argumentação só serviria para irritar Barbosa ainda mais . "Eu não tenho nada a lhe dizer, não quero nem saber do que o senhor está tratando", disse o presidente do Supremo, que, afastado por assessores, ainda chamou o repórter de "palhaço" ao entrar em um elevador.
Associações
Os jornalistas que aguardavam o presidente do Supremo esperavam pela oportunidade de repercutir a nota divulgada pelas três maiores entidades de juízes do país (AMB, Ajufe e Anamatra) no fim de semana, em que os magistrados criticaram Barbosa por ele ter dito em entrevista que a magistratura tem mentalidade pró-impunidade. Em novembro passado, o presidente do Supremo já havia criticado um repórter negro, como ele, que, segundo Barbosa, teria replicado estereótipos racistas ao perguntar se ele estava sereno no novo cargo.
A presidente Dilma Rousseff fez breve discurso em homeagem ao ex-presidente venezuelano, falecido nesta terça-feira. Dilma estava com viagem marcada à Argentina para esta quinta-feira, mas mudou os planos devido à confirmação da morte de Chávez. "Lamento como presidenta da República e como uma pessoa que tinha por ele um grande carinho", discursou Dilma
5 DE MARÇO DE 2013 ÀS 20:02
247 - A presidente Dilma Rousseff aproveitou discurso que faria no Congresso Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais, em Brasília, para homenagear o ex-presidente Hugo Chávez, falecido nesta terça-feira. "O presidente Chávez foi sem dúvida uma liderança comprometida com o seu pais com o desenvolvimento dos povos da América Latina", discursou Dilma, que, ao fim de seu discurso, pediu um minuto de silêncio em homenagem ao colega.
"Em muitas ocasiões, o governo brasileiro não concordou integralmente com o presidente Hugo Chávez, mas hoje, como sempre, nós reconhecemos nele uma grande liderança, uma perda irreparável e, sobretudo, um amigo do povo brasileiro", disse a apresidente. "O presidente Hugo Chávez deixará no coração, na história e nas lutas da América Latina um vazio. Lamento como presidenta da República e como uma pessoa que tinha por ele um grande carinho", completou.
"Além de liderança expressiva, o presidente Chávez foi um homem generoso com todos aqueles que neste continente precisaram dele", finalizou Dilma, que cancelou a viagem que faria à Argentina nesta semana, marcada para quinta-feira. O cancelamento permitirá que Dilma compareça ao velório de Chávez.
Economia aplicada ao futebol: a elasticidade da demanda em Fla x BotaPor Vinicius Paiva |
Em economia, existe um importante conceito denominado “elasticidade-preço da demanda” que mensura as respostas dadas pela demanda às alterações no preço de um dado bem ou serviço. Como já demonstrado neste espaço, diversas questões econômicas são plenamente aplicáveis ao mundo futebol, e esta não é uma exceção.
A fórmula da elasticidade-preço é relativamente simples:
Ep = ΔQ/ΔP x P/Q
Elasticidades entre 0 e 1 presumem demandas inelásticas, ou seja, que respondem menos que proporcionalmente ao aumento (ou à redução) do preço. Neste caso, o aumento do preço costuma ser lucrativo - o que geralmente se verifica em mercados monopolistas ou no caso de bens de primeira necessidade. Acima de 1, a representação é de uma demanda elástica: aumentos no preço a reduzirão de maneira intensiva, e vice-versa.
Flamengo e Botafogo se enfrentaram duas vezes nas últimas duas semanas (17 de fevereiro e 3 de março). Gerou polêmica a decisão da diretoria do Flamengo – chancelada pelo Botafogo – de aumentar os preços dos ingressos para a segunda partida, válida pela semifinal da Taça Guanabara. Com o intervalo exíguo entre os dois confrontos e todos os parâmetros conhecidos, torna-se possível uma análise do perfil da demanda de ambas as torcidas, bem como do espetáculo como um todo.
Ao aplicarmos a fórmula da elasticidade-preço, temos o seguinte panorama:
Ep = ΔQ/ΔP x P/Q
Ep = 17.554 – 22.227/47 – 38 x 38/22.227
Ep = 0,88* – Elasticidade da demanda dos torcedores (agregados) de Flamengo x Botafogo.
*Em módulo, ou seja, anulando o sinal negativo
O que isto quer dizer? Que a demanda por ingressos nas partidas entre Mengão e Glorioso é inelástica, permitindo aumentos de preços sem que a queda no número de torcedores seja sentida em sua plenitude. Tanto é que o ticket médio (que aqui representa o preço) subiu 23% (de R$ 38 para R$ 47), enquanto a queda do público pagante (22.227 para 17.554) foi de 21%. Havia, portanto, espaço para a referida majoração. E a explicação vem do perfil da demanda dos torcedores do Flamengo:
Ep (Flamengo) = ΔQ/ΔP x P/Q
Ep (Flamengo) = 12.485 – 14.665/47 – 38 x 38/14.665
Ep (Flamengo) = 0,62
Todo o mais constante, conclui-se que a demanda por ingressos dos rubro-negros é extremamente inelástica. De fato, a majoração de 23% no preço levou a uma redução na presença da Nação de “apenas” 14% (eram 14.665, tornaram-se 12.485). É como se “ingressos de futebol” para os flamenguistas não fossem um artigo supérfluo. Veremos abaixo que esta característica é a razão pela qual o prejuízo não foi maior.
Ep (Botafogo) = ΔQ/ΔP x P/Q
Ep (Botafogo) = 5.069 – 7.562/47 – 38 x 38/7.562
Ep (Botafogo) = 1,39
Conforme já foi dito, elasticidades acima do unitário significam demandas sensíveis a preço. Sendo assim, contrapõe-se o senso comum de que os botafoguenses compareceriam mais mediante ingressos caros. A majoração de 23% levou a uma queda de 32% no número de alvinegros.
Isso significa que a contestada decisão de se majorar preços para a semifinal foi acertada?
Depende do ponto de vista. Se considerarmos apenas o conceito de elasticidade-preço, sim. Mas em boa dose por uma única torcida – a do Flamengo, que tem peso decisivo nos números finais. Em contrapartida, os preceitos econômicos que mensuram o preço maximizador de lucros são outros. Para tanto, seria necessário elaborar cálculos mais complexos, como de receita e custo marginal. Mas a verificação da capacidade ociosa aponta que o preço de equilíbrio seria bem menor do que o praticado nos dois clássicos:
Preço: R$ 47 –> Público 17.554 -> Renda R$ 831.380,00
Preço: R$ 38 -> Público 22.227 -> Renda R$ 855.270,00
Preço: R$ 29** (projeção) -> Público 30 mil (projeção) -> Renda R$ 870.00,00 (projeção)
** Em linha com setores Norte/Sul a R$ 20, setores Leste/Oeste superior a R$ 40 e inferior a R$ 50 – todos com meia-entrada.
Lembrando que existem custos fixos que existirão independente da quantidade de público e do total arrecadado. Arrecadar mais – mesmo que baseado em ticket médio inferior – é um benefício por esta ótica. Adicionalmente, clássicos com casa cheia valorizam o “produto” futebol carioca – algo que não vem acontecendo. Por fim, ainda que o aumento de preços tenha beneficiado o Flamengo (com sua torcida comparecendo mais que proporcionalmente), em campo o que se viu não correspondeu à referida lógica. Vitória alvinegra por 2 x 0.
As críticas da oposição e da grande mídia ao modelo econômico do governo da presidenta Dilma Rousseff, além de uma questão eminentemente política, não encontram respaldo nas estatísticas e revelam a completa ausência de um projeto político-econômico que contraponha ao que está em curso no Brasil há dez anos com os governos petistas. Esta é avaliação do deputado Cláudio Puty (PT-PA), vice-líder do governo no Congresso Nacional, sobre as previsões catastróficas que recaem sobre a atual condução da economia brasileira.
“Estamos num mundo que continua em crise, e as medidas que têm sido tomadas são absolutamente corretas. Fazem parte de um programa e não estão desvinculadas de uma estratégia geral, têm fundamento teórico e amparo estatístico”, afirma Puty, em entrevista ao PTnaCâmara. O deputado é graduado em Economia pela Universidade Federal do Pará (UFPA), Mestre em Economia pela University of Tsukuba (Japão) e Doutor em Economia Política pela New School for Social Research, Nova Iorque (EUA).
Veja a seguir a íntegra da entrevista.
P- Como o senhor analisa essa postura da grande mídia e da oposição de sempre olhar a política econômica do atual governo sob uma ótica catastrófica?
R - A grande imprensa seleciona temas com o objetivo de colocar em xeque a política econômica do governo Dilma, que evidentemente vai na contramão dos princípios ortodoxos que agradariam aos defensores da dependência do mercado financeiro e a seus departamentos de pesquisa. Isso começou há dois anos, com uma suposta denúncia de leniência do governo brasileiro em relação à política de combate à inflação. A inflação arrefeceu e mudaram de assunto. Passaram a tratar de baixo crescimento; de intervenção do Banco Central; de política de mudança das regras da poupança; de uso dos bancos estatais na redução dos spreads; e depois de mudanças na composição dos tributos e encargos nas contas de energia elétrica. Mais recentemente, apelaram até para a meteorologia, alardeando o risco de desabastecimento de energia, caso não chovesse. Mas, para azar deles, voltou a chover. Retornaram agora, portanto, ao tema da inflação. O que se percebe é que, para além das estatísticas, trata-se de um problema eminentemente de disputa política.
P - E o que de fato as estatísticas apontam sobre o controle da inflação nos governos do PT?
R - Em 11 dos 14 anos do Sistema de Metas (de inflação), o centro da meta não foi alcançado. Quando a gente ouve os comentaristas econômicos da grande imprensa falarem sobre o assunto, eles tratam o sistema de metas como se fosse simplesmente o centro da meta, mas nesses anos todos não alcançamos o centro da meta. A meta, na realidade, é uma banda, para cima ou para baixo. No próprio governo do PSDB, os atuais críticos do governo Dilma, que estavam nos gabinetes conduzindo a política econômica, não foram bem-sucedidos nesses critérios que exigem hoje do governo. A meta em 1999 era 8%, caindo em 2000 para 6% e, depois, para 4%. Quando a meta foi de 8%, a inflação foi 8,94%. Em 2001, a meta de Fernando Henrique Cardoso foi de 4% e a inflação foi de 7,67%. No último ano de FHC, a meta era de 3,5% e a inflação foi de 12,53%. Então, no que se refere às estatísticas, os tucanos e seus defensores não têm muito o que dizer, apesar de gostarem muito de falar como os pais da estabilização inflacionária. Já nos anos de Lula e de Dilma, mantivemos a inflação dentro da meta, com taxas de 7,60%, 5,69%, 3,14%. Nos dois anos do governo Dilma, a taxa permaneceu em torno de 6% e, no ano passado, ela foi de 5,84%. Então, está dentro da banda de tolerância.
P -Na época de FHC, em que contexto foram estabelecidas as Metas de Inflação e qual era o objetivo dessa medida?
R - O Fernando Henrique lançou o Plano Real lá em 1994, que era baseado no sistema de paridade do Dólar com o Real. Ou seja, o câmbio fixo. Então, quando você cria uma paridade da moeda deles com a nossa, você está igualando desiguais. De cara, gera um enorme problema para as nossas exportações... A consequência é que o Brasil quebrou duas vezes com essa estratégia tucana. A última delas, em 1999, quando o Brasil não foi mais capaz de segurar a paridade entre o Real e o Dólar. Em janeiro de 1999 – não antes de essa notícia ser vazada para alguns dos tucanos, que enriqueceram às custas da especulação, por saber de antemão que o Real iria depreciar – abandonaram o sistema de câmbio fixo e criaram um novo sistema, que foi o sistema de Metas de Inflação, que já havia sido utilizado em outros lugares, como na Nova Zelândia. O sistema de Metas de Inflação foi baseado numa lei e num decreto. Em suma, a meta de inflação era anunciada com dois anos de antecedência a partir de uma portaria do Conselho Monetário Nacional. Por exemplo, em 2012, é estabelecida a meta para 2014. Aí o governo tem que fazer esforços para atingir aquela meta, com uma banda de tolerância para cima ou para baixo. É isso que tem sido feito.
P - Dentro dos parâmetros das metas previamente estabelecidas, quais foram as estratégias tucanas para conter a inflação?
R - Eles passaram a utilizar o câmbio flexível e o instrumento baseado na ideia da tríade impossível. Se você controla os preços a partir das taxas de juros, você tem que ter o câmbio flexível. Não dá para controlar o câmbio, os preços e os juros ao mesmo tempo. Optam, a partir de alterações na taxa de juros, controlar os preços, mas para isso o câmbio tem que ser flexível. Então, o que acontece: você aumenta os juros, há um enorme influxo de capitais especulativos para o Brasil, isso aprecia o câmbio e derruba nossas exportações. Você joga o país numa recessão, com o aumento das taxas de juros. Fernando Henrique chegou lá em 45%, 25% quando passou para o governo Lula. Então, coloca o Brasil num patamar muito elevado de juros, com todas as consequências sobre a produção, o emprego, a renda das pessoas e, principalmente, sobre os lucros dos bancos.
P - Qual a diferença da política econômica da presidenta Dilma?
R - Ela tem tentado com relativo sucesso nos últimos anos usar outros instrumentos que não seja a taxa de juros para controlar a inflação, mudando os custos, por exemplo, da energia elétrica, usando medidas de restrição ao crédito chamada de macroprudenciais, tentando evitar que a gente dê uma enorme dose de anestésico à economia para controlar os preços, que é o aumento dos juros. Não é à toa que a gente tem aí persistente crescimento da massa salarial, da renda do trabalhador e do emprego. Por isso, a resistência da presidenta de usar instrumentos de aperto monetário, porque isso tem consequências sobre um País que cresceu 1% no ano passado. Então, é uma absoluta irresponsabilidade dos analistas financeiros defenderem uma política ortodoxa de combate à inflação quando a gente cresceu 1% no ano passado. Nossa principal tarefa agora é fazer o País crescer.
P - E como se dá atualmente a relação do governo com o Banco Central no que se refere aos juros?
R - Hoje, há uma decisão política do Banco Central, o que contradiz a ideia de que ele tem que ser absolutamente autônomo. O Banco Central mudou com o governo Dilma, e o resultado está na trajetória descendente da taxa Selic. Foi uma decisão política do governo brasileiro, de quem foi eleito. Ao contrário dos tucanos e do mercado financeiro, que diziam que o Banco Central tinha que ser absolutamente autônomo da vontade do governo eleito.
P - Como o senhor avalia a divulgação recente do Ministério da Fazenda de que em 2013 haverá retomada do crescimento, redução da inflação, aumento da massa salarial e retração do desemprego?
R - Vejo isso com muita tranquilidade, porque essa previsão já estava na peça orçamentária do ano passado, quando falávamos de inflação controlada, crescimento de 4,5% este ano. Não sei se vai crescer a essa taxa, mas certamente será bem maior que o do ano passado, que foi muito baixo. Não há sinais e nunca houve de descontrole inflacionário. Não faz sentido econômico o que eles (grande mídia e oposição) estão dizendo. Eles estão mais no campo da ideologia, da disputa política e da falta de agenda da oposição brasileira. Estamos num mundo que continua em crise, as medidas que têm sido tomadas são absolutamente corretas, fazem parte de um programa, não estão desvinculadas de uma estratégia geral, têm fundamento teórico, tem amparo estatístico.
O bravo jornalista anarcossocialista Mino Carta baixou bronca no PT, partido que apoia, sem nele militar, desde sua fundação, irritado em vê-lo praticar deslizes éticos, habituais em outros partidos, mas que um PT deveria evitar. A criação do Partido dos Trabalhadores, em 1980, trazia esperança para todos os que ansiávamos pela rápida superação da “abertura lenta e gradual”.
Havia, contudo, algo de Rousseau no ar. Trabalhador era visto como “o bom selvagem”, ainda não corrompido. Talvez houvesse exagero nessa expectativa. Na militância desse então novo partido, surgiram diversos grupos, dando-lhe vitalidade com suas conflitantes convicções.
Além deles, percebiam-se duas posições básicas: os que defendiam um comportamento radical e os pragmáticos, objetivando, como todo partido, a conquista do poder político legítimo. É óbvio que esta corrente levou a melhor, pois, caso contrário, além de dificuldades eleitorais, o PT não conseguiria governar. Porém, o pragmatismo é fluido, como concordaria Baumann, e percorre múltiplos vasos comunicantes, inclusive os da corrupção. Com isso, começou o empalidecer dos princípios, ainda que se conservassem sempre os objetivos sociais.
O pragmatismo é termo genérico que, em política, serve para quase tudo. Mas ele é apenas instrumental, um modo de ser e agir, a serviço de algo mais sério: o patrimonialismo, que confunde o público com o privado de quem o pratica. Durante os períodos colonial e do Império, nem a igreja nem a adoção do Direito Romano alteraram a noção de que quem governa está autorizado a usar privadamente os bens públicos.
A primeira porque, em nome de Deus, tinha tradição na apropriação; o segundo porque gerou um conjunto de leis idealizadas que pouco correspondiam às práticas dos cidadãos, levando estes a múltiplas formas de contorná-las. Estou me referindo ao jeitinho, comportamento que requer alguma criatividade, mas também oferece a oportunidade da corrupção.
Em livro recente (“São Paulo, uma Interpretação”, 2011) apontei algumas características de nossa cultura: a miscigenação, que nos ensinou a conviver com o diverso; a relação com o território imenso, que incentivou mobilidade e gerou a cultura migrante e a atitude de conquistador, que não aceita os obstáculos de leis; a porosidade social segundo a qual, para fazer parte da classe dominante, é suficiente ter dinheiro; e, como ferramentas a serviço de conquistas individuais ou corporativas, o jeitinho e a corrupção, com o pretexto do pragmatismo, revelando uma indefinição entre o que é público e o que é privado.
O patrimonialismo tem se tornado muito evidente em seu uso pragmático, pernicioso e infiltrado. É notado inclusive no campo partidário, em que cada político espera ser tratado individualmente pelo governante, seja qual for o partido eleito, para permitir a governabilidade. O risco do PT é o de tornar-se um partido igual aos demais no que tange à tolerância patrimonialista.
Embora, seja feita justiça, não se conhece enriquecimento suspeito algum de suas lideranças. Contudo, critico porque torço: pelo já provável êxito do governo Dilma, pelos resultados positivos do novo prefeito Haddad e pelo prosseguimento da política de inclusão social. O bom governo da gestão Lula nunca esqueceu o compromisso de diminuir as diferenças, principal sintoma de subdesenvolvimento do continente. É, portanto, possível trabalhar com espírito público, sem recorrer a um pragmatismo fluido, perigoso quando destituído de princípios éticos.
JORGE WILHEIM, 84, arquiteto e urbanista, é autor de projetos como o vale do Anhangabaú e o Pateo do Collegio
Indicação de Marco Feliciano foi recebida com indignação por movimentos ligados à causa LGBT | Foto: Brizza Cavalcante/Ag.Câmara
Rachel Duarte
A bancada do PT estará reunida na terça-feira (5) para discutir a indicação do Partido Social Cristão (PSC) para a presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Federal. Para os petistas, a indicação do deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) para presidir a comissão é inaceitável, uma vez que o pastor teria posições consideraDas preconceituosas e discriminatórias. O movimento LGBT é um dos mais preocupados com o retrocesso que acreditam que seria consequência da indicação. Em nota, os ativistas se declararam surpresos com a indicação e repudiaram o nome do parlamentar.
A principal crítica não se refere ao PSC, mas à figura do pastor Marco Feliciano. Registros em vídeo e nas redes sociais atestam que Feliciano tem posições contrárias aos anseios da comunidade LGBT. Em 2011, ele escreveu em sua conta no Twitter que relações homossexuais levam “ao ódio, ao crime e à rejeição”. Na época, ele disse também que afrodescendentes eram descendentes “amaldiçoados” de Noé. Além disso, disse que a ex-senadora e atual ministra da Cultura, Marta Suplicy (PT) e a deputada federal Érica Kokay (PT-DF), defensoras do PLC 122 que prevê a criminalização do crime de homofobia, são “mulheres com sexualidade distorcida”.
Desviando da acusação que considera ‘obscurantismo’, Érica Kokay disse ao Sul21 que a indicação do pastor é inadmissível e uma ameaça à democracia. “Ele (Marco Feliciano) é uma ameaça à Constituição Federal. Todo o obscurantismo é ignorante. Além de destruir a imagem e o trabalho da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Federal, seu nome irá prejudicar o país internacionalmente”, avalia a deputada.
“Organismos internacionais de Direitos Humanos estão preocupados”, diz deputada
Em um momento em que organismos internacionais de defesa dos direitos humanos estão cada vez mais consolidados no enfrentamento das violações ocorridas nos países, o Brasil escolher um nome que pode impor preceitos religiosos para legislar é uma afronta, complementou Érica Kokay. “Existem organismos que já se comunicaram conosco e estão preocupadíssimos com o futuro desta comissão. Por isso que convocamos uma reunião com o PT”, afirmou.
Deputada federal Erika Kokay diz que mesa está avisada sobre falta de consenso para votar o nome de Marco Feliciano | Foto: Agência Câmara.
Diante da polêmica em relação ao nome de Feliciano, o próprio PSC estaria trabalhando nos bastidores para indicar outro nome para a presidência da comissão. O partido evita divulgar esse nome para evitar novas polêmicas. OSul21 tentou contato com o líder do PSC na Câmara, deputado federal André Moura, e não teve retorno até o fechamento desta matéria.
Na reunião desta terça-feira, Erika Kokay e demais deputados do PT que compõe a comissão, como Nilmário Miranda (PT-MG) e Luiz Couto (PT-PB), cobrarão explicações do líder do partido na casa José Guimarães (PT-CE) pelo fato de o PT ter perdido o comando da comissão. O rodízio entre os partidos com maior bancada ocorre anualmente e, embora a presidência da Comissão de Direitos Humanos ter sido do PT em 2012, o partido teria aberto mão para negociar outras comissões que considera prioritáriaS.
De acordo com o deputado federal Domingos Dutra (PT), que está deixando a Comissão dos Direitos Humanos, “a Comissão de Constituição e Justiça foi a prioridade nas escolhas do PT”. O partido também optou pela Comissão de Seguridade e Saúde e pela de Relações Exteriores. “Não sabemos, porque não falei com o líder ainda, se foi o PSC que saiu na frente em pedir a Comissão de Direitos Humanos antes do PT ou se o PT abriu mão por alguma outra. De qualquer forma, a negociação sobre o nome e o vice ainda será feita”, disse.
A indicação tem que ser votada pelos membros da Comissão, o que já está declarado que não irá ocorrer se o nome indicado for o do pastor Marco Feliciano. “A Comissão de Seguridade e Saúde é importante porque a bancada fundamentalista pretende mudar o Conselho de Psicologia para a ‘cura gay’ nesta comissão. Ficando com o PT é bom para evitar este absurdo. Porém, já avisei ao vice-presidente da mesa que não vamos votar o nome dele (Feliciano) para Direitos Humanos. Se houve a negociação das comissões, que seja ao menos um nome de maior consenso”, defende a deputada .
ABGLT pretende esvaziar funções da Comissão se PSC e PT não mudarem indicação do pastor
Deputado federal Marco Feliciano é contra o PLC 122 e participou de ato contrário ao texto em frente ao Congresso Nacional | Montagem: marcofeliciano2010.com.br
Além do PL 122, outros projetos referentes aos direitos da população LGBT podem estar ameaçados com mudança na presidência da Comissão de Direitos Humanos. A Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), que congrega 284 organizações em todo território brasileiro, publicou nota com indignação ao nome indicado pelo PSC.
“O parlamentar indicado para presidir a mencionada CDHM tem feito reiterados pronunciamentos públicos na contramão dos objetivos primordiais desta comissão. Em mais de uma ocasião, teceu comentários depreciativos à população LGBT, mostrando-se totalmente refratário ao reconhecimento dos direitos destas pessoas. Na contramão do entendimento do Supremo Tribunal Federal, que através da aprovação da ADI 4277 e da ADPF 132, declarou publicamente a legitimidade da existência de pessoas LGBT em nossa sociedade, em face de princípios constitucionais pétreos, a saber: a liberdade, a igualdade, a isonomia e a não discriminação”, defendeu a entidade.
Para o secretário de Educação da ABGLT, Toni Reis, a negociação para o futuro presidente da CDHM com o movimento social girava em torno de nomes do PT. “Temos confiança na relação dos parlamentares do PT com este tema. Eles têm mais atenção a isso. Quando soubemos que eles preferiram a Comissão de Relações Exteriores ficamos chocados. Mais ainda quando soubemos que seria o Marco Feliciano (indicado à Comissão de Direitos Humanos). Tem vídeosdele onde se confirma que ele é homofóbico, racista, aidsfóbico. Será uma vergonha e um desastre para o Congresso Brasileiro. É como colocar lobo cuidando de ovelhas. Ele não tem sensibilidade nenhuma com este tema e usa uma argumentação esdrúxula. Esperamos que o PT e o próprio PSC revejam esta posição”, cobrou.
Caso a indicação de Marco Feliciano seja mantida, o movimento estuda boicotar a Comissão de Direitos Humanos a ponto de esvaziá-la das decisões que toquem os temas fundamentais para os direitos LGBT. “Vamos deixar de participar desta comissão. Todos os projetos serão redirecionados para outras e seguirão direto para plenário”, disse.
Existem outras ações como as ligadas às comunidades quilombolas e ao combate ao trabalho escravo, que também podem ser afetados com a mudança na presidência da Comissão de Direitos Humanos. Para o deputado federal Domingos Dutra (PT) a indicação de Marco Feliciano faz parte de um plano da bancada evangélica para se unir à bancada ruralista e fortalecer a atuação conjunta no Congresso. “Eles articularam para dominar a Comissão de Agricultura e de Direitos Humanos. Nós precisamos é mudar esta relação de forças no parlamento, elegendo deputados indígenas, mais negros, mais mulheres”, fala. Para ele, mais do que a presidência de uma comissão, a relação de forças é o principal entrave dos temas das minorias no Congresso Nacional. “Hoje só vai à plenário aquilo que tem consenso. Isto deixa tudo engessado. Se não temos maioria sobre um tema, não temos acordo. O projeto de combate à tortura discutido pelo Executivo, por exemplo, está engavetado na Comissão de Direitos Humanos”, exemplificou.
Presidente do Ipea ressalta a importância do mercado de trabalho para a redução da desigualdade no país (Foto: Antonio Cruz / ABr)
Rio de Janeiro – “O pibinho não chegou ao bolso do trabalhador ou ao bolso do aposentado. Os brasileiros estão melhor do que o Brasil”. A definição, dada pelo presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Marcelo Néri, resume os resultados do boletim de conjuntura “Análise do Mercado de Trabalho”, elaborado pelo instituto e apresentado hoje (4) no Rio de Janeiro.
O estudo do Ipea, que abrange também o mês de janeiro de 2013, conclui que “o mercado de trabalho se comportou de maneira positiva em 2012”, mantendo uma tendência de crescimento iniciada nos últimos anos. A conclusão se apóia nos números positivos registrados em itens como as taxas de atividade e desocupação, a média dos níveis de ocupação e informalidade e o aumento da massa salarial e do rendimento médio real habitual do trabalhador brasileiro.
“O mercado de trabalho está surpreendendo há alguns anos, e talvez 2012 seja o ápice dessa surpresa” avalia Néri. O presidente do Ipea ressalta que o ano passado confirmou a tendência de crescimento do mercado de trabalho brasileiro, apesar dos resultados não tão bons obtidos em termos de crescimento da economia registrado pelo PIB, que cresceu 0,9% no ano passado. “A cada ano o desemprego vai caindo e a taxa de atividade vai crescendo no país. A formalidade continuou a aumentar. O salário, em particular, aumentou. É como se o Brasil estivesse crescendo sua massa per capita a 5,3% enquanto a economia registrada pelo PIB é zero”, diz.
Néri afirma ainda que a permanente entrada de novas pessoas no mercado de trabalho tem sido um fator preponderante para a redução das desigualdades sociais no Brasil. “O mercado de trabalho brasileiro continua o movimento de redução da desigualdade que beneficia aqueles com menor educação, que moram nas regiões mais pobres ou na periferia, os negros, as mulheres. Segmentos tradicionalmente excluídos têm tido um desempenho melhor”, diz. Distribuição de renda
O estudo do Ipea mostra que o mercado de trabalho para as classes com maior poder aquisitivo também cresce no Brasil, mas em uma velocidade menor, fator que explica em parte o bom desempenho dos setores menos favorecidos da sociedade: “Todos estão crescendo, mas quem está crescendo menos são os grupos tradicionalmente incluídos: pessoas de alta educação, brancos, homens, moradores das capitais do Sudeste. Nos últimos anos, ambos estão crescendo, mas os pobres estão crescendo a uma taxa maior, com diversas características positivas que incluem salário, ocupação, atividade, e formalidade”, avalia Néri.
O nível de ocupação no mercado de trabalho brasileiro, segundo o estudo do Ipea, aumentou em setores como administração pública, comércio, construção civil, setor financeiro e outros serviços. Apenas a indústria e os serviços domésticos registraram desaceleração em 2012.
Segundo Néri, determinados setores deverão continuar a funcionar como alavancas para o bom momento do mercado de trabalho em geral: “Os setores de construção civil e os serviços prestados por setores da administração pública – como educação, saúde e assistência social – registraram um crescimento forte. Isso está alinhado com os grandes eventos que o país receberá e com as necessidades de infra-estrutura. Esse movimento pode continuar ao longo de 2013.” 484 mil novos postos
De acordo com o estudo elaborado pelo Ipea, a taxa de atividade do trabalhador brasileiro em 2012 oscilou em torno de 57,3%, resultado ligeiramente superior à média de 2011 (57,1%). A taxa de desocupação, por sua vez, segue caindo, e obteve no ano passado a menor média anual (4,6%) desde 2002, com uma redução de 0,9% em relação a 2011. Já a média anual do nível de ocupação do trabalhador brasileiro teve em 2012 crescimento de 2,2% em relação ao ano anterior. Isso, segundo o Ipea, significa que o governo criou 484 mil novos postos de trabalho em 2012.
Entre os setores do mercado de trabalho, os maiores índices de crescimento foram da construção civil (4,6%) e da administração pública (4,1%). Registraram queda em relação a 2011 os setores de serviços domésticos (-2,03%) e indústria (-0,22%). Já o nível médio de informalidade registrado no Brasil no ano passado foi de 34%, o que significa uma redução de 1,1 ponto percentual em relação a 2011.
A média para o rendimento médio habitualmente recebido pelo trabalhador brasileiro em 2012, segundo o Ipea, foi de R$ 1.794,90. O maior valor no ano foi registrado no mês de novembro, quando o rendimento médio chegou a R$ 1.822,20. O diferencial de rendimentos entre empregados com e sem carteira assinada foi em média de 27,1% em 2012, superior aos 22,26% registrados em 2011. Já a massa salarial do país, segundo o estudo, foi de 6,3% entre 2011 e 2012.
Mas além da capacidade financeira de Eduardo Salles, ainda há a impressionante competência dos parentes do governador.
No primeiro Governo de Jatene, entre 2003 e 2006, eram mais de 20 os parentes do governador empregados no Executivo – e apenas no Executivo.
Ou seja, sem contar aqueles que ocupavam assessorias no Poder Judiciário e nas cortes de contas.
E agora, mesmo com o acirrado combate nacional ao nepotismo, eis que se descobre que pelo menos nove parentes de Jatene ocupam cargos comissionados na máquina pública – diz reportagem do jornalista Aguirre Talento, publicada, no último dia 3, pelo jornal Folha de São Paulo.
Há parentes de Jatene, também, no Judiciário, no tribunal de Contas, no Senado Federal.
E isso é apenas o que a Folha de São Paulo conseguiu checar.
Por "mera coincidência" – e é óbvio que é mera coincidência, caro leitor – parentes de desembargadores são assessores especiais de Jatene.
E pelo menos dois desses desembargadores continuam a julgar processos que envolvem o Estado, apesar de recomendação do CNJ para que se abstenham de apreciar tais questões – revela, hoje (4), nova reportagem da Folha de São Paulo.
Enquanto isso, até mesmo a Secretaria de Segurança Pública é assaltada em plena luz do dia, em pleno centro de Belém.
E um shopping center, também no centro de Belém, vive momentos de pânico, devido a uma troca de tiros, durante tentativa de assalto.
Mas os Jatene, com salários, na maioria, acima de R$ 10 mil por mês, num estado miserável como o Pará, vão muitíssimo bem...
De onde se conclui que Simão Jatene está para o Pará assim como José Sarney está para o Maranhão.
Enquanto os Jatene enriquecem, o Pará mais e mais empobrece.
Enquanto a filha de Jatene, Izabela, tenta se cacifar, através do Propaz, como a Roseana paraense, o Pará inteiro se transforma num autêntico pandemônio.
E o advogado Alberto Jatene, que virou um esfuziante empresário de bares e casas noturnas, ainda lamenta que, em decorrência da legislação antinepotismo, não possa também contribuir com a administração do papai governador...
Nem um ventinho de República sopra por estas bandas, onde as instituições estão todas amordaçadas, em troca de milionárias verbas de propaganda, cargos comissionados e sabe-se lá mais o quê.
Por isso, as fotos acima traduzem como bem poucas estes novos tempos do estado do Pará.
Simão Jatene é o Sarney do Pará.
Salve, salve o novo Maranhão.
FUUUIIIIIIIIII!!!!!!!!
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Leia as reportagens de Aguirre Talento na Folha de São Paulo.
Parentes de desembargadores do Tribunal de Justiça do Pará têm sido nomeados para cargos na "assessoria especial" do governo paraense, comandado pelo tucano Simão Jatene.
Além dos que ganharam o cargo no atual governo, há parentes de desembargadores que mantêm emprego na assessoria especial desde gestões anteriores.
Por causa disso, em fevereiro de 2012, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) recomendou a esses magistrados que não julgassem causas envolvendo o Estado.
Jatene tem parentes em cargos de confiança.
Também chegou a pedir, e, 2011, que o TJ-PA investigasse a questão. O tribunal respondeu não ter identificado nepotismo cruzado, e o procedimento foi arquivado.
A Folha revelou ontem que parentes do governador, de sua mulher e de sua ex-mulher ocupam cargos comissionados em órgãos do Pará.
O conselheiro do CNJ Silvio Rocha recomendou aos desembargadores "que se abstenham de julgar causas em que o Estado do Pará ou suas entidades sejam partes, com vistas a preservar a imparcialidade e a idoneidade da magistratura, enquanto os respectivos parentes ocuparem cargos comissionados na administração do Estado".
A Folha identificou cinco desembargadores nessa situação: Cláudio Montalvão das Neves (mulher nomeada em 2011), Constantino Guerreiro (duas filhas nomeadas em 2011), João Maroja (filha nomeada em gestão anterior), Rômulo Nunes (mulher nomeada em gestão anterior) e Ricardo Nunes (mulher nomeada em gestão anterior).
Ao menos dois deles continuam julgando casos ligados ao Estado porque dizem não ver problemas. Os assessores especiais estão formalmente ligados à Casa Civil, cúpula do governo, e podem atuar em qualquer área.
OUTRO LADO
O desembargador Cláudio Montalvão diz que, se não pode julgar contra o Estado por ter a mulher nomeada, os ministros dos tribunais superiores também não podem julgar contra a União porque são nomeados pela presidente. "Continuo julgando e até já julguei contra o Estado."
Maroja diz que sua filha foi indicada para o cargo por um colega desembargador e que não se vê impedido porque ela não trabalha diretamente com o governador.
Ricardo Nunes diz não ver problemas, pois não emprega nenhum parente do governador em seu gabinete.
O desembargador Rômulo Nunes disse, por meio de seu gabinete, que os procedimentos que investigavam irregularidades na nomeação de parentes foram arquivados pelo CNJ, pelo Ministério Público do Pará e pelo TJ-PA.
Constantino Guerreiro havia dito à Folha em 2011, quando a OAB do Pará fez uma denúncia sobre seu caso, que não há irregularidade na nomeação de suas filhas por terem recebido convite para trabalhar no Executivo, e não no Judiciário.
O governo do Pará diz que reduziu o número de assessores especiais e que o critério para a escolha é técnico”.
“03/03/2013 - 05h30
Jatene tem parentes em cargos de confiança
AGUIRRE TALENTO
DE BELÉM
O governador do Pará, Simão Jatene (PSDB), tem ao menos sete familiares, além da ex-mulher e da ex-cunhada, em cargos de confiança no Executivo, no Legislativo e no Judiciário do Estado.
Todos esses cargos são preenchidos sem concurso.
Nas folhas de pagamento há, por exemplo, filho, nora, genro e cunhada. Somados, os salários ultrapassam R$ 100 mil mensais.
Segundo especialistas ouvidos pela Folha, esses casos não se enquadram diretamente na súmula vinculante do STF (Supremo Tribunal Federal) que vetou o nepotismo na administração pública.
Isso porque um órgão fora do Executivo pode nomear parentes do governador, desde que ele não retribua dando, em troca, emprego a um parente do chefe daquele órgão, o que seria considerado nepotismo cruzado.
No Pará, essas nomeações acompanham o crescimento da hegemonia do PSDB local.
A lista de indicações aumentou com a recente eleição de Zenaldo Coutinho (PSDB) para a Prefeitura de Belém.
A ex-mulher Heliana Jatene assumiu o comando da Fumbel (Fundação Cultural de Belém), e a cunhada Rosa Cunha, a Companhia de Desenvolvimento da Área Metropolitana. Ambas com salário de R$ 15 mil.
FILHOS
Um dos indicados é o filho do governador, Alberto Jatene, que ganha R$ 14 mil como assessor jurídico do Ministério Público do Tribunal de Contas dos Municípios.
A procuradora-chefe do órgão, Elisabeth Massoud, é vizinha da família do governador em uma casa de praia.
Alberto, que ocupou cargos de confiança em outros órgãos, afirma que há um "extremo" na proibição de parentes. "O sobrenome virou uma chaga. Papai me diz: 'Beto, eu queria te ter aqui me assessorando, mas não dá'".
A nora do governador, Luciana Jatene, mulher de Alberto, é coordenadora do gabinete do desembargador Cláudio Montalvão das Neves, com salário de R$ 10 mil no Tribunal de Justiça do Pará.
Esse caso foi investigado pelo TJ porque a mulher do desembargador, Rosa das Neves, virou assessora especial do governo paraense em 2011. O procedimento foi arquivado após o TJ entender que não houve o nepotismo cruzado.
Outro caso parecido é o do sobrinho do governador, Simão Tomaz Jatene, assessor do senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) desde maio de 2011. O filho do senador, Flexa Filho, se tornou assessor especial do governo em fevereiro de 2011.
Já a filha do governador, Izabela Jatene, coordena o principal programa do governo do Estado na área de segurança, o ProPaz. O cargo não é remunerado, mas permite que ela comande o programa e continue com o salário da Universidade Federal do Pará, da qual é professora.
OUTRO LADO
O governador do Pará, Simão Jatene, afirmou, via assessoria, que nenhum dos casos configura nepotismo ou nepotismo cruzado.
Segundo a assessoria, Alberto Jatene (filho), Luciana Jatene (nora) e Ricardo de Souza (genro) atuam em funções compatíveis com suas formações profissionais e trabalhavam nas repartições antes de Jatene assumir, em 2011.
No caso de Luciana, o governo afirma que o Conselho Nacional de Justiça concluiu que não há nepotismo cruzado "por não haver contemporaneidade nas nomeações".
A assessoria diz que Izabela Jatene foi requisitada pelo ProPaz "por seu grande conhecimento e experiência".
A UFPA (Universidade Federal do Pará) afirma que ela continua exercendo atividades na universidade.
O governo diz que André Cunha tem "vasta experiência, tendo inclusive trabalhado no Ministério da Justiça".
Cunha afirma que é policial militar de carreira, graduado em direito e que não é próximo da primeira-dama.
A Prefeitura de Belém diz que o parentesco de Heliana Jatene com o governador se extinguiu após o fim do casamento, em 2001, e que Rosa Cunha (irmã da primeira-dama) tem "ampla experiência" na área de gestão”.
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Publicado em O Liberal - Poder - 03/03/2013 *Deputado Puty
Dez anos podem não ser muito em termos de tempo histórico – principalmente se pensarmos no conceito de “longa duração”, formulado pelo historiador francês Fernand Braudel. Mas como o próprio Braudel lembrava, o tempo avança com diferentes velocidades e, às vezes, uma década é um tempo suficiente para se mudar a face de um país. Foi o que aconteceu no Brasil nos últimos dez anos, quando o PT chegou ao poder federal com uma proposta desenvolvimentista e inclusiva.
Em 2002, o Brasil era o retrato acabado de um país de Terceiro Mundo. A estagnação econômica provocada pela crise internacional agravava cada vez mais nossa histórica desigualdade social. O legado dos tucanos foi realmente espantoso: uma taxa de desemprego de 12%; 28,1% da população vivendo abaixo da linha de pobreza – algo como 46 milhões de brasileiros – e um salário mínimo de fome (equivalente a pouco mais de US$ 50). Isso sem falarmos de uma inflação acumulada de 106%; da Taxa Selic na casa dos 25%, das reservas despencando (US$ 36,7 bilhões, contra uma dívida externa de US$ 227 bilhões), dólar a R$ 4 e o risco país (alguém se lembra disso?) batendo na casa dos 2.400 pontos.
A decisão de romper com o receituário neoliberal dos tucanos implicou o abandono do rentismo e a opção pelo crescimento econômico sustentado, baseado no fortalecimento do setor industrial, via desonerações, e da infraestrutura, via PAC, visando à geração de empregos. Ao lado disso, o governo tomou a decisão de implantar políticas públicas de distribuição de renda para integrar a grande massa de desvalidos na cadeia produtiva e, desta maneira, fortalecer o mercado interno. Essa política foi aprofundada a partir de 2008, quando a crise econômica internacional atingiu fortemente as economias de todo o mundo industrializado, com repercussões globais.
Em termos macroeconômicos, o país hoje tem mais sustentabilidade – inflação sobcontrole (6% ao ano); situação de pleno emprego (4,6% de desemprego); amplas reservas cambiais (US$ 378 bilhões, contra uma dívida de US$ 318 bilhões); e juros em queda (7,5% ao ano). Mas a grande transformação destes dez anos foi o acelerado avanço da inclusão social.
A valorização do salário mínimo – hoje ele equivale a mais de US$ 300 – e a implantação de programas sociais como O Bolsa Família, Brasil Sem Miséria e o Minha Casa Minha Vida, além da concessão de crédito consignado às famílias de baixa renda fizeram com que, em uma década, 40 milhões de brasileiros saíssem da miséria. Hoje, pela primeira vez em sua história, o Brasil se tornou um país majoritariamente de classe média.
Nesse período, o crescimento econômico do país permitiu a geração de cerca de 17 milhões de empregos com carteira assinada, o que contribuiu para a diminuição do mercado informal. Só para comparar, em oito anos de governo tucano foram gerados apenas cinco milhões de empregos. E, entre 2003 e 2012, o PIB per capita subiu de US$ 2.850 para US$ 12.690.
A nova realidade do país pode ser mais bem aquilatada pela evolução do índice GINI, que é referência na medição da distribuição de renda e cuja escala varia de zero (mais igual) a 1 (mais desigual). Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad), compilados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o coeficiente GINI do Brasil caiu de 0,594 em 2001 para 0,518 no ano passado – o menor patamar de desigualdade do país desde a década de 1960.
E isso é ainda mais notável quando se verifica que o movimento observado no Brasil ocorreu na contramão da tendência mundial, principalmente nos países do chamado bloco dos Brics (Brasil, Rússia, Índia e China). Segundo reportagem do jornal Valor Econômico, em dois terços dos países do mundo houve aumento da desigualdade no período recente.
No Brasil, nos últimos dez anos, ocorreu o contrário. Os salários dos 20% mais pobres cresceram 6,3% ao ano, enquanto que o rendimento do um quinto mais rico da sociedade subiu apenas 1,7%, invertendo a tendência histórica e concentradora do país desde os tempos da Colônia.
De acordo com o documento “A Década Inclusiva”, do Ipea, o aumento da renda do trabalho foi essencial para a inédita redução de desigualdade. Esses dados comparativos mostram que as diferenças entre esquerda e direita, ao contrário do que pensam os conservadores, continuam em vigor
Processado por emitir três cheques sem fundos e se recusar a pagar uma dívida que, corrigida, chega a R$ 82 mil, o senador Mário Couto foge da citação do oficial de justiça como o diabo da cruz. A dívida de Couto foi contraída na compra de um barco pertencente a um renomado médico de Belém que, temendo por sua integridade, pediu ao DIÁRIO para não ser identificado. Este vem lutando sem sucesso para receber o que tem direito desde junho do ano passado. Portanto, há dez meses que Couto não paga o que deve e nunca é encontrado em seu endereço residencial, em Belém, no clube de futebol de sua propriedade, o Santa Cruz de Cuiarana, em Salinópolis, ou mesmo no gabinete dele do Senado, em Brasília.
O Serasa registra os três cheques sem fundos do senador, que deveriam ser sacados na agência do Banco do Brasil, onde todos os 81 senadores têm conta. Na página do Serasa, que é um serviço de proteção ao crédito, é possível verificar que Couto é useiro e vezeiro em espalhar cheques voadores, dentro e fora do Estado. Ele também já emitiu outros 18 cheques sem fundos para vítimas diferentes.
Os lesados pelo senador do PSDB já estão se organizando para ir à Procuradoria Geral da República, em Brasília, munidos dos comprovantes dos calotes que sofreram, para pedir ao procurador Roberto Gurgel a abertura de processo por quebra de decoro contra Mário Couto, justificando que o crime de estelionato o tornaria impedido de continuar exercendo o mandato.
O advogado Dalton Lavor Moreira, defensor do médico, por exemplo, ainda tentou, extrajudicialmente, que Couto pagasse a dívida. O senador, porém, decidiu levar o calote adiante, o que motivou o advogado a ingressar em juízo. O processo tramita na 8ª Vara Cível de Belém, cujo titular é o juiz Amilcar Bezerra Guimarães. Ele mandou citar o senador para que no prazo de três dias efetuasse o pagamento da quantia de R$ 82.867,87. Isso foi no dia 23 de julho do ano passado. Couto não deu a menor bola para a decisão judicial.
Esse valor não inclui os honorários do advogado, o que eleva o débito para mais de R$ 90 mil, incluindo juros. Guimarães dizia na sentença que, para a hipótese de não pagamento, caberá ao oficial de justiça proceder de imediato a “penhora de bens e a sua avaliação”, munido da segunda via do mandado, lavrando-se o respectivo auto e de tais atos intimando, na mesma oportunidade, o executado [Mário Couto], na pessoa de seus advogados; não o tendo, será intimado pessoalmente. Isso até hoje não foi possível, porque o senador nunca é encontrado pelo oficial de justiça.
Com a pompa típica de um cara de pau, o senador tucano anunciou na semana passada que irá pedir para ser recebido pelo ministro Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal. Disse que vai pedir ao ministro para que “ladrões e corruptos” sejam julgados, condenados e trancafiados na cadeia. Pelo visto, Mário Couto pretende entregar-se espontaneamente a Joaquim Barbosa para pagar por seus crimes. Corre o risco de sair algemado do STF.
ROL DE PROCESSOS
O senador tucano Mário Couto é aquilo que se pode chamar de um político clínica-geral. De contraventor do Jogo do Bicho a processado por corrupção pelo desvio de mais de R$ 13 milhões do dinheiro público, no esquema que ficou conhecido por Tapiocouto, na Assembleia Legislativa, ele também foi acusado de racismo por Edisane Gonçalves de Oliveira, uma humilde mulher de Salinópolis a quem ofendeu verbalmente, caso que resultou em processo por abuso de autoridade de No. 0001100-59.2012.814.48 e que foi encaminhado pelo juiz Eduardo Rodrigues de Mendonça Freire em setembro do ano passado ao STF. Mesmo com todo esse prontuário criminal, Mário Couto ainda tenta enganar seus eleitores e a população paraense, posando de paladino da moralidade.
Quando está na tribuna do Senado, atacado por fúria apoplética própria de quem joga pedra no telhado de pessoas que não se intimidam diante de suas diatribes, mas convenientemente esquecido de seu enorme telhado de vidro, ele faz do microfone e das câmeras da TV Senado um espelho onde reflete seus desvios de conduta e de falso defensor dos interesses do Pará.
O comportamento amolecado e patético, sempre motivo de gozação e piadinhas em Brasília, encontra abrigo em Belém nas páginas de “O Liberal”, jornal comandado pelo presidente das ORM, Rômulo Maiorana Junior, o “Rominho”, figura com quem o senador divide afinidades e intimidades, apesar de já ter sido chamado várias vezes de criminoso e posado na primeira página desse jornal com gesto obsceno, ofendendo a população.
No caso das fraudes e corrupções na Assembleia Legislativa, o senador tentou enlamear a honra do juiz Elder Lisboa Costa, a quem compete o julgamento do processo. Utilizou-se até mesmo de um advogado a quem deve favores – conforme o próprio causídico, Paulo Hermógenes, confessou em depoimento prestado ao Ministério Público – na esperança de intimidar o juiz e fazê-lo renunciar ao processo, mas foi derrotado.
A ira de Couto foi motivada pelo fato de o juiz ter decretado o bloqueio dos bens e contas bancárias do senador e de outros envolvidos no suposto desvio de recursos. A decisão do magistrado teve o objetivo de garantir a devolução do dinheiro aos cofres públicos em caso de condenação. O desbloqueio da conta ocorreu apenas para recebimento de salário ou aposentadoria dos envolvidos.
Com a altivez própria dos homens que não se dobram às pressões e calúnias, o juiz continua atuando no processo da AL com a mesma isenção com que julga outros milhares que passam por suas mãos. Nem a pressão exercida pelas ORM, ao divulgar uma carta abjeta, escrita por Mário Couto, fazendo acusações levianas e descabidas ao juiz, surtiram efeito. O tiro saiu pela culatra e o senador acabou desmentido pelo advogado. Calou-se, engoliu as bravatas e com elas as promessas de voltar ao assunto. O jornal dos Maiorana, para variar, fingiu-se de morto.
Anos 1980: bicheiros e ameaças a delegados
Na década de 80, o senador já era figura carimbada no mundo da contravenção penal. Em matéria recente, o “Congresso em Foco”, publicação do Congresso Nacional, revelou ao país aquilo que Couto ainda tem a cara de pau de negar: ele foi um dos líderes da contravenção penal em Belém, nas décadas de 80 e 90. Reproduzindo informações da jornalista paraense Ana Célia Pinheiro, do blog “A Perereca da Vizinha”, o jornal brasiliense informa que o senador do PSDB aparecia todos os dias nos jornais da época, ao lado de Miguel Pinho, Bosco Moisés, Valdemar e outros, ameaçando delegados e policiais civis que cumpriam a lei.
O poder que ele e seus sócios exerciam no esquema ilegal era tanto que Couto dizia que o jogo deveria ser tolerado e não reprimido, porque contribuía para obras de caridade do governo. Proprietário da banca de jogo “A Favorita”, ele vivia cercado de seguranças armados, chegando a ser um dos diretores de uma inusitada Associação dos Banqueiros e Bicheiros do Estado do Pará.
As fotos e matérias da época dos jornais DIÁRIO DO PARÁ, “A Província do Pará” e do próprio “O Liberal”, que hoje abraça o contraventor que antes atacava, ainda produziram no senador mais uma de suas habituais crises de cinismo. Ao “Congresso em Foco”, ele declarou: “Em primeiro lugar, quero dizer que nunca fui bicheiro. Isso é coisa que eu carrego nas minhas costas desde meus 26 anos, quando eu fiz uma escola de samba, doido para conhecer mulatas, e levei o Joãosinho Trinta para lá”.
E completou que o carimbo de contraventor veio do fato de “vez por outra receber uma ajudinha dos bicheiros”. Segundo ele, Joãosinho Trinta teria lhe dito que conhecer mulatas custa muito caro e sugeriu que deveria conhecer alguns bicheiros. “Eu conheci uns dois ou três… Tinha tempo em que eles ajudavam, tinha tempo em que não ajudavam… e aí eu fiquei com o carimbo”, tentou justificar. Mentira. O senador era figura de proa no mundo dos bicheiros e sua índole de valentão o fazia linha de frente no embate com delegados de polícia.
Ana Célia relata em seu blog que, em junho do ano passado, durante entrevista ao jornal “Folha de São Paulo”, Mário Couto admitiu que atuou na contravenção. Mas, desta vez, a desculpa era outra: “Tive, sim, envolvimento com o jogo em função de uma escola de samba chamada Arco-Íris. Fui chamado para organizar uma banca em troca de ajuda para a escola”, confessou, para em seguida sair-se com outra resposta hilariante: “Desde 1990 eu sou parlamentar. Daí para cá, tenho compromisso com a sociedade. Daí para trás, eu tinha compromisso com minha família”. O argumento é o mesmo do traficante que, preso, alega que vende crack e cocaína porque não tem emprego e precisa sustentar os parentes.
Aos jornalistas da Folha, para concluir, ainda aplicou mais uma mentira: a de que teria sido absolvido na justiça em processo movido contra ele pelo Ministério público, que o acusou de contravenção e corrupção passiva. Disse ter sido absolvido sem que precisasse ser chamado a depor e que apenas teria lido uma notícia no jornal a respeito do assunto.
Couto ainda deve cestas à Santa Casa
Em 2008, uma proposta de transação penal feita pela Procuradoria Regional Eleitoral no Pará e ratificada pela Procuradoria Geral da República dava início a uma decisão inusitada que poderia ajudar centenas de pessoas carentes que buscam tratamento na Santa Casa de Misericórdia em Belém. Relatada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Marco Aurélio Mello, a transformação da pena em ato de altruísmo pode ter se transformado em uma grande farsa. A vítima: a Santa Casa de Misericórdia. O réu, o senador Mário Couto Filho (PSDB-PA), simplesmente ignora intimações judiciais há mais de quatro anos. Acusado de crime eleitoral, Couto conseguiu se livrar da investigação no Supremo Tribunal Federal em troca de uma pena inusitada: doar mensalmente, durante um ano, uma cesta de remédios à Santa Casa de Misericórdia de Belém.
O acordo, chamado no meio jurídico de transação penal, foi selado pelo ministro Marco Aurélio Mello. O tucano se declarou satisfeito, mas, na época do acordo, em novembro de 2008, chegou a reclamar da rigidez da lei eleitoral por “obrigá-lo” a pagar cerca de R$ 7 mil ao mês em multas.
Ele era investigado por não ter retirado pichações de muros no prazo definido após determinação da Justiça Eleitoral. O fato ocorreu no início de 2006, quando Couto era deputado estadual. A Procuradoria Geral da República tratava o crime como de “menor potencial ofensivo” e já concedia a possibilidade de acordo desde o início da investigação. Em sua defesa, Couto disse que não poderia fiscalizar a propaganda no interior do Estado e culpou a euforia dos correligionários pelas pichações.
Marco Aurélio, relator do inquérito, homologou a transação, pela qual o parlamentar se comprometeu a doar para o hospital, por mês, durante 12 meses, cinco frascos de albumina humana, 500 cápsulas de Cefalexina, três ampolas de Clexane, cinco ampolas de Mathergan, cinco frascos de Maxcef e 100 comprimidos de Espironolactona. Todo mês o senador deveria encaminhar os documentos comprovando o cumprimento de sua obrigação.
No mesmo estilo que costuma bradar nos microfones do plenário do Senado, Mário Couto, na época, comemorou a decisão e declarou estar “satisfeito” em poder ajudar a instituição. Entre janeiro e julho, 262 bebês morreram no hospital, vítimas de superlotação e falta de médicos.
DESCUMPRIMENTO
Couto, porém, não gosta de cumprir o que é sentenciado pela Justiça. O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, informa no Inquérito 2539, que tramita no STF, que Mário Couto Filho, apesar de ter sido notificado, em 2006, em diversas oportunidades para a retirada de propaganda política irregular, “consistente na pintura de muros, havendo, porém, ignorado todas as ordens judiciais nesse sentido.” Segundo ele, a última notificação descumprida teria ocorrido em 11 de setembro de 2006. Sobre o descumprimento da pena resultante do acordo com o STF, o Ministério Público ressalta que “o investigado alegou inúmeras dificuldades ao atendimento dos termos, não tendo, inclusive, adimplido parcelas mensais referentes à entrega de medicamentos listados”.
E a última sentença divulgada pelo STF no final do ano passado continua: “...ante tais fatos, deve-se considerar o descumprimento da transação penal homologada às folhas 251 e 252. Requer que seja reconhecido o citado descumprimento e suspenso o prazo prescricional. Na sequência, busca a continuidade do inquérito, com o recebimento do aditamento da denúncia e a intimação do parlamentar para os fins do artigo 4º da Lei nº 8.038/90.” Ou seja, mediante o total descumprimento do acordo judicial, a ação penal volta a tramitar com o senador Mário Couto como réu, sujeito, a qualquer momento, a cumprir novas penas por ter cometido, em 2006, crime eleitoral.
Couto teve todas as oportunidades de pagar a pena e ajudar a instituição da qual ele já foi diretor. Na longa tramitação do Inquérito 2539, fica claro que a Justiça dá oportunidades para sua defesa. Porém, desde novembro de 2008, ele nunca cumpriu o que ficou acordado. Não doou à Santa Casa de Misericórdia de Belém a cesta de medicamentos prometida para período de 12 meses.
Em outro processo que envolve Mário Couto no STF -a Petição 4977, que trata da acusação de racismo e abuso de autoridade feita por Edisane Gonçalves de Oliveira, 34 -, o relator é o ministro Celso de Mello. Os autos foram encaminhados para parecer da Procuradoria-Geral da República e ainda não retornaram.
Nos braços da Nação e em casa: Zico inaugura sua estátua
Maior ídolo do Flamengo agradece à torcida e ao conselho diretor pela homenagem que recebeu aos 60 anos
Uma festa que juntou gente de todos os lugares, de todas as idades e com três coisas em comum: o local (a sede social do Clube de Regatas do Flamengo), a paixão pelo Mais Querido e a idolatria por Zico, maior ídolo da instituição. E foi nos braços da Nação, que cantou todas as músicas que a data pedia, e em sua casa, a Gávea, onde começou no futebol; que o Galinho de Quintino inaugurou a sua estátua.
Na porta do clube, torcedores cantaram "parabéns para você" e "ei, ei, ei, o Zico é nosso rei" para saudar o ídolo quando ele chegou na varanda para falar com todos. Emocionado, o eterno camisa dez do clube agradeceu.
"As vezes a gente chega a certos momentos da vida e não tem o que dizer. Não tenho como explicar tudo isso. O que agradeço é que foi um movimento de vocês e espontâneo. E posso dormir tranquilo porque cumpri a minha responsabilidade", descreveu interrompido por aplausos.
Além de agradecer à torcida, o rei Arthur Antunes Coimbra também agradeceu ao radialista Celso Garcia, responsável por sua vinda à Gávea, ao ex-presidente George Helal e à gestão do clube. "Quero agradecer a essa direção, que está representada aqui na figura do presidente Eduardo Bandeira de Mello. Agradecer e dizer que o admiro, pela pessoa que ele é", afirmou.
Era o dia de falar "obrigado". Zico agradecia à torcida, que agradecia de volta com músicas e gritos de exaltação. O homenageado do dia lembrou sua canção de Maracanã favorita: "oh, meu mengão" e foi devidamente atendido com o canto entoando pela Avenida Borges de Medeiros e pelas paredes do clube. E o presidente Eduardo Bandeira de Mello também soube dizer os seus obrigados. "Quero agradecer a todos vocês por participarem disso porque também sou torcedor de arquibancada. Sou dessa massa. Também agradecer pela compreensão e pelo apoio que estamos encontrando. E agradecer ao meu amigo Marcelo Tijolo que pensou nessa estátua".
E chegou o momento de ver o presente pelos 60 anos do ídolo. Zico puxou a cortina rubro-negra para eternizar um de seus muitos momentos de comemoração. "Era uma foto onde eu comemorava com a torcida", revelou. O presente foi obra do escultor Edu Santos para captar o sentimento de toda uma nação de torcedores, inclusive de quem teve a ideia. "A emoção é grande. Ele é um exemplo de jogador e de cidadão. Nós ficamos felizes porque toda Nação comprou a ideia", declarou Marcelo Tijolo, líder do movimento Zico 60 anos que lançou a ideia.
Na saída da estátua, Zico parou diversas vezes para assinar a camisa de diversos torcedores. Ana Jensine, veio de São Paulo apenas para ver a festa mas se dizia satisfeitíssima em encontrar o ídolo e conseguir um autógrafo em sua blusa. O pequeno Leonardo, filho de Ricardo Blak, não tinha idade para lembrar das jogadas nas tardes de domingo, mas o adulto rubro-negro se encarregou de vestir a criança com uma camisa que falava "Parabéns, Zico! Meu pai diz que você é deus". Um exagero que explica o tamanho do carinho pelo Galinho. São 40 milhões de torcedores que sempre tiveram um rei. E daqui para a frente, sempre haverá uma lembrança na sede social do clube para que ninguém esqueça disso.
O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, disse hoje (27) que 2013 será um ano de “forte crescimento dos investimentos”. Segundo ele, projeções do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), feitas a partir de consultas com todos os setores da economia, indicam que entre 2013 e 2016 o montante de investimentos deverá chegar a R$ 3,8 trilhões.
“Vai ocorrer forte crescimento do investimento em 2013”, disse o ministro durante reunião que comemora os dez anos de criação do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES). “Planos de expansão e decisões de investimentos tomadas pelo BNDES, após ouvir todos os setores da economia, apontam que haverá investimentos de R$ 3,8 trilhões, entre 2013 e 2016. Investimentos não do banco, mas de todo o país.”
A influência do cenário de crise internacional reduziu os investimentos estrangeiros em boa parte do mundo. “Mas no Brasil isso foi diferente”, avaliou o ministro. “[O Brasil] não só continuou como se tornou mais atraente para os investimentos diretos estrangeiros. Em termos de atratividade de investimentos conseguimos subir [nos últimos anos] da sétima para a quarta posição”, argumentou Pimentel.
“Não fosse isso suficiente, em uma pesquisa feita entre multinacionais, os empresários disseram que o Brasil ficou na terceira posição [entre os países mais atraentes para investimentos], atrás apenas da China e dos Estados Unidos”, acrescentou. “Precisamos agora transformar isso em alavanca para o crescimento”, completou.
Os economistas paraenses elegeram seus novos conselheiros regionais, com mandato nos anos de 2013 a 2015. Os votos, enviados por correspondência, foram abertos nesta quinta-feira (28) em Brasília pelo Conselho Federal de Economia e a apuração constatou a vitória da Chapa Renovação.
A realização de eleições num período não usual deveu-se ao fato de que o dossiê eleitoral, enviado em novembro, não foi aprovado pelo plenário do Cofecon. Por este motivo foi determinada uma nova eleição, desta vez sob a coordenação do Cofecon.
Participaram dos trabalhos de apuração os conselheiros federais Antonio Eduardo Poleti, Paulo Dantas da Costa e Nei Jorge Correia Cardim e pelos economistas Bruno Pires Sacramento, Maria Aparecida Carneiro e Allan Mendes Batista, que compuseram a mesa eleitoral. Também estiveram presentes os economistas Edson Roffé e Luiz Fernando Figueiredo Vieira, representantes das chapas 1 e 2, respectivamente.
Na contagem dos votos foi verificada a vitória da chapa 2, com 166 votos, enquanto a chapa 1 recebeu 151.
Integrantes
Os integrantes da chapa Renovação, que se sagrou vencedora, são os economistas Carlos Vicente dos S. Cidade Nascimento, Kleber Antonio da Costa Mourão e Rosivaldo Batista como conselheiros efetivos; e Carlos Max Miranda de Andrade, Sérgio Linhares Fernandes e Sávio de Jesus Tourinho da Cunha como conselheiros suplentes.
Pela chapa Avanço Democrático concorreram os economistas Teobaldo Contente Bendelak, Augusto Jorge Joy Colares e Rafael David Monteiro Pereira como conselheiros efetivos; e João Olinto Tourinho de Mello e Silva, Hélio Santana Mairata Gomes e Lady Francis Araujo Rodrigues como conselheiros suplentes.