BLOG DO VICENTE CIDADE

Este blog tem como objetivo falar sobre assuntos do cotidiano, como política, economia, comportamento, curiosidades, coisas do nosso dia-a-dia, sem grandes preocupações com a informação em si, mas na verdade apenas de expressar uma opinião sobre fatos que possam despertar meu interesse.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Maioranas X Barbalhos = Roubalheira

Na disputa pública que fazem pela primazia da ética e da moralidade, as famílias Maiorana e Barbalho, donas dos maiores veículos de comunicação do estado, vão aos poucos desnudando seus esquemas de enriquecimento ilícito e de locupletação a base do poder público.
Com a palavra o Ministério Público !!

Disseminando ódio e preconceito !!

O prefeito de Manaus, Amazonino Mendes protagonizou ontem um lamentável episódio de preconceito e racismo não só contra o povo paraense, mas também contra todos os trabalhadores excluídos do direito à moradia digna.

Será que o referido prefeito se esqueceu que um dos melhores governadores que o nosso vizinho estado do Amazonas já teve, o agora senador Eduardo Braga, é um paraense?

Posturas como essas servem para nos mostrar o quanto pode ser danoso o fomento da discórdia, principalmente entre estados vizinhos. Imaginem só se esse clima for reproduzido aqui no Pará, onde “forasteiros” sustentam movimentos divisionistas.

O pior é que esse preconceito é alimentado dos dois lados. Que moral temos para criticar atitudes como essa, se o próprio governador Jatene se elegeu pregando o ódio aos nosso irmãos amazonenses, acirrando as rivalidades por conta do que ele disse ser “perda da copa para Manaus”, como se Belém já tivesse sido escolhida pela FIFA e depois preterida sorrateiramente. Uma verdadeira irresponsabilidade.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Cláudio Puty: CPI do Trabalho Escravo

Cláudio Puty: CPI do Trabalho Escravo

Fimalmente acabou. FLA É HEXA. De fato e de direito !!

Folha.com - Esporte - CBF reconhece Flamengo como campeão brasileiro de 1987 - 21/02/2011

E ainda tem gente que duvida da máxima. Futebol e política andam juntos. E não é so por causa do Romário ter sido eleito deputado.

Logo após o jornalista Juca Kfuri anunciar em seu blog que o Flamengo e Corinthians estariam articulando a criação de uma nova entidade, que poderia vir a ser um embrião de uma Liga, como ocorre nos principais campeonatos europeus, para organizarem competições esportivas, que, convenhamos, já contaria com os dois maiores clubes do país.

Na verdade, o que está em jogo nesta semana, é a proposta da Rede Record enviada ao Clube dos 13 que oferece um valor muito superior ao da Globo para transmitir os jogos do Campeonato Brasileiro e esta concorrência estaria tirando o sono de muita gente graúda. 

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

DEBILITADO !!

Esse final de semana não vai ser dos melhores pra mim. O motivo é uma danada de infecção que me pegou por causa dos meus péssimos habitos alimentares, principalmente comer na rua.

Espero estar bem na segunda. Um abraço e bom final de semana para aqueles que estão  bem.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Economia - PIB cresce 7,8% em 2010, estima Banco Central

Economia - PIB cresce 7,8% em 2010, estima Banco Central

Por Vicentinho, deputado federal, ex-presidente da CUT

O mínimo em recuperação

A política de valorização do salário mínimo adotada pelo governo Lula, agora seguida pelo governo da presidente Dilma Rousseff, garantiu ganhos reais de 53% acima da inflação ao trabalhador dessa faixa de renda. Reajuste muito acima dos ganhos de todas as categorias.
A proposta em gestação pelo governo obedece ao acordo firmado por Lula com as centrais sindicais. É por isso que a presidenta da República se comprometeu a encaminhar ao Congresso Nacional proposta de política de longo prazo de reajuste do salário mínimo, conforme estabelece a Lei 12.255, de 15 de junho de 2010.
Foi essa lei que fixou o salário mínimo em R$ 510 e determinou 31 de março de 2011 como data-limite para a fixação das regras de reajuste até 2023. Essa norma deve ficar no marco do acordo fechado com as centrais sindicais em 2010, em que a correção foi determinada pela soma do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes com a inflação do ano imediatamente anterior.
Minha posição é cumprir o acordo entre as centrais sindicais e o governo, de valorização permanente do salário mínimo com o valor de R$ 545 agora e com perspectiva de grande aumento para o ano que vem, com reajuste previsto de pelo menos 13%. Por que cumprir o acordo? É preciso manter a palavra entre as partes.
Na minha experiência como sindicalista a vida inteira, briga é briga mas, quando se faz acordo, ele precisa ser cumprido. Será muito ruim para as centrais sindicais, para os trabalhadores e para todos nós, sentarmos à mesa de negociação após ter descumprido o acordo anterior. Que credibilidade teremos quando não cumprimos a nossa parte?
Quem é assalariado sabe que, como disse Dilma, a manutenção de regras estáveis que permitam ao salário mínimo recuperar o seu poder de compra é pacto deste governo com os trabalhadores. Asseguradas as regras propostas, os salários dos trabalhadores terão ganhos reais sobre a inflação e serão compatíveis com a capacidade financeira do Estado brasileiro.
Oposição - Eu compreendo, mas não concordo com a postura do PSDB e do DEM. Afinal, eles não fizeram acordo nem no período Lula , muito menos no do FHC. Período esse de arrocho dos salários dos trabalhadores, incluindo a desvalorização do salário mínimo. Foi graças ao nosso governo que tivemos reajustes do mínimo acima da inflação e ganhos reais. Isso, sem dúvida, é muito mais importante.
Aos meus irmãos das centrais sindicais: eu compreendo e apoio a importância da luta pela antecipação do reajuste previsto para 2012. A luta é legítima. Entretanto, se nas negociações não for possível avançar, vamos garantir o acordo. Temos várias lutas a serem enfrentadas aqui na Casa, pela jornada de 40 horas semanais sem redução de salário, pelo fim do fator previdenciário, pela regulamentação da terceirização para evitar a precarização do trabalho, pela PEC do trabalho escravo, pela defesa da convenção 158 da OIT e pela correção da tabela do imposto de renda, dentre outras. A luta continua.
Nós, do PT, apoiamos unanimemente a política de salário mínimo adotada pelo governo Lula e mantida pelo governo Dilma. Depois de séculos de exploração, nossa população mais humilde vê-se representada por um governo com uma sensibilidade social que desde 2003 levou o Brasil a um outro patamar no cenário das nações, com crescimento econômico, distribuição de renda e redução das desigualdades sociais.
Vamos ao debate!

Prestem bem atenção nessa notinha aí !!

O Blog Franssinete Florenzano - Belém - Pará vem com a seguinte notinha:

Vai cair

Um secretário de Estado responde a processo por trabalho escravo. E o governador Simao Jatene assinou uma carta pelo combate a essa mazela nacional durante a campanha. A Anamatra - Associação Nacional dos Magistrados do Trabalho - vai se manifestar a respeito.

Puty defende acordo entre governo e centrais sindicais pela valorização do salário mínimo



Em novo pronunciamento, Puty defende a manutenção do acordo que vigorou entre o governo Lula e as entidades sindicais que estabelece uma "regra pactuada" de manutenção da política de valorização continuada do salário mínimo.

Pelo acordo, que está sendo mantido pela Preseidente Dilma, o mínimo passará para R$ 545,00, com validade já para o mês de fevereiro.

Segundo Puty, e isso é verdade, o PT tem muito crédito com a classe trabalhadora, pois já demonstrou que tem sencibilidade e comprometimento com os trabalhores. O deputado lembrou que foi o governo do PT que rompeu com a política pervessa de achatamento do mínimo, estabelecendo uma política consistente e contínua de valorição que foi inclusive a principal responsável pela grande mobilidade social das classes mais pobres que o país conheceu depois de décadas de aprofundamento das desigualdades sociais entre ricos e pobres.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

133 anos do Theatro Da Paz

Em 15 de setebro de 2010 a governadora Ana Júlia entregou ao povo do Pará o Theatro Da Paz totalmente reformado.

Mais um legado deixado pelo governo popular do PT.



Alerta de Navegante !!

Recebi esse comentário e achei interessante dividir com todos.


Anônimo disse...


Vicente veja abaixo um comentário feito no blog do Hiroshi, que trata das reuniões do Helder, em Paragominas:

"No encontro em Paragominas Sidenei Rosas mais uma ves descarregou um saco de impropérios contra a ex-governadora Ana Júlia, comparando ela, segundo o diario do pará, com o furacao catrina, e ainda acusou o governo de Ana júlia de desaparecer com dinheiro público das contas do governo.

isso tudo aconteceu do ladinho do prefeito petista Evaldo cunha de ipixuna do pará e da ex toda poderosa Edilsa Fonte que não abriram a boca pra fazer a defesa da ex-governadora.

A pergutna é: quem é Sideni Rosa, esse cidadão rancoroso que destroi as floresta do Pará a mais de 35 anos. quantas arvores esse homem já derrubou da floresta Amazonica? imagine alguem passar mais de 35 anos derrubando árvores, quantas arvores esse homem ja jogou no chão. Esse é o legado desse senhor que arrota preconceitos contra uma pessoa de luta como Ana julia, pena que os petistas presentes emudeceram. A pergutna pra ele era simples: seu Sidnei qual o seu legado?

Osias Brito
Ipixuna "
14 de fevereiro de 2011 20:48

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Arroyo: PT 31 anos, opção pela maturidade criativa – contribuição ao aprofundamento do debate

Arroyo: PT 31 anos, opção pela maturidade criativa – contribuição ao aprofundamento do debate

No link acima, avaliação do companheiro Arroyo sobre o encontro do PT.

Governo Jatene: Um governo sem projeto. Secretarias sem secretários !!


O PARÁ DOS TUCANOS

Tenho dito diversas vezes nas minhas postagens que o atual governador do Pará ganhou as eleições sem demonstrar ter um programa de desenvolvimento para por em prática. Não há portanto uma visão de desenvolvimento conhecida na qual se possa discorrer, a favor ou contra.

Tenho dito aqui no blog como Jatene pretende governar o estado a partir de seis ou sete secretarias somente e que o resto das estruturas de governo serão auxiliares ou meros cabides de emprego para sustentar a base governamental. Isso fica demonstrado na dificuldade enfrentada pelo governador para fechar seu secretariado, com os parlamentares resistindo a assumirem secretarias, pois sabem que teriam pouco ou quase nada a fazer.

Jatene, no alto de sua arrogância, proclamando a falência do estado e fazendo proselitismo com economia de cafezinho e xerox, deveria, se quisesse cortas gastos de verdade e enfrentar essa situação de caos que ele diz existir, extinguindo as secretarias que desidratou já que as mesmas não terão um projeto consistente para tocar, como a SETER, que deixará de implementar o programa Bolsa Trabalho.

Esse é o caso da Secretaria de Integração, a SEIR, que teve nomeado como secretário, com o perdão do trocadilho, o secretário particular da família “sobrancelhuda”.

A SEIR foi criada pela governadora Ana Júlia com o intuito de estabelecer ações que visem promover o desenvolvimento integrado de todas as regiões do Pará, buscando promover uma gestão governamental descentralizada, que faça o governo chegar a todos os municípios do estado, reduzindo o histórico de abandono e ausência do poder público e resgatando o sentimento de pertencimento da população.

No entanto, além de nomear um “poste” para ocupar a secretaria, já demonstrando desconhecimento ou discordância de sua missão, o governador ainda contratou um estudo sobre a divisão do Estado, em mais atitude arrogante, que em vez de levar o governo para as regiões, leva o Estado e seu poder de repressão.

Para cumprir sua missão, a SEIR, em consonância com “novo modelo de desenvolvimento” proposto pela governadora Ana Júlia que implementou um sistema de planejamento territorializado no estado, buscou estabelecer uma forma de trabalho que permitisse a sinergia entre o governo e os atores sociais, articulando e pactuando ações locais de desenvolvimento que eram assumidas pelo governo.

O PARÁ DEFENDIDO POR ANA JÚLIA
Para tornar isso possível, a governadora ordenou que a SEIR fosse a secretaria responsável pela relação do governo com os prefeitos, com a tarefa de estabelecer consensos na implantação desse novo modelo de desenvolvimento proposto, mais ou menos nos moldes da Subchefia de Assuntos Federativos do governo federal, a SAF.

Cabe no entanto a ressalva de que a SEIR não foi criada para tratar especificamente com os prefeitos, essa era uma atribuição necessária para que os prefeitos pudessem, a partir de um canal de interlocução privilegiado, articular suas ações junto ao governo e vice versa.

Para contemplar de fato sua missão, a governadora também deu à SEIR a prerrogativa da elaboração dos Planos de Desenvolvimento Regional Sustentável para as 12 Regiões de Integração do estado. Durante o governo, a governadora Ana Júlia em conjunto com o presidente Lula, conseguiram implementar três planos:

a) Marajó, tendo como principal ação a construção do linhão que vai levar energia firme de Tucuruí para o arquipélago, uma obra de mais de R$ 500 milhões;

b) Lago Tucuruí, que redefiniu a relação da Eletronorte com os municípios da região, pactuando um conjunto de ações discutidas entre todos os atores sociais locais e não somente com os prefeitos como era antigamente;

c) Xingú, que estabeleceu um conjunto de ações estruturantes para região a ser atingida pela construção da usina de Belo Monte, num montante de obras e ações que superam os R$2 bilhões de investimento.

Portanto, falta a esse governo uma visão estratégica de desenvolvimento que se sobreponha aos discursos vazios e as ações mesquinhas que visam desqualificar o governo passado. Se o governador não tem projeto de futuro, que seja pelo menos humilde e siga fazendo o que a governadora Ana Júlia começou.

O Pará agradece !!

O artigo do Puty em resumo !!

A tabela mostrada na figura abaixo, se refere ao resumo dos números apresentados pelo deputado Puty, no artigo que publicou ontem no jornal O Liberal, que pode ser lido aqui.

Em resumo, Puty demonstra que a situação das contas fiscais do estado do Pará recebida pelo governador Jatene não é muito diferente da situação deixada pelo mesmo em seu primeiro governo. Ou seja, o governador só está fazendo proselitismo político, buscando justificar sua política de arrocho e cortes dos serviços públicos.



Na prática a Governadora Ana Júlia entregou o estado com um maior volume de arrecadação, o que fez a sua relação divida/receita despencar de quase 50% para pouco mais de 36%. Com relação ao déficit primário nota-se que embora a governadora tenha deixado um valor maior que o recebido, se considerarmos os recursos deixados em caixa, Jatene reasume o governo com cerca de R$ 70 milhões, quando saiu em 2006 deixou o caixa praticamente zerado, com apenas R$ 181 mil.

Portanto, Jatene recebe o Pará numa condição perfeitamente administrável, da mesma forma que deixou, no que se refere às contas públicas. Agora, considerando outros fatores, Jatene recebe um estado muito melhor.

Atualmente o Pará bate recordes de arrecadação e de geração de empregos formais. Vive um ciclo de investimento jamais visto, com grandes investimentos privados e a retomada dos investimentos em infra estrutura econômica e social.

Tá hora de começar a trabalhar !!

domingo, 13 de fevereiro de 2011

LEÃO 3 x 1 papãozinho. O MANGUEIRÃO É NOSSO !!

Cláudio Puty: Contas públicas do Pará

Cláudio Puty: Contas públicas do Pará

Confira aí no link o artigo do Puty publicado no Liberal deste domingo, mostrando que, do ponto de vista da Lei de Responsabilidade Fiscal, o Pará que o PT entrega é o mesmo Pará que o PT recebeu, não havendo portanto a crise fiscal propalada pelo novo governo tucano.

PMDB "lança" o deputado Puty para prefeitura de Belém !!

Embora o PT ainda não tenha definido o seu candidato para disputar a prefeitura de Belém, o que obviamente só ocorrerá em momento oportuno, fica evidente que o PMDB está aterrorizado com a possibilidade do PT lançar o nome do Deputado Puty.

Fica explicado o porque do panfletão barbálico está fazendo essa campanha de difamação do Puty.

A verdade é que Puty pode mesmo vir a ser o candidato do PT, que tem outros nomes também para ofertar a sociedade. Mais é verdade que o deputado Puty reune todas as codições para isso, pois agrega, renovação política, preparo pessoal e representatividade social.

Só que não será o PMDB que vai interferir na escolha do PT. O PMDB já mostrou o quanto pode ser destrutivo ao PT com o seu típico oportunismo e sua postura traíra e descompromissada.

Xô trairagem !!

Diário do Pará é um panfleto para quem pagar mais !!

Quem ainda acredita no "Diário da Maldade" ?

O jornal Diário do Pará é na verdade um grande panfleto do PMDB e de seu proprietário.

Atrvés dele o "sobrancelhudo" vai fazendo seu jogo de maldades. Barbalho usa o jornal como instrumento ora de barganha, ora de chantagem e ora de difamação, mentiras e crueldades.

E assim ele vai seguindo difamando pessoas a mercê de seus interesses políticos e econômicos.

Ainda mais revoltante é cinismo dessa familia, que virou sinônimo e exemplo nacional de corrupção.

Canalhas !!

RESOLUÇÃO DO DIRETÓRIO ESTADUAL DO PARTIDO DOS TRABALHADORES

RESOLUÇÃO DO DIRETÓRIO ESTADUAL DO PARTIDO DOS TRABALHADORES

Aprovada em 12/fev/2012

1. O Diretório Estadual do Partido dos Trabalhadores no Estado do Pará, reunido em Belém, no dia 12 de fevereiro de 2011, avalia os processos eleitorais anteriores e apresenta perspectivas políticas para os próximos anos de atuação no Estado.

2. O Partido dos Trabalhadores – PT inicia o ano de 2011 afirmando–se como oposição ao Governo do PSDB no Estado do Pará, que representa o passado com privatização de empresas, ausência de concursos públicos, valorização de servidores, ausência de uma política de reforma agrária e sistemática violência contra os trabalhadores rurais. Faremos uma oposição atenta a todos os atos do Governo, expressando os anseios da população, dos movimentos sociais, defendendo o legado do nosso governo:

· Em quatro anos, aumentamos o tamanho da economia, criamos oportunidades e distribuímos renda. Tornamos o Pará mais competitivo, reduzindo custos de produção e escoamento, e agregamos ciência e tecnologia a produtos e processos.

· Destravamos a economia, enredada em problemas fundiários, ambientais e de infraestrutura, e reduzimos déficits históricos em saneamento, habitação, agricultura, transportes e inclusão digital.

· Esse novo modelo incorporou reivindicações históricas do movimento social ao investir, de forma articulada, em áreas estratégicas para benefício do povo, como moradia e saneamento, sempre em cooperação e em diálogo direto com a sociedade civil organizada, desde sindicatos de trabalhadores à Federação das Indústrias.

· Criamos condições para atrair empresas, desenvolver novos produtos, aumentar o mercado consumidor e qualificar mão de obra, para que no médio e longo prazos o Estado mudasse de patamar, sem descuidar do imediato e urgente, como as áreas da saúde e da segurança.

· O setor mineral projeta investir no Pará mais de R$ 60 bilhões entre 2007 e 2014; e o governo federal tira do papel algumas reivindicações antigas do povo paraense, como as eclusas de Tucuruí, a hidrovia do Tocantins (no trecho Marabá-Barcarena) e o asfaltamento da Santarém-Cuiabá e da Transamazônica.

· Fortalecemos e ampliamos, simultaneamente, três atributos: capital humano, capital social e capital fixo.

· No ensino médio e fundamental, o governo focou na recuperação física das unidades escolares, em um novo currículo e na requalificação dos docentes.

· No ensino superior e na pós-graduação, ampliamos o alcance da Universidade do Estado do Pará (UEPA); garantimos a criação da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA); e encaminhamos o projeto da Universidade Federal do Sudeste do Pará, reunindo os campi existentes em quatro municípios.

· Criamos a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Pará (Fapespa).

· O programa Bolsa Trabalho foi premiado pelo governo federal como prática modelar de gestão, ao custear a qualificação profissional de jovens pobres, capacitando mais de 70 mil deles para o trabalho e o empreendedorismo.

· O exemplo mais expressivo de fortalecimento do capital social foi o Planejamento Territorial Participativo (PTP), que envolveu, em 2007, 41.468 participantes e gerou mais de 300 demandas (em todas as áreas), quase 80% delas incluídas no Plano Plurianual 2008/2011, norteando as ações governamentais.

· Realizamos também dezenas de conferências, com ribeirinhos, quilombolas, GLBT, entre outros segmentos, e asseguramos o controle social sobre as obras públicas, exercido por comissões de fiscalização cujos integrantes foram eleitos de forma direta nas comunidades onde as ações são executadas.

· Houve investimentos vultosos na construção de casas, hospitais, abertura e recuperação de estradas, revitalização e ampliação de distritos industriais, além de obras de saneamento, melhorias e ampliação de portos e aeroportos, atraindo investimentos como as siderúrgicas Sinobras e a ALPA, em Marabá.

3. A articulação, imprescindível, entre as bancadas municipais, estadual e federal será fortalecida para que a oposição seja feita nos três níveis. Esse processo deve criar uma sinergia política em torno do nosso projeto, fazendo o contraponto com o projeto do PSBD/Jatene no Pará. Portanto, precisamos sistematizar o capital político do nosso governo para subsidiar nossas bancadas na defesa do nosso projeto e nos diferenciando do governo do PSDB.

4. Em 2008 o PT definiu como estratégia eleitoral ampliar o número de prefeituras, manter as prefeituras já governadas pelo partido, retomar a prefeitura de Belém, conquistar prefeituras de cidades pólos e estratégicas e eleger vereadores (as) em todos os municípios onde o PT estivesse organizado. Esse processo estava ligado as nossas estratégias de 2010 de reeleger a Governadora Ana Júlia, conquistarmos uma vaga no Senado Federal e a ampliação de nossas bancadas de deputados federais e estaduais, além de contribuirmos firmemente para a sucessão do presidente Lula.

5. Reelegemos 10 das 18 prefeituras que já governarmos, mas não conseguimos retomar a prefeitura de Belém, ficando em terceiro lugar no primeiro turno das eleições. Elegemos apenas duas prefeituras em municípios pólos, e cinco prefeituras em municípios considerados estratégicos para o estado. Com relação à bancada de vereadores ampliamos de 139 em 2004 para 176 em 2008, tendo representação em 98 câmaras municipais

6. Numa rápida análise é visível o crescimento do PT nas eleições municipais em comparação a 2004. Governamos hoje está em torno de um milhão e cem mil habitantes. Porém, é importante analisarmos também que parte de nossas candidaturas, inclusive em municípios pólos e estratégicos não alcançaram 5% do total de votos do município. Em alguns casos os votos da candidatura majoritária não seriam suficientes para eleger um (a) vereador (a).

7. Em 2010 o PT obteve uma expressiva votação no Estado. Com mais de 541.000 votos entre nominais e de legenda elegemos 8 deputados estaduais, e com mais de 730.000 votos elegemos 4 deputados federais. O nosso candidato a senador Paulo Rocha obteve mais de 1.700.000 votos, a nossa candidata a governadora Ana Julia quase um 1.500.000 e a nossa presidente Dilma quase 1.800.000 votos. Cumprimos a nossa meta de ampliarmos nossas bancadas de deputados Estaduais e federais e contribuirmos com a sucessão do presidente Lula elegendo a primeira mulher a governar o Brasil. Dilma presidente.

8. Mesmo considerando os resultados de 2010 positivos, podemos concluir que ficaram abaixo de nossa real capacidade de intervenção na conjuntura política paraense. Após elegermos a primeira mulher para governar o Pará e executarmos importantes políticas públicas na área social e obras de infra estrutura em todas as regiões do Estado, não conseguimos reeleger o nosso governo, assim como não conseguimos retomar a nossa vaga no senado. Esse processo nos remete a algumas preocupações e desafios da importância de aprofundar alguns temas, dos quais, seguem alguns:

· Estado e revolução;

· Relação Partido e Governo;

· Relação governo e sociedade;

· Relação Partido e sociedade;

· Políticas públicas emergenciais e estruturantes;

· A fragilidade das nossas estruturas de direção partidária;

· A necessária atualização do discurso e das propostas petistas que servem como mobilizadores de nossos militantes e simpatizantes;

· A necessidade de aprofundarmos sobre o papel das nossas tendências interna para o fortalecimento do partido;

· Lembrando que nossas fortalezas sempre foram à inserção que tivemos nos movimentos sociais, o respeito e o diálogo permanente entre nossas principais lideranças e o esforço contínuo de manter nossa unidade partidária.

Definindo os próximos passos.

9. Sabemos que a partir de agora os desafios são muitos. É hora de realimentarmos a força da nossa militância, definindo os novos rumos que o PT vai seguir, visando vitória nos próximos embates de 2012 e 2014.

10. Os nossos prefeitos (as), vice-prefeitos (as), vereadores (as) e deputados (as) devem se apropriar dos avanços do governo Lula e de Ana Julia, assim como das políticas que serão implementadas pelo governo Dilma. Mas, também, precisa de ousadia, qualidade na gestão, estabelecer eixos e prioridades com eficiência, participação e transparência, de forma a se contrapor ao Governo do PSDB. Para tanto, a direção estadual viabilizará uma comissão de dirigentes com conhecimento em gestão pública para acompanhar e apoiar nossas prefeituras;

11. O PT deve realizar encontros municipais para dialogar com o conjunto de seus filiados e filiadas à construção do processo de 2012 e 2014, fortalecendo nossa organização partidária, pautada na formação, no fortalecimento dos nossos diretórios municipais e no acompanhamento das nossas prefeituras e vereadores (as).

12. O processo de construção de 2012 deve ser orientado e acompanhado pela direção estadual do PT seguindo alguns passos importantes: Precisamos construir as condições para mantermos as prefeituras que governamos e conquistarmos prefeituras em municípios importantes, entre eles Belém. As eleições de 2012 serão muito importantes para a retomada do governo do estado em 2014.

13. Nossas metas serão alcançadas se acompanharmos os municípios, principalmente onde o PT governa, de forma a contribuir na gestão de nossas prefeituras e na intervenção de nossos vereadores (as) nas câmaras, dando visibilidade ao projeto democrático-popular e confrontando com o projeto neoliberal autoritário e excludente.

14. Principalmente, nos municípios onde o PT governa, a definição de 2012 será acompanhada pela direção estadual do PT, através da comissão de acompanhamento, composta pelo Presidente estadual do PT João Batista, Secretária Geral Maria de Jesus, Secretário de Assuntos Institucionais Ademir Martins e pelos companheiros Paulo Rocha, Ana Julia e pelas bancadas federal e estadual. A Comissão estabelecerá diferenciação no acompanhamento dos municípios com direito a reeleição, sucessão e outros. Portanto, os municípios não poderão fechar qualquer que seja o acordo sobre 2012, sem o acompanhamento da comissão acima definida. Sabemos que não será um processo fácil, mas o mais importante é chegarmos ao final das definições com as condições reais de mantermos o nosso crescimento.

15. O (a) governante petista tem que ter uma relação orgânica com o partido, compromisso com o nosso projeto histórico e solidariedade com nossos companheiros e companheiras que carregam a estrela no peito. Sabemos que os mandatos têm responsabilidades e compromissos junto às populações que ele representa, mas também tem o compromisso partidário e com todos aqueles e aquelas que fazem parte de um projeto político, ideológico e de nação.

16. Precisamos continuar o diálogo com os partidos que compuseram a aliança de 2010 e os da base de apoio do governo da presidenta Dilma, de forma a fortalecer nossa política de alianças para 2012, compreendendo que, nossas conquistas se dão, não só por nossas idéias, compromissos e propostas, mas também pelo diálogo que estabelecemos, pela negociação e amadurecimento entre nós, para unir outras lideranças e partidos em torno de nosso projeto. Foi assim que elegemos Dilma presidenta e ampliamos as nossas bancadas de deputados (a);

17. A força e o vigor do PT é fruto da nossa atuação cotidiana nos movimentos sociais. Para isso o PT estadual O PT deve sua militância no sentido de fortalecer de fortalecer as entidades os movimentos sindical, comunitário e popular, assim como os setoriais do PT, sempre respeitando a autonomia dos movimentos sociais. Junto a esses movimentos o PT deve retomar o debate das reformas principalmente o da reforma política e outros temas importantes para o Estado e para o País como a questão do bicombustível, entre outros;

18. O PT deve fortalecer sua organização interna incentivando e apoiando os setoriais do partido através de encontros e seminários, além de garantir em caráter prioritário uma política permanente de comunicação e formação política. Portanto, ao concluirmos esse processo de avaliação que inicia hoje, com previsão para terminar em junho, a Executiva Estadual realizará um planejamento estratégico orientado pelo resultado do processo de avaliação para os próximos anos.

19. Estes passos, provavelmente, não são os únicos a serem dados. Contudo, nos parecem os mais razoáveis nesse momento. A construção histórica de nosso projeto de sociedade sobreviveu a inúmeras dificuldades e mais uma vez o Partido dos Trabalhadores deve capitanear as alternativas que se apresentam.

20. O PT deve instituir uma equipe de técnicos voluntários para contribuir no assessoramento às bancadas estadual e federal com vista a qualificar sua ação parlamentar.

Belém, 12 de fevereiro de 2011
Executiva estadual do PT
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Ascom/PT-Pará