BLOG DO VICENTE CIDADE

Este blog tem como objetivo falar sobre assuntos do cotidiano, como política, economia, comportamento, curiosidades, coisas do nosso dia-a-dia, sem grandes preocupações com a informação em si, mas na verdade apenas de expressar uma opinião sobre fatos que possam despertar meu interesse.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Até o Michel Temer sabe que é difícil o PT - Pa apoiar o Helder no primeiro turno. Só o Bordalo não sabe disso !!

Em reunião no Jaburu, PMDB e PT discutem parcerias para 2014TAI NALON
DE BRASÍLIA

O vice-presidente Michel Temer reúne na noite desta segunda-feira (19), no Palácio do Jaburu, sua residência oficial em Brasília, parte da bancada peemedebista e aliados do PT para fazer um diagnóstico da relação entre os dois partidos nos Estados.

Na pauta, estão as eleições estaduais do ano que vem e como elas podem impactar o palanque da presidente Dilma Rousseff e do próprio Temer em 2014.

A análise do cenário nos Estados --com a percepção de onde haverá palanque único, onde terá palanque duplo e onde apoio já é dado como favas contadas-- será essencial para discutir posteriormente também qual o papel que o PMDB terá num eventual segundo mandato.

O cenário mais delicado está no Rio, com os problemas de relacionamento entre o senador petista Lindbergh Farias, pré-candidato, e o governador Sérgio Cabral (PMDB). Para interlocutores do vice-presidente, entretanto, há uma intenção de reaproximação entre o PT nacional e o PMDB fluminense.

Ao contrário da Bahia, onde o cenário de conflagração entre o PT de Jaques Wagner e o PMDB de Geddel Vieira Lima já é fato consumado para a definição das alianças para a campanha estadual de 2014. Ambos os partidos trabalham sem a perspectiva de apoio recíproco no cenário nacional.

Também é considerada delicada a situação dos palanques da Paraíba, do Pará, do Ceará e do Maranhão. Casos que já estão praticamente resolvidos são Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, Santa Catarina e Alagoas, que devem ter apoio recíproco certo.

A reunião ocorre em meio a um clima especialmente tenso de Dilma com a base aliada no Legislativo. Embora aliados relativizem o impacto da crise política na formação e na renovação de alianças regionais, a presidente aguarda a retirada de pauta de "vetos-bomba" para o governo federal, que podem ainda ser analisados nesta semana.

Estão presentes na reunião o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), além do presidente do PT, Rui Falcão, os líderes do governo na Câmara e no Senado, José Guimarães (PT-CE) e Eduardo Braga (PMDB-AM). Também estão no Palácio do Jaburu o líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha (RJ), e os senadores Jader Barbalho (PMDB-PA), Wellington Dias (PT-PI), Romero Jucá (PMDB-RR) e Eunício Oliveira (PMDB-CE).

Parece brincadeira, mas não é. PQP !!

"A gente não quer ser homofóbico, mas tem de ter respeito com a camisa do Corinthians. Aqui não vai ficar beijando homem. Hoje são 5, amanhã são 30 e depois 300. Vamos fazer a vida dele um inferno", disse Marco Antônio.


Torcedores do Corinthians levam faixas ao CT para protestar contra Emerson Sheik

19/08/2013 - 13h18

Torcedores de organizada fazem protesto contra Emerson no CT
Gustavo Franceschini
Do UOL, em São Paulo

Cinco torcedores da torcida organizada Camisa 12 foram nesta segunda-feira protestar contra o atacante Emerson. Com faixas improvisadas, eles pediram um pedido de desculpas do Sheik pelo herói da Libertadores de 2012 ter postado uma foto dando um selinho em um amigo.

"A nação inteira está freneticamente indignada. Pode até ser a opção dele, mas nós estamos sempre tirando sarro dos bambis [modo pejorativo com o qual é chamada a torcida do São Paulo]. O mínimo que ele tem de fazer é um pedido de desculpas", disse Marco Antônio, membro da diretoria da Camisa 12.

As faixas estendidas pelos torcedores no estacionamento da imprensa diziam “Viado [sic] não”, “Vai beijar a P.Q.P.” e “Aqui é lugar de homem”.

"A gente não quer ser homofóbico, mas tem de ter respeito com a camisa do Corinthians. Aqui não vai ficar beijando homem. Hoje são 5, amanhã são 30 e depois 300. Vamos fazer a vida dele um inferno", disse Marco Antônio.

Emerson postou a foto polêmica na noite do último domingo. Nela ele aparece dando um selinho em Isaac Azar, dono do restaurante Paris 6 e amigo do jogador. Na legenda, o atacante pedia o fim do preconceito e que tinha de ser “muito valente” para comemorar assim.

A foto ainda deve dar alguma dor de cabeça ao jogador. Os torcedores que foram ao CT chegaram a compará-lo a Richarlyson. Quando ainda estava no São Paulo, o volante se viu envolvido em uma polêmica quando um dirigente palmeirense disse que ele era homossexual.

A repercussão negativa foi grande e, embora tenha negado a afirmação, Richarlyson nunca mais teve seu nome gritado pelas organizadas do São Paulo. No caso de Emerson, o Corinthians foi até consultado antes da publicação do selinho. O clube entendeu, porém, que como se trata da conta pessoal do jogador não deveria intervir.

SHEIKA COMEMORA VITÓRIA COM SELINHO EM AMIGO


O atacante Emerson Sheik resolveu comemorar a vitória do Corinthians sobre o Coritiba com um selinho em seu amigo Izac. Em seu perfil no Instagram, o corintiano postou uma imagem do beijo e ressaltou sua coragem ao fazer isso. “Tem que ser muito valente para celebrar a amizade sem medo do que os preconceituosos vão dizer", escreveu.

Blog do Puty: Artigo de Domingo: Onde está Welbert?

Blog do Puty: Artigo de Domingo: Onde está Welbert?

Publicado em Jornal O Liberal - Poder - 18/08/2013
Deputado Federal Puty

A Anistia Internacional lançou, na semana passada, uma campanha para exigir das autoridades brasileiras uma solução para o desaparecimento do ajudante de pedreiro Amarildo de Souza, que não é visto desde o último dia 14 de julho, quando estava sob custódia da polícia em uma favela carioca. Dez dias depois do desaparecimento de Amarildo, a 2.646 quilômetros do Rio de Janeiro, no município de São Félix do Xingu, o tratorista Welbert Cabral Costa, de 26 anos, teria sido assassinado no interior da fazenda Vale do Triunfo, pertencente ao Grupo Santa Bárbara. Welbert tinha mulher e quatro filhos pequenos.


Denúncia da Comissão Pastoral da Terra (CPT), da Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), da Federação dos Trabalhadores da Agricultura do Pará e do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) diz que uma testemunha presenciou um empregado da fazenda disparar um tiro na nuca do tratorista. O motivo para esse crime bárbaro seria um desentendimento envolvendo direitos trabalhistas. Welbert voltara ao local onde trabalhara para reclamar R$ 18 mil, referentes ao período de licença em razão de um acidente. Foi morto, friamente, nos moldes de uma execução extrajudicial. Até agora seu corpo não foi encontrado.



A violência que se abateu sobre Welbert é reveladora do cenário de cangaço que domina o campo brasileiro e que vem crescendo num ritmo “amazônico” em razão do modelo concentrador do agronegócio – que a CPT denomina “neocolonialismo” – que ali se impôs desde a época da ditadura. Esse modelo avança sobre novas áreas, sobretudo no Estado do Pará, num ritmo de “acumulação primitiva de capital”, como Marx definia os primórdios selvagens do capitalismo em expansão.


O relatório Conflitos no Campo Brasil em 2012, da CPT, traça um quadro preciso das consequências do avanço deste modelo. O estudo aponta que, entre 1996 e 2010, 799 trabalhadores rurais foram presos, 809 foram ameaçados de morte e 231 assassinados, só no Estado do Pará. Nesse mesmo período, 31.519 famílias foram despejadas ou expulsas de 459 áreas que eram reivindicadas para assentamentos da reforma agrária no Estado. Um verdadeiro caso de “limpeza social”, a moderna versão do higienismo. Segundo a CPT, no ano passado, havia 130 fazendas ocupadas por 25 mil famílias de trabalhadores rurais sem-terra na região, envolvendo disputa de mais de um milhão de hectares.


Avançando um pouco mais, o relatório crava que os conflitos pela posse de terra apresentam uma tendência de crescimento nos últimos cinco anos em todo o país. Em 2008 registrou-se o menor número de disputas em uma década (751), mas, no ano seguinte, este número passou para 854. Já em 2010 o número de casos ficou estável (853), mas em 2011, no entanto, cresceu para 1.035 e avançou para 1.067 em 2012 – um aumento de 3,1%.


Estes 1.067 conflitos se referem a ações de resistência e enfrentamento pelo acesso, posse, uso e propriedade da terra, envolvendo diferentes categorias de camponeses e povos indígenas. Uma leitura dos números revela que, ao avançar sobre o patrimônio natural, o capital não poupa nada, ocupando territórios indígenas, quilombolas e de outras comunidades tradicionais. Tudo vai sendo engolido pela lógica implacável do capital.


O dado mais revelador está no contingente de famílias vítimas de pistolagem. Esse número subiu de 15.456, em 2011, para 19.968, em 2012 – um aumento de cerca de 30%. Pará, Maranhão e Paraíba são os Estados que lideram o ranking nesta categoria de violência. Quando apuramos a análise por regiões geoeconômicas, vemos que a Amazônia é onde se concentra o maior número de conflitos, 489 dos 1.067 – o que corresponde a 45,8% do total. Ficam também na Amazônia 97% das áreas envolvidas nos conflitos. No Nordeste são 329 e no Centro-Sul, 249. Isso mostra claramente a capacidade de poderosos grupos econômicos de ameaçar trabalhadores, indígenas, quilombolas e sindicalistas.


A fazenda onde Welbert desapareceu pertence à Agropecuária Santa Bárbara Xinguara, empresa que tem o grupo Opportunity, do banqueiro Daniel Dantas, entre os sócios. O grupo, um dos maiores criadores de gado do mundo, está desde 2005 no Sul do Pará e tem cinco unidades de produção, com capacidade superior a 500 mil animais, distribuídos em 500 mil hectares de terra.



Ironicamente, a entrada da fazenda fica a cerca de 40 quilômetros da curva do “S” da rodovia PA-150, local onde 19 trabalhadores rurais sem-terra foram assassinados em 17 de abril de 1996, no chamado Massacre de Eldorado dos Carajás, em razão da ação violenta da Polícia Militar para desbloquear a rodovia. Um simbolismo trágico da permanência da violência e da impunidade dos crimes contra os trabalhadores do campo.

Uuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu !!!!!!!!!!!!

O SR GOVERNADOR SIMÃO JATENE E VAIADO EM PARAGOMINAS NA FRENTE DE MINISTRO...

O que era para ser uma solenidade comemorativa para o Estado acabou se tornando um evento constrangedor para o governador Simão Jatene. 

Durante a cerimônia de assinatura da portaria ministerial de reconhecimento nacional do Pará como zona livre da febre aftosa, na manhã de ontem em Paragominas, um grupo de funcionários da Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará) com nariz de palhaço, faixas e cartazes, cobraram do governador e na presença do Ministro da Agricultura, Antônio Andrade, a aprovação do Plano de Cargo, Carreiras e Remunerações (PCCR). 

Os trabalhadores querem a aprovação imediata do plano com a tabela de vencimentos para todas as carreiras da agência.

domingo, 18 de agosto de 2013

Na Ilharga - O povo venceu: Lorota Jr não poderá doar R$100 milhões aos donos do 'Porto Dias'

Talvez a melhor notícia do dia tenha sido a proibição da PMB doar R$100 milhões do Ministério da Saúde aos donos da clínica Porto Dias. Agora, se quiser dotar a cidade de um novo pronto-socorro, Zenaldo Lorota Jr terá que construi-lo. Nada de favorecimentos a grupos privados, procedimento típico do tucanismo, em desfavor da saúde pública, esta já tão carente de atenção e ainda colocada sob a conveniência entre a SESMA e a medicina privada.

O povo deve esta ao Ministério da Saúde e ao Ministério Público Federal, que barraram aquela tenebrosa transação e abriram a perspectiva de se ver essa dinheirama ser usada em favor da melhora das condições atuais e assim evitar outras das tragédias observadas no dia a dia da saúde em Belém.

Ortodoxia econômica se aproxima de Marina. Será só a econômica ?


Economistas explicam Marina a empresários
Especialistas que a assessoram relatam dúvidas do setor privado sobre questão ambiental e falta de quadros conhecidos

Equipe tenta aproximar a segunda colocada nas pesquisas para o Planalto de nomes com trânsito no mercado

ÉRICA FRAGA
PAULO GAMA
RAQUEL LANDIM
DE SÃO PAULO
O avanço de Marina Silva nas pesquisas de intenção de voto para a eleição presidencial de 2014 tem levado empresários e banqueiros a procurar o pequeno grupo de economistas que a assessora.

Os interlocutores da ex-senadora afirmam que o setor privado a considera uma incógnita e tentam esclarecer dúvidas a respeito de um possível governo Marina.

Terceira colocada na disputa de 2010, ela tem hoje a preferência de 26% dos eleitores e disputaria o segundo turno contra Dilma Rousseff.

Segundo Eduardo Giannetti da Fonseca, um dos economistas mais próximos de Marina, os empresários temem que critérios ambientais mais rigorosos freiem investimentos. A falta de economistas conhecidos pelo mercado e com experiência de governo é outra preocupação.

"São duas dúvidas que procedem", diz Giannetti.

O grupo de economistas próximos de Marina tem em comum o fato de flertar com outras áreas como sociologia, filosofia e ciências políticas.

Alguns, como Giannetti e Paulo Sandroni, a acompanham desde a campanha para a eleição de 2010.

Defendem políticas econômicas ortodoxas, como rigor fiscal e combate à inflação, mas comungam da tese de que não se pode perseguir crescimento econômico a qualquer custo, com prejuízos ao meio ambiente e ao bem estar da população.

Segundo Giannetti, o projeto de Marina prevê exigências mais rigorosas de preservação ao meio ambiente. Mas vai propor regras claras e processos mais rápidos para a aprovação de investimentos.

Recentemente, outros economistas que compartilham da ideia de crescimento ambientalmente sustentável se aproximaram de Marina.

É o caso de André Lara Resende, que fez carreira no mercado financeiro e foi um dos formuladores do Plano Real, em 1994. Economista historicamente identificado com os tucanos, tornou-se interlocutor de Marina.

A ex-senadora também se aproximou do sociólogo e professor de economia da USP Ricardo Abramovay desde o ano passado. Ele conta que tem conversado com Marina sobre a necessidade de uma política forte de incentivo à inovação, mas sem subsídios pesados do governo:

"Para investir em inovação, o setor privado tem de estar disposto a assumir riscos e não só perguntar com quanto o BNDES vai entrar."

A economista Eliana Cardoso, que trabalhou antes no Banco Mundial e participou do primeiro governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, também tem dialogado com Marina.

Ela conta que a aproximação ocorreu em março, após ela ter escrito um artigo no jornal "O Estado de S. Paulo" defendendo Marina do que considerou uma campanha contra a pré-candidata por ela ser evangélica.

Eliana acredita que Marina adotará maior rigor na gestão dos gastos públicos do que o governo Dilma. Mas ressalta que, apesar dos diálogos frequentes, não faz parte dos assessores da ex-senadora.

A equipe de Marina tem tentado aproximá-la de economistas conhecidos pelo mercado e por empresários.

A Folha apurou que o ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga também foi procurado, mas o contato não originou um encontro dele com Marina. Fraga e outros economistas próximos do PSDB têm assessorado o pré-candidato da sigla, Aécio Neves. Procurado, Fraga não quis comentar o assunto.

O grupo próximo a Marina acredita que, em um possível segundo turno, a ex-senadora tende a ganhar apoio de economistas críticos à política de maior intervenção estatal adotada por Dilma.

Os economistas ressaltam que as conversas acontecem sem ter um eventual programa de governo como foco. Sandroni, que coordenou o programa da então candidata em 2010, diz que ainda é cedo para pensar na formatação do documento.

Segundo o ambientalista João Paulo Capobianco, aliado da ex-senadora, as conversas com os acadêmicos estão "aprofundando" uma plataforma lançada em 2010, que pode servir de subsídio para o programa de Marina, caso a candidatura se concretize.

sábado, 17 de agosto de 2013

PF E MP JÁ INVESTIGAM A CONEXÃO METRÔ-FHC



Batizada de "Siga o dinheiro", investigação aberta pela Polícia Federal e pelo Ministério Público apura a informação de que R$ 3 milhões arrecadados por Andrea Matarazzo junto à Alstom teriam ajudado a bancar a reeleição do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em 1998; outro personagem que desponta na trama é o ex-genro de FHC, David Zylberstajn, ex-secretário de Energia de São Paulo, que teria organizado os cartéis; reportagens da Folha e da própria Veja em 2000 confirmaram o caixa dois tucano e a arrecadação feita por Matarazzo; escândalo se aproxima da cúpula do PSDB

17 DE AGOSTO DE 2013 ÀS 16:30

247 - Uma reportagem publicada pelo 247 no dia 13 de agosto revela que uma simples leitura de reportagens da Folha de S. Paulo e da própria revista Veja permitiria identificar que propinas pagas pela Alstom, e arrecadadas por Andrea Matarazzo, alimentaram o caixa dois da campanha do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em 1998. A planilha a com contabilidade paralela foi revelada pela Folha em 2000, confirmada pelo então tesoureiro tucano Luiz Carlos Bresser Pereira e até por Veja. "Que teve, teve", dizia a revista, referindo-se ao caixa dois tucano (leia mais aqui).

Agora, a Polícia Federal e o Ministério Público começam a investigar o caso, que pode conectar formalmente as propinas do metrô paulista à campanha de FHC. Batizada de "siga o dinheiro", a investigação aponta o ex-genro de FHC, David Zylberstajn, ex-secretário de Energia de São Paulo, como um dos responsáveis pela montagem do cartel.

Essa investigação da PF e do MP é tema de reportagem deste fim de semana da revista Istoé, assinada pelo redator-chefe Mário Simas Filho. Leia abaixo:

Campanhas investigadas

Ministério Público e PF fazem rastreamento e encontram indícios de que parte do dinheiro desviado no escândalo do metrô pode ter alimentado campanhas do PSDB, inclusive a de FHC em 1998

Mário Simas Filho


O Ministério Público Federal e a PF começaram na última semana uma sigilosa investigação que, entre os procuradores, vem sendo chamada de “siga o dinheiro”. Trata-se de um nome que traduz literalmente o objetivo da missão, que consiste em fazer um minucioso cruzamento de dados já coletados em investigações feitas nos Estados Unidos, na Europa e no Brasil, seja pela PF, pelo Ministério Público Federal e pelo MP de São Paulo, envolvendo os contratos feitos pelas empresas Alstom e Siemens com o governo de São Paulo. “Temos fortes indícios de que parte do superfaturamento de muitos contratos serviu para abastecer campanhas do PSDB desde 1998, especialmente as de Fernando Henrique Cardoso e Mário Covas”, disse à ISTOÉ, na manhã da quinta-feira 15, um dos procuradores que acompanham o caso. “Mas acreditamos que com os novos dados que receberemos da Suíça e da Alemanha chegaremos também às campanhas mais recentes.” Sobre a campanha de 1998, os procuradores asseguram já ter identificado cerca de R$ 4,1 milhões que teriam saído de contas mantidas em paraísos fiscais por laranjas e consultores contratados pela Alstom para trafegar o superfaturamento de obras do Metrô, da CPTM e da Eletropaulo. “Agora que sabemos os nomes de algumas dessas empresas de fachada será possível fazer o rastreamento e chegarmos aos nomes de quem participou das operações”, diz o procurador.

Dos cerca de R$ 4,1 milhões, os procuradores avaliam que R$ 3 milhões chegaram aos cofres do PSDB através de um tucano bicudo, já indiciado pela Polícia Federal. Trata-se do atual vereador Andréa Matarazzo, ex-ministro de FHC, secretário de Covas e Serra. Em 2008, quando explodiu o esquema de propinas da Alstom na Europa, documentos apreendidos por promotores da França mostravam que a empresa pagou “comissões” para obter negócios no governo de São Paulo. De acordo com memorandos apreendidos pela justiça francesa, a Alstom pagava propinas equivalentes a 7,5% do valor dos contratos que eram divididos entre as finanças do PSDB, o Tribunal de Contas do Estado e a Secretaria de Energia. Em 1998, época em que teriam sido assinados os contratos superfaturados, Matarazzo acumulava o comando da Secretaria de Energia e a presidência da Cesp, as principais clientes do grupo Alstom no Estado. Antes disso, em novembro de 2000, tornou-se pública uma planilha que teria listado a arrecadação de campanha não declarada pelo Diretório Nacional do PSDB. Segundo essa lista, Matarazzo seria o responsável por um repasse de R$ 3 milhões provenientes da Alstom. Ele nega. Diz que não fez arrecadação irregular de recursos e que apenas reuniu alguns empresários para obter ajuda financeira à campanha, de forma regular e declarada. Sobre o indiciamento, afirma que já recorreu judicialmente.

Outro R$ 1,1 milhão que os procuradores já têm rastreado teria vindo de contas mantidas por empresas instaladas em paraísos fiscais. Uma dessas contas se chama Orange e o detalhamento do esquema de recebimento do dinheiro vindo da Alstom foi revelado ao Ministério Público paulista por um ex-lobista da empresa, hoje aposentado, Romeu Pinto Júnior. No depoimento a que ISTOÉ teve acesso, ele admite que recebeu no Brasil US$ 207,6 mil do Union Bancaire Privée de Zurique, em outubro de 1998, e outros US$ 298,8 mil em dezembro do mesmo. Agora, os procuradores estão seguindo outras duas remessas feitas a Pinto Júnior pelo Bank Audi de Luxemburgo, entre dezembro de 2001 e fevereiro de 2002. A primeira soma US$ 245 mil e a segunda, US$ 255 mil. Todo esse dinheiro, segundo o procurador, passou por uma empresa no Uruguai chamada MCA. Além dela, a equipe está investigando contas em nome da Gateway e da Larey, ambas operadas por Arthur Teixeira, um dos lobistas delatados pela Siemens ao Cade, e identificadas como pontes para o pagamento de propinas.

Entre os documentos que o Ministério Público Federal recebeu da Suíça e da Alemanha estão dados que podem comprometer David Zilberstein. Segundo o procurador ouvido por ISTOÉ, ele teria sido um dos pioneiros a estimular a formação de cartéis, principalmente na área de energia. Só depois de rastrear todos os dados bancários obtidos nas investigações feitas fora do País é que os procuradores pretendem começar a tomar depoimentos. Os responsáveis pelas investigações avaliam que a parte mais difícil do rastreamento será feita a partir do próximo mês, quando pretendem fazer um paralelo dos dados já levantados com o que poderá vir a ser fornecido por empresas que trabalharam nas campanhas eleitorais.

Maior que a propaganda tucana só a incompetência !!!

Percentuais de investimento do Pará são os piores da Região Norte. Estado perde até para o Piauí e o Maranhão, com quem “disputa” a lanterninha dos indicadores sociais. Desempenho de Jatene é pior que o do tucano Antonio Anastasia, de Minas Gerais. Investimentos são os mais baixos em 17 anos. No entanto, despesas com contratações temporárias cresceram mais de R$ 153 milhões, entre 2011 e o ano eleitoral de 2012, e alcançaram quase meio bilhão. Diárias e passagens consomem mais de R$ 105 milhões.




Jatene: dois anos e meio depois das eleições, investimentos do Pará são os piores da Região Norte e da história recente do estado.



Nos últimos dois anos, os percentuais de investimento do Governo do Pará foram os mais baixos da Região Norte, em relação ao total de gastos empenhados.

Pior: perderam até mesmo para dois estados nordestinos com os quais o Pará costuma “disputar” a laterninha dos indicadores sociais brasileiros: Piauí e Maranhão.

Os dados são dos resumos dos balanços gerais dos estados, os documentos que registram todas as receitas e despesas dos entes federativos, e que se encontram disponíveis à consulta pública no site da Secretaria do Tesouro Nacional (STN): https://www.tesouro.fazenda.gov.br/pt/responsabilidade-fiscal/prefeituras-e-governos-estaduais/sistema-de-dados-contabeis

Em 2011, os investimentos do Pará representaram apenas 4,51% da despesa empenhada, contra 15,17% do Acre e 14,43% do Amazonas, os estados mais bem colocados no ranking regional.

No mesmo ano, os investimentos do Maranhão, também em relação à despesa, ficaram em 10,06%, e os do Piauí em 8,94%.

Já em 2012, os investimentos do Pará ficaram em 6,19%, da despesa total, contra 17,43% do Acre e 13,98% de Roraima.

No Maranhão, em 2012, os investimentos alcançaram 10,14%, e no Piauí 10,36%.

O desempenho do Governo Jatene é preocupante até mesmo quando comparado ao de outro tucano, Antonio Anastasia, governador de Minas Gerais.

Em Minas, os investimentos ficaram em 6,05% em 2011, e em 12,07% em 2012.

Investimentos são os recursos destinados à aquisição de equipamentos e à reforma e construção de estradas, escolas e hospitais, por exemplo.

Eles estão diretamente ligados, portanto, à manutenção ou ampliação da capacidade de atendimento dos serviços públicos estaduais.

Nos últimos dois anos, no entanto, nunca se investiu tão pouco no Pará, que já apresenta grandes déficits de atendimento em áreas essenciais (Saúde, Segurança, Educação) e expressivo crescimento populacional, em decorrência dos fortes fluxos migratórios.

Como mostrou a reportagem da Perereca da Vizinha, no último 12, os investimentos do Governo Jatene foram os mais baixos do Pará, nos últimos 17 anos:http://pererecadavizinha.blogspot.com.br/2013/08/o-para-ladeira-abaixo-investimentos.html .

Mas, no ano passado, Jatene obteve autorização da Assembleia Legislativa para contrair cerca de R$ 2 bilhões em empréstimos, que deverão financiar, basicamente, as obras que ele prometeu durante a campanha eleitoral de 2010.

No entanto, segundo o Relatório Resumido de Execução Orçamentária (RREO) do terceiro bimestre de 2013, que também se encontra no site da STN (https://www.tesouro.fazenda.gov.br/pt/responsabilidade-fiscal/prefeituras-e-governos-estaduais/sistema-de-dados-contabeis), o Governo Jatene só havia liquidado, até junho, pouco mais de R$ 356 milhões (ou 13,74%), dos quase R$ 2,6 bilhões previstos para investimentos neste ano, entre dotação inicial e créditos adicionais.

No mesmo período, a despesa total liquidada pelo Governo já era superior a R$ 7,3 bilhões.

O blog volta ainda no final de semana ou na segunda-feira com reportagens completas sobre dois gastos impressionantes do Governo Jatene, no ano eleitoral de 2012.

O primeiro, as despesas com diárias e passagens, que consumiram mais de R$ 105 milhões.

O segundo é ainda mais assustador: os gastos com as contratações por tempo determinado (temporárias), que cresceram em mais de R$ 153 milhões, entre 2011 e 2012, alcançando quase meio bilhão de reais.

Veja nos quadrinhos abaixo (clique em cima deles para ampliar).

Aqui, o quadro com os investimentos dos estados da Região Norte, em 2011 e 2012 (os percentuais foram calculados pela Perereca):



Aqui, os investimentos do Maranhão, Piauí e Minas Gerais, também em 2011 e 2012:



Aqui, o RREO do sexto bimestre deste ano:



Aqui, no balancete de junho de 2013, a despesa liquidada até aquele mês (a coluna F é o acumulado):



E aqui, ainda no balancete de junho de 2013 (e também na coluna F), o acumulado das despesas com investimentos:



Se quiser, confira o balancete de junho diretamente na página da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa): http://www.sefa.pa.gov.br/site/pagina/tesouro.balancetes

E confira os balanços resumidos dos estados que estão no site da STN.

O total das despesas empenhadas pode ser conferido, geralmente, na página 12 e, os investimentos, na página 13, no grupo Despesas de Capital.

Região Norte

Pará 2011: https://docs.google.com/file/d/0B8xdLmqNOJ12cGlRNW1PU2dmZHM/edit?usp=sharing

Pará 2012: https://docs.google.com/file/d/0B8xdLmqNOJ12NHdWR0FXNUUzZUU/edit?usp=sharing

Acre 2011: https://docs.google.com/file/d/0B8xdLmqNOJ12Q3VLQzVOTF9UdDg/edit?usp=sharing
Acre 2012: https://docs.google.com/file/d/0B8xdLmqNOJ12d1lNVkM4VWsyakk/edit?usp=sharing
Amapá 2011: https://docs.google.com/file/d/0B8xdLmqNOJ12WGxRU0g0akRibUk/edit?usp=sharing
Amapá 2012: https://docs.google.com/file/d/0B8xdLmqNOJ12eXdCS0lYQWxjRkE/edit?usp=sharing
Amazonas 2011: https://docs.google.com/file/d/0B8xdLmqNOJ12YjJCbFdCQ1UtYkE/edit?usp=sharing
Amazonas 2012: https://docs.google.com/file/d/0B8xdLmqNOJ12clVUWHRGUEpiR2s/edit?usp=sharing
Rondonia 2011: https://docs.google.com/file/d/0B8xdLmqNOJ12VXVkYlZmbWxhZkU/edit?usp=sharing
Rondonia 2012: https://docs.google.com/file/d/0B8xdLmqNOJ12MlFnbWdzNXczUTA/edit?usp=sharing
Roraima 2011: https://docs.google.com/file/d/0B8xdLmqNOJ12TkY3dkR1SFVkT2s/edit?usp=sharing
Roraima 2012: https://docs.google.com/file/d/0B8xdLmqNOJ12VC1QQnJ5Ni1ZRzQ/edit?usp=sharing
Tocantins 2011: https://docs.google.com/file/d/0B8xdLmqNOJ12UG9WRENuT3NNeUk/edit?usp=sharing
Tocantins 2012: https://docs.google.com/file/d/0B8xdLmqNOJ12TTlTdWRGTy03LUE/edit?usp=sharing

Outros estados

Maranhão 2011: https://docs.google.com/file/d/0B8xdLmqNOJ12RmlTRjBCaVZoVE0/edit?usp=sharing
Maranhão 2012: https://docs.google.com/file/d/0B8xdLmqNOJ12Rm90cFp3dC1uZlk/edit?usp=sharing
Piauí 2011: https://docs.google.com/file/d/0B8xdLmqNOJ12Y05aMnhwYW9Ra3M/edit?usp=sharing
Piauí 2012: https://docs.google.com/file/d/0B8xdLmqNOJ12TlF4VTlZdzBSNEE/edit?usp=sharing
Minas Gerais 2011: https://docs.google.com/file/d/0B8xdLmqNOJ12RnFkVUxlVUhHdUU/edit?usp=sharing
Minas Gerais 2012: https://docs.google.com/file/d/0B8xdLmqNOJ12T1REb29CY3NYWDA/edit?usp=sharing


Postado por Ana Célia Pinheiro às 00:36

Nos trilhos do propinoduto, surge o caso Renan-tucanos-”Português”



Na imagem aí de cima, você vê a capa da Istoé de 22 de setembro de 1999.

Nela, uma carta (aqui, na íntegra) escrita em linguagem desabrida pelo hoje Presidente do Senado, Renan Calheiros, a Fernando Henrique Cardoso, denunciando pressões do então governador Mario Covas, do PSDB, por negócios. Várias, uma delas a deste trecho:

“A irritação do governador paulista com minhas atitudes chegou ao ápice quando revoguei a Concorrência nº 02/97 – DPF, consubstanciada no processo 08200007434/97-55, no valor de 170 milhões de reais, de interesse da Empresa Tejofran Saneamento e Serviços Gerais Ltda., muito ligada a ele e a seu filho, um certo Zuzinha, que detinha 20% do consórcio. Após ganhar a licitação, essa gente passou a exigir um escandaloso indexador em moeda americana com o obscuro objetivo de reajustar seus preços. Rejeitei a trama lesiva aos cofres públicos.”

Mas o que tem a ver isso com a possível coleta de fundos para o tucanato paulista?

A Tejofran é uma simples empresa de serviços gerais, nascida como um empresa de limpeza de escritórios e comprada em 1975 por Antonio Dias Felipe, o Português, amigo de Mario Covas e padrinho de seu filho Mario Covas Neto, o Zuzinha.

Um homem discretíssimo, do qual a única imagem que se pôde obter é aquela, pequena, que colocamos junto com a de seu afilhado.

Porque uma empresa deste tipo foi parar numa lista com gigantes como a Siemens, a Alston, a Mitsui e a Bombardier?

Simples: a Tejofran está espalhada por todo o governo do Estado de São Paulo, prestando serviços a um número inimaginável de empresas em todos os governos tucanos,

Faz a leitura da maioria dos medidores da Sabesp, da Comgás e da Eletropaulo.

Faz medições em obras públicas.

Operou ou opera, desde os tempos do governo Covas, a arrecadação de pedágios nas rodovias administradas pelo Dersa/DER.

Faz a segurança do Metrô, opera unidades do Poupatempo.

E também dos prédios onde funcionam pelo menos 10 secretarias e órgãos estaduais paulistas, inclusive o Metrô e a CPTM.

Na CPTM, onde começou fazendo a varrição e limpeza dos vagões, hoje é sócia da Bombardier na reforma e modernização de trens, e tem a mesma sociedade no Metrô.

Em 1997, quando surgiram as primeiras denúncias de favorecimento ao dono da Tejofran, Antonio Dias Felipe, Mario Covas reagiu indignado, segundo o Diário Popular, citado no site do presidente do Tribunal de Contas de São Paulo, Antonio Roque Citadini:

“Ninguém vai acusar o Governo do Estado de falcatruas Descubro pelos jornais que estão colocando em dúvida pequenos contratos do Estado com um amigo meu”.

Os “pequenos contratos”, que já nem eram tão pequenos assim, ficaram imensos e somaram bilhões com Geraldo Alckmin e José Serra.

Os trinta mascarados que resolveram acampar em frente à casa de Renan Calheiros, em Brasília, esta tarde, bem que podiam fazer um acordo: eles levantam acampamento, desde que o presidente do Senado conte tudo o que ele sabe – e é muito – sobre as ligações do tucanato paulista com a Tejofran e o gênio das finanças Antonio Dias Felipe, o Português tucano…

Por: Fernando Brito

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

O Dep. Bordalo deve dizer à militância do PT quando, e em que instância, foi definido que o partido não teria candidatura própria e apoiaria a candidatura do PMDB !!

Nesta momento que o PT se prepara para mais um PED, que é um exercício grandioso do debate e da democracia interna do partido, as divergências naturalmente se afloram e, com elas, vem as polêmicas. Entretanto, é preciso que tenhamos a clareza que discutir os rumos do partido no Pará pressupõe passar pelo debate central que está posto, qual seja: as eleições de 2014.

Em minha avaliação o PT ainda não superou plenamente a derrota de 2010, nem o seu debate, mesmo assim isso já ficou para trás. Contudo, é preciso aprender, avançar e a lição mais efetiva daquela derrota foi que o PT se encastelou, se fechou, se distanciou da sua essência.

Agora por ocasião do PED estamos diante de uma situação onde as tendência e as lideranças do Partido serão chamadas para se manisfestarem sobre as estratégias partidárias, dentre elas a questão da candidatura em 2014, que é central para o futuro do PT e sendo assim, é evidente que esse debate é demarcador, ou seja, teremos aqueles que defenderão um partido tático ou pragmático, que se paute prioritariamente pelos processos eleitorais (Campo Majoritário) e aqueles que defenderão a afirmação do PT como um partido mais estratégico, com orientação de esquerda definida (Mensagem ao Partido).

Neste sentido, as declarações do deputado Bordalo não passam de oportunismo, retórica, haja vista que sua crítica é, por um lado sem fundamento e por outro revelador, se não vejamos:

1) Sem fundamento porque o PT não definiu apoio à candidatura do Helder Barbalho, o Diretório deliberou pela aliança prioritária com o PMDB e outros partidos da base aliada do nosso governo federal, o que é muito, muito diferente, não impedindo qualquer militante, liderança ou tendência interna de defender uma candidatura própria do PT em 2014;

2) Revelador porque demonstra de maneira inequívoca como o deputado e seu grupo deseja impor ao PT uma posição política importante utilizando-se de uma prática inoportuna para fazer prevalecer uma tática eleitoral sem a devida discussão interna, ou seja, eleger o Diretório como instância decisória da tática eleitoral.

Essa é a questão de fundo que está posta no PT, a consolidação daqueles que defendem um partido de cúpula, sem discussão interna dos rumos do partido com a sua militância, daqueles que fazem acordos entre quatro paredes e que pouco se importam com os estragos que poderão causar ao partido, nem mesmo a ponto de vir à "base" defender esses acordos.

As postagens do deputado Bordalo revelam uma estratégia rasteira de querer confundir a base do Partido, tentando induzir as pessoas a acreditar que a decisão de apoiar o Helder Barbalho já teria sido tomada unanimemente no PT. Mentira.

Veja abaixo algumas das asneiras escritas pelo deputado:

.....................

Carlos Bordalo ‏@bordalopt agora
Atacar na imprensa o PT e suas lideranças de forma despropositada contraria o Regimento e o Estatuto do Partido dos Trabalhadores.


Carlos Bordalo ‏@bordalopt 4 min
Dividir a base de apoio de Dilma(PT) c/ ataques à aliados é um desserviço à reeleição da Presidente e um grande serviço ao tucanato.



Carlos Bordalo ‏@bordalopt 7 min
Atacar o PT e suas lideranças em jornal fragiliza o partido e serve como uma luva aos propósitos de Jatene(PSDB)



Carlos Bordalo ‏@bordalopt 9 min
Lançar candidato”Próprio do PT”em afronta as instancias partidárias em conluio c/ O Liberal é trabalhar p/ dividir o partido. A quem serve?



Carlos Bordalo ‏@bordalopt 12 min
Lançar candidato”próprio do PT”sem combinar c/ o partido e muito menos em construção c/ aliados é fazer jogo de Jatene p/ dividir oposição.

.................................

Fica claro que o deputado Bordalo tem sua posição, ok, mas é preciso que ele venha defender na base do PT, avaliar conjuntamente as consequências dessa decisão, que, pra mim serão desastrosas. Eu concordo plenamente com aqueles que entendem que o PT precisa ter a sua candidatura própria para oferecer a sociedade um projeto verdadeiramente de esquerda para o Pará.

Não há nenhum ataque à aliados em dizer que o PMDB não apresentará um programa de esquerda e que portanto não representará o PT enquanto alternativa de políticas públicas programáticas do nosso campo.

Não vejo deputado Bordalo, nenhum problema em dizer que o PMDB não fará com os tucanos um embate político na afirmação do nosso legado, de nossas políticas públicas e do nosso "modo petista de governar". Sabemos que eles vão se apresentar como "novo", como mudança, mas jamais farão uma debate sério de programa de governo.

O PT tem a obrigação de disputar o governo em 2014 com uma candidatura própria para afirmar suas políticas públicas junto a sociedade, apresentar um programa de governo progressista e popular, aglutinar força eleitoral, realinhar seu eleitorado e, se for o caso, discutir uma composição em segundo turno com capacidade de intervir, de fato, no processo político.

Ademais, tirar o PT da disputa eleitoral levará a um enfraquecimento definitivo do partido, pois a tendência é que o PSOL se consolide como alternativa e vá buscar nosso eleitorado, que se sentirá órfão de um projeto de esquerda, jogando o PT para a disputa do eleitorado de centro, que nitidamente é mais dividido e por conseguinte mais disputado. 

Ou seja, a "brilhante" tática do deputado Bordalo e outros que visa montar um chapão com o Helder na cabeça, fazendo acordo já no primeiro turno, transformará o PT numa legenda de aluguel do Barbalho, pois só levaremos para a disputa o nosso tempo de tv, já que nossa militância, nosso eleitorado e nosso programa de governo não vão.

PUTY PRESIDENTE DO PT - PARÁ !!

CANDIDATURA PRÓPRIA JÁ !!

Blog do Puty: 600 milhões para agricultura do Pará

Foto: ABR (Antônio Cruz)

O Pará concentra o maior número de famílias assentadas do país. E o Ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas, destacou que o MDA tem feito esforços que enxerguem com mais sensibilidade as necessidades do Norte, especialmente o Pará, no sentido de minimizar as históricas faltas de condições de acesso ao créditos entre outras políticas para o desenvolvimento da agricultura.

O Ministro esteve em Castanhal, essa semana, para entregar máquinas retroescavadeiras do PAC a 51 municípios paraenses. O Ministro destacou que o Pará tem contratado cerca de R$ 300 milhões do Safra de incentivo à agricultura, e assinala: " O censo apontou que apenas 20% dos estabelecimentos familiares do Pará acessam essas políticas. Ainda há pouca informação e divulgação, que se agrava na Região Norte, e precisamos que prefeituras colaborem com essa divulgação. Em média, 30 mil contratos vigoram no estado, e o plano Safra deve ser um dinamizador da economia local", disse o Ministro.

" Nosso estado tem enormes características diferenciadas na sua economia, movidas por grandes extensões, por relações históricas de ocupações, conflitos, que hoje, é a briga pela saída da madeira nas terras do Pará e por modelos diferenciados de relações com a terra, que é de um lado a briga pela manutenção do latifúndio, e de outro, por novos modelos de desenvolvimento, que garantam às famílias que trabalham nessa economia eminentemente agrícola e extrativista um meio de vida e moradia saudáveis. É nesse marco que devemos pensar as políticas para o desenvolvimento agrário e sustentável da Amazônia, como uma mola que reúne políticas, diálogos entre homens, mulheres trabalhadores da terra, gestores públicos e principalmente, entre ideias e projetos integrados, que promovam informação, incentivos para essas economias, para melhorar infraestruturas para o trabalho, para melhorar a educação no campo, enfim, para mudar, transformar a economia e as pessoas". (Puty)

Mais créditos para Agricultura Sustentável

BARBOSA PRATICOU UM CRIME CONTRA LEWANDOWSKI



Tese do jurista Wálter Maierovitch é de que o presidente do STF praticou crime contra a honra do ministro Ricardo Lewandowski ao dizer que ele pratica "chicana" e deveria "pedir afastamento de suas funções"; o jornalista Paulo Nogueira defende que o ministro agredido processe o presidente"; em comum, os dois analistas enxergam muito descontrole de Barbosa e dificuldade em lidar com o contraditório; Lewandowski deve apresentar na próxima sessão uma questão de ordem para reafirmar o seu direito de voto

16 DE AGOSTO DE 2013 ÀS 19:42

247 – O disparate verbal do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, ao acusar o colega, ministro Ricardo Lewandowski, de praticar “chicana” é, em tese, um crime contra a honra. No mundo jurídico, atribuir a um advogado a chicana representa uma das piores ofensas. Agora, a um juiz, vira prevaricação, no mínimo. Quem faz esta avaliação é o jurista Wálter Maierovitch. Já o jornalista Paulo Nogueira, do Diário do Centro do Mundo, diz que caberia a Lewandowski, processar Barbosa.

“Joaquim Barbosa é, hoje, um problema nacional. O desafio do Supremo é minimizar este problema. Veremos, nos próximos dias, como o Supremo se sai neste desafio. Um bom primeiro passo seria Lewandowski processar JB pela calúnia de ontem”, afirma Nogueira.

Já Maierovitch diz que “além da ofensa ao Código Penal e no capítulo que trata dos crimes de injúria, difamação e calúnia, o ministro Barbosa maculou o Poder Judiciário, que o elegeu e mantém na função de presidente um destemperado, para se dizer o mínimo”. E arremata: “Barbosa, que promoveu um espetáculo de gerais de um clássico futebolístico, deveria seguir o exemplo do presidente do Santos Futebol Clube, ou seja, pedir um afastamento, sine die, das funções”.

Vice-presidente do STF, Lewandowski, deve apresentar ao plenário, na próxima sessão, na quarta-feira (21), uma questão de ordem para reafirmar o direito a voto dos integrantes da Corte. Ele avalia que teve o seu direito de voto cerceado na última sessão do tribunal e quer discutir pontos do regimento interno do STF que disciplinam a participação dos ministros e seus votos nas sessões.

O artigo de Paulo Nogueira:

Lewandowski tem que processar Joaquim Barbosa

Caso acredite na justiça brasileira, Lewandowski tem um só caminho depois da inacreditável ofensa desferida por Joaquim Barbosa: processá-lo.

O outro caminho, que quase se realizou segundo relatos de quem presenciou a continuação privada do bate-boca público, seria desferir-lhe uma bofetada.

JB avançou todos os limites da decência ao dizer que Lewandowski estava fazendo “chicana”, um jargão baixo para designar expedientes que protelam a justiça.

Deixemos aos estudiosos da mente as razões da raiva ressentida que JB parece nutrir por Lewandowski, algo que dá a impressão de ir muito além das divergências sobre o Mensalão.

Do ponto de vista legal, Lewandowski não estava fazendo nada além do que deveria: rever um caso.

Barbosa queria rapidez, tanto quanto foi possível entender. Mas não estamos falando em velocidade, mas em justiça. De resto, ele próprio não se notabiliza pela lepidez: vem atrasando miseravelmente processos como o que pode ajudar a causa dos desprotegidos aposentados da Varig e da Transbrasil.

Pouco tempo atrás, um site de Santa Catarina noticiou uma palestra que JB deu a empresários locais. Nos comentários, um aposentado da Varig lembrou que o ministro tinha coisas mais importantes a fazer do que palestrar em Santa Catarina.

Outros embates entre os dois integrantes do STF ajudam a entender melhor este.

Um deles é exemplar.

Joaquim Barbosa, numa caipirice lancinante, anuncia que é leitor do New York Times e, em inglês duvidoso, usa uma expressão de um artigo do jornal para se referir à legislação brasileira: “laughable”. Risível.

Instala-se um certo desconforto, e ele então fala nos “pruridos ultranacionalistas” de alguns integrantes do Supremo. Ele, um cosmopolita, pausa para risadas, parecia imaginar estar dando uma lição de direito internacional aos pares.

Risível é, já que estamos falando do direito americano, o julgamento de Bradley Manning. Ou a legislação que permite à Casa Branca espionar até o seu email ou o meu, como mostrou Snowden.

Para voltarmos ao STF, risível é citar o New York Times – e em inglês – naquelas circunstâncias.

Naquele entrevero, Barbosa criticava a legislação por ser, supostamente, leniente. Ele claramente queria muito tempo de prisão para os réus. Anos, talvez décadas.

Lembraram a ele que na Noruega Breitvik recebera uma pena de 21 anos – a máxima lá – por ter matado dezenas de jovens.

JB engrolou alguma coisa não compreensível – laughable – sobre as particularidades dos países nórdicos.

Num certo momento, Lewandowski dá um xeque mate. “Estamos aqui para interpretar as leis, não para fazer leis”, diz ele.

Perfeito. Para fazer leis, você tem que receber votos e estar no Congresso.

JB parece não ter clareza nisso.

Na verdade, ele não parece ter clareza em quase nada. É, essencialmente, confuso. Acha que tudo bem empregar um filho na Globo, ser amigo de jornalistas, patrocinar viagem para repórteres exaltá-lo, criar uma empresa de araque para comprar apartamento em Miami, essas coisas todas.

E além de confuso pode ser agressivo, como se viu ontem no uso desvairado da palavra “chicana”. E como já se vira antes em diversas ocasiões, como uma em que teceu críticas num tom professoral – e laughable — aos partidos políticos.

Joaquim Barbosa é, hoje, um problema nacional. O desafio do Supremo é minimizar este problema.

Veremos, nos próximos dias, como o Supremo se sai neste desafio.

Um bom primeiro passo seria Lewandowski processar JB pela calúnia de ontem

O artigo de Wálter Maierovitch:

Mais um barraco de Barbosa

Os supremos ministros do órgão de cúpula do Poder Judiciário preferiram manter a tradição da rotatividade e observada a antiguidade e elegeram, para assumir as elevadas funções de presidente do Pretório excelso, o ministro Joaquim Barbosa.

À época, não faltavam indicativos, prova-provada e até domínio do fato, reveladores de Babosa não possuir a serenidade e a compostura exigíveis para esse difícil e delicado encargo.

Trocando em miúdos, Barbosa poderia, com o seu comportamento mercurial e desgaste nos freios inibitórios, comprometer a imagem do Judiciário (não do Supremo Tribunal Federal). Em resumo, Barbosa não detinha, e era público e notório, condições nem para mediar, com urbanidade, temperança e aceitação de dissensos, jogos de xadrez de velhinhos reunidos em praça pública de pequena cidade interiorana.

Na antevéspera da eleição, Barbosa havia protagonizado um bate-boca em que ofendera a honra do ministro Ricardo Lewandowski, em função judicante e como revisor da ação penal 470, apelidada de "mensalão". O pacífico ministro Ayres Brito, então na presidência, exercitou com sucesso o papel de bombeiro-togado e a boa-vontade de Lewandowski permitiu o encerramento do primeiro grande "barraco" promovido por Barbosa, que não gosta de ser contrariado como relator de processos. Esse "barraco" o colocou, perante a população, como herói inflexível e Barbosa passou a pontuar nas pesquisas eleitorais para a presidência da República. Coisas de república bananeira, ou seja, de presidente trapalhão do STF para a presidência da nação.

Na quinta-feira 15 e quando do julgamento de embargos de declaração apresentados pelo ex-deputado Carlos Rodrigues (PL-RJ), conhecido por bispo Rodrigues, o ministro Barbosa, na presidência da sessão plenária do Supremo Tribunal Federal (STF), não aceitou ter o ministro Ricardo Lewandowski admitido um erro no seu voto condenatório.

Só para recordar, no chamado "mensalão", o bispo Rodrigues, por unanimidade, havia sido condenado, além da sanção pecuniária fixada em R$ 754 mil, às penas de seis anos e três meses de prisão, com cumprimento em regime aberto, por crimes de corrupção passiva e lavagem do dinheiro recebido, no importe de R$ 150 mil.

Segundo Lewandowski, o crime de corrupção passiva tinha se consumado em 2002 e, portanto, antes da Lei 10763, de 12 de novembro de 2003. Uma lei nova e que elevou as penas. Assim, Lewandowski concluiu ter ocorrido fixação retroativa (vedada pela Constituição da República) e equivocada, por toda a Corte, de lei nova e menos benigna. Diante do colocado, Barbosa, que havia sido relator, e os demais ministros passaram a discutir a questão.

Para Barbosa e Gilmar Mendes, por exemplo, o crime se consumara em 17 de dezembro de 2013 quando o bispo Rodrigues, líder regional do seu partido político, recebera, de surpresa e sem acordo prévio com o corruptor, os R$ 150 mil. De surpresa porque o bispo Rodrigues não havia apoiado o candidato do partido dos trabalhadores (PT) no primeiro turno das eleições presidenciais.

Como se sabe, situações teratológicas e a envolver a liberdade das pessoas, podem e devem ser resolvidas, nos tribunais, até por habeas-corpus de ofício, ou seja, sem anterior requerimento do paciente ou de um cidadão do povo (qualquer pessoas por impetrar um habeas-corpus e não precisa de advogado).

O próprio Supremo, na sessão de julgamento do dia anterior, havia concedido habeas-corpus de ofício ao réu-embargante Quaglia e para absolvê-lo por atipicidade penal.

Barbosa insistiu que a matéria levantada por Lewandowski não era pertinente a embargos, que são admitidos para correção de contradições, obscuridades, dúvidas e omissões. Ou seja, como regra, os embargos declaratórios não substituem as apelações e não têm natureza de infringentes.

Diante do nervosismo de Barbosa em querer encerrar o debate, Lewandowski propôs a suspensão dos trabalhos (era o último da pauta) para que todos refletissem melhor e à luz de um exame mais apurado da correlação entre a denúncia apresentada pelo procurador-geral da República e o acórdão. Em razão da proposta, que teve receptividade entre alguns ministros, o presidente Barbosa partiu para o ‘barraco’. Quis ganhar no grito e foi autor, em tese, de crime contra a honra ao chamar o ministro Lewandowski de chicaneiro. Pior, Barbosa não quis se retratar. No mundo judiciário, atribuir a um advogado a chicana representa uma das piores ofensas. Agora, a um juiz, vira prevaricação, no mínimo.

Além da ofensa ao Código Penal e no capítulo que trata dos crimes de injúria, difamação e calúnia, o ministro Barbosa maculou o Poder Judiciário, que o elegeu e mantém na função de presidente um destemperado, para se dizer o mínimo.

Pano rápido. O presidente Barbosa, que promoveu um espetáculo de gerais de um clássico futebolístico, deveria seguir o exemplo do presidente do Santos Futebol Clube, ou seja, pedir um afastamento, sine die, das funções.

Blog da Ana Júlia: Pará abandonado: investimentos de Jatene são os menores dos últimos 17 anos

Blog da Ana Júlia: Pará abandonado: investimentos de Jatene são os me...

Apesar do aumento da arrecadação estadual, o estado do Pará vem sofrendo com baixos índices de investimento. A média anual do desgoverno Jatene nos dois primeiros anos foi de 5,4% do total do orçamento estadual. Estes valores são os mais baixos dos últimos 17 anos.

No meu governo, aplicamos em média 8,9% do total do orçamento em investimento, com o menor índice em 2007, quando investimos 6,5%. Em 2010, o melhor ano de nossa gestão, investimos 11,2%.

Jatene conseguiu a proeza de investir apenas 4,5% em 2011. Em 2012, uma pequena melhora: 6,2%. O melhor resultado de Jatene até aqui não chegou ao mínimo investido em nosso governo. O resultado disso vemos nas ruas: escolas em estado de abandono, obras andando a passos de cágado, hospitais registrando mortes de bebês e muito, mas muito mesmo, gasto com propaganda.

O que falta ao governo do Pará não é dinheiro. Falta é gestão. E eles que se diziam tão competentes...

Veja no gráfico a seguir a comparação entre os investimentos a cada ano.


Do Blog da Cidadania - Showzinho de Barbosa pode visar sua candidatura a presidente


Quem tiver paciência de pesquisar na internet a verdadeira avalanche de artigos e reportagens – muitos dos quais escritos por renomados juristas – sobre possíveis erros no julgamento da Ação Penal 470, vulgo “mensalão”, descobrirá que, na melhor das hipóteses, há incontáveis pontos sobre condenações e aplicação de penas aos condenados a serem esclarecidos.

Um dos casos mais dolorosos de condenação nebulosa é o de Henrique Pizzolato, militante do PT e ex-diretor de marketing do Banco do Brasil. Ele foi acusado de receber propina de cerca de 300 mil reais para avalizar transferência de R$ 73 milhões do Fundo Visanet (administrado pelo Banco do Brasil) para as agências de Marcos Valério, o dito “operador do mensalão”.

A defesa de Pizzolato argumentou que ele não avalizou coisa alguma, tendo sido apenas um entre dezenas de funcionários do BB que deram aval à operação, até porque seu cargo na instituição não lhe permitia avalizar nada. Contudo, foi condenado no julgamento do mensalão como se tivesse sido o único responsável pela liberação do dinheiro.

Desde o fim do ano passado que Pizzolato vem enviando, inutilmente, informações sobre sua condenação a Blogs e jornais com os detalhes da inépcia de sua condenação pelo STF, em uma tentativa vã de provocar a reanálise de seu caso. A inutilidade da argumentação dele, porém, evidencia-se pelo fato de que há condenações muito menos fundamentadas que a sua e que nem assim foram revistas.

O caso mais escandaloso é o de José Dirceu, muito pior do que o de Pizzolato. Dirceu, à diferença do ex-diretor de Marketing do BB, não assinou nada, não recebeu nada, não teve uma única conversa gravada, um único encontro suspeito comprovado. Foi condenado, pura e simplesmente, por ser uma figura de relevo no PT à época dos fatos que geraram a AP 470.

Todo esse descalabro jurídico ocorreu por obra e graça de dois servidores públicos: o agora ex-procurador-geral da República Roberto Gurgel e o atual presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa.

Vale explicar que, apesar de a acusação aos “mensaleiros” ter sido feita em 2007 pelo ex-procurador-geral da República Antonio Fernando de Souza, daquele momento em diante as defesas de vários réus – sobretudo as de Pizzolato e Dirceu – conseguiram apontar erros como aquele que, na última quinta-feira, pôs em confronto o presidente do STF e o ministro Ricardo Lewandowski. O sucessor de Souza ignorou tudo.

Para quem não entendeu bem o “juridiquês” das várias matérias que se espalharam pela internet e pelos jornais e telejornais de ontem para hoje, uma explicação mais simples: Barbosa e Lewandowski entraram em confronto porque um dos réus da AP 470, o ex-deputado do PL Bispo Rodrigues, foi condenado a pena maior com base em um erro claro do STF sobre a data de acordo financeiro entre PT e PTB.

O acordo de repasse de 20 milhões de reais de um partido a outro foi firmado pelo ex-presidente falecido do PTB José Carlos Martinez e o então ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, em outubro de 2003. Além de Rodrigues, Delúbio Soares e Dirceu também tiveram suas penas agravadas por esse acordo.

Em novembro de 2003, as penas para corrupção ativa e passiva foram aumentadas por projeto de lei que o governo Lula enviou ao Congresso. Como o acordo financeiro entre PT e PTB foi fechado com Martinez em outubro, a tese das defesas de réus como Rodrigues, Delúbio e Dirceu é a de que as penas que receberam teriam que ser calculadas com base na legislação que vigeu antes de novembro de 2003, quando foi alterada.

O erro de datas de celebração do acordo entre PT e PTB foi cometido no ano passado pelo Relator da AP 470, Joaquim Barbosa. Apesar de o ex-presidente do PTB ter falecido em um desastre aéreo em outubro, logo após o acordo fechado com Dirceu, Barbosa pôs no seu relatório sobre o mensalão que o acordo ocorreu em dezembro, quando as penas por corrupção já tinham sido agravadas, o que fez com que os condenados por esse crime recebessem penas maiores.

Lewandowski, assim como seus pares, foi induzido a erro, ano passado, pelo erro de Barbosa. Assim, concordou com a aplicação de penas com base na nova legislação sobre corrupção (de novembro de 2003).

Os recursos dos advogados dos réus provaram que Barbosa errou e, como é o correto, Lewandowski voltou atrás e pediu uma nova discussão sobre se a lei aplicável à matéria deve ser a que vigeu até novembro de 2003 ou se deve ser a que passou a viger após o agravamento das penas ocorrido naquele mês.

O centro da polêmica entre Lewandowski e Barbosa, portanto, é se a legislação usada para definir as penas dos réus deve se basear na data da celebração do acordo entre PTB e PT ou na data do efetivo repasse dos recursos, posterior à mudança da lei.

Barbosa sabe que, quando foi calculada a dosimetria (o tamanho das penas), o que se discutiu foi a data do acordo entre PT e PTB e não a data do repasse dos recursos de um partido para o outro. Sabe que há um erro no processo e que foi ele mesmo quem cometeu esse erro ao inscrever em seu relatório para a AP 470 que Martinez, apesar de estar morto, fechou acordo com Dirceu.

Eis que Lewandowski, durante o bate-boca com Barbosa, pergunta a ele por que a sua pressa em rejeitar o recurso sobre a data do acordo e, de forma espantosa, o relator do mensalão acusa o revisor de praticar “chicana” jurídica, ou seja, de tentar retardar o curso do processo, o que equivale a acusar Lewandowski de estar atuando a serviço dos réus.

Tudo isso que vai acima revela uma certa disposição de Barbosa para o espetáculo. Em uma única sessão do STF poderia ser discutido se o que deve determinar as penas dos réus acusados de corrupção passiva ou ativa é a data do acordo entre PT e PTB ou se é a data de repasse dos recursos.

Por que, então, a pressa de Barbosa?

Alguns dirão que essa pressa se deve a tentativa do presidente do STF de não ver exposto o erro que cometeu em seu relatório. Contudo, há visões diferentes para ele agir dessa forma.

Corte para a última quarta-feira, durante protesto do Movimento Passe Livre e do Sindicato dos Metroviários contra Geraldo Alckmin, em São Paulo. Este blogueiro foi cobrir o protesto e lá, pela primeira vez na vida, foientrevistado pelo instituto Datafolha, pertencente ao grupo empresarial de comunicação que faz oposição cerrada aos governos do PT desde 2003.

A pesquisa começa com perguntas sobre minha intenção de voto na sucessão presidencial do ano que vem. Como o Datafolha vem fazendo desde que Barbosa passou a ser celebrado por grupos de classe média alta e pela mídia após fazer o possível e o impossível para condenar petistas na AP 470, o instituto de pesquisa incluiu o nome dele entre os presidenciáveis.

O único cenário pesquisado pelo Datafolha foi o seguinte:

Aécio Neves (PSDB)

Dilma Rousseff (PT)

Eduardo Campos (PSB)

Joaquim Barbosa (sem partido)

Marina Silva (sem partido)

Apesar das reiteradas negativas de Barbosa de que pretende se candidatar a presidente, a grande mídia parece não acreditar nele. Pesquisas que veículos como Folha de São Paulo, Estadão, Globo etc. encomendam sempre, trazem o nome de Barbosa entre os presidenciáveis.

Em off, comenta-se entre a classe política e na grande mídia que showzinhos de Barbosa como o que deu na quinta-feira ao insultar Lewandowski, negando-se a uma discussão essencial para a imagem pública do julgamento do mensalão, de forma a que não pairem dúvidas sobre sua lisura, decorre de estar querendo posar como campeão da ética.

No cenário projetado sobre o futuro do presidente do STF, esses shows de irascibilidade que ele vem dando culminariam com sua “indignação” em caso de os recursos dos réus do mensalão produzirem reduções de suas penas. Nesse momento, “indignado”, Barbosa renunciaria à Presidência do STF e ao seu cargo de ministro daquela Corte e ingressaria em um partido político a fim de disputar a sucessão de Dilma Rousseff.

Especula-se que Barbosa poderia ingressar no PSDB ou mesmo no PMDB, mas também não descartam a possibilidade de, a exemplo do que deve fazer Marina Silva, ingressar em alguma “legenda de aluguel”, ou seja, algum partido como o PRN, criado em 1989 especificamente para o ex-presidente Fernando Collor de Mello disputar a Presidência com Lula.

Nas próximas semanas, Barbosa tende a ser exaltado pela mídia e por grupos políticos de oposição ao governo Dilma ao produzir outros shows como o de quinta-feira passada. Shows que deverá protagonizar não só com Lewandowski, mas com todo ministro do STF que se dispuser a pelo menos analisar os recursos dos réus do mensalão, que Barbosa quer que sejam rejeitados sumariamente.

Para quem acha que tudo isso é devaneio, que vá conversar com o Datafolha e com os outros institutos que, sob influência da grande mídia de oposição a Dilma, duvidam de Barbosa quando ele nega que pretenda desempenhar o script descrito acima. Eles não dão um centavo pelas as negativas do presidente do STF.

Blog do Zé Carlos expõe mais uma 'traquinagem' da propaganda enganosa tucana

Jatene entrega o "novo" Ophir Loyola

A manchete estava assim: Jatene entrega o novo "Ophir Loyola". Mas deveria ter sido escrita honestamente assim: Jatene entrega o "novo" Ophir Loyola. Entendeu a diferença? O que se destaca aqui é o "novo"; embora, com todo respeito ao Ophir Loyola pelo muito que fez, sempre merecerá os destaques.

O "novo", assim com aspas, é para dizer que a palavra está sendo usada com outra conotação. É um novo na maneira de dizer, mas novo não é.

Por que o hospital foi chamado de novo se ele já existe há tanto tempo?

A administração atual pintou, reformou, trocou lâmpadas, ar condicionados, disse que gastou mais de dois milhões nas reformas para melhorar um ala do velho "Ophir Loyola". Claro que os gastos será fiscalizado, por certo. Porém, nem um novo leito foi criado, mas resolveram chamar de novo o Hospital Ophir Loyola. Depois da reforma, parece novo, mas, convenhamos, não é novo. Foi um exagero chama-lo assim.

O governador Jatene, como um técnico que assim se apresenta, sabe que em contabilidade pública o novo é aquilo que se cria onde antes nada existia. A diferença é tanta que até a classificação orçamentária difere. Se é algo novo, inédito, inexistente antes da ação pública, classifica-se como investimento. Se já existia e apenas foi acrescido melhoria, classifica-se como inversão.

O governo aplicou no Ophir Loyola recursos orçamentários das inversões financeiras e não dos investimentos. Em assim sendo, não temos "novo". O novo aqui na machete foi apenas um tom publicitário ao evento corriqueiro da Administração pública.

Acho até que Jatene nem concorda com esse excesso. Chamar de novo algo que já existia, não condiz com o currículo acadêmico do professor de economia. Jatene político e o Jatene professor são indivisíveis. Habitam o mesmo corpo e pensam utilizando-se dos mesmos neurotransmissores. Por tanto, não pode o técnico abandonar o rigor científico em nome do pragmatismo político.

O popular sempre diz que "macaco apertado come sabão". Seria a ausência de obras novas e de recursos para cumprir sua agenda de investimentos que faz o Governo passar por cima de detalhes acadêmicos e partir para "ignorância" ?

A manchete acontece justamente quando o novo teimou em sair as ruas e mostrar sua força. A propaganda da reforma do Ophir Loyola perdeu o 'time' e não viu que usar o novo para denominar o velho é tudo que o novo que protesta não quer. A sociedade reclama pedindo que os políticos adotem novas práticas, novas formas de representá-la, com transparência e honestidade acima de tudo.

Se Jatene tivesse dito que fez uma reforma necessária para melhor atender a população, mostrasse o que foi feito, como foi feito e como foi gasto o recurso público, seria bem melhor e com certeza aplaudido por mim e pelo povo.

Honestidade sem truques, exercício da representação política com transparência, responsabilidade social e dialogo criativo. É tudo o que pede povo das redes sociais.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Do Blog A Perereca da Vizinha - O Pará ladeira abaixo: investimentos atingem os piores percentuais dos últimos 17 anos. Gastos sem licitação de Jatene chegam a quase R$ 13,3 bilhões. Despesas com propaganda ultrapassam R$ 40 milhões.


Jatene: dois anos depois da propaganda de campanha, os piores índices de investimento da história recente do Pará.


Os percentuais de investimento destes dois primeiros anos do Governo Jatene foram os piores dos últimos 17 anos e não chegaram nem à metade da melhor marca do período: 16,57%, em 1998, na administração do também tucano Almir Gabriel.

Os investimentos bateram no fundo do poço em 2011, quando corresponderam a apenas 4,51% da despesa total.

Já no ano passado eles ficaram em 6,19%, o segundo pior índice em quase duas décadas.

Os dados foram extraídos pela Perereca da Vizinha dos balanços gerais do Estado, os documentos que registram todas as receitas e despesas do Governo em cada ano, e que se encontram disponíveis à consulta pública no site da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa):http://www.sefa.pa.gov.br/site/pagina/tesouro.balanco

O último desses balanços, o de 2012, revela outros números preocupantes.

No ano passado, os gastos sem licitação do Governo do Estado atingiram quase R$ 13,3 bilhões, devido à impressionante margem das despesas consideradas como de licitação inaplicável: mais de 84%, a maior dos últimos cinco anos.

Além disso, também impressionam os gastos em propaganda, que ultrapassaram R$ 40 milhões em 2012 - e sem incluir o Banpará e a Cosanpa, que possuem contratos de publicidade bastante significativos.


Investimentos despencam

Em agosto do ano passado, a Perereca mostrou que o Governo estava sem dinheiro e que pretendia contrair quase R$ 2 bilhões em empréstimos para financiar basicamente as obras da Agenda Mínima, prometida durante a campanha eleitoral.

O blog também apontou a possibilidade de o Pará amargar o segundo ano consecutivo de queda dos investimentos, uma situação preocupante para um estado que já apresenta déficits alarmantes em áreas essenciais, como Saúde, Segurança e Educação, e cuja população não para de crescer, em decorrência dos fortes fluxos migratórios.

(Leia a postagem “Incrível! Jatene quer contrair quase R$ 2 bilhões em empréstimos para obras da Agenda Mínima, anunciadas há um ano e meio": http://pererecadavizinha.blogspot.com.br/2012/08/incrivel-jatene-quer-contrair-quase-r-2.html).

Infelizmente, as previsões do blog se concretizaram.

E, o que é pior: a série histórica extraída dos balanços que se encontram online (o mais antigo é de 1996) parece indicar que, apesar do aumento da receita, está se tornando cada vez mais difícil manter os investimentos em níveis superiores a 10%, ou seja, em um patamar mínimo para financiar a construção e reforma de escolas, estradas, hospitais e a aquisição de equipamentos, por exemplo.

Nos últimos 6 anos, os investimentos só representaram mais de 10% da despesa em uma ocasião: em 2010, quando o Governo do Estado, ainda na gestão petista, contraiu um empréstimo de R$ 366 milhões.

E, nos últimos 10 anos, só em uma ocasião eles atingiram um patamar superior ao registrado entre 1997 e 2002, em alguns exercícios: foi em 2006, no último ano do primeiro governo de Jatene.

É claro que os ajustes administrativos do primeiro ano da gestão de um governante e a crise econômica mundial contribuíram para essa redução.

E que outro fator importantíssimo é a Lei Kandir, que entrou em vigor em 1996 e desonerou as exportações de produtos primários e semielaborados, que compõem, desde sempre, o grosso das exportações desta província chamada Pará.

Em abril deste ano, o secretário da Fazenda, José Tostes, informou ao Diário do Pará, com base em estudo da Sefa, que o Pará deixou de arrecadar mais de R$ 20,5 bilhões, entre 1996 e 2012, em decorrência da Lei Kandir.

É possível que a queda de arrecadação também ajude a explicar o fato de o melhor volume de investimentos do Pará, nestes últimos 17 anos, ter ocorrido em 1998, à custa da alienação de um importante patrimônio: a Celpa.

No Balanço Geral do Estado de 1998, aliás, há o registro de uma “alienação de bens” de R$ 451 milhões, que é compatível com o volume de investimentos daquele ano.

O problema é que nem isso explica o fato de mesmo o pior nível de investimentos do governo de Almir Gabriel ter sido superior aos piores níveis de seus sucessores, da mesma forma que seus melhores níveis nunca mais foram alcançados.

Outro problema é a “solução” encontrada pelo governador Simão Jatene, para escamotear esse quadro aflitivo: transformar até empréstimo em oba-oba e fantasiar cruzadas em prol de ganhos inalcançáveis, como ocorreu com a taxa de mineração.

Por conta disso, acabou protagonizando situações que seriam até cômicas – se não fossem, na verdade, uma tragédia social.

Em 2011, ele previu investir quase R$ 1,2 bilhão, ou 10% da despesa – e só investiu mesmo R$ 552 milhões, ou 4,51% da despesa, no pior desempenho de um governante paraense em 17 anos – pelo menos.

Em 2012, a previsão orçamentária foi ainda mais esquizofrênica: mais de R$ 1,7 bilhão de investimentos, ou 12% da despesa – e o volume investido só chegou a R$ 923 milhões, ou modestíssimos 6,19%.

A enrolação é tamanha que, na página 84 do Balanço Geral do Estado de 2012, o Governo do Estado produz uma pérola do tucanês.

Diz que em 2011 (na verdade, foi em 2012), os investimentos chegaram a mais de R$ 923 milhões, ou 6,19% da despesa total, o que representou “um aumento do volume de gastos nessa rubrica, comparando os anos de 2012 e 2011”.

Quer dizer: o redator só se “esqueceu” de dizer que tal “aumento” é, na verdade, o segundo pior índice em muitos anos.

Aliás, no BGE de 2012, a Perereca ainda não conseguiu localizar a tabela comparativa dos percentuais de investimento ano a ano, que vinha sendo publicada pelos BGEs desde 2000.

O que mais intriga, no entanto, é que em ambos esses anos, 2011 e 2012, a despesa total bateu com o que foi orçado. E só os investimentos é que ficaram muito abaixo do previsto.

Sinal, talvez, de que a máquina entrou novamente em “processo autofágico”.

Mas, dessa vez, não parece haver no horizonte nenhum Almir que possa contê-la.

Veja o quadro com a série histórica preparada pela Perereca (clique em cima dele para ampliar):



E confira as páginas e quadros dos balanços gerais do Estado que registram tais números.

Aqui, os investimentos de 1996:




Aqui, os de 1997:




Aqui, os de 1998 (repare também na indicação de alienação patrimonial):






Aqui, os de 1999 e 2000:



Aqui, 2001 e 2002:



Aqui, 2002 a 2006:



Aqui, 2007 a 2010:



Aqui, 2011:



Aqui, 2012:



Aqui, a “pérola do tucanês”, na página 84 do BGE de 2012, e a atualização monetária dos valores investidos nos últimos cinco anos:



Aqui, no Orçamento Geral do Estado (OGE) de 2012, as previsões orçamentárias de 2011 e 2012:




A Perereca volta já com a reportagem sobre os gastos sem licitação do Governo (e as explicações da Sefa) e, também, com as despesas de propaganda.

Tudo com base no Balanço Geral do Estado (BGE) de 2012, que o Governo Jatene, sintomaticamente, só colocou no ar em meados de 2013 (E o MPE? "Mó barato! 100% natural").

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

MAIS MÉDICOS: 54% APROVAM VINDA DE ESTRANGEIROS




Pesquisa Datafolha revela aumento na aprovação de contratação de médicos estrangeiros para trabalhar em regiões remotas do País; índice passou de 47% no fim de junho para 54% na semana passada; da mesma forma, caiu a rejeição ao programa anunciado há pouco mais de um mês, de 48% para 40%; ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que foi alvo de protestos e chegou a ser chamado de "Judas" pela classe médica, pode dizer que valeu a persistência; programa vai ganhando a aprovação dos brasileiros

12 DE AGOSTO DE 2013 ÀS 15:38

247 – De alvo de protestos da classe médica, o programa Mais Médicos, anunciado pelo governo federal há pouco mais de um mês, começa a ganhar a aprovação dos brasileiros. Pesquisa do Instituto Datafolha divulgada nesta segunda-feira 12 revela que aumentou a aprovação da população em relação à medida que prevê a contratação de médicos estrangeiros para trabalhar em regiões remotas do País.

O índice de aprovação passou de 47%, no final de junho, para 54% no último levantamento, realizado entre quarta e sexta-feira da última semana. Da mesma forma, caiu o índice de rejeição ao programa, que passou de 48% em junho para 40%. O Datafolha entrevistou 2.615 pessoas de 160 cidades brasileiras. A margem de erro é de dois pontos percentuais para cima ou para baixo.

A maioria (60%) que aprova as iniciativas do programa é da região Nordeste do País, uma mostra de que a população que convive no dia a dia com a falta de médicos aprova a contratação de mais profissionais, mesmo que sejam de outros países. A primeira rodada de contratações do programa atendeu a 6% da demanda municipal. A nova chamada é para médicos estrangeiros: Espanha, Argentina e Portugal são, pela ordem, os mais numerosos na lista de incrições.

Alvo de críticas

O programa foi recebido por uma avalanche de críticas e foi alvo de manifestações da classe médica em diversos estados brasileiros, mas agora vai revelando sua aceitação em meio à população geral – a iniciativa já era aceita pela população mais carente, assim como por prefeitos de municípios que necessitam dessa categoria de profissional. A pesquisa divulgada hoje pela Folha revela que, daqui em diante, a tendência é que a aprovação só cresça.

Bandeira

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, virou boneco de Judas dos médicos que protestaram nas ruas do País e disseram sentir-se traídos pelo governo federal. Num evento no Maranhão, um grupo chegou a virar as costas para o ministro. Mas agora Padilha pode respirar com mais alívio, depois de ter persistido na importância da proposta. O programa pode vir a ser sua bandeira na candidatura ao governo de São Paulo em 2014.

BERZOINI: “TENTARAM OCULTAR O QUE ERA ÓBVIO”




Ao comentar as denúncias de cartel e favorecimento a governos do PSDB em licitações do Metrô e da CPTM, deputado federal do PT ressalta o tratamento diferente que é dado quando irregularidades são praticadas pela oposição ao governo federal; segundo ele, trata-se de uma "manobra", não só da imprensa, mas também do Judiciário e do Ministério Público, que atuam de maneira "seletiva"; para Ricardo Berzoini, o caso pede "pressão popular"; "Não importa o tamanho do esquema. Se envolve dinheiro público deve haver indignação"

12 DE AGOSTO DE 2013 ÀS 17:10

247 - O deputado federal Ricardo Berzoini (PT-SP) disse nesta segunda-feira 12 que existe uma "manobra" quando há denúncias de irregularidades por parte da oposição ao governo federal, praticada não só pela imprensa, segundo ele, mas também pelo setor Judiciário e pelo Ministério Público, que atuam de maneira seletiva. As declarações foram dadas à Rádio Brasil Atual enquanto o parlamentar comentava as denúncias de cartel e favorecimento a governos do PSDB em licitações do Metrô e da CPTM em São Paulo.

O petista lembrou que no caso do chamado 'mensalão mineiro' também houve "tratamento desigual". E que agora, tentou-se a "mesma manobra". "Eu cheguei a ironizar que a Folha [de S.Paulo] publicou uma matéria que parecia que era uma irregularidade cometida na Ucrânia ou na Moldávia. Não havia nenhuma relação com o governo do Estado onde o jornal tem sede. Eu acredito que mais uma vez tentaram ocultar aquilo que era óbvio desde 2008", disse o deputado.

No final de julho, Berzoini chegou a sugerir, pelo Twitter, que o jornal estaria blindando o governo de Geraldo Alckmin (PSDB-SP) ao não citar os nomes dos tucanos envolvidos no caso. "Folha noticia caso do superfaturamento do Metrô de SP na editoria de ...cotidiano!! E não cita o nome de ninguém do governo tucano", escreveu o parlamentar, que tuitou em seguida: "Nunca vi nada igual!! Rabo preso com o PSDB??"

Na avaliação de Ricardo Berzoini, o episódio exige "pressão popular" de movimentos sociais, centrais sindicais e da sociedade civil, que devem se mobilizar para pressionar a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) a instalar a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as suspeitas de corrupção no Estado.

"Não importa o tamanho do esquema. Se envolve dinheiro público deve haver indignação. O que foi revelado até agora demonstra um esquema que passa por vários governos, mostrando que havia, inclusive, negociação internacional. Isso precisa ser esclarecido e, quanto mais investigação, melhor. Não há razão para alguém ser contra uma CPI para aprofundar as investigações policiais", afirmou o deputado.

O PT quer a investigação da responsabilidade ou omissão de agentes públicos e políticos do PSDB relacionados às denúncias de formação de cartel entre empresas para obras e manutenção de equipamentos do Metrô e da CPTM. O cartel seria formado pelas empresas Alstom, Bombardier, CAF, Siemens, TTrans e Mitsui, envolvendo superfaturamento nos preços, pagamento de propinas e fraudes em licitações e contratos desde 1997, período de hegemonia do PSDB no Palácio dos Bandeirantes.

A instalação da CPI tem duas barreiras difíceis de serem transportadas. A regimental, que depende do Colégio de Líderes para ser superada, e a política. Com 26 assinaturas já coletadas, o PT teria de conseguir o apoio de mais seis deputados entre os 68 que o governador Geraldo Alckmin tem a seu favor. A aposta é que as assinaturas que faltariam para viabilizar a CPI sejam de deputados que se sintam constrangidos em não apoiar uma iniciativa cuja demanda tem a ver com as recentes manifestações de rua por transparência e contra a corrupção, um risco alto em ano pré-eleitoral.

Reportagem publicada na quinta-feira passada (8) na Folha de S.Paulo afirma que, em e-mail enviado a superiores em 2008, um executivo da Siemens diz que José Serra, então governador do estado, sugeriu que a empresa entrasse em acordo com uma concorrente para evitar que uma possível disputa judicial de ambas pelo contrato provocasse atraso na entrega de trens da CPTM.

Para Berzoini, os indícios do envolvimento de Serra com o caso são grandes. "Acho que os e-mails são um elemento de indício muito forte. Evidentemente, não é de se imaginar que o diretor de uma empresa vá citar o nome do governador sem que haja qualquer fato vinculado a essa citação."

Com Rede Brasil Atual. Ouça aqui a reportagem completa de Marilu Cabañas