BLOG DO VICENTE CIDADE

Este blog tem como objetivo falar sobre assuntos do cotidiano, como política, economia, comportamento, curiosidades, coisas do nosso dia-a-dia, sem grandes preocupações com a informação em si, mas na verdade apenas de expressar uma opinião sobre fatos que possam despertar meu interesse.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

VERGONHA !! Conselho Federal de Economia (COFECON) anula eleição para o CORECON do Pará, dentre outras razões, por abuso de poder do estado.

O secretário de planejamento do estado, Sergio Bacuri, havia ganho a eleição, mas o COFECON entendeu que houve abuso de poder por parte da chapa encabeçada por Bacuri, além de outros vícios que tornaram o processo eleitoral ilegítimo.

A informação é do conselheiro federal Eduardo Costa, conforme abaixo:
  
Economia, Política e Religião: Conselho Federal de Economia (COFECON) anula proce...:

Conselho Federal de Economia (COFECON) anula processo eleitoral no Conselho Regional de Economia do Estado do Pará (CORECON-PA)

Por ocasião De sua 645ª Sessão Plenária o Conselho Federal de Economia (COFECON) deliberou por meio de voto aberto dos Conselheiros Federais pela nulidade do processo eleitoral do Conselho Regional de Economia do Estado do Pará (CORECON-PA). De acordo com o relator do processo, Conselheiro Federal Wellington Leonardo do Rio de Janeiro, o processo eleitoral do CORECON-PA foi conturbado ao ponto do COFECON ter designado a Conselheira Federal Fabíola Andréa Leite de Paulo do Rio Grande do Norte como observadora. De acordo com o voto do relator além do conturbado processo de registro de chapas, houve denúncias por parte de uma das chapas de cerceamento da distribuição de materiais de divulgação das plataformas de campanha. Adicionalmente, o relator mencionou em seu voto o relatório da Conselheira Federal Fabíola de Paula que apontou a prática de “boca de urna” pelos membros de uma das chapas (que segundo o relatório teria influenciado decisivamente no resultado do processo eleitoral), a presença de agentes da Polícia Militar e Federal, o voto de um economista após o término do horário da votação. Finalmente o Conselheiro Wellington Leonardo mencionou a existência de denúncias de abuso de autoridade e uso da máquina pública. Em função disto o COFECON deliberou pela não homologação do processo eleitoral do CORECON-PA.

Em sua próxima plenária o COFECON deliberará sobre a data de novo processo eleitoral, a ocorrer ainda no primeiro semestre de 2013 e a composição da Comissão Eleitoral, a ser formada por membros do COFECON. O COFECON também deliberou pela não intervenção no CORECON-PA por entender que não há nada que desabone a atual gestão do CORECON-PA. Assim, até a realização de novo processo eleitoral, após o término da atual gestão em dezembro de 2012, de acordo com o Regimento Interno da entidade, a Presidência do CORECON-PA deverá ser ocupada pró-temporepelo Conselheiro Regional Efetivo com o registro mais antigo.

Saliento que em função de ter apoiado publicamente uma das chapas, por uma questão ética e de coerência me abstive desta votação. Lamento somente que após um esforço coletivo de um grupo que tornou o CORECON-PA referência nacional em termos de gestão e defesa das prerrogativas profissionais dos economistas paraenses, ver a nossa entidade tendo a sua imagem maculada. Torço para que haja bom senso e que as questões pessoais e particulares cedam totalmente espaço para a defesa dos interesses dos economistas. Vemos cursos de economia sendo fechados, invasão de nossa área de atuação por profissionais não habilitados, concursos públicos com conteúdo claramente direcionado ao economista serem realizados para outras profissões, a necessidade de qualificarmos melhor a nossa categoria para competir em um mercado cada vez mais concorrido, a necessidade de divulgar com maior intensidade as nossas prerrogativas profissionais, a necessidade de implantarmos um piso salarial para o economista no setor público estadual e a maior participação dos economistas e de nossa instituição mater, o CORECON-PA na discussão de questões econômicas e sociais relativas ao nosso desenvolvimento.

Que o bom senso volte a reinar na Casa do Economista e que haja uma inflexão neste processo capaz de realmente trazer para o centro do debate as questões que interessam efetivamente aos economistas.

Não passe por isso. Anote o protocolo e ligue direto para a ANATEL - 133

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Economia - Copom interrompe ciclo de cortes e mantém juros em 7,25% ao ano

Economia - Copom interrompe ciclo de cortes e mantém juros em 7,25% ao ano


Copom interrompe ciclo de cortes e 



mantém juros em 7,25% ao ano



Decisão veio em linha com aposta maciça de economistas dos bancos.
Rendimento da poupança fica estável e juro real termina ano abaixo de 2%.

Alexandro MartelloDo G1, em Brasília
8 comentários
Depois de dez cortes consecutivos na taxa básica de juros da economia brasileira, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu nesta quarta-feira (28) – em sua última reunião de 2012 – manter a Selic em 7,25% ao ano, na mínima histórica. A decisão foi unânime.
A manutenção dos juros confirmou a aposta maciça dos economistas dos bancos. A percepção do mercado de que os juros seriam mantidos neste mês se deve a uma indicação do próprio BC. Na ata do último encontro do Copom, em outubro, o BC informou que a redução de juros realizada naquele mês deveria ser o "última" do ciclo. Informou ainda que os juros deveriam permanecer estáveis por um período "suficientemente prolongado" de tempo.
Arte Copom Selic taxa juros (Foto: Editoria de Arte/G1)
A previsão dos analistas é que a taxa básica continuará estável no atual patamar de 7,25% ao ano, pelo menos, até o final de 2013. A aposta dos economistas dos bancos é que os juros serão novamente alterados somente em janeiro de 2014 – quando avançariam para 7,75% ao ano.
Explicação
Ao fim do encontro, o BC divulgou a seguinte frase: "O Copom decidiu, por unanimidade, manter a taxa Selic em 7,25% a.a., sem viés. Considerando o balanço de riscos para a inflação, a recuperação da atividade doméstica e a complexidade que envolve o ambiente internacional, o Comitê entende que a estabilidade das condições monetárias por um período de tempo suficientemente prolongado é a estratégia mais adequada para garantir a convergência da inflação para a meta, ainda que de forma não linear".
Sistema de metas de inflação
Pelo sistema de metas que vigora no Brasil, o BC tem de calibrar os juros para atingir as metas pré-estabelecidas, tendo por base o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Ao subir os juros, o BC atua para controlar a inflação e, ao baixá-los, julga, teoricamente, que a inflação está compatível com a meta.
Para 2012, 2013 e 2014, a meta central de inflação é de 4,5%, com um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Deste modo, o IPCA pode ficar entre 2,5% e 6,5% sem que a meta seja formalmente descumprida. 
Neste momento, o BC já está fixando a taxa básica de juros com base no cenário inflacionário esperado para o próximo ano. Isso porque movimentos nos juros básicos demoram cerca de seis meses para terem impacto pleno na economia.
Mesmo com o fim do ciclo de corte de juros nesta semana, o mercado financeiro não acredita que o Banco Central conseguirá atingir a meta central de inflação em 2013. A previsão da maior parte dos economistas dos bancos é de que o IPCA deverá somar 5,4% no próximo ano, bem acima da meta central de 4,5%, mas dentro do intervalo de tolerância de dois pontos percentuais.
O economista-chefe da Mauá Investimentos, Rodrigo Melo, lembra que o BC está trabalhando com inflação próxima de 5% para 2013, conforme informação do último relatório de inflação, com um "balanço de riscos favorável" por conta da crise financeira internacional - que tende a gerar um crescimento mundial menor, o que contribui para menos pressões inflacionárias.
Rendimento da poupança
A manutenção dos juros básicos por parte do Banco Central impede nova queda na rentabilidade da caderneta de poupança. Pelas regras definidas pelo governo neste ano, a poupança passou a ser atrelada aos juros básicos da economia, rendendo 70% da aplicação, mais a Taxa Referencial, quando a taxa básica estiver abaixo de 8,5% ao ano.
Com juros em 7,25% ao ano, a poupança continuará sendo remunerada em 5,07% ao ano mais TR. Antes da mudança das regras, a poupança rendia, pelo menos, 6,17% ao ano, mais TR. Na poupança, porém, não é cobrada taxa de administração e nem Imposto de Renda (IR) - ao contrário dos investimentos em fundos. Os recursos podem ser sacados a qualquer momento.
"Para aplicações menores que seis meses, a poupança é a melhor opção devido à isenção de IR. Para prazos maiores de seis meses, títulos do tesouro indexados a Selic (LFT) ou ao IPCA (NTN-B) são interessantes. Outra dica é investir em bancos renomados que oferecem mais que 95% do CDI", avaliou o professor da Escola de Economia da FGV-SP, Samy Dana.
Juros reais abaixo de 2% ao ano
Com a taxa básica em 7,25% ao ano, o Brasil passou a ter juros reais (após o abatimento da inflação prevista para os próximos 12 meses) de 1,8% ao ano, segundo levantamento dos economistas Jason Vieira e Thiago Davino.
Com isso, a taxa real de juros brasileira ficou abaixo da meta da presidente Dilma Rousseff (2% ao ano), patamar que também é mais próximo da média internacional. A taxa real de juros de 40 países pesquisados pelos economistas está negativa em 0,5% ao ano.

Menina Fantasma no Elevador | Pegadinha | Programa Silvio Santos

Desigualdade


Negros gastam mais tempo para se deslocar de casa para o trabalho, aponta IBGE

Do UOL, em São Paulo
  • J.Duran/ Futura Press
    Trânsito intenso  na avenida 23 de Maio, em São Paulo
    Trânsito intenso na avenida 23 de Maio, em São Paulo
Os brasileiros demoram cada vez mais para chegar ao trabalho. A Pesquisa Síntese de Indicadores Sociais, divulgada nesta quarta-feira (28) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), mostra, no entanto, que pretos e pardos (na classificação do IBGE, pretos e pardos são subdivisões raciais que representam os negros) demoram mais para fazer o trajeto casa-trabalho. Esta situação foi constatada em todas as regiões do país.
Os percentuais mais acentuados aparecem no Sudeste, onde 11,4% dos brancos levam mais de uma hora no deslocamento e 15,3% dos pretos e pardos se encontram na mesma situação. Na região metropolitana de São Paulo, estes percentuais sobre para 21,2% para os brancos e 26,9% para os pretos e pardos. Na cidade, somente 41,4% dos brancos e 36% dos pretos e pardos conseguem chegar ao trabalho em menos de 30 minutos.
Já na região metropolitana do Rio de Janeiro, apenas 39,4% dos brancos e 39,6% dos pretos e pardos vão ao trabalho em menos de 30 minutos. Por outro lado, 20,6% dos brancos e 24,1% dos pretos e pardos levam mais de uma hora nesse deslocamento.

BRASILEIROS QUE GASTAM MAIS DE 30 MINUTOS NO PERCURSO CASA-TRABALHO POR RAÇA

 20012011
Brancos28,8%31,8%
Negros33,6%36,6%
  • Fonte: IBGE
Por sua vez, a região Norte é a que apresenta os menores percentuais. Apenas 7,2% dos brancos e 7,7% dos pretos e pardos demoram mais de uma hora para chegar ao trabalho.
Quando se compara o ano de 2011 com o de 2001, a situação piorou tanto para brancos quanto para pretos e pardos. Entre esses anos, o percentual de brancos que demoram mais de 30 minutos trajeto casa-trabalho aumentou de 28,8% para 31,8%, enquanto o percentual de pretos e pardos que se encaixam nessa categoria subiu de 33,6% para 36,6%.

Homens demoram mais

Entre 2001 e 2011, o percentual de homens que levam mais de 30 minutos para se deslocar de casa ao escritório aumentou de 32,7% para 35,2%, enquanto, para as mulheres, o crescimento foi de 27,9% para 32,6%. De acordo com a pesquisa, no grupo dos 35,2% homens que levam mais de 30 minutos para chegar ao trabalho, 10,2% demoram mais do que uma hora – um pequeno aumento ante os 9,9% de 2001. No caso das mulheres, houve um aumento mais significativo – de 7,6% para 9,2%.

BRASILEIROS QUE GASTAM MAIS DE 30 MINUTOS NO PERCURSO CASA-TRABALHO POR SEXO

 20012011
Homens32,7%35,2%
Mulheres27,9%32,6%
  • Fonte: IBGE
A região Sul é a que apresenta o maior percentual de pessoas que levam até 30 minutos nesse deslocamento – 76,4% para os homens e 77,9% para as mulheres. Em seguida, vêm as regiões Norte e Nordeste – na primeira, 68% dos homens e 74,2% das mulheres gastam até 30 minutos para ir ao trabalho, e, na segunda, esse percentual é de 68,6% para os homens e de 72,4% para as mulheres.
Na região Sudeste, a mais populosa do país, 58,1% dos homens e 60,4% das mulheres levam até 30 minutos neste deslocamento, mas os percentuais mudam um pouco nas grandes regiões metropolitanas.
Em São Paulo, somente 39,3% dos homens e 39,5% das mulheres levam até 30 minutos no trajeto, enquanto 23% e 24%, respectivamente, demoram mais de 1 hora para chegar ao trabalho. No Rio de Janeiro, 23,4% dos homens e 21,2% das mulheres levam mais de 1 hora para ir ao escritório, e só 37,2% e 42,4% demora menos de 30 minutos.
Como uma possível causa para o aumento do tempo de deslocamento dos brasileiros entre a residência e o trabalho, a pesquisa do IBGE cita o desenvolvimento interno e a política de incentivo à indústria automobilística – sobretudo por meio da redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) –, o que provocou maiores congestionamentos e mais lentidão para os motoristas.

Afrouxou geral !! Cunha abriu a guarda, aliviou !!


Relator da CPI do Cachoeira retira jornalista e Gurgel do relatório

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ERICH DECAT
LEANDRO COLON
DE BRASÍLIA
O deputado Odair Cunha (PT-MG), relator da CPI do Cachoeira, comunicou aos integrantes do colegiado nesta quarta-feira (28) que retirou do texto o pedido de indiciamento de jornalistas e de investigações do procurador-geral da República, Roberto Gurgel.
Esses pontos travavam a leitura do relatório que teve início na manha de hoje na CPI.
Na véspera da leitura, Cunha tinha sinalizado o recuo do pedido de indiciamento do jornalista Policarpo Júnior, redator-chefe da Revista "Veja" e diretor da sucursal da publicação em Brasília. Investigações da Polícia Federal sobre o esquema flagram conversas do jornalista com o empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Delegados responsáveis pelas investigações informaram à CPI que a relação entre os dois era de fonte com o jornalista.
Já Gurgel teve o nome inserido no relatório pelo relator por ter atrasado as investigações sobre Cachoeira com políticos, entre eles o ex-senador Demóstenes Torres (ex-DEM/GO), cassado pelo Senado no último dia 11 de julho.
Sergio Lima-3.mai.2012/Folhapress
Deputado Odair Cunha, relator da CPI
Deputado Odair Cunha, relator da CPI
No começo da sessão de hoje, o presidente da comissão, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), informou que após a leitura do texto os integrantes poderiam pedir vista (mais tempo para análise) pelo prazo de cinco dias úteis. Nesse período o relator poderia fazer novas alterações no texto.
Com a palavra, Cunha se adiantou informando que só vai alterar a parte que trata dos jornalistas e de Gurgel.
"Do ponto de vista regimental tenho disposição de tirar as partes 6 e 7 do relatório que tratam sobre os jornalistas e o procurador-geral da República. Para além desse tema dependerá da análise do relator [...] quero dizer que quem discordar do relatório, tirada essa duas partes, terá que votar contra todo o relatório", afirmou Cunha.
As declarações dele causaram revolta em parte da bancada do PSDB. "Virou ditador. Está brincando...disposição de politizar o senhor mantém, que história é essa?", questionou Vaz de Lima (PSDB-SP).
Os parlamentares tucanos são contra o indiciamento do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB).
O bate-boca entre os integrantes da CPI continuou durante a leitura por parte de Cunha do "sumário" do relatório. O deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) a interrompeu o relator alegando não ter cópia do sumário.
Após a intervenção do tucano, Vital do Rêgo interrompeu a sessão pedindo para que a assessoria disponibilizasse a todos uma cópia do material.
"Suspendo essa sessão até o momento em que este sumário seja entregue. E vou continuar com a leitura dessa página. Determino essa secretária a cópia imediata", disse Vital.

Flamengo: Entrevista com o candidato Bandeira de Mello.

Apoiado em Zico, Bandeira de Mello ataca contas de Patricia: ‘Inconfiáveis’

Candidato da Chapa Azul é o primeiro entrevistado da série com os presidenciáveis do Flamengo. Pleito será em 3 de dezembro

Por GLOBOESPORTE.COMRio de Janeiro
O GLOBOESPORTE.COM inicia nesta quarta-feira a série de entrevistas com o candidatos à presidência do Flamengo, em pleito marcado para o dia 3 de dezembro. Depois de diversas alianças entre as chapas de oposição, restaram apenas três candidatos: a atual presidente do clube, Patrícia Amorim, na Chapa Amarela; Eduardo Bandeira de Mello, da Chapa Azul, que absorveu a Branca de Ronaldo Gomlevsky; e Jorge Rodrigues, da Chapa Rosa, que teve a adesão das Chapas Laranja e Verde, de Maurício Rodrigues e Lysias Itapicurú, respectivamente.
O primeiro entrevistado da série é Eduardo Bandeira de Mello, cuja candidatura foi confirmada apenas em 9 de novembro. Membro da chapa "Fla campeão do mundo", o empresário de 59 anos assumiu o lugar que era de Wallim Vasconcellos, que teve sua candidatura impugnada (o candidato não possuía cinco anos de vida associativa no clube). Luiz Rodolfo Landim Machado, antigo candidato a vice, também não teve a candidatura aceita. Ele deu lugar a Walter D’Agostino.
Eduardo Bandeira de Mello, candidato presidência Fla (Foto: Vicente Seda / Globoesporte.com)Eduardo Bandeira de Mello, candidato à presidência do Fla (Foto: Vicente Seda / Globoesporte.com)
Wallim Vasconcellos, apesar de impedido de concorrer a presidente, continua fazendo parte da chapa, agora na função de diretor geral. Eduardo Bandeira de Mello é executivo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Entre as propostas da Chapa Azul, estão a criação de dois comitês: um para gerir o futebol e outro para reestruturar a dívida do clube. Além disso, Bandeira de Mello promete trabalhar para que o Maracanã seja a casa do Flamengo, ainda que em parceria com o Fluminense. A meta é administrar o Rubro-Negro como uma grande empresa, com base na experiência dos executivos que compõem a equipe. Zico, maior ídolo do clube, fará parte da gestão do futebol, mas sem ocupar qualquer cargo remunerado.
A ordem de publicação foi decidida por sorteio e todos os candidatos responderam a dez perguntas iguais elaboradas pela equipe do site, além de questões formuladas pelos seus adversários. As entrevistas foram gravadas, sem edição, entre os dias 19 e 23, de acordo com a disponibilidade dos candidatos. Como a gravação aconteceu antes da oficialização das alianças entre os grupos, cada candidato respondeu a cinco perguntas elaboradas por seus rivais. O GLOBOESPORTE.COM decidiu editar essa parte das entrevistas, eliminando  as questões levantadas por candidatos que desistiram de concorrer no dia 3 (Lysias Itapicurú, Maurício Rodrigues e Ronaldo Gomlevsky).
Cada postulante à presidência teve 15 minutos para responder às perguntas do GLOBOESPORTE.COM e cinco minutos para responder às questões dos seus adversários (um minuto por resposta, considerando que inicialmente eram cinco perguntas neste bloco da gravação). O cronômetro foi parado apenas para que fossem feitas as perguntas, sem atribuição de limite de tempo para cada resposta, deixando o candidato livre para se aprofundar em um tema, ciente de que teria menos tempo para responder aos demais.
AS DEZ PERGUNTAS DA EQUIPE DO GLOBOESPORTE.COM:
O que há de mais urgente para ser resolvido no Flamengo e como resolver?
BANDEIRA DE MELLO: Existem várias coisas urgentes para serem resolvidas no Flamengo. Só para citar uma, eu gostaria de falar da situação financeira do clube. A situação financeira do clube é bastante preocupante, nós temos vários compromissos de curto prazo que estão pendentes. Eu imagino que quem assumir no dia 1º de janeiro vai encontrar algumas folhas de pagamento pendentes, três, quatro, quem sabe? Tenho lido no noticiário que existem vários compromissos com clubes, com atletas, com fornecedores, que estão pendentes. As contas do Flamengo são absolutamente inconfiáveis. O último balanço aprovado, e assim mesmo com ressalvas gravíssimas, foi o de 2010. O próprio contador do clube diz que não tem confiança nas contas do clube. Ou seja, nós não sabemos exatamente aonde vamos pisar. Tem que ser feito um trabalho bastante aprofundado de levantamento da situação financeira para que a gente possa tomar pé da situação e começar a resolver.
Quais são seus projetos para ampliação e valorização do patrimônio do clube? Há um projeto para a construção de um estádio ou a meta é o Maracanã?
Nossa principal meta é o Maracanã. O Maracanã está passando por esse processo de licitação, já houve essa primeira audiência, e o modelo inicial não nos agrada, que exclui os clubes da participação nos consórcios. Mas independentemente de qualquer coisa, quem vier a vencer essa licitação não vai poder colocar o Maracanã em pé sem a participação do Flamengo. O modelo ideal para nós seria que o Flamengo estivesse participando do consórcio, eu acho que é até uma questão de justiça. Desde que foi construído, há 62 anos, os maiores públicos do Maracanã sempre foram da torcida do Flamengo. Quando não era do Flamengo, era da seleção brasileira, mas com a presença dos torcedores do Flamengo, eu inclusive. O Maracanã foi construído com recursos fiscais, recursos de impostos pagos pela população do Rio de Janeiro, para qual o Flamengo é maioria. Ao longo desses anos todos, a bilheteria do Maracanã foi oriunda, majoritariamente, dos bolsos dos rubro-negros. Acho que o Flamengo merecia respeito nessa negociação. Tenho certeza de que as autoridades estaduais estão atentas a isso e a nossa prioridade é o Maracanã. Agora, não descartamos também a ampliação do estádio da Gávea para um estádio ou arena de porte pequeno ou médio. É claro que para isso vamos negociar com as autoridades municipais e com as associações de moradores. Acho que a Gávea poderia ser utilizada para jogos de menor demanda de público e também para shows, qualquer espetáculo que pudesse ser feito num local privilegiado como aquele que nós temos lá na Gávea.
Como administrar essa dívida do Flamengo de hoje?
É um problema sério. Já falei que não sabemos nem exatamente o tamanho da dívida. Mas é uma dívida que pode, independentemente do tamanho dela, ser equacionada se você levar em consideração que nós temos 39 milhões de torcedores, ou seja, 39 milhões de consumidores potenciais dos produtos que vierem a se associar a nossa marca. E principalmente levando em consideração que a equipe que nós vamos ter para solucionar essa questão da dívida é fantástica. O presidente do comitê de reestruturação da dívida do Flamengo vai ser o professor Carlos Geraldo Langone, ex-presidente do Banco Central, que lidou com o equacionamento da dívida brasileira naquela época dos anos 80, barra pesada, do tempo de crise na balança de pagamento, crise envolvendo as negociações com o FMI, com o clube de Paris. Ou seja, acho que a situação é grave, mas nós temos condições de resolvê-la com essa equipe que nós estamos montando.
Nos dois últimos anos, o Flamengo sofreu com a falta de um patrocinador master. Qual é a sua meta para essa questão, para o marketing do clube e também para aumentar o número de associados?
O marketing do Flamengo eu diria que é praticamente inexistente"
Bandeira de Mello
Essa é uma questão seriíssima. É absolutamente impensável que o Flamengo não tenha um patrocinador master ao longo desses anos todos. Ainda outro dia foi noticiado que o Flamengo hoje é o sétimo clube em receita de patrocínio. Um clube que é disparado a maior torcida do Brasil e do mundo, é o sétimo em receita de patrocínio. Então, a equipe da Chapa Azul, que é composta por um time de grandes executivos e empresários, que resolveram doar o seu tempo ao Flamengo para tentar tirá-lo dessa situação, já está trabalhando nisso, essas negociações já começaram, e com certeza nós não vamos trabalhar mais sem patrocínio master. Mas isso é apenas uma das faces do marketing do Flamengo. O marketing do Flamengo eu diria que é praticamente inexistente. Se você pensar no que aconteceu, por exemplo, nesse caso do Ronaldinho Gaúcho, o Flamengo teve oportunidade, em fevereiro de 2011, de trazer um jogador da importância, da qualidade do Ronaldinho Gaúcho, poderia ter associado o jogador a diversos projetos de marketing para alavancar mais recursos, inclusive ajudar o clube a pagar o salário do jogador, que não era nada baixo, e, no entanto, não foi feito nada. Não foi feita nenhuma ação de marketing para explorar a presença do Ronaldinho Gaúcho no Flamengo. Pelo contrário. Só tivemos notícias que levaram a um marketing negativo, que culminou nessa contingência trabalhista, que é absolutamente impensável, em que de repente o Flamengo se vê obrigado a fazer um acordo para evitar um passivo de 40 ou 50 milhões de reais. Ou seja, um tiro no pé. Outra coisa é o caso do Zico. A presença do Zico no Flamengo como diretor-executivo poderia ter gerado ações de marketing altamente positivas. O Zico é o grande ídolo da torcida do Flamengo, o personagem mais ilustre da história do Flamengo e uma pessoa acima do bem e do mal, que sempre foi associada a uma imagem altamente positiva. De repente você tem o Zico dentro do Flamengo e você não só não aproveita isso, como ainda faz com que ele saia do clube do jeito que saiu, boicotado. Isso não é só falta de respeito. É burrice. Você poderia ter aproveitado bem a imagem do Zico e não só não fez isso como ainda deteriora a imagem do jogador que é o nosso ídolo, é o grande ídolo da torcida do Flamengo.
Qual o seu projeto para o futebol do Flamengo, como será a gestão e de que forma você pretende fazer o investimento neste setor?
O futebol do Flamengo vai ser gerido da mesma maneira como as outras áreas do clube, vai ser gerido profissionalmente. Nós vamos ter um diretor-executivo profissional, esse diretor vai se reportar a um comitê gestor do futebol, que vai ser composto por mim, como presidente, pelo vice-presidente de futebol, que ainda vai ser anunciado, por esse próprio diretor-executivo e, pairando acima de todos nós, pelo Zico, que não vai trabalhar recebendo, vai trabalhar por amor ao Flamengo, mas vai sempre, na medida das possibilidades dele, nos ajudar na gestão do futebol. Com relação aos investimentos, nós sabemos que vamos herdar uma situação financeira complicada, mas é necessário fazer um investimento de curto prazo para que a gente tenha um time à altura das tradições do Flamengo para começar o ano de 2013. Hoje, o campeonato nacional está terminando e nós somos a quarta força. A quarta força carioca. Estamos aí brigando para ser 11º, 12º. É absolutamente impensável isso para a torcida do Flamengo. Nesses últimos três anos nós ganhamos um Campeonato Carioca e olhe lá. Em 2010 e 2012 brigamos para não cair para a Segunda Divisão. Tivemos duas participações na Taça Libertadores da América que foram absolutamente pífias, vergonhosas. Com certeza nós vamos ter um investimento de curto prazo para resolver essa situação.
O atacante Adriano deixou o Flamengo recentemente, mas disse que pretende voltar em 2013. Qual a sua avaliação sobre o caso? Se eleito, pretende abrir as portas do clube para o jogador?
Eu acho que o Flamengo deve ajudar o ser humano Adriano a superar essa dificuldade e é claro que não podemos contar com ele como solução para o nosso time"
Eduardo Bandeira de Mello
O Adriano é um ídolo da torcida do Flamengo, nós temos que ser profundamente gratos a ele. O Adriano não é bandido, o Adriano não é vagabundo. Ele é um excelente garoto, tem uma estrutura familiar muito boa. Agora, ele está doente. Eu acho que o Flamengo deve ajudar o ser humano Adriano a superar essa dificuldade e é claro que não podemos contar com ele como solução para o nosso time. Temos que primeiro tratar de recuperar o jogador. Se ele quiser contar com a ajuda do Flamengo, será muito bem-vindo. Eu vou gostar muito porque ele é meu ídolo, é o ídolo dos meus filhos. Agora, é claro que enquanto ele não superar esse problema nós não vamos poder contar com ele como jogador de futebol.
Falando agora sobre a comissão técnica, atualmente comandada pelo Dorival Júnior, que tem contrato até o fim de 2013, e também sobre o atual diretor de futebol, Zinho. Qual o seu plano para esses dois pilares? Permanência, saída? Como você enxerga essa questão?
Eu gosto muito desses dois profissionais. O Zinho é um ídolo da torcida do Flamengo, foi campeão como jogador em 1987, em 1992, depois foi campeão mundial pela seleção brasileira em 1994 e é uma grande figura. O Dorival é um grande técnico também. Não posso adiantar nada. Como disse a vocês, o futebol vai ser gerido por profissionais e esse plano ainda não está traçado. Não conversamos ainda sobre esses profissionais, não sabemos nem se eles gostariam de trabalhar conosco. Só acho que são profissionais de alto nível, mas toda decisão vai depender desse comitê gestor e desse diretor-executivo que será contratado.
De 2011 para cá, o Flamengo revelou garotos muito promissores. Quais sãos seus projetos para as divisões de base do clube?
As divisões de base do futebol são fundamentais. Em toda a história do Flamengo as nossas grandes conquistas estiveram sempre associadas ao aproveitamento dos jogadores da base. O Zico, inclusive, vai nos ajudar muito com isso porque ele é um exemplo de jogador que saiu da base do Flamengo e foi o maior jogador do mundo na sua época. Essa atual geração tem jogadores extremamente promissores, alguns que já estão perto de poder integrar o time principal, outros que precisam ser trabalhados, mas eu acho que são extremamente promissores. O que acontece ao longo do tempo com relação às divisões de base do Flamengo, o Flamengo sempre formou grandes jogadores, isso desde que eu era muito pequeno, mas na maior parte das vezes o Flamengo vendia, se livrava dos jogadores que formava. Isso desde que o Flamengo vendeu o Gerson para o Botafogo, depois formou um time muito bom em meados da década de 60, em 67 foi campeão de juvenis com o ataque Zequinha, Dionísio, Luiz Carlos e Arílson. O Zequinha foi trocado pelo Zélio com o Botafogo, foi uma vergonha. O Luiz Carlos chegou a ser jogador de seleção brasileira, foi vendido para o Vasco da Gama, na maior transação da época, mas a desculpa que se dava era que o Flamengo sempre vendia seus jogadores. A única época em que o Flamengo manteve os jogadores que formou foi aquela geração formada nos anos 70, que acabou redundando num time campeão do mundo. Final dos anos 80 e 90 também nós formamos aquela geração campeã da Copinha que tinha Djalminha, Marquinho, Paulo Nunes, Junior Baiano, Leonardo, e foram todos negociados. Vários deles, Aldair, foram campeões brasileiros, mundiais em 94, base do Flamengo e nenhum deles pertencia mais ao Flamengo. Nós temos que manter esses garotos, trabalhá-los bem e a nossa filosofia vai ser sempre com a priorização da base.
Qual o seu projeto para os demais esportes do clube, os chamados esportes olímpicos? Pretende priorizar algumas modalidades?
O Flamengo tem uma tradição de excelência nos esportes olímpicos. Há alguns anos nós tínhamos dezenas de jogadores nas equipes olímpicas brasileiras representando o Flamengo. A gente quer resgatar isso, nós já estamos inclusive conversando com esses atletas, tivemos uma reunião muito boa com os atletas laureados do Flamengo. Estamos aproveitando as sugestões que eles nos passam. E a ideia é voltar a ter excelência em todos esses esportes. O remo, por exemplo, é a história do Flamengo. Não estaríamos aqui conversando se não existisse o remo. O Flamengo surgiu em 1895 como um clube de regatas e em 1912, quando foi criado o departamento de futebol, isso só aconteceu porque já existia o clube de regatas. Já pensou que desagradável se nós tivéssemos de escolher um outro time aqui. Se o Flamengo de futebol não existisse, eu poderia ser Fluminense, Botafogo, Vasco da Gama. Realmente não ia ser nada agradável. O remo é uma prioridade total, e os esportes olímpicos no Flamengo serão tratados com a ideia de resgatar as tradições que o Flamengo sempre teve nessa área.
O senhor falou um pouco sobre o formato da gestão que pretende implantar no clube. A última pergunta é se a ideia de transformar o clube em empresa o agrada. Acha benéfico isso?
Não existe projeto nenhum de transformar o Flamengo em sociedade anônima ou em qualquer outro tipo de sociedade empresária. O Flamengo vai continuar sempre sendo um clube social e desportivo. O que acontece é que essa equipe que nós estamos trazendo para o Flamengo, que tem pessoas altamente qualificadas, empresários, executivos, vai nos permitir que o Flamengo seja administrado com os requisitos mínimos de transparência, de governança, de eficiência, de excelência, de uma excelente sociedade anônima. O Flamengo vai ser administrado como se fosse sociedade anônima. Com meritocracia, mas jamais será uma sociedade anônima. Somos totalmente contrários a isso. Foi muito bom vocês me perguntarem porque alguns outros candidatos têm espalhado que o nosso grupo está querendo transformar o Flamengo em sociedade anônima para retalhar depois o clube e prejudicar o interesse dos sócios-proprietários. Pode esquecer. Nada disso é verdade.
AS PERGUNTAS DOS OUTROS CANDIDATOS:
Patricia Amorim: Qual o seu projeto para a casa de São Conrado?
O imóvel de São Conrado faz parte das tradições do Flamengo, era lá que se concentrava aquela grande geração que nós tivemos, o time campeão mundial de 81 se concentrava lá. Hoje em dia, é um imóvel que não tem muita serventia para o Flamengo em termos empresariais. Ele não pode ser utilizado para esportes, não tem sentido ter uma sede administrativa longe da Gávea, longe do Ninho do Urubu. Nós já estamos em negociações e estudando a possibilidade de fazer algum tipo de permuta, algum tipo de projeto que, apesar das tradições do prédio, nos permitam utilizar o nosso patrimônio da melhor maneira, objetivando sempre maximizar os lucros, entre aspas, do Clube de Regatas do Flamengo.
Jorge Rodrigues: A Chapa Azul garantiu que, em caso de vitória, Zico voltaria a trabalhar no clube num cargo remunerado. Ele assegurou em seu site oficial que não aceita cargo algum. Já tem um nome para substituí-lo?
Houve aí um mal-entendido. Acho que o candidato Jorge Rodrigues não entendeu exatamente a nossa proposta. Nunca foi falado que o Zico exerceria um cargo remunerado no Flamengo. O Zico tem contrato com a seleção do Iraque (ele se desligou nesta terça-feira) e apoia a nossa candidatura. Ele se colocou à disposição para nos ajudar em tudo que a gente precisar em relação ao futebol. Já tivemos reuniões com o Zico, no momento ele está no Brasil, e ele vai fazer parte do comitê gestor do futebol, pairando acima de todos os executivos que comporão esse comitê, mas sem que isso represente um cargo remunerado. Acho que não podemos pensar no futebol do Flamengo sem consultar o nosso maior ídolo, a personagem mais ilustre da história do Flamengo.

Brasil vai à Copa 2014 com uma dupla inusitada: Técnico Felipão, que levou o Palmeiras à segunda divisão e como Coordenador de Seleção o Parreira, que já estava até aposentado. Faz sentido, o Marim, presidente da CBF tem quase 90 anos.

Felipão é o novo técnico da Seleção, e Andrés deixa cargo na CBF
Comandante do penta será anunciado oficialmente na quinta-feira. José Maria Marin extingue a função do ex-presidente do Corinthians
Por Alexandre Lozetti e Leandro CanônicoSão Paulo
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Luiz Felipe Scolari participa de evento em Natal (Foto: Matheus Magalhães/GLOBOESPORTE.COM)Scolari deixou o comando do Palmeiras em
setembro, antes do rebaixamento do clube
(Foto: Matheus Magalhães/GLOBOESPORTE.COM)
A CBF já acertou com um novo técnico para a seleção brasileira: Luiz Felipe Scolari é o substituto de Mano Menezes. A entidade, porém, não conta mais com um diretor de Seleções, já que Andrés Sanches deixou nesta quarta o cargo, que acabou extinto pelo presidente José Maria Marin. O anúncio oficial de Felipão, campeão mundial em 2002 com o Brasil, será feito na quinta, às 10h30m (de Brasília), no Rio de Janeiro.
Andrés pediu demissão do cargo de diretor de Seleções através de uma carta. Em São Paulo, Marin disse que a posição está extinta para a volta da função de coordenador, exercida nas Copas do Mundo de 1994 e 2006 por Zagallo, de 1998 por Zico e de 2002 por Antonio Lopes. Tetra nos Estados Unidos, Carlos Alberto Parreira é o mais cotado para assumir a tarefa de trabalhar na nova função.
Em seguida, Marin afirmou que o nome do novo técnico será revelado oficialmente na quinta, a tempo de participar do sorteio da Copa das Confederações, sábado. Felipão, que deixou o Palmeiras em setembro, conversou com Marin no último fim de semana e está com a família em Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, mas vai desembarcar em São Paulo ainda nesta quarta para finalizar os últimos detalhes do contrato com a CBF.
Na última sexta, dia da demissão de Mano Menezes, uma fonte ouvida pelo GLOBOESPORTE.COM afirmou que Américo Faria, supervisor da Seleção até o Mundial de 2010, também voltaria com Felipão.
 - Vai voltar o bigode. E o outro bigode - disse a fonte, fazendo relação com os bigodes de Américo e Felipão, que trabalharam juntos na campanha do penta em 2002.
Presente na Soccerex - feira de negócios do futebol no Rio -, Américo disse que ainda não foi procurado, mas que aceitaria voltar à CBF:
- Primeiro, preciso receber o convite. Se isso acontecer, ficaria muito satisfeito e estaria prontopara assumir. Temos um período bom, que será facilitado pela experiência dos dois profissionais. Já existe uma base e acho que não seria problema nenhum.
Nos últimos dias, os nomes de Tite e Muricy Ramalho, inicialmente cotados, nem foram mais comentados nos bastidores da entidade, que se uniu em torno de Felipão, principalmente com o enfraquecimento de Andrés Sanches, que era contra o nome do treinador e entregou sua carta de demissão na manhã desta quarta. Durante esta semana, houve um encontro entre dirigentes da CBF e o provável novo comandante, que tem, principalmente, o respaldo do presidente da Federação Paulista de Futebol, Marco Polo Del Nero.
Felipão deverá escolher seus auxiliares e um dos nomes indicados por Marin é Milton Cruz, observador-técnico do São Paulo há 18 anos. O presidente deseja um homem que faça o intercâmbio entre o vestiário e a diretoria, e já havia sugerido Milton anteriormente, só que Mano não tinha um relacionamento dos melhores com o auxiliar. Luiz Felipe Scolari não deverá fazer oposição à escolha.
luiz felipe scolari felipão brasil copa do mundo 2002 (Foto: Agência Getty Images)Felipão comemora na Copa de 2002: técnico volta dez anos após o penta (Foto: Agência Getty Images)
Um assunto a ser resolvido ainda por Marin e Felipão é um problema de relacionamento do gaúcho com a diretoria de comunicações da CBF. Felipão gostaria de trabalhar com outros profissionais.
Marin resolveu apressar o anúncio do novo técnico para que ele esteja presente nos eventos da Fifa, esta semana, que vão culminar no sorteio dos grupos da Copa das Confederações, no sábado. Será a primeira competição do sucessor no comando da Seleção e, até lá, ele deverá ter apenas cinco partidas no comando da equipe.
Ao trocar o nome de “diretor de seleções” para “coordenador da Seleção”, um dos intuitos de Marin é poder tirar um dirigente do cargo, no caso, Andrés, e substitui-lo por um técnico, que deverá mesmo ser Carlos Alberto Parreira. Tetracampeão do mundo em 94, ele também mantém contatos com a CBF há algum tempo.
Situação de Andrés ficou ruim após críticas à decisão de Marin
Andrés ficou contrariado com a demissão de Mano Menezes, na última sexta, e avisou que deixaria o cargo no início da semana. Mas alguns notáveis - em especial Ronaldo - tentaram convencê-lo a permanecer. Após declarações no Soccerex, segunda - quando disse que a "tendência era sair" e criticou a decisão da CBF em mudar de treinador -, a situação ficou insustentável. Marin disse a interlocutores:
- Depois dessa entrevista… para mim o Andrés já saiu.
Na terça, o ex-presidente do Corinthians adotou um tom mais ameno e disse que pretendia até participar do sorteio da Copa das Confederações como representante da CBF. No entanto, na manhã desta quarta-feira, entregou sua carta de demissão na sede da entidade, no Rio, mas sem contato com Marin, que estava em São Paulo participando da visita de membros da Fifa e do COL (Comitê Organizador Local da Copa) à obra do estádio do Corinthians em Itaquera.
- Pensei que fosse encontrar o Marin aqui hoje - disse, após pedir demissão.
 
Andres Sanchez soccerex (Foto: TASSO MARCELO/Agêcia Estado)Andrés esteve no Rio segunda-feira e voltou a criticar demissão de Mano (Foto: Agêcia Estado)