O PIG (partido da Imprensa Golpista) prepara mais um golpe contra a democracia brasileira.
Quem tem lido Folha, Veja, Estadão e visto com frequência programas "jornalixos" da Globo, tem notado que o PIG vem falando em indignação, em mobilização e até mesmo questionando porque o povo não vai pra rua destituir o governo.
Hoje, assistindo um programa da Globo Cabo, o Entre Aspas, apresentado pelo Tonico Ferreira, ouvir o canalha dizer que o sonho dele era que o povo brasileiro fizesse uma "primavera árabe" aqui no Brasil.
Ele só esqueceu de mencionar que o PIG tolerou as ditaduras árabes por várias décadas.
Realmente o PIG vem pregando abertamente um golpe à democracia brasileira desde que foram derrotados nas urnas em 2010.
É muito importante que a sociedade fique atenta a esse movimento.
BLOG DO VICENTE CIDADE
Este blog tem como objetivo falar sobre assuntos do cotidiano, como política, economia, comportamento, curiosidades, coisas do nosso dia-a-dia, sem grandes preocupações com a informação em si, mas na verdade apenas de expressar uma opinião sobre fatos que possam despertar meu interesse.
sexta-feira, 22 de julho de 2011
quinta-feira, 21 de julho de 2011
Copa 2014: Como se cria um monstro !!
Fui buscar na net e republico abaixo, matéria datada de 27/08/2010 que mostra a engenharia feita para que o Corinthians pudesse ter o "seu" estádio. Notem que, no início, a articulação era para que entes privados pudessem bancar a obra, beneficiando o clube.
Naquele momento, o orçamento da arena era de R$ 300 milhões para abrigar 45.000 pessoas.
De lá para cá, muita coisa mudou. O novo orçamento, agora com dinheiro público, pulou para R$ 820 milhões para os mesmos 45.000 lugares e ainda falta mais uns R$ 100 milhões para fechar a conta de acordo com a construtota.
Abertura da Copa 2014 será em São Paulo, e no estádio do Corinthians - esportes - Estadao.com.br
Abertura da Copa 2014 será em São Paulo, e no estádio do Corinthians. Para ser a sede do primeiro jogo do Mundial, estádio receberá aporte financeiro da Fifa
27 de agosto de 2010 - Wagner Vilaron - O Estado de S. Paulo
SÃO PAULO - O estádio do Corinthians, em Itaquera, será o palco da abertura da Copa do Mundo de 2014. O acordo foi fechado nesta sexta-feira, no Rio, durante encontro entre o governador de São Paulo, Alberto Goldman (PSDB), o prefeito da capital, Gilberto Kassab (DEM) e o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira. Na primeira etapa da obra, orçada em R$ 300 milhões e bancada pela construtora Odebrecht, a arena corintiana receberá 45 mil pessoas. O Estado apurou que já existe projeto de ampliação para 68 mil para, assim, receber a abertura do Mundial. Essa segunda fase será bancada com recursos da Fifa.
Boa parte da negociação foi conduzida diretamente pelo corintiano mais ilustre da atualidade, o presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva. A expectativa é de que o anúncio oficial seja feito na terça-feira, quando Lula e outras autoridades do primeiro escalão do governo federal estarão no Parque São Jorge para participar de evento que marca as festividades do centenário alvinegro. O Corinthians completa 100 anos no dia 1º, quarta-feira, e a ideia é apresentar o estádio como o principal presente de aniversário.
A convicção das autoridades paulistanas de que a partida de abertura da Copa será realizada na nova arena se deve à disposição política manifestada por Teixeira. Em todas as entrevistas de que participou nos últimos dois meses, o presidente da CBF fez questão de destacar que, em sua opinião, o jogo inicial do evento deveria acontecer na capital paulistana. "É uma pura questão de raciocínio lógico. Se o estádio do Corinthians será o palco de São Paulo e se São Paulo é o palco da abertura, basta juntar as coisas", explicou pessoa diretamente envolvida na negociação.
Detalhes do projeto. Na articulação coordenada por Lula ficou definido que a Odebrecht se responsabilizará pela construção de um estádio para 45 mil pessoas no terreno pertencente ao clube, em Itaquera, obra na qual investirá R$ 300 milhões. Em contrapartida, a construtora fica com a receita da venda do nome da nova arena (naming rights).
O presidente corintiano, Andrés Sanchez, articulou na Fifa durante a Copa da África do Sul, quando chefiou a delegação brasileira, para que a entidade invista na iniciativa os US$ 150 milhões (R$ 262 milhões) necessários para a ampliação da capacidade para 70 mil lugares, obrigatória quando o assunto é abertura.
Operários já trabalham na área em Itaquera e a previsão é de que a obra esteja concluída em dois anos e meio. "No nosso cronograma, o tempo é suficiente para que o estádio esteja concluído antes da Copa das Confederações de 2013."
Naquele momento, o orçamento da arena era de R$ 300 milhões para abrigar 45.000 pessoas.
De lá para cá, muita coisa mudou. O novo orçamento, agora com dinheiro público, pulou para R$ 820 milhões para os mesmos 45.000 lugares e ainda falta mais uns R$ 100 milhões para fechar a conta de acordo com a construtota.
Abertura da Copa 2014 será em São Paulo, e no estádio do Corinthians - esportes - Estadao.com.br
Abertura da Copa 2014 será em São Paulo, e no estádio do Corinthians. Para ser a sede do primeiro jogo do Mundial, estádio receberá aporte financeiro da Fifa
27 de agosto de 2010 - Wagner Vilaron - O Estado de S. Paulo
SÃO PAULO - O estádio do Corinthians, em Itaquera, será o palco da abertura da Copa do Mundo de 2014. O acordo foi fechado nesta sexta-feira, no Rio, durante encontro entre o governador de São Paulo, Alberto Goldman (PSDB), o prefeito da capital, Gilberto Kassab (DEM) e o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira. Na primeira etapa da obra, orçada em R$ 300 milhões e bancada pela construtora Odebrecht, a arena corintiana receberá 45 mil pessoas. O Estado apurou que já existe projeto de ampliação para 68 mil para, assim, receber a abertura do Mundial. Essa segunda fase será bancada com recursos da Fifa.
Boa parte da negociação foi conduzida diretamente pelo corintiano mais ilustre da atualidade, o presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva. A expectativa é de que o anúncio oficial seja feito na terça-feira, quando Lula e outras autoridades do primeiro escalão do governo federal estarão no Parque São Jorge para participar de evento que marca as festividades do centenário alvinegro. O Corinthians completa 100 anos no dia 1º, quarta-feira, e a ideia é apresentar o estádio como o principal presente de aniversário.
A convicção das autoridades paulistanas de que a partida de abertura da Copa será realizada na nova arena se deve à disposição política manifestada por Teixeira. Em todas as entrevistas de que participou nos últimos dois meses, o presidente da CBF fez questão de destacar que, em sua opinião, o jogo inicial do evento deveria acontecer na capital paulistana. "É uma pura questão de raciocínio lógico. Se o estádio do Corinthians será o palco de São Paulo e se São Paulo é o palco da abertura, basta juntar as coisas", explicou pessoa diretamente envolvida na negociação.
Detalhes do projeto. Na articulação coordenada por Lula ficou definido que a Odebrecht se responsabilizará pela construção de um estádio para 45 mil pessoas no terreno pertencente ao clube, em Itaquera, obra na qual investirá R$ 300 milhões. Em contrapartida, a construtora fica com a receita da venda do nome da nova arena (naming rights).
O presidente corintiano, Andrés Sanchez, articulou na Fifa durante a Copa da África do Sul, quando chefiou a delegação brasileira, para que a entidade invista na iniciativa os US$ 150 milhões (R$ 262 milhões) necessários para a ampliação da capacidade para 70 mil lugares, obrigatória quando o assunto é abertura.
Operários já trabalham na área em Itaquera e a previsão é de que a obra esteja concluída em dois anos e meio. "No nosso cronograma, o tempo é suficiente para que o estádio esteja concluído antes da Copa das Confederações de 2013."
Copa 2014 - Seria cômico se não fosse trágico !!
A matéria abaixo explica o problema. Mas no link é possível também ver um vídeo do Jornal das 10, onde o Merval Pereira consegue transferir a critica ao governo tucano de São Paulo para o Governo Federal.
E o Ministério Público calado fica, calado ficará. Uma vergonha !!
G1 - Acordo com Corinthians não prevê arquibancada móvel, diz Odebrecht - notícias em São Paulo
Acordo com Corinthians não prevê arquibancada móvel, diz Odebrecht. Custo da obra será elevado em até R$ 50 milhões. Arquibancada removível aumentará capacidade do estádio para 68 mil lugares.
Do G1, em São Paulo
Para a cidade de São Paulo receber a abertura da Copa do Mundo o estádio do Corinthians, que será erguido em Itaquera, na Zona Leste da capital paulista, precisa de mais dinheiro. Em entrevista à rádio “CBN”, o superintendente da Odebrecht, consórcio responsável pela obra, Carlos Armando Paschoal, disse que o acordo não prevê no complexo todos os 68 mil lugares exigidos pela Fifa, que poderá elevar o custo da construção em até R$ 50 milhões. Para o estádio receber a abertura do Mundial, duas arquibancadas removíveis serão colocadas atras dos gols, com capacidade para receber mais 20 mil pessoas.
O custo do estádio está previsto em R$ 820 milhões. Do total, R$ 420 milhões virão de incentivos fiscais e R$ 400 milhões de um empréstimo do BNDES. “Esse valor (R$ 820 milhões), é o valor previsto para a construção do estádio do Corinthians, de 48 mil lugares, que inclui todo o envoltório do estádio, ou seja, o que eu quero dizer com isso: inclui os camarotes todos, inclui ... só não inclui os 20 mil assentos provisórios que serão contratados posteriormente por uma licitação pública pelo governo do estado de São Paulo”, disse Carlos Armando Paschoal.
O governo do estado informou, através do secretário de Planejamento e Desenvolvimento também coordenador do comitê da Copa, Emanuel Fernandes, que estuda como arcar com essa despesa, orçada entre R$ 40 milhões e R$ 50 milhões (ouça na CBN). O governador Geraldo Alckmin não falou sobre o assunto.
Dutos da Petrobras
Outra questão que pode mudar os números está no trabalho de desvios dos dutos da Petrobras, cuja obra está estimada em R$ 30 milhões. O presidente do Corinthians, Andrés Sanches, disse que o valor está dentro do pacote já conseguido pelo clube para construção de seu estádio.
Mas não foi o que entendeu o representante da Odebrecht. “O entendimento que nós temos do Corinthians relativamente aos dutos da Petrobras é que é um assunto que o Corinthians está tratando diretamente com a Transpetro. Ele não faz parte do escopo do nosso contrato”, afirmou Carlos Armando Paschoal.
Por enquanto, os dutos não atrapalham o andamento da obra. As máquinas trabalham na perfuração do solo.
Incentivos fiscais
Na manhã desta quarta-feira (20), o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, sancionou o projeto de lei que dá incentivos fiscais para a construção do estádio do Corinthians. O evento foi realizado no terreno que abrigará a arena e contou com a participação do governador paulista, Geraldo Alckmin, do ministro dos Esportes, Orlando Silva, e do presidente do Corinthians, Andrés Sanches.
O clube receberá R$ 420 milhões em forma de incentivos fiscais. Esse valor não sairá diretamente dos cofres da Prefeitura. O dinheiro será repassado através dos Certificados de Incentivo ao Desenvolvimento (CIDs), que serão vendidos no mercado a qualquer empresa.
A assinatura do projeto ocorre em meio ao início da segunda fase das obras. Depois da terraplenagem, a empresa responsável deu início há uma semana aos serviços de perfuração do solo. A previsão de entrega do estádio é para dezembro de 2013.
Acordo
Na terça-feira (19), o Corinthians anunciou que entrou em acordo com a Odebrecht sobre o valor da obra, fixado em R$ 820 milhões. O contrato entre clube e empresa ainda não foi assinado por causa de discussões pendentes sobre outras cláusulas. Ainda não há previsão para que o vínculo seja firmado.
Além dos R$ 420 milhões em incentivos fiscais, Corinthians e Odebrecht terão uma linha de crédito de R$ 400 milhões do BNDES. Parte desse empréstimo será quitado com a venda dos “naming rights”, ou seja, o cluibe vai “alugar” o nome do estádio a uma empresa por um determinado período, como se costuma fazer na Europa.
Desenvolvimento da Zona Leste
A Prefeitura de São Paulo disse nesta quarta que vai dar incentivos para investimentos a partir de R$ 50 mil na Zona Leste. Os incentivos serão dados para empresas que se instalarem ou ampliarem seus negócios nos bairros Itaquera, São Miguel Paulista, São Mateus, Itaim Paulista, Guaianazes, Ermelino Matarazzo e Cidade Tiradentes.
Esse incentivo para as outras empresas, não para aquelas que participam da construção do estádio, será dado da seguinte forma: o empresário que vai construir ou ampliar um negócio na região, a partir de R$ 50 mil, pode não pagar o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) ou o Imposto Sobre Serviços (ISS). Tudo estará especificado em um edital que ainda será aberto. O objetivo é levar desenvolvimento para a região.
A Secretaria Municipal de Desenvolvimento divulgou outras obras para a região até a Copa: um fórum, uma Fatec, um terminal rodoviário, uma Etec, um Senai e um posto da Polícia Militar. O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, disse também que a região cumprirá com folga a exigência da Fifa para o transporte até o estádio.
E o Ministério Público calado fica, calado ficará. Uma vergonha !!
G1 - Acordo com Corinthians não prevê arquibancada móvel, diz Odebrecht - notícias em São Paulo
Acordo com Corinthians não prevê arquibancada móvel, diz Odebrecht. Custo da obra será elevado em até R$ 50 milhões. Arquibancada removível aumentará capacidade do estádio para 68 mil lugares.
Do G1, em São Paulo
Para a cidade de São Paulo receber a abertura da Copa do Mundo o estádio do Corinthians, que será erguido em Itaquera, na Zona Leste da capital paulista, precisa de mais dinheiro. Em entrevista à rádio “CBN”, o superintendente da Odebrecht, consórcio responsável pela obra, Carlos Armando Paschoal, disse que o acordo não prevê no complexo todos os 68 mil lugares exigidos pela Fifa, que poderá elevar o custo da construção em até R$ 50 milhões. Para o estádio receber a abertura do Mundial, duas arquibancadas removíveis serão colocadas atras dos gols, com capacidade para receber mais 20 mil pessoas.
O custo do estádio está previsto em R$ 820 milhões. Do total, R$ 420 milhões virão de incentivos fiscais e R$ 400 milhões de um empréstimo do BNDES. “Esse valor (R$ 820 milhões), é o valor previsto para a construção do estádio do Corinthians, de 48 mil lugares, que inclui todo o envoltório do estádio, ou seja, o que eu quero dizer com isso: inclui os camarotes todos, inclui ... só não inclui os 20 mil assentos provisórios que serão contratados posteriormente por uma licitação pública pelo governo do estado de São Paulo”, disse Carlos Armando Paschoal.
O governo do estado informou, através do secretário de Planejamento e Desenvolvimento também coordenador do comitê da Copa, Emanuel Fernandes, que estuda como arcar com essa despesa, orçada entre R$ 40 milhões e R$ 50 milhões (ouça na CBN). O governador Geraldo Alckmin não falou sobre o assunto.
Dutos da Petrobras
Outra questão que pode mudar os números está no trabalho de desvios dos dutos da Petrobras, cuja obra está estimada em R$ 30 milhões. O presidente do Corinthians, Andrés Sanches, disse que o valor está dentro do pacote já conseguido pelo clube para construção de seu estádio.
Mas não foi o que entendeu o representante da Odebrecht. “O entendimento que nós temos do Corinthians relativamente aos dutos da Petrobras é que é um assunto que o Corinthians está tratando diretamente com a Transpetro. Ele não faz parte do escopo do nosso contrato”, afirmou Carlos Armando Paschoal.
Por enquanto, os dutos não atrapalham o andamento da obra. As máquinas trabalham na perfuração do solo.
Incentivos fiscais
Na manhã desta quarta-feira (20), o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, sancionou o projeto de lei que dá incentivos fiscais para a construção do estádio do Corinthians. O evento foi realizado no terreno que abrigará a arena e contou com a participação do governador paulista, Geraldo Alckmin, do ministro dos Esportes, Orlando Silva, e do presidente do Corinthians, Andrés Sanches.
O clube receberá R$ 420 milhões em forma de incentivos fiscais. Esse valor não sairá diretamente dos cofres da Prefeitura. O dinheiro será repassado através dos Certificados de Incentivo ao Desenvolvimento (CIDs), que serão vendidos no mercado a qualquer empresa.
A assinatura do projeto ocorre em meio ao início da segunda fase das obras. Depois da terraplenagem, a empresa responsável deu início há uma semana aos serviços de perfuração do solo. A previsão de entrega do estádio é para dezembro de 2013.
Acordo
Na terça-feira (19), o Corinthians anunciou que entrou em acordo com a Odebrecht sobre o valor da obra, fixado em R$ 820 milhões. O contrato entre clube e empresa ainda não foi assinado por causa de discussões pendentes sobre outras cláusulas. Ainda não há previsão para que o vínculo seja firmado.
Além dos R$ 420 milhões em incentivos fiscais, Corinthians e Odebrecht terão uma linha de crédito de R$ 400 milhões do BNDES. Parte desse empréstimo será quitado com a venda dos “naming rights”, ou seja, o cluibe vai “alugar” o nome do estádio a uma empresa por um determinado período, como se costuma fazer na Europa.
Desenvolvimento da Zona Leste
A Prefeitura de São Paulo disse nesta quarta que vai dar incentivos para investimentos a partir de R$ 50 mil na Zona Leste. Os incentivos serão dados para empresas que se instalarem ou ampliarem seus negócios nos bairros Itaquera, São Miguel Paulista, São Mateus, Itaim Paulista, Guaianazes, Ermelino Matarazzo e Cidade Tiradentes.
Esse incentivo para as outras empresas, não para aquelas que participam da construção do estádio, será dado da seguinte forma: o empresário que vai construir ou ampliar um negócio na região, a partir de R$ 50 mil, pode não pagar o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) ou o Imposto Sobre Serviços (ISS). Tudo estará especificado em um edital que ainda será aberto. O objetivo é levar desenvolvimento para a região.
A Secretaria Municipal de Desenvolvimento divulgou outras obras para a região até a Copa: um fórum, uma Fatec, um terminal rodoviário, uma Etec, um Senai e um posto da Polícia Militar. O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, disse também que a região cumprirá com folga a exigência da Fifa para o transporte até o estádio.
quarta-feira, 20 de julho de 2011
Copa 2014. É muito descaramento !!
Governo do Estado vai bancar 20 mil lugares do Itaquerão com R$ 70 milhões - Copa 2014 - UOL Esporte
Quando o Brasil foi oficializado como sede da Copa de 2014, todos se apressaram em dizer que o país não iria perder nada. Que todo investimento em arenas seria privado, não teria dinheiro público para financiar patrimônio privado.
Pois bem, nesse embalo, o Corinthians informou que iria construir o seu estádio. Inicialmente para 45.000 pessoas, com orçamento previsto em R$ R$ 300 milhões, financiado com dinheiro de uma empresa.
Em seguida, foi articulado um esquema para mudar a arena da copa em SP, que deixou de ser o Murumbi, arena do São Paulo, para o inexistente estádio do Corinthians. Com isso, passou a contar com a privilegiada fonte de financiamento do BNDES. Logo em seguida, o Corinthians passou a falar em ampliar a capacidade da futura arena para 65.000 pessoas e com isso se credenciar a realizar a abertura da Copa 2014.
Com essa nova condicionante, o orçamento da arena deu um salto, passou a ser orçada R$ 700 milhões nas contas do clube e de R$ 1 Bilhão nas contas da construtora. Resultado. Para que o negócio fosse viabilizdo, a Prefeitura de São Paulo aprovou uma lei concedendo benefício de R$ 420 milhões ao negócio, sob a alegação de que isso era importante para que São Paulo abra a Copa do Mundo.
Depois que a lei foi sancionada, o Corinthians anunciou que a arena custará R$ 820 milhões, com um detalhe: para 48.000 pessoas, ou seja, fora da exigência da FIFA para arenas que abram a Copa, que devem ter capacidade para, no mínimo, 65.000 lugares.
Agora surgiu essa nova notícia de que o governo paulista entrará com mais R$ 70 milhões para que a arena possa alcançar a capacidade exigida pela FIFA. Ou seja, o argumento usado para "tirar" R$ 420 milhões da prefeitura, agora é também usado para tirar mais grana do Governo paulista.
Isso é uma sacagem sem tamanho !!
Quando o Brasil foi oficializado como sede da Copa de 2014, todos se apressaram em dizer que o país não iria perder nada. Que todo investimento em arenas seria privado, não teria dinheiro público para financiar patrimônio privado.
Pois bem, nesse embalo, o Corinthians informou que iria construir o seu estádio. Inicialmente para 45.000 pessoas, com orçamento previsto em R$ R$ 300 milhões, financiado com dinheiro de uma empresa.
Em seguida, foi articulado um esquema para mudar a arena da copa em SP, que deixou de ser o Murumbi, arena do São Paulo, para o inexistente estádio do Corinthians. Com isso, passou a contar com a privilegiada fonte de financiamento do BNDES. Logo em seguida, o Corinthians passou a falar em ampliar a capacidade da futura arena para 65.000 pessoas e com isso se credenciar a realizar a abertura da Copa 2014.
Com essa nova condicionante, o orçamento da arena deu um salto, passou a ser orçada R$ 700 milhões nas contas do clube e de R$ 1 Bilhão nas contas da construtora. Resultado. Para que o negócio fosse viabilizdo, a Prefeitura de São Paulo aprovou uma lei concedendo benefício de R$ 420 milhões ao negócio, sob a alegação de que isso era importante para que São Paulo abra a Copa do Mundo.
Depois que a lei foi sancionada, o Corinthians anunciou que a arena custará R$ 820 milhões, com um detalhe: para 48.000 pessoas, ou seja, fora da exigência da FIFA para arenas que abram a Copa, que devem ter capacidade para, no mínimo, 65.000 lugares.
Agora surgiu essa nova notícia de que o governo paulista entrará com mais R$ 70 milhões para que a arena possa alcançar a capacidade exigida pela FIFA. Ou seja, o argumento usado para "tirar" R$ 420 milhões da prefeitura, agora é também usado para tirar mais grana do Governo paulista.
Isso é uma sacagem sem tamanho !!
Tijolaço – O Blog do Brizola Neto » Blog Archive » BC segue “teoria econômica” de não agitar mercado
Tijolaço – O Blog do Brizola Neto » Blog Archive » BC segue “teoria econômica” de não agitar mercado
Leia no link que o Tesouro Nacional vai gastar mais R$ 3 Bi por ano, graças a esse novo aumento de 0,25 p.p na taxa SELIC, que chega agora a 12,5%. No que diz respeito ao que seria o realmente importante, nada deve influênciar.
Leia no link que o Tesouro Nacional vai gastar mais R$ 3 Bi por ano, graças a esse novo aumento de 0,25 p.p na taxa SELIC, que chega agora a 12,5%. No que diz respeito ao que seria o realmente importante, nada deve influênciar.
terça-feira, 19 de julho de 2011
TRE - PA usurpa direito de Paulo Rocha assumir vaga no Senado Federal
Mesmo com parecer favorável da relatora do processo de diplomação do companheiro Paulo Rocha para ocupar vaga no Senado na qualidade de terceiro colocado nas eleições de 2010 com mais de 1.730.000 votos, o TRE-Pa, por quatro votos a dois, manteve como senadora pelo Pará a psolista Marinor Brito.
A decisão é uma usurpação do TRE sobre o resultado democrático das urnas em 2010.
Não há, ao meu ver, nenhuma justificativa que permita a continidade dessa aberração que o TRE cometeu contra a democracia, permitindo que uma senadora "biônica" fique representando o estado sem o devido respaldo eleitoral.
Se as candidaturas de Jader e Paulo fossem cassadas, teríamos a anulação das eleições, posto que os votos deles somados seriam superiores a 50% dos votos válidos. Contudo, como o STF optou pela validade dos seus votos, o resultado eleitoral tem que ser seguido. Logo, no impedimento do segundo, deveria assumir o terceiro e não o quarto.
Tudo indica, infelizmente, que há outros interesses por trás dessa decisão !!
A decisão é uma usurpação do TRE sobre o resultado democrático das urnas em 2010.
Não há, ao meu ver, nenhuma justificativa que permita a continidade dessa aberração que o TRE cometeu contra a democracia, permitindo que uma senadora "biônica" fique representando o estado sem o devido respaldo eleitoral.
Se as candidaturas de Jader e Paulo fossem cassadas, teríamos a anulação das eleições, posto que os votos deles somados seriam superiores a 50% dos votos válidos. Contudo, como o STF optou pela validade dos seus votos, o resultado eleitoral tem que ser seguido. Logo, no impedimento do segundo, deveria assumir o terceiro e não o quarto.
Tudo indica, infelizmente, que há outros interesses por trás dessa decisão !!
segunda-feira, 18 de julho de 2011
Paulo Rocha tem que assumir no senado. Ele ficou em terceiro, o segundo está momentaneamente impedido. Por que o STF tem que manter a quarta colocada?
Venhamos e convenhamos. O segundo senador do Pará, gostemos ou não, é o sobrancelhudo ficha suja.
O STF já decidiu pela não aplicação da lei da ficha limpa para as eleições de 2010. Com isso, não há impugnações a serem feitas nas candidaturas ao senado no Pará. Portanto foram eleitos senadores Flexa e Jader, seguidos por Paulo Rocha, 50 mil votos atrás e depois Marinor, com mais de 1 milhão de votos a menos que Paulo.
O Jader está enfrentando uma maré de azar, problema dele, teve o seu recurso jugaldo antes da definição pela não aplicação da lei da ficha limpa. Já Paulo Rocha não tem nada haver com isso. Ficou em terceiro na eleição e o segundo está impedido de assumir, logo, Paulo deve assumir momentaneamente a vaga, até que Jader possa assumir.
É Marinor, pede pra sair...pede pra sair !!
ANANINDEUADEBATES: Marinor vai ao STF para não perder o mandato para Paulo Rocha
Notícias STF Imprimir Segunda-feira, 18 de julho de 2011
Senadora pede ao STF a suspensão de análise de ação eleitoral no Pará
A senadora Marinor Brito (PSOL/PA) ajuizou Reclamação (RCL 12015) no Supremo Tribunal Federal (STF), com o objetivo de ver assegurada a competência da Suprema Corte para decidir a situação da Eleição 2010 para o Senado no Estado do Pará. Ela quer evitar que o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Pará julgue pedido do candidato Paulo Rocha, que depois de ter seu recurso extraordinário provido pelo STF, pediu à corte eleitoral do seu estado para ser diplomado na vaga de Marinor.
Marinor explica que diversos recursos e ações sobre as eleições para o Senado no Pará aguardam julgamento no Supremo, envolvendo entre outras, inelegibilidades dos candidatos que ficaram em 2º e 3º lugar no pleito de 2010 – Jader Barbalho e Paulo Rocha. “Instaurada a competência do STF, não pode o Tribunal a quo simplesmente pretender renovar toda a demanda e discussão acerca da eleição no Pará”, diz a senadora, para quem qualquer decisão do TRE acerca das eleições 2010 feriria a competência do STF. Em razão da litigiosidade das eleições no estado, instaurada perante o Supremo, a competência para resolver as eleições senatoriais do Pará é do STF, diz Marinor.
Alternância
De acordo com a jurisprudência da justiça eleitoral, a alternância na titularidade do mandato de senador não é recomendável, diz a senadora, “haja vista a instabilidade política e administrativa que esse fato pode ocasionar”. Segundo ela, qualquer decisão posterior do STF pode voltar a alterar a decisão do TRE. Assim, prossegue Marinor, “em razão de princípios como da cautela e da economia processual, assim como da possibilidade de dano de difícil reparação, é correto que o Judiciário eleitoral aguarde a conclusão dos pleitos e a consolidação do pretenso direito do candidato” sustenta.
Como, no seu entender, a possibilidade de julgamento do pedido de Paulo Rocha desrespeita a competência do Supremo, Marinor pede que seja concedida liminar para suspender a análise, por parte do TRE paraense, do pedido do candidato Paulo Rocha, até que o Supremo defina as eleições ao Senado no Pará.
O STF já decidiu pela não aplicação da lei da ficha limpa para as eleições de 2010. Com isso, não há impugnações a serem feitas nas candidaturas ao senado no Pará. Portanto foram eleitos senadores Flexa e Jader, seguidos por Paulo Rocha, 50 mil votos atrás e depois Marinor, com mais de 1 milhão de votos a menos que Paulo.
O Jader está enfrentando uma maré de azar, problema dele, teve o seu recurso jugaldo antes da definição pela não aplicação da lei da ficha limpa. Já Paulo Rocha não tem nada haver com isso. Ficou em terceiro na eleição e o segundo está impedido de assumir, logo, Paulo deve assumir momentaneamente a vaga, até que Jader possa assumir.
É Marinor, pede pra sair...pede pra sair !!
ANANINDEUADEBATES: Marinor vai ao STF para não perder o mandato para Paulo Rocha
Notícias STF Imprimir Segunda-feira, 18 de julho de 2011
Senadora pede ao STF a suspensão de análise de ação eleitoral no Pará
A senadora Marinor Brito (PSOL/PA) ajuizou Reclamação (RCL 12015) no Supremo Tribunal Federal (STF), com o objetivo de ver assegurada a competência da Suprema Corte para decidir a situação da Eleição 2010 para o Senado no Estado do Pará. Ela quer evitar que o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Pará julgue pedido do candidato Paulo Rocha, que depois de ter seu recurso extraordinário provido pelo STF, pediu à corte eleitoral do seu estado para ser diplomado na vaga de Marinor.
Marinor explica que diversos recursos e ações sobre as eleições para o Senado no Pará aguardam julgamento no Supremo, envolvendo entre outras, inelegibilidades dos candidatos que ficaram em 2º e 3º lugar no pleito de 2010 – Jader Barbalho e Paulo Rocha. “Instaurada a competência do STF, não pode o Tribunal a quo simplesmente pretender renovar toda a demanda e discussão acerca da eleição no Pará”, diz a senadora, para quem qualquer decisão do TRE acerca das eleições 2010 feriria a competência do STF. Em razão da litigiosidade das eleições no estado, instaurada perante o Supremo, a competência para resolver as eleições senatoriais do Pará é do STF, diz Marinor.
Alternância
De acordo com a jurisprudência da justiça eleitoral, a alternância na titularidade do mandato de senador não é recomendável, diz a senadora, “haja vista a instabilidade política e administrativa que esse fato pode ocasionar”. Segundo ela, qualquer decisão posterior do STF pode voltar a alterar a decisão do TRE. Assim, prossegue Marinor, “em razão de princípios como da cautela e da economia processual, assim como da possibilidade de dano de difícil reparação, é correto que o Judiciário eleitoral aguarde a conclusão dos pleitos e a consolidação do pretenso direito do candidato” sustenta.
Como, no seu entender, a possibilidade de julgamento do pedido de Paulo Rocha desrespeita a competência do Supremo, Marinor pede que seja concedida liminar para suspender a análise, por parte do TRE paraense, do pedido do candidato Paulo Rocha, até que o Supremo defina as eleições ao Senado no Pará.
Mais uma do Ricardo Teixeira... !!
Edição Jornal da Record
A mais nova aquisição de Ricardo Teixeira é uma cobertura à beira-mar no Rio de Janeiro (RJ). O presidente da CBF pagou R$ 720 mil pelo imóvel, avaliado em quase R$ 2 milhões. Quem vendeu o apartamento é Cláudio Abrahão, cujo irmão, Wagner Abrahão, vem faturando alto com a Confederação Brasileira de Futebol. A agência de Wagner ganhou mais de R$ 30 milhões em três anos apenas vendendo passagens aéreas para a CBF. Supondo que cada passagem custasse R$ 1 mil, teriam sido vendidas 30 mil viagens, e todas com tarifa cheia, ou seja, sem desconto. O Grupo Águia, de Wagner Abrahão, também levou pacotes de viagem e hospedagem para turistas, incluindo ingressos para os principais jogos da Copa do Mundo de 2014.
Assista o vídeo no link.
A mais nova aquisição de Ricardo Teixeira é uma cobertura à beira-mar no Rio de Janeiro (RJ). O presidente da CBF pagou R$ 720 mil pelo imóvel, avaliado em quase R$ 2 milhões. Quem vendeu o apartamento é Cláudio Abrahão, cujo irmão, Wagner Abrahão, vem faturando alto com a Confederação Brasileira de Futebol. A agência de Wagner ganhou mais de R$ 30 milhões em três anos apenas vendendo passagens aéreas para a CBF. Supondo que cada passagem custasse R$ 1 mil, teriam sido vendidas 30 mil viagens, e todas com tarifa cheia, ou seja, sem desconto. O Grupo Águia, de Wagner Abrahão, também levou pacotes de viagem e hospedagem para turistas, incluindo ingressos para os principais jogos da Copa do Mundo de 2014.
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Encontro Nacional da Mensagem ao Partido
Democracia Socialista
Leia aqui a convocatória do próximo Encontro Nacional da Mensagem ao Partido, que acontecerá entre os dias 4 e 6 de agosto em Brasília/DF.
Companheiros e Companheiras,
1- Após a grande vitória nacional nas eleições de 2010, e passados os primeiros meses de nosso novo governo, a Coordenação Nacional da Mensagem ao Partido está convocando a todos os militantes do nosso Movimento para um esforço coletivo de elaboração política que visará subsidiar nossa participação no próximo Congresso Extraordinário do PT, marcado para o mês de setembro de 2011.
2-Para isso, realizaremos, na primeira semana de agosto, um Encontro Nacional em Brasília, com o objetivo de contribuir para este esforço de elaboração coletiva e democrática. Além disso, devemos também nos preparar para os desafios imediatos que estão colocados para a militância do PT, ou seja: a defesa do governo Dilma e do sucesso de suas políticas em contínuo avanço daquelas desenvolvidas no governo Lula, as mudanças organizativas necessárias para nossa trajetória como um partido de massas e democrático, a preparação do partido para enfrentar as eleições municipais de 2012 e os principais temas da agenda política nacional.
3-Nestes últimos anos, a Mensagem ao Partido consolidou-se como a segunda corrente política mais influente do Partido dos Trabalhadores. Além de partilhar o esforço de direção nacional do partido nestes anos de enormes desafios, os companheiros e as companheiras da Mensagem tiveram e têm participação destacada em vários ministérios estratégicos do governo Lula e, agora, do governo Dilma. A Mensagem expandiu sua força parlamentar nacional, em governos estaduais, em diversas administrações municipais, alcançou decisiva interlocução no meio intelectual de esquerda, enraizou-se em praticamente todo o país, está presente com força nos movimentos sociais, como na CUT e na UNE, nos movimentos feministas, nos movimentos negros e no movimento ambientalista. A Mensagem também tem um papel importante na Direção Nacional do PT, e na direção partidária em estados e municípios.
4-Esta convergência que expressa e alimenta-se de dezenas de milhares de militantes sociais, de jovens e maduras trajetórias socialistas, representa hoje uma forte corrente de opinião no interior do PT, que, por sua vez, é uma força decisiva na democracia brasileira.
5-Num primeiro momento, a Mensagem se aglutinou em resposta à crise do PT em 2005, em defesa dos valores republicanos como parte de nossa identidade, para logo em seguida tornar-se força ativa na construção do sucesso do Governo do Presidente Lula, afirmando um modelo de crescimento acelerado, forte distribuição de renda e papel ativo do Estado no financiamento do desenvolvimento.
6-Passados estes anos desde o surgimento da Mensagem afirmamos que persistimos na defesa dos valores republicanos e dos valores históricos do socialismo democrático, atualizados na experiência brasileira, que fornecem o cimento de nossa unidade enquanto coletivo.
7-Longe de nós pretendermos o monopólio da defesa destes valores no PT. Muitos companheiros e companheiras em outras correntes internas identificam-se com o que pensamos para o PT, para nosso governo, e para o Brasil na atualidade, como:
a) o apoio firme ao governo Dilma como fizemos ao governo Lula, ao mesmo tempo em que batalhamos por políticas mais progressistas e à esquerda na coalizão governamental, no Congresso Nacional, nos instrumentos e organizações de participação e pressão popular, nas instâncias partidárias nacionais;
b) a compreensão de que os avanços realizados pelo Governo Lula trouxeram uma nova etapa de contradições, potencialidades e pautas reivindicativas por parte da sociedade brasileira como um todo, dos setores que foram beneficiados por nossas políticas, e daqueles que atuam num novo contexto de ativismo social, trazido pelas redes sociais.
c) a priorização para programas de inclusão social, participativos, éticos, competentes, nos governos e parlamentos estaduais e locais, colocando os interesses da coletividade acima das individualidades;
d) a insatisfação que temos com alguns efeitos nocivos do sistema político sobre o nosso partido, expressos seja no esforço sistemático de nos preservarmos eticamente, bem como na luta pela reforma política necessária para afastar tais influências negativas do sistema atual;
e) o cultivo de mecanismos que expressem a democracia interna no PT de modo transparente, participativo, não excludente nem impositivo;
f) a postura solidária com os movimentos populares e democráticos que lutam no Brasil e em outros países contra as conseqüências do neoliberalismo, bem como a luta pela liberdade democrática e o respeito aos Direitos Humanos.
g) a vontade, expressa em ações, de alçar a reflexão política e o pensamento petista para além da conjuntura, a fim de municiar o partido e nossos governos de capacidade de equacionar os desafios estratégicos no interesse da maioria da sociedade e na perspectiva socialista.
8-A Mensagem ao Partido é um espaço petista de diálogo e de liberdade, e de construção de opiniões para o interior da agenda partidária. Buscamos nos referenciar em idéias e práticas que façam avançar a igualdade social, a democracia e o socialismo. Temos responsabilidades com os rumos de nossos governos e com o conjunto da sociedade brasileira. Prezamos a importância da unidade do PT, elemento decisivo de suas vitórias e que tantas contribuições concretas e estruturais trouxe para a história brasileira nos últimos 30 anos.
9-Esta nossa unidade no pluralismo, esta disposição de construir juntos o PT, esta abertura ao diálogo, a busca para construir consensos progressivos no movimento e nas instâncias partidárias, têm renovado a força de atração da Mensagem no interior do PT. Por isso, a Mensagem tem procurado sempre renovar suas perspectivas e plataformas em compasso com os desafios colocados ao Partido dos Trabalhadores.
10-A terceira derrota consecutiva nacional das forças neoliberais e conservadoras cria um novo período potencialmente favorável ao avanço da revolução democrática. Se durante o período eleitoral, colocamos acento na idéia de continuidade, é preciso ganhar consciência sobre as novas dinâmicas políticas instaladas no país neste início do governo Dilma. Se, junto com a grande maioria do povo brasileiro, saudamos as conquistas dos governos Lula e anunciamos as possibilidades futuras de mudança, é preciso também ganhar consciência dos limites e impasses do nosso movimento político.
11-É preciso, pois, atualizar o programa da revolução democrática. Um programa que seja, não um somatório de bandeiras e metas, mas um sentido articulado de transformações, com centralidade na igualdade social e na democratização do poder, que estabeleça historicamente e de forma larga a coerência de nossa atuação em todos os setores das lutas sociais. Um programa como este, além de ser um elemento decisivo da renovação das perspectivas do PT, de diálogo com os movimentos sociais, pode ser um fator ativo de construção de legitimidade pública para a conquista das metas do governo Dilma e a consolidação de valores progressistas e democráticos na sociedade brasileira.
12-Um tal programa só pode ser construído, em seus fundamentos, com a contribuição ativa de todos os militantes da Mensagem, a partir de seus valores do socialismo democrático, mobilizando todo o seu potencial de criação e experiência. Essa contribuição deve ser dirigida - em diálogo - a todo o partido, com o objetivo de manter viva a capacidade de interlocução do PT com os anseios da sociedade brasileira, promovendo novos patamares de coesão política que dêem sustentação ao conjunto de transformações que o país necessita. Essa é uma tarefa do Partido dos Trabalhadores e de todo(a)s os seu(a)s militantes!
13-Agenda Preliminar do Encontro em Brasília
4 de agosto (quinta-feira)
Reunião da bancada dos deputados federais da Mensagem
Horário: 9:00hs
Confraternização – noite
5 de agosto (sexta-feira) – manhã e tarde
Debates organizados pelos deputados e deputadas federais da Mensagem ao Partido
Local: Plenário I (CCJ) - Anexo II da Câmara dos Deputados
Encontro das Mulheres da Mensagem
Horário:10:00hs
Mesa: Reforma Política
Horário:14:00hs
Mesa: Reforma Tributária
Horário: 16:00hs
5 de agosto (sexta-feira) - noite
Local: Auditório Nereu Ramos - Anexo II da Câmara dos Deputados
Conferência: Revolução Democrática
Horário: 19:00hs
Dia 6 de agosto (Sábado)
Local: Auditório do Diretório Nacional do PT (Setor Comercial Sul - Quadra 2 - Bloco C - Nº 256 - Edifício Toufic)
Mesa: PT e Reforma Estatutária
Horário: 9:00hs
Mesa: Mensagem ao Partido
Horário:14:00hs
Presenças já confirmadas de:
José Eduardo Cardozo, ministro da Justiça; Tarso Genro, governador do Estado do Rio Grande do Sul; Jaques Wagner (debatedor convidado), governador do Estado da Bahia; Tânia Bacelar (debatedora convidada), economista e socióloga, professora da UFPE; Juarez Guimarães, cientista político, professor da UFMG; Paulo Teixeira, líder da bancada do PT na Câmara; Ricardo Berzoini (debatedor convidado), ex-presidente nacional do PT; deputados e deputadas federais; dirigentes nacionais, estaduais e municipais da Mensagem ao Partido; prefeitos e prefeitas; deputados e deputadas estaduais, vereadores e vereadoras; integrantes do governo federal; dirigentes sindicais, de movimentos sociais e estudantis.
Leia aqui a convocatória do próximo Encontro Nacional da Mensagem ao Partido, que acontecerá entre os dias 4 e 6 de agosto em Brasília/DF.
Companheiros e Companheiras,
1- Após a grande vitória nacional nas eleições de 2010, e passados os primeiros meses de nosso novo governo, a Coordenação Nacional da Mensagem ao Partido está convocando a todos os militantes do nosso Movimento para um esforço coletivo de elaboração política que visará subsidiar nossa participação no próximo Congresso Extraordinário do PT, marcado para o mês de setembro de 2011.
2-Para isso, realizaremos, na primeira semana de agosto, um Encontro Nacional em Brasília, com o objetivo de contribuir para este esforço de elaboração coletiva e democrática. Além disso, devemos também nos preparar para os desafios imediatos que estão colocados para a militância do PT, ou seja: a defesa do governo Dilma e do sucesso de suas políticas em contínuo avanço daquelas desenvolvidas no governo Lula, as mudanças organizativas necessárias para nossa trajetória como um partido de massas e democrático, a preparação do partido para enfrentar as eleições municipais de 2012 e os principais temas da agenda política nacional.
3-Nestes últimos anos, a Mensagem ao Partido consolidou-se como a segunda corrente política mais influente do Partido dos Trabalhadores. Além de partilhar o esforço de direção nacional do partido nestes anos de enormes desafios, os companheiros e as companheiras da Mensagem tiveram e têm participação destacada em vários ministérios estratégicos do governo Lula e, agora, do governo Dilma. A Mensagem expandiu sua força parlamentar nacional, em governos estaduais, em diversas administrações municipais, alcançou decisiva interlocução no meio intelectual de esquerda, enraizou-se em praticamente todo o país, está presente com força nos movimentos sociais, como na CUT e na UNE, nos movimentos feministas, nos movimentos negros e no movimento ambientalista. A Mensagem também tem um papel importante na Direção Nacional do PT, e na direção partidária em estados e municípios.
4-Esta convergência que expressa e alimenta-se de dezenas de milhares de militantes sociais, de jovens e maduras trajetórias socialistas, representa hoje uma forte corrente de opinião no interior do PT, que, por sua vez, é uma força decisiva na democracia brasileira.
5-Num primeiro momento, a Mensagem se aglutinou em resposta à crise do PT em 2005, em defesa dos valores republicanos como parte de nossa identidade, para logo em seguida tornar-se força ativa na construção do sucesso do Governo do Presidente Lula, afirmando um modelo de crescimento acelerado, forte distribuição de renda e papel ativo do Estado no financiamento do desenvolvimento.
6-Passados estes anos desde o surgimento da Mensagem afirmamos que persistimos na defesa dos valores republicanos e dos valores históricos do socialismo democrático, atualizados na experiência brasileira, que fornecem o cimento de nossa unidade enquanto coletivo.
7-Longe de nós pretendermos o monopólio da defesa destes valores no PT. Muitos companheiros e companheiras em outras correntes internas identificam-se com o que pensamos para o PT, para nosso governo, e para o Brasil na atualidade, como:
a) o apoio firme ao governo Dilma como fizemos ao governo Lula, ao mesmo tempo em que batalhamos por políticas mais progressistas e à esquerda na coalizão governamental, no Congresso Nacional, nos instrumentos e organizações de participação e pressão popular, nas instâncias partidárias nacionais;
b) a compreensão de que os avanços realizados pelo Governo Lula trouxeram uma nova etapa de contradições, potencialidades e pautas reivindicativas por parte da sociedade brasileira como um todo, dos setores que foram beneficiados por nossas políticas, e daqueles que atuam num novo contexto de ativismo social, trazido pelas redes sociais.
c) a priorização para programas de inclusão social, participativos, éticos, competentes, nos governos e parlamentos estaduais e locais, colocando os interesses da coletividade acima das individualidades;
d) a insatisfação que temos com alguns efeitos nocivos do sistema político sobre o nosso partido, expressos seja no esforço sistemático de nos preservarmos eticamente, bem como na luta pela reforma política necessária para afastar tais influências negativas do sistema atual;
e) o cultivo de mecanismos que expressem a democracia interna no PT de modo transparente, participativo, não excludente nem impositivo;
f) a postura solidária com os movimentos populares e democráticos que lutam no Brasil e em outros países contra as conseqüências do neoliberalismo, bem como a luta pela liberdade democrática e o respeito aos Direitos Humanos.
g) a vontade, expressa em ações, de alçar a reflexão política e o pensamento petista para além da conjuntura, a fim de municiar o partido e nossos governos de capacidade de equacionar os desafios estratégicos no interesse da maioria da sociedade e na perspectiva socialista.
8-A Mensagem ao Partido é um espaço petista de diálogo e de liberdade, e de construção de opiniões para o interior da agenda partidária. Buscamos nos referenciar em idéias e práticas que façam avançar a igualdade social, a democracia e o socialismo. Temos responsabilidades com os rumos de nossos governos e com o conjunto da sociedade brasileira. Prezamos a importância da unidade do PT, elemento decisivo de suas vitórias e que tantas contribuições concretas e estruturais trouxe para a história brasileira nos últimos 30 anos.
9-Esta nossa unidade no pluralismo, esta disposição de construir juntos o PT, esta abertura ao diálogo, a busca para construir consensos progressivos no movimento e nas instâncias partidárias, têm renovado a força de atração da Mensagem no interior do PT. Por isso, a Mensagem tem procurado sempre renovar suas perspectivas e plataformas em compasso com os desafios colocados ao Partido dos Trabalhadores.
10-A terceira derrota consecutiva nacional das forças neoliberais e conservadoras cria um novo período potencialmente favorável ao avanço da revolução democrática. Se durante o período eleitoral, colocamos acento na idéia de continuidade, é preciso ganhar consciência sobre as novas dinâmicas políticas instaladas no país neste início do governo Dilma. Se, junto com a grande maioria do povo brasileiro, saudamos as conquistas dos governos Lula e anunciamos as possibilidades futuras de mudança, é preciso também ganhar consciência dos limites e impasses do nosso movimento político.
11-É preciso, pois, atualizar o programa da revolução democrática. Um programa que seja, não um somatório de bandeiras e metas, mas um sentido articulado de transformações, com centralidade na igualdade social e na democratização do poder, que estabeleça historicamente e de forma larga a coerência de nossa atuação em todos os setores das lutas sociais. Um programa como este, além de ser um elemento decisivo da renovação das perspectivas do PT, de diálogo com os movimentos sociais, pode ser um fator ativo de construção de legitimidade pública para a conquista das metas do governo Dilma e a consolidação de valores progressistas e democráticos na sociedade brasileira.
12-Um tal programa só pode ser construído, em seus fundamentos, com a contribuição ativa de todos os militantes da Mensagem, a partir de seus valores do socialismo democrático, mobilizando todo o seu potencial de criação e experiência. Essa contribuição deve ser dirigida - em diálogo - a todo o partido, com o objetivo de manter viva a capacidade de interlocução do PT com os anseios da sociedade brasileira, promovendo novos patamares de coesão política que dêem sustentação ao conjunto de transformações que o país necessita. Essa é uma tarefa do Partido dos Trabalhadores e de todo(a)s os seu(a)s militantes!
13-Agenda Preliminar do Encontro em Brasília
4 de agosto (quinta-feira)
Reunião da bancada dos deputados federais da Mensagem
Horário: 9:00hs
Confraternização – noite
5 de agosto (sexta-feira) – manhã e tarde
Debates organizados pelos deputados e deputadas federais da Mensagem ao Partido
Local: Plenário I (CCJ) - Anexo II da Câmara dos Deputados
Encontro das Mulheres da Mensagem
Horário:10:00hs
Mesa: Reforma Política
Horário:14:00hs
Mesa: Reforma Tributária
Horário: 16:00hs
5 de agosto (sexta-feira) - noite
Local: Auditório Nereu Ramos - Anexo II da Câmara dos Deputados
Conferência: Revolução Democrática
Horário: 19:00hs
Dia 6 de agosto (Sábado)
Local: Auditório do Diretório Nacional do PT (Setor Comercial Sul - Quadra 2 - Bloco C - Nº 256 - Edifício Toufic)
Mesa: PT e Reforma Estatutária
Horário: 9:00hs
Mesa: Mensagem ao Partido
Horário:14:00hs
Presenças já confirmadas de:
José Eduardo Cardozo, ministro da Justiça; Tarso Genro, governador do Estado do Rio Grande do Sul; Jaques Wagner (debatedor convidado), governador do Estado da Bahia; Tânia Bacelar (debatedora convidada), economista e socióloga, professora da UFPE; Juarez Guimarães, cientista político, professor da UFMG; Paulo Teixeira, líder da bancada do PT na Câmara; Ricardo Berzoini (debatedor convidado), ex-presidente nacional do PT; deputados e deputadas federais; dirigentes nacionais, estaduais e municipais da Mensagem ao Partido; prefeitos e prefeitas; deputados e deputadas estaduais, vereadores e vereadoras; integrantes do governo federal; dirigentes sindicais, de movimentos sociais e estudantis.
X CONFERÊNCIA NACIONAL DA DEMOCRACIA SOCAILISTA, TENDÊNCIA DO PT
A revolução democrática e a luta pelo socialismo
A DS realizou sua décima conferência nacional nos dias 8 a 10 de julho em Brasília. Reuniu mais de 200 delegados de quase todos os estados, representando um processo de discussão que abrangeu em torno de 5 mil militantes. Foi a nossa maior conferência.
Em clima de fraternidade e de debate animado, aprofundamos nossa elaboração sobre a dinâmica da revolução democrática com a perspectiva socialista e internacionalista. Aprovamos uma atualização organizativa da tendência em consonância com a perspectiva de aprovarmos uma reforma estatutária para que o PT seja um partido mais militante e mais democrático. A X Conferência da DS conclama a ampla mobilização de todo o partido para participar do 4º Congresso estatutário e torná-lo um marco na construção partidária.
Elegemos uma nova coordenação representativa da Conferência e com a tarefa de concretizar suas resoluções. Incorporamos o critério de paridade de gênero, meta para a próxima conferência, indicando agora mais de 40% de mulheres e reafirmando o caráter da DS como tendência feminista. Também definimos uma forte presença de companheiras e companheiros negros, nos marcos da construção da DS como tendência anti-racista. Ao mesmo tempo, reforçamos a formação de uma nova geração de dirigentes e sua participação na Coordenação Nacional da DS.
A conferência foi aberta na sexta-feira com a presença da direção da tendência e com os companheiros Paulo Teixeira, lider da bancada federal do PT, Eloi Pietá, secretário geral do PT e José Eduardo Cardozo, ministro da Justiça. Participou no sábado e domingo nosso companheiro Afonso Florence, ministro do Desenvolvimento Agrário.
A primeira é a de um novo período político no Brasil definido como a interseção entre as vitórias estratégicas do PT sobre o neoliberalismo a partir da conquistas desde 2002 com a eleição de Lula e a crise internacional do neoliberalismo.
A segunda é a necessidade, face a essa nova condição histórica, de construir um programa que abarque o conjunto das transformações em curso no Estado e na sociedade buscando imprimir-lhe uma sentido radicalmente democrático.
A terceira é a construção de um bloco histórico de forças políticas e sociais que, progressivamente, assume a condição de direção do desenvolvimento desse processo e de construção do seu programa.
A esse processo de conjunto chamamos revolução democrática. Pelas vitórias acumuladas, pelo sentido democrático e pela natureza social de um bloco histórico tendo a classe trabalhadora como eixo, o programa da revolução da revolução democrática busca construir uma dinâmica de transição com uma perspectiva socialista.
Economia brasileira e a crise do neoliberalismo
Inserimos uma mesa de debate sobre a economia brasileira e a economia internacional marcada pela crise do neoliberalismo. Essa discussão evidenciou o contraste entre o desenvolvimento brasileiro e o cenário da queda da hegemonia neoliberal e o quadro contracionista nos países até agora chamados de centrais. Vimos a necessidade de aprofundar a análise sobre a economia mundial e sobre a construção de hipóteses de pós-neoliberalismo, em uma situação de grande desigualdade nos desenvolvimentos das regiões e países e, sobretudo, de impasses e fragilidades das forças políticas de esquerda no âmbito internacional.
A reforma estatutária do PT
O 4º Congresso – voltado à reforma estatutária – é um momento central de construção partidária. Em um processo de revolução democrática o PT é o desaguadouro de esperanças populares e deve ser também um instrumento aberto à participação política de todas as camadas mais avançadas que compõem o bloco histórico, em especial a juventude. Inovar as formas de participação de base, instituir a formação política nos processos de filiação e na rotina do partido, aprofundar nosso caráter de partido socialista, feminista e antiracista, e afirmador das lutas pela igualdade e liberdade em todos os âmbitos, incluindo a luta contra a homofobia. A combinação entre essas lutas na sociedade, no governo e no parlamento com uma ampla democracia interna é fundamental. Nesse sentido, defendemos a paridade de gênero na composição da direção e um processo de direitos afirmativos para a presença de negros e negras na direção. O reforço da organização da juventude petista é outra decorrência fundamental.
A atualização organizativa da DS
A resolução aprovada parte da avaliação extremamente positiva dos processos das nossas últimas conferências nacionais. Nossa militância, aguerrida, combativa, enraizada nos movimentos sociais, presente e ativa na construção do PT milita muito.
Milita por causas as mais diversas, no sentido da superação da exploração e das opressões. Milita nos sindicatos, nos locais de moradia, nos parlamentos e nos governos. Milita na Marcha Mundial das Mulheres, nos movimentos de juventude e no combate ao racismo. Milita em defesa da cultura popular. Milita pela paz, contra as guerras. Milita por um desenvolvimento econômico socialmente justo e ambientalmente sustentável. Milita para manter o Partido dos Trabalhadores como um instrumento efetivo na representação dos interesses imediatos e históricos da classe trabalhadora e dos oprimidos. Milita, enfim, pela Revolução. Pela Democracia e pelo Socialismo. Pela Felicidade de todas e de todos.
Enfim, a Democracia Socialista não se constitui só como uma idéia ou uma paixão. Além disso é uma força material, socialmente enraizada, politicamente definida . É uma corrente petista, socialista, que se organiza para a disputa política. Por isso milita!
Como militantes, há 20 anos realizamos Conferências Nacionais a cada dois anos. É exatamente neste período que prepara e realiza a conferência que mais e melhor nos identificamos, reafirmamos nossos compromissos e avaliamos as nossas hipóteses estratégicas. Onde podemos nos reunir não só para organizar a militância em cada atividade, setor de intervenção, frente de atuação, mas sim debatermos e aprovarmos resoluções políticas mais amplas e abrangentes, válidas e úteis para toda a militância da Democracia Socialista.
É neste período que também melhor nos organizamos. Atualizamos o nosso cadastro nacional com base nos levantamentos das Coordenações Estaduais, recrutamos novos militantes, avaliamos a presença da corrente em todas as regiões do país, nos movimentos, nos parlamentos, nos governos.
É neste período que também realizamos a nossa contribuição financeira para a construção da tendência.
A proposta organizativa deriva do entendimento que a Conferência é o melhor momento de organização e elaboração coletiva da tendência e neste sentido devemos realizar a cada ano um processo nacional deste tipo.
Neste sentido realizaremos a Conferência Nacional, precedida de Conferências Estaduais a cada dois anos (nos anos ímpares) e nos anos pares realizaremos a Plenária Nacional da tendência, antecedida das Plenárias Estaduais.
A Conferência elege a Coordenação Nacional e aprova as Resoluções Nacionais, que conformam o programa da corrente para um período (compreensão comum dos acontecimentos e das tarefas). A Plenária pode atualizar as Resoluções e se organizará em torno de um documento proposto pela Coordenação Nacional. Por exemplo: no período das Conferências há muita vontade de organizar reuniões setoriais e apresentar emendas. Com o sistema das plenárias, podemos propor que a pauta de um setor seja tema para a discussão de toda a tendência.
O processo da Plenária deve ter sua representação reduzida à metade do que é a Conferência Nacional. A Coordenação Nacional eleita definirá a forma de composição da Plenária Nacional
O critério da paridade de gênero será garantido na formação das delegações para plenárias e conferências nacionais.
Nas etapas municipais e estadual da Plenária se faz cumprir um aspecto fundamental para a construção da tendência, a realização da contribuição financeira anual de acordo com a tabela aprovada pela Coordenação Nacional.
Este sistema de organização ajuda a resolver também a forma de organização da Democracia Socialista, pois no ano ímpar, obrigatoriamente, reuniremos o que é um espaço de direção da tendência com representação de todos os estados.
Neste sentido, a Coordenação eleita na Conferência Nacional pode se ater ao critério de Cordenação Nacional efetiva e menos de representação das Coordenações Estaduais.
A 10ª Conferência Nacional aprovou a paridade de gênero para a composição das suas Coordenações em todos os níveis e que de imediato, a Coordenação eleita em 2011 não tenha menos do que 40% de mulheres.
A 10ª Conferência Nacional aprovou como objetivo estratégico que sua militância e suas Coordenações em todos os níveis expressem a pluralidade racial e a diversidade do povo brasileiro. De imediato, a Coordenação eleita em 2011 aumentou a presença de negros e negras.
A 10ª Conferência Nacional aprovou que um dos temas da próxima Plenária Nacional será: A Revolução Democrática e a luta anti-racista. Para tal, a Coordenação Nacional organizará uma pauta para esta elaboração em conjunto com uma comissão de negros e negras formada nesta 10ª Conferência.
Parlamentares federais e representantes dos setoriais nacionais da tendência são convidados e convidadas permanentes da Coordenação Nacional.
A Coordenação Nacional elege o Grupo de Trabalho Nacional, para o acompanhamento cotidiano da construção da Democracia Socialista. Responsável pela organização da tendência (direção, finanças, comunicação e formação), pelo acompanhamento das tarefas de governo, da bancada federal e nos movimentos sociais.
A Coordenação Nacional aprovará um plano financeiro nacional. O objetivo do plano é criar as condições de igualdade de participação dos estados nas conferências e plenárias nacionais.
A Coordenação Nacional consolidará sua equipe nacional para dar assistência ao trabalho de construção nacional: manter atualizado o cadastro nacional, dar assistência aos estados que estão em estruturação, secretariar a direção e sua correspondência e organizar a arrecadação das contribuições financeiras.
A nova Coordenação Nacional da DS
AL - Lenilda Lima e Gino Cesar
AM - Shirlei
BA - Bia Santiago, Gilmar Santiago, Herbert Florence, Joanna Parolli, Neuza Cadore e Robinson Almeida
CE - Luizianne Lins, Marcelo Fragozo, Raimundo Angelo e Ticiana Studart
DF - Arlete Sampaio
ES - Mauro Rezende
MG - Estevão Cruz, Fabiola Paulino, Gilberto Neves, Cledisson Junior (Jacaré) e Margarida Salomão
PA - Ana Julia, Cláudio Puty e Tatiana Cibele
PE - José Cirilo da Costa
PR - Dr. Rosinha e Marlei Fernandes
RJ - Bernardo Cotrim, Beto Bastos e Clarissa Cunha
RN - Conceição Dantas
RS - Álvaro Alencar, Carlos Pestana, Chico Vicente, Eliane Silveira, Lucio Costa, Marcia Fernandes, Pepe Vargas, Raul Pont, Sofia Cavedon
SC - Vânio dos Santos
SP - Carla Bezerra, Eduardo Tadeu e Gabriel Medina
Nacional: Afonso Florence, Anderson Campos, Andrea Butto, Arno Augustin, Caio Galvão, Carlos Henrique, Joaquim Soriano, Juarez Guimarães, Miguel Rossetto, Nalu Faria, Rafael freire, Rosane Silva, Rosana Souza, Tatau Godinho
(total: 57, sendo 33 homens e 24 mulheres (42%)
Sobre nossa intervenção na construção da CUT através da CSD, a X Conferência da DS aprovou a seguinte resolução:
A atuação da militância sindical da Democracia Socialista
A CSD – CUT Socialista e Democrática – nasceu em 2002, reafirmando a posição estratégica da atuação e construção do sindicalismo organizado na CUT. Ao resgatar a importância da luta sindical, queremos inseri-la numa perspectiva de luta política que recoloca em um novo patamar a importância do Estado na definição de direitos da classe trabalhadora. Revalorizar a trajetória da CUT significa retomar uma dimensão central de um projeto classista: a combinação da luta sindical e da luta política, a visão de construção sindical e construção partidária como dois momentos de um único processo.
A criação da CSD foi uma decisão do Ativo Sindical da Democracia Socialista, realizado em 2001, de extinguir-se enquanto setorial, criando uma corrente sindical interna à CUT, para disputar seus rumos. Nosso objetivo, com essa definição, é formar uma vanguarda ampla do movimento sindical combativo CUTista.
Por compreendermos que a luta econômica não encerra a luta política de classe, defendemos o engajamento da militância sindical na organização partidária e no fortalecimento da sua ação. A consciência política é adquirida na luta política realizada pelo partido, pois é nesta arena de combate que tratamos os temas que dizem respeito a toda a sociedade ou à maioria dela. A CSD, orientada por esse princípio, referencia-se no Partido dos Trabalhadores como a organização partidária que reúne a vanguarda sindical e popular de esquerda no Brasil.4. As posições políticas comuns da militância da DS na CSD são aquelas definidas pela tendência, em seus fóruns democraticamente instituídos. Com as mediações necessárias para uma intervenção sindical, levando em conta o grau de organização e consciência da categoria que representam, os/as militantes da DS procurarão sempre fazer avançar a luta e construir o máximo de unidade para conquistar as reivindicações dos/as trabalhadores/as.
Um/a militante da DS se destaca pelo compromisso que assume com os princípios e diretrizes que norteiam nossa tendência. Quer esteja no Poder Executivo, no parlamento, nos movimentos sociais, nos sindicatos ou na CUT, atuará sempre na mesma perspectiva: avançar a revolução democrática, introduzir valores socialistas em suas ações, atuar de forma democrática, construir nossa tendência.
É necessário que militantes da DS que constroem a CSD em seus respectivos estados tenham reuniões periódicas com as coordenações estaduais da tendência. Por outro lado, as coordenações estaduais da tendência devem destacar dirigentes responsáveis por acompanhar a organização e construção da CSD.
A luta unitária do movimento sindical com os demais movimentos sociais do campo e da cidade foi uma marca da fundação da CUT. Hoje essa unidade constrói-se a partir do avanço da revolução democrática brasileira. A Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS) potencializa essa unidade, sendo, portanto, o espaço de atuação da militância CUTista organizada pela CSD. Nela, estão os movimentos sindical, estudantil, feminista, de trabalhadores rurais sem-terra, de combate ao racismo e à homofobia, organizações comunitárias, dentre outros. A agenda prioritária é aquela que impulsiona o projeto democrático e popular. As maiores e mais representativas organizações populares do país organizam-se na CMS.
A aposta numa corrente sindical só se justifica quando ela combina concepção sindical com concepção política; quando tem capacidade de propor, intervir e atuar de forma coletiva; quando sua identidade se expressa em uma prática e em posições políticas comuns; quando as diferenças internas não levam a um imobilismo. Somos uma tendência militante, democrática e socialista.
A DS realizou sua décima conferência nacional nos dias 8 a 10 de julho em Brasília. Reuniu mais de 200 delegados de quase todos os estados, representando um processo de discussão que abrangeu em torno de 5 mil militantes. Foi a nossa maior conferência.
Em clima de fraternidade e de debate animado, aprofundamos nossa elaboração sobre a dinâmica da revolução democrática com a perspectiva socialista e internacionalista. Aprovamos uma atualização organizativa da tendência em consonância com a perspectiva de aprovarmos uma reforma estatutária para que o PT seja um partido mais militante e mais democrático. A X Conferência da DS conclama a ampla mobilização de todo o partido para participar do 4º Congresso estatutário e torná-lo um marco na construção partidária.
Elegemos uma nova coordenação representativa da Conferência e com a tarefa de concretizar suas resoluções. Incorporamos o critério de paridade de gênero, meta para a próxima conferência, indicando agora mais de 40% de mulheres e reafirmando o caráter da DS como tendência feminista. Também definimos uma forte presença de companheiras e companheiros negros, nos marcos da construção da DS como tendência anti-racista. Ao mesmo tempo, reforçamos a formação de uma nova geração de dirigentes e sua participação na Coordenação Nacional da DS.
A conferência foi aberta na sexta-feira com a presença da direção da tendência e com os companheiros Paulo Teixeira, lider da bancada federal do PT, Eloi Pietá, secretário geral do PT e José Eduardo Cardozo, ministro da Justiça. Participou no sábado e domingo nosso companheiro Afonso Florence, ministro do Desenvolvimento Agrário.
A primeira é a de um novo período político no Brasil definido como a interseção entre as vitórias estratégicas do PT sobre o neoliberalismo a partir da conquistas desde 2002 com a eleição de Lula e a crise internacional do neoliberalismo.
A segunda é a necessidade, face a essa nova condição histórica, de construir um programa que abarque o conjunto das transformações em curso no Estado e na sociedade buscando imprimir-lhe uma sentido radicalmente democrático.
A terceira é a construção de um bloco histórico de forças políticas e sociais que, progressivamente, assume a condição de direção do desenvolvimento desse processo e de construção do seu programa.
A esse processo de conjunto chamamos revolução democrática. Pelas vitórias acumuladas, pelo sentido democrático e pela natureza social de um bloco histórico tendo a classe trabalhadora como eixo, o programa da revolução da revolução democrática busca construir uma dinâmica de transição com uma perspectiva socialista.
Economia brasileira e a crise do neoliberalismo
Inserimos uma mesa de debate sobre a economia brasileira e a economia internacional marcada pela crise do neoliberalismo. Essa discussão evidenciou o contraste entre o desenvolvimento brasileiro e o cenário da queda da hegemonia neoliberal e o quadro contracionista nos países até agora chamados de centrais. Vimos a necessidade de aprofundar a análise sobre a economia mundial e sobre a construção de hipóteses de pós-neoliberalismo, em uma situação de grande desigualdade nos desenvolvimentos das regiões e países e, sobretudo, de impasses e fragilidades das forças políticas de esquerda no âmbito internacional.
A reforma estatutária do PT
O 4º Congresso – voltado à reforma estatutária – é um momento central de construção partidária. Em um processo de revolução democrática o PT é o desaguadouro de esperanças populares e deve ser também um instrumento aberto à participação política de todas as camadas mais avançadas que compõem o bloco histórico, em especial a juventude. Inovar as formas de participação de base, instituir a formação política nos processos de filiação e na rotina do partido, aprofundar nosso caráter de partido socialista, feminista e antiracista, e afirmador das lutas pela igualdade e liberdade em todos os âmbitos, incluindo a luta contra a homofobia. A combinação entre essas lutas na sociedade, no governo e no parlamento com uma ampla democracia interna é fundamental. Nesse sentido, defendemos a paridade de gênero na composição da direção e um processo de direitos afirmativos para a presença de negros e negras na direção. O reforço da organização da juventude petista é outra decorrência fundamental.
A atualização organizativa da DS
A resolução aprovada parte da avaliação extremamente positiva dos processos das nossas últimas conferências nacionais. Nossa militância, aguerrida, combativa, enraizada nos movimentos sociais, presente e ativa na construção do PT milita muito.
Milita por causas as mais diversas, no sentido da superação da exploração e das opressões. Milita nos sindicatos, nos locais de moradia, nos parlamentos e nos governos. Milita na Marcha Mundial das Mulheres, nos movimentos de juventude e no combate ao racismo. Milita em defesa da cultura popular. Milita pela paz, contra as guerras. Milita por um desenvolvimento econômico socialmente justo e ambientalmente sustentável. Milita para manter o Partido dos Trabalhadores como um instrumento efetivo na representação dos interesses imediatos e históricos da classe trabalhadora e dos oprimidos. Milita, enfim, pela Revolução. Pela Democracia e pelo Socialismo. Pela Felicidade de todas e de todos.
Enfim, a Democracia Socialista não se constitui só como uma idéia ou uma paixão. Além disso é uma força material, socialmente enraizada, politicamente definida . É uma corrente petista, socialista, que se organiza para a disputa política. Por isso milita!
Como militantes, há 20 anos realizamos Conferências Nacionais a cada dois anos. É exatamente neste período que prepara e realiza a conferência que mais e melhor nos identificamos, reafirmamos nossos compromissos e avaliamos as nossas hipóteses estratégicas. Onde podemos nos reunir não só para organizar a militância em cada atividade, setor de intervenção, frente de atuação, mas sim debatermos e aprovarmos resoluções políticas mais amplas e abrangentes, válidas e úteis para toda a militância da Democracia Socialista.
É neste período que também melhor nos organizamos. Atualizamos o nosso cadastro nacional com base nos levantamentos das Coordenações Estaduais, recrutamos novos militantes, avaliamos a presença da corrente em todas as regiões do país, nos movimentos, nos parlamentos, nos governos.
É neste período que também realizamos a nossa contribuição financeira para a construção da tendência.
A proposta organizativa deriva do entendimento que a Conferência é o melhor momento de organização e elaboração coletiva da tendência e neste sentido devemos realizar a cada ano um processo nacional deste tipo.
Neste sentido realizaremos a Conferência Nacional, precedida de Conferências Estaduais a cada dois anos (nos anos ímpares) e nos anos pares realizaremos a Plenária Nacional da tendência, antecedida das Plenárias Estaduais.
A Conferência elege a Coordenação Nacional e aprova as Resoluções Nacionais, que conformam o programa da corrente para um período (compreensão comum dos acontecimentos e das tarefas). A Plenária pode atualizar as Resoluções e se organizará em torno de um documento proposto pela Coordenação Nacional. Por exemplo: no período das Conferências há muita vontade de organizar reuniões setoriais e apresentar emendas. Com o sistema das plenárias, podemos propor que a pauta de um setor seja tema para a discussão de toda a tendência.
O processo da Plenária deve ter sua representação reduzida à metade do que é a Conferência Nacional. A Coordenação Nacional eleita definirá a forma de composição da Plenária Nacional
O critério da paridade de gênero será garantido na formação das delegações para plenárias e conferências nacionais.
Nas etapas municipais e estadual da Plenária se faz cumprir um aspecto fundamental para a construção da tendência, a realização da contribuição financeira anual de acordo com a tabela aprovada pela Coordenação Nacional.
Este sistema de organização ajuda a resolver também a forma de organização da Democracia Socialista, pois no ano ímpar, obrigatoriamente, reuniremos o que é um espaço de direção da tendência com representação de todos os estados.
Neste sentido, a Coordenação eleita na Conferência Nacional pode se ater ao critério de Cordenação Nacional efetiva e menos de representação das Coordenações Estaduais.
A 10ª Conferência Nacional aprovou a paridade de gênero para a composição das suas Coordenações em todos os níveis e que de imediato, a Coordenação eleita em 2011 não tenha menos do que 40% de mulheres.
A 10ª Conferência Nacional aprovou como objetivo estratégico que sua militância e suas Coordenações em todos os níveis expressem a pluralidade racial e a diversidade do povo brasileiro. De imediato, a Coordenação eleita em 2011 aumentou a presença de negros e negras.
A 10ª Conferência Nacional aprovou que um dos temas da próxima Plenária Nacional será: A Revolução Democrática e a luta anti-racista. Para tal, a Coordenação Nacional organizará uma pauta para esta elaboração em conjunto com uma comissão de negros e negras formada nesta 10ª Conferência.
Parlamentares federais e representantes dos setoriais nacionais da tendência são convidados e convidadas permanentes da Coordenação Nacional.
A Coordenação Nacional elege o Grupo de Trabalho Nacional, para o acompanhamento cotidiano da construção da Democracia Socialista. Responsável pela organização da tendência (direção, finanças, comunicação e formação), pelo acompanhamento das tarefas de governo, da bancada federal e nos movimentos sociais.
A Coordenação Nacional aprovará um plano financeiro nacional. O objetivo do plano é criar as condições de igualdade de participação dos estados nas conferências e plenárias nacionais.
A Coordenação Nacional consolidará sua equipe nacional para dar assistência ao trabalho de construção nacional: manter atualizado o cadastro nacional, dar assistência aos estados que estão em estruturação, secretariar a direção e sua correspondência e organizar a arrecadação das contribuições financeiras.
A nova Coordenação Nacional da DS
AL - Lenilda Lima e Gino Cesar
AM - Shirlei
BA - Bia Santiago, Gilmar Santiago, Herbert Florence, Joanna Parolli, Neuza Cadore e Robinson Almeida
CE - Luizianne Lins, Marcelo Fragozo, Raimundo Angelo e Ticiana Studart
DF - Arlete Sampaio
ES - Mauro Rezende
MG - Estevão Cruz, Fabiola Paulino, Gilberto Neves, Cledisson Junior (Jacaré) e Margarida Salomão
PA - Ana Julia, Cláudio Puty e Tatiana Cibele
PE - José Cirilo da Costa
PR - Dr. Rosinha e Marlei Fernandes
RJ - Bernardo Cotrim, Beto Bastos e Clarissa Cunha
RN - Conceição Dantas
RS - Álvaro Alencar, Carlos Pestana, Chico Vicente, Eliane Silveira, Lucio Costa, Marcia Fernandes, Pepe Vargas, Raul Pont, Sofia Cavedon
SC - Vânio dos Santos
SP - Carla Bezerra, Eduardo Tadeu e Gabriel Medina
Nacional: Afonso Florence, Anderson Campos, Andrea Butto, Arno Augustin, Caio Galvão, Carlos Henrique, Joaquim Soriano, Juarez Guimarães, Miguel Rossetto, Nalu Faria, Rafael freire, Rosane Silva, Rosana Souza, Tatau Godinho
(total: 57, sendo 33 homens e 24 mulheres (42%)
Sobre nossa intervenção na construção da CUT através da CSD, a X Conferência da DS aprovou a seguinte resolução:
A atuação da militância sindical da Democracia Socialista
A CSD – CUT Socialista e Democrática – nasceu em 2002, reafirmando a posição estratégica da atuação e construção do sindicalismo organizado na CUT. Ao resgatar a importância da luta sindical, queremos inseri-la numa perspectiva de luta política que recoloca em um novo patamar a importância do Estado na definição de direitos da classe trabalhadora. Revalorizar a trajetória da CUT significa retomar uma dimensão central de um projeto classista: a combinação da luta sindical e da luta política, a visão de construção sindical e construção partidária como dois momentos de um único processo.
A criação da CSD foi uma decisão do Ativo Sindical da Democracia Socialista, realizado em 2001, de extinguir-se enquanto setorial, criando uma corrente sindical interna à CUT, para disputar seus rumos. Nosso objetivo, com essa definição, é formar uma vanguarda ampla do movimento sindical combativo CUTista.
Por compreendermos que a luta econômica não encerra a luta política de classe, defendemos o engajamento da militância sindical na organização partidária e no fortalecimento da sua ação. A consciência política é adquirida na luta política realizada pelo partido, pois é nesta arena de combate que tratamos os temas que dizem respeito a toda a sociedade ou à maioria dela. A CSD, orientada por esse princípio, referencia-se no Partido dos Trabalhadores como a organização partidária que reúne a vanguarda sindical e popular de esquerda no Brasil.4. As posições políticas comuns da militância da DS na CSD são aquelas definidas pela tendência, em seus fóruns democraticamente instituídos. Com as mediações necessárias para uma intervenção sindical, levando em conta o grau de organização e consciência da categoria que representam, os/as militantes da DS procurarão sempre fazer avançar a luta e construir o máximo de unidade para conquistar as reivindicações dos/as trabalhadores/as.
Um/a militante da DS se destaca pelo compromisso que assume com os princípios e diretrizes que norteiam nossa tendência. Quer esteja no Poder Executivo, no parlamento, nos movimentos sociais, nos sindicatos ou na CUT, atuará sempre na mesma perspectiva: avançar a revolução democrática, introduzir valores socialistas em suas ações, atuar de forma democrática, construir nossa tendência.
É necessário que militantes da DS que constroem a CSD em seus respectivos estados tenham reuniões periódicas com as coordenações estaduais da tendência. Por outro lado, as coordenações estaduais da tendência devem destacar dirigentes responsáveis por acompanhar a organização e construção da CSD.
A luta unitária do movimento sindical com os demais movimentos sociais do campo e da cidade foi uma marca da fundação da CUT. Hoje essa unidade constrói-se a partir do avanço da revolução democrática brasileira. A Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS) potencializa essa unidade, sendo, portanto, o espaço de atuação da militância CUTista organizada pela CSD. Nela, estão os movimentos sindical, estudantil, feminista, de trabalhadores rurais sem-terra, de combate ao racismo e à homofobia, organizações comunitárias, dentre outros. A agenda prioritária é aquela que impulsiona o projeto democrático e popular. As maiores e mais representativas organizações populares do país organizam-se na CMS.
A aposta numa corrente sindical só se justifica quando ela combina concepção sindical com concepção política; quando tem capacidade de propor, intervir e atuar de forma coletiva; quando sua identidade se expressa em uma prática e em posições políticas comuns; quando as diferenças internas não levam a um imobilismo. Somos uma tendência militante, democrática e socialista.
CBF gasta com “despesas operacionais” o dobro do que destina ao futebol
Blog do José Cruz - UOL Esporte
A CBF divulgou o seu balanço patrimonial e financeiro de 2010. A receita fechou em R$ 263,3 milhões. Mas ainda há R$ 73,4 milhões em “contas a receber”, como direito de transmissão, patrocinadores etc.
A principal receita da CBF vem de patrocínios: R$ 193,5 milhões, que correspondem a 73% do total arrecadado.
Outras receitas: R$ 37,4 milhões de “partidas realizadas”; R$ 13,1 milhões de “direito de transmissão” .
Superávit
Pagas as contas, a CBF terminou 2010 com um superávit de R$ 83 milhões. Presidida por Ricardo Teixeira, desde 1997, a CBF gasta mais com “despesas operacionais” – R$ 93,3 milhões – do que com a atividade fim, o futebol, que consumiu R$ 49 milhões, em 2010.
É possível que nesses R$ 49 milhões estejam os cachês pagos aos jogadores e comissão técnica das Seleções masculina, feminina. Aguardo por uma análise contábil para poder dar mais detalhes.
Funcionários
A CBF tem uma equipe de 125 funcionários, sendo 45 com ensino superior completo. Custo da folha de pagamento: R$ 22 milhões. de Imposto de Renda e encargos sociais, a CBF pagou o dobro do que gasta com a folha funcional: R$ 44,2 milhões. E com “serviços de terceiros” (não especificados) foram gastos: R$ 23,4 milhões.
PATROCÍNIOS 2010
Nike 65.000.000,00
Banco Itaú 29.159.000,00
Vivo S/A 26.507.000,00
Ambev 27.344.000,00
Volkswagen 8.938.000,00
Proter @ Gamble 8.481.000,00
DCSET Marketing 8.201.000,00
Marfrig Alimentos 7.661.000,00
TAM Linhas Aéreas 6.403.000,00
Cia Brasileira Distribuidora 5.211.000,00
Klefer Produções 620.000,00
A CBF divulgou o seu balanço patrimonial e financeiro de 2010. A receita fechou em R$ 263,3 milhões. Mas ainda há R$ 73,4 milhões em “contas a receber”, como direito de transmissão, patrocinadores etc.
A principal receita da CBF vem de patrocínios: R$ 193,5 milhões, que correspondem a 73% do total arrecadado.
Outras receitas: R$ 37,4 milhões de “partidas realizadas”; R$ 13,1 milhões de “direito de transmissão” .
Superávit
Pagas as contas, a CBF terminou 2010 com um superávit de R$ 83 milhões. Presidida por Ricardo Teixeira, desde 1997, a CBF gasta mais com “despesas operacionais” – R$ 93,3 milhões – do que com a atividade fim, o futebol, que consumiu R$ 49 milhões, em 2010.
É possível que nesses R$ 49 milhões estejam os cachês pagos aos jogadores e comissão técnica das Seleções masculina, feminina. Aguardo por uma análise contábil para poder dar mais detalhes.
Funcionários
A CBF tem uma equipe de 125 funcionários, sendo 45 com ensino superior completo. Custo da folha de pagamento: R$ 22 milhões. de Imposto de Renda e encargos sociais, a CBF pagou o dobro do que gasta com a folha funcional: R$ 44,2 milhões. E com “serviços de terceiros” (não especificados) foram gastos: R$ 23,4 milhões.
PATROCÍNIOS 2010
Nike 65.000.000,00
Banco Itaú 29.159.000,00
Vivo S/A 26.507.000,00
Ambev 27.344.000,00
Volkswagen 8.938.000,00
Proter @ Gamble 8.481.000,00
DCSET Marketing 8.201.000,00
Marfrig Alimentos 7.661.000,00
TAM Linhas Aéreas 6.403.000,00
Cia Brasileira Distribuidora 5.211.000,00
Klefer Produções 620.000,00
Escondido atrás da paixão de milhões, se esconde um negócio privado dos mais sujos que setem notícias !!
Assim como ocorre com a FIFA, exposto no post anterior, na CBF ocorre a mesmíssima coisa.
O futebol é uma "caixa preta" na qual ninguém quer abrir. Senhores (poucos) enriquecem da noite para dia; transações milionárias são feitas livremente; lavagem de dinheiro; propinagem; tuto, absolutamente tudo é permitido nesse "mundinho" fechado do futebol.
Dirigentes como Ricardo Teixeira podem ficar décadas a fio comandando uma estrutura como a CBF, acusada de toda sorte de corrupção, sem que nada lhe seja cobrado e quando cobrado diz que está "cagando". Eis, sem dúvida, o homem mais poderoso do Brasil.
Ricardo Teixeira comanda uma estrutura Uno. Só ele manda. Faz o que quer, o que bem entende. A única coisa que não faz é cuidar do futebol brasileiro. Contudo transpira arrogância, quando fala, o faz com uma autoridade de "Rei", leva ao pé da letra o ditado que diz ser "O Brasil o país do futebol", assim sendo, age como se o país lhe pertencesse.
Teixeira exigiu ser o presidente do Comitê Organizador da Copa 2014 no Brasil e do cargo faz exigências ao governo federal e humilha governos estaduais. Obrigou o país a conceder-lhe isenção fiscal, a si e a quem mais determinar. Impôs regras ao país e acabou determinando o fluxo de investimento do país em 12 cidades por ele escolhida na base do compadriu, da propinagem e da sacanagem.
A CBF, instituição que dirige, arrecada R$ 100 milhões por ano. O que faz com esse dinheiro? a quem presta contas?
Como pode uma entidade que deveria cuidar do futebol no Brasil, não financia categorias de base, já que são os clubes que fazem este trabalho; não ajuda clubes em dificuldades, como por exemplo clubes tradionais, centenários, que ficam sem atividades por falta de competições; os campeonatos brasileiros "são organizados" pela Globo; a entidade não tem nenhum trabalho social. Afinal, o que faz a CBF?
O futebol é uma "caixa preta" na qual ninguém quer abrir. Senhores (poucos) enriquecem da noite para dia; transações milionárias são feitas livremente; lavagem de dinheiro; propinagem; tuto, absolutamente tudo é permitido nesse "mundinho" fechado do futebol.
Dirigentes como Ricardo Teixeira podem ficar décadas a fio comandando uma estrutura como a CBF, acusada de toda sorte de corrupção, sem que nada lhe seja cobrado e quando cobrado diz que está "cagando". Eis, sem dúvida, o homem mais poderoso do Brasil.
Ricardo Teixeira comanda uma estrutura Uno. Só ele manda. Faz o que quer, o que bem entende. A única coisa que não faz é cuidar do futebol brasileiro. Contudo transpira arrogância, quando fala, o faz com uma autoridade de "Rei", leva ao pé da letra o ditado que diz ser "O Brasil o país do futebol", assim sendo, age como se o país lhe pertencesse.
Teixeira exigiu ser o presidente do Comitê Organizador da Copa 2014 no Brasil e do cargo faz exigências ao governo federal e humilha governos estaduais. Obrigou o país a conceder-lhe isenção fiscal, a si e a quem mais determinar. Impôs regras ao país e acabou determinando o fluxo de investimento do país em 12 cidades por ele escolhida na base do compadriu, da propinagem e da sacanagem.
A CBF, instituição que dirige, arrecada R$ 100 milhões por ano. O que faz com esse dinheiro? a quem presta contas?
Como pode uma entidade que deveria cuidar do futebol no Brasil, não financia categorias de base, já que são os clubes que fazem este trabalho; não ajuda clubes em dificuldades, como por exemplo clubes tradionais, centenários, que ficam sem atividades por falta de competições; os campeonatos brasileiros "são organizados" pela Globo; a entidade não tem nenhum trabalho social. Afinal, o que faz a CBF?
New York Times, sobre a FIFA: “A cultura é a mesma de uma gangue” | Viomundo - O que você não vê na mídia
New York Times, sobre a FIFA: “A cultura é a mesma de uma gangue” Viomundo - O que você não vê na mídia
New York Times, sobre a FIFA: “A cultura é a mesma de uma gangue”
For FIFA Executives, Luxury and Favors [Para executivos da Fifa, luxo e favores]
By DOREEN CARVAJAL
New York Times
Paris – Os titãs do futebol mundial estão acostumados às mordomias. Batedores. Proteção policial. Hotéis cinco estrelas. Jantares luxuosos. Diárias de 500 dólares por dia, e 250 dólares adicionais para suas esposas ou namoradas.
Os 24 integrantes do comitê executivo da FIFA — a associação que governa o futebol e organiza a Copa do Mundo — formam a elite de um clube masculino, faturando salários e bônus anuais de até 300 mil dólares, além de várias outras mordomias. Para isso, tudo o que precisam fazer é aparecer em alguns encontros privados, anualmente, para discutir regras, sanções e questões legais e, mais importante, para eventualmente votar no país que vai sediar o campeonato mundial.
Agora esta elite está sob pressão como nunca, com um deles, Mohamed bin Hammam, do Catar, acusado de pagar propinas para membros de escalões mais baixos na tentativa de derrubar o antigo presidente da FIFA, Sepp Blatter. Ao mesmo tempo, permanecem em aberto questões sobre como a Rússia e o Catar foram escolhidos para sediar as copas de 2018 e 2022.
Mas o topo da FIFA é um santuário tão dourado que poucos especialistas acreditam que a debatida investigação ética interna do caso Bin Hammam, marcada para os dias 22 e 23 de julho em Zurique, vai levar a mudanças fundamentais.
“Não é [um espaço] democrático, nem governado pela transparência”, disse Gunter Gebauer, um professor de filosofia esportiva da Universidade de Berlim, na Alemanha. “É uma cultura masculina de dar e receber e fazer e prestar favores. É uma cultura que em alguns aspectos é a mesma de uma gangue”.
De fato, enquanto Bin Hamman enfrenta uma investigação ética, ele é apenas um dos nove integrantes do comitê que foram acusados de receber propinas nos últimos dois anos, a maioria referentes a votos para escolher a sede da Copa do Mundo.
Na FIFA, parece ter havido nos últimos anos uma linha fina separando uma cultura de proteção mútua e outra de corrupção aberta. Essa ambiguidade assustou Graham Taylor, ex-jogador de futebol britânico que gerenciou uma das equipes nacionais do Reino Unido, quando ele serviu brevemente no comitê assessor técnico da FIFA, de 18 membros, no início dos anos 90. Durante um encontro do comitê na Suiça que foi aberto com “um jantar de cinco estrelas, seguido por um almoço de cinco estrelas” depois de uma reunião no dia seguinte, ele achou estranho o ritual pelo qual os integrantes do comitê formaram uma fila.
Nós fizemos fila como meninos e recolhemos nosso dinheiro”, disse Taylor. “Um homem na fila me disse que eu deveria pedir a devolução do dinheiro da passagem aérea, embora ela já tivesse sido paga pela FIFA. Ele disse: ‘Peça tudo de volta e abra uma conta bancária na Suiça. Depois de alguns anos o dinheiro vai acumular’”.
Apesar das nuvens que se acumulam sobre a organização, alguns informantes na família FIFA insistem que a organização está limpando a casa. Chuck Blazer, um norte-americano no comitê executivo que denunciou Bin Hamman no caso da propina, disse que o trabalho do comitê de ética demonstra que ele é independente e tem “dentes reais”, já que confrontou Bin Hamman e outro poderoso executivo da FIFA, Jack Warner.
Nações que competem por eventos reclamam que os padrões éticos da FIFA são tão ambíguos que membros do comitê não conseguem distinguir entre fazer negócios ou fazer negociatas. Particularmente, eles citam o programa “legado” da FIFA, que encorajou nações-candidatas a sediar torneios a financiar projetos de desenvolvimento do futebol. A Austrália, por exemplo, contribuiu com cerca de 300 mil dólares para que o time sub-20 de Trinidad e Tobago disputasse um campeonato em Chipre. A contribuição foi dada através de Warner, que pediu demissão em conexão com as acusações contra Bin Hammam.
“Foi um grande erro quando eles falaram que, para se candidatar, era necessário deixar um legado e quando ‘legado’ foi definido”, disse Blazer. “As pessoas cairam em armadilhas ao lidar com essa questão”.
Embora Blazer tenha sido apontado como alguém que denunciou corrupção, no domingo ele enfrentou críticas por um arranjo pelo qual sua empresa num paraíso fiscal, a Sportvertising, recebeu 10% dos contratos de patrocínio e direitos de TV da Confederação de Futebol da América do Norte, Central e do Caribe (CONCACAF). O arranjo foi primeiro denunciado por Andrew Jennings, um jornalista investigativo do Reino Unido que tem trabalhado com a BBC. A companhia de Blazer, registrada nas ilhas Cayman, recebeu pagamentos de milhões de dólares anualmente, de acordo com Jennings.
Blazer disse que o contrato foi parte de seu “pacote de compensação” e uma fórmula bem sucedida para “dar incentivos e resultados”, quando a confederação ainda não tinha renda.
Durante sua campanha para ganhar para o Reino Unido a Copa do Mundo de 2018, Lord David Triesman disse que testemunhou pessoalmente pedidos óbvios de propina. Ele diz que está confuso pelo fato de a FIFA não investigar os integrantes do comitê executivo ou acusações feitas por ele.
“Não sei como isso é possível no mundo moderno, porque vivemos em um mundo transparente”, Triesman, o ex-presidente da federação de futebol britânica, disse em uma entrevista. “Para um conselho relativamente pequeno, houve suficientes críticas para você imaginar que ele se perguntariam ‘estamos fazendo direito?’”.
Ao testemunhar diante de um comitê parlamentar sobre esportes e cultura no Parlamento britânico, Triesman disse que foi pressionado por quatro integrantes do comitê executivo da FIFA em diferentes oportunidades, inclusive com um convite aberto: “Venha e me diga o que tem para mim”.
De acordo com Triesman, os pedidos foram de 2,5 milhões de dólares para a academia de uma escola em Trinidad — com o dinheiro entregue através de Warner — a direitos de televisão para um jogo amistoso entre Inglaterra e Tailândia para homenagear a coroação do rei da Tailândia.
Na semana passada, o comitê parlamentar britânico divulgou seu relatório final, declarando que estava chocado com as acusações de corrupção e alertando que “a FIFA tem dado a impressão de que pretende varrer as acusações para debaixo do tapete”.
Desde que foi fundada em 1904 em Paris, a FIFA se tornou uma organização extremamente rica, com reservas de cerca de 1,3 bilhão de dólares e lucro no ano passado de 1,2 bilhão de dólares em direitos de televisão e marketing em todo o mundo. Ela também se beneficia da isenção fiscal na Suiça para organizações esportivas, uma ajuda considerável que começa a levantar debate político nos cantões suiços à luz dos vários escândalos de corrupção.
“Eles tem as mesmas vantagens das associações de canto locais, mas são muito maiores”, disse Roland Buechel, um integrante do Parlamento suiço. “Não posso concordar com isso se eles não se comportarem adequadamente”.
Por causa das isenções fiscais, Buechel se disse particularmente preocupado com um item do mais recente relatório anual da FIFA, divulgado em junho, que incluia “benefícios de curto-prazo para executivos”, sem especificar quais. Um total de 32,6 milhões de dólares, 55% a mais que no ano anterior, foram pagos a integrantes-chaves do gerenciamento da FIFA, inclusive a membros do comitê executivo.
Como o dinheiro foi dividido, exatamente, é um segredo, o mesmo se aplicando a informações básicas da FIFA, como os salários dos executivos — mais um exemplo da falta de transparência da entidade, que trabalhou com a One World Trust, uma organização sem fins lucrativos, em 2007, para avaliar seus padrões de transparência mas não adotou muitas das recomendações do grupo.
“Há uma forte diferença entre o que a organização diz que está fazendo e a forma como ela funciona”, disse Michael Hammer, diretor-executivo da One World Trust, uma organização baseada em Londres que desenvolve padrões de governança e de decisões executivas.
Hammer disse que o dinheiro da FIFA “foi usado como forma de influenciar a maneira como a organização toma suas decisões”, começando com os salários do comitê executivo — criados por Blatter em 1998, logo depois de sua eleição. “As pessoas tinham incentivos para trabalhar com o presidente de forma a não perder sua renda”, ele disse.
Os lucros e as mordomias criaram uma atmosfera na qual a elite dos integrantes da família FIFA começaram a pensar em si como especiais, de acordo com especialistas e pessoas envolvidas com as nações que disputaram sedes de eventos de futebol.
Alguns integrantes do comitê executivo viajaram para países que disputavam eventos exigindo projetos de desenvolvimento, disse Bonita Mersiades, uma ex-chefe de assuntos corporativos para o projeto da Copa do Mundo na Austrália: “Este é um grande eufemismo para dinheiro. Você nunca sabe o que acontecerá com esse dinheiro”.
Os integrantes do comitê executivo viajam como dipl0matas, evitando as alfândegas e atravessando as cidades em caravanas protegidas pela polícia. As nações que disputam a Copa enchem estes homens de presentes: abotoaduras de pérola, bolsas Burberry e caixas de vinho fino.
“Eles são colocados nos hotéis mais luxuosos, transformados no que se chama de ‘clubes FIFA’”, disse Alan Tomlinson, um professor e diretor do Centro de Pesquisas em Esportes da Universidade de Brighton, na Inglaterra. “É uma versão moderna dos velhos castelos medievais, patrulhados por guardas do lado de fota. Quando vi os membros do comitê executivo da FIFA entrando e saindo destes clubes, eles pareciam muito desconfortáveis ao encarar o mundo real”.
Desde que foi suspenso do comitê executivo, Bin Hammam tem evitado entrevistas, justificando apenas com uma nota: “Não estou em posição de falar”. Mas ele publicou recentemente uma declaração em seu blog pessoal reclamando de vazamentos e de uma investigação comprometida.
Sua esperança, ele escreveu, é que qualquer decisão a respeito do caso fique dentro da família FIFA — o comitê de ética — e não seja baseada “na vontade das pessoas de fora”.
New York Times, sobre a FIFA: “A cultura é a mesma de uma gangue”
For FIFA Executives, Luxury and Favors [Para executivos da Fifa, luxo e favores]
By DOREEN CARVAJAL
New York Times
Paris – Os titãs do futebol mundial estão acostumados às mordomias. Batedores. Proteção policial. Hotéis cinco estrelas. Jantares luxuosos. Diárias de 500 dólares por dia, e 250 dólares adicionais para suas esposas ou namoradas.
Os 24 integrantes do comitê executivo da FIFA — a associação que governa o futebol e organiza a Copa do Mundo — formam a elite de um clube masculino, faturando salários e bônus anuais de até 300 mil dólares, além de várias outras mordomias. Para isso, tudo o que precisam fazer é aparecer em alguns encontros privados, anualmente, para discutir regras, sanções e questões legais e, mais importante, para eventualmente votar no país que vai sediar o campeonato mundial.
Agora esta elite está sob pressão como nunca, com um deles, Mohamed bin Hammam, do Catar, acusado de pagar propinas para membros de escalões mais baixos na tentativa de derrubar o antigo presidente da FIFA, Sepp Blatter. Ao mesmo tempo, permanecem em aberto questões sobre como a Rússia e o Catar foram escolhidos para sediar as copas de 2018 e 2022.
Mas o topo da FIFA é um santuário tão dourado que poucos especialistas acreditam que a debatida investigação ética interna do caso Bin Hammam, marcada para os dias 22 e 23 de julho em Zurique, vai levar a mudanças fundamentais.
“Não é [um espaço] democrático, nem governado pela transparência”, disse Gunter Gebauer, um professor de filosofia esportiva da Universidade de Berlim, na Alemanha. “É uma cultura masculina de dar e receber e fazer e prestar favores. É uma cultura que em alguns aspectos é a mesma de uma gangue”.
De fato, enquanto Bin Hamman enfrenta uma investigação ética, ele é apenas um dos nove integrantes do comitê que foram acusados de receber propinas nos últimos dois anos, a maioria referentes a votos para escolher a sede da Copa do Mundo.
Na FIFA, parece ter havido nos últimos anos uma linha fina separando uma cultura de proteção mútua e outra de corrupção aberta. Essa ambiguidade assustou Graham Taylor, ex-jogador de futebol britânico que gerenciou uma das equipes nacionais do Reino Unido, quando ele serviu brevemente no comitê assessor técnico da FIFA, de 18 membros, no início dos anos 90. Durante um encontro do comitê na Suiça que foi aberto com “um jantar de cinco estrelas, seguido por um almoço de cinco estrelas” depois de uma reunião no dia seguinte, ele achou estranho o ritual pelo qual os integrantes do comitê formaram uma fila.
Nós fizemos fila como meninos e recolhemos nosso dinheiro”, disse Taylor. “Um homem na fila me disse que eu deveria pedir a devolução do dinheiro da passagem aérea, embora ela já tivesse sido paga pela FIFA. Ele disse: ‘Peça tudo de volta e abra uma conta bancária na Suiça. Depois de alguns anos o dinheiro vai acumular’”.
Apesar das nuvens que se acumulam sobre a organização, alguns informantes na família FIFA insistem que a organização está limpando a casa. Chuck Blazer, um norte-americano no comitê executivo que denunciou Bin Hamman no caso da propina, disse que o trabalho do comitê de ética demonstra que ele é independente e tem “dentes reais”, já que confrontou Bin Hamman e outro poderoso executivo da FIFA, Jack Warner.
Nações que competem por eventos reclamam que os padrões éticos da FIFA são tão ambíguos que membros do comitê não conseguem distinguir entre fazer negócios ou fazer negociatas. Particularmente, eles citam o programa “legado” da FIFA, que encorajou nações-candidatas a sediar torneios a financiar projetos de desenvolvimento do futebol. A Austrália, por exemplo, contribuiu com cerca de 300 mil dólares para que o time sub-20 de Trinidad e Tobago disputasse um campeonato em Chipre. A contribuição foi dada através de Warner, que pediu demissão em conexão com as acusações contra Bin Hammam.
“Foi um grande erro quando eles falaram que, para se candidatar, era necessário deixar um legado e quando ‘legado’ foi definido”, disse Blazer. “As pessoas cairam em armadilhas ao lidar com essa questão”.
Embora Blazer tenha sido apontado como alguém que denunciou corrupção, no domingo ele enfrentou críticas por um arranjo pelo qual sua empresa num paraíso fiscal, a Sportvertising, recebeu 10% dos contratos de patrocínio e direitos de TV da Confederação de Futebol da América do Norte, Central e do Caribe (CONCACAF). O arranjo foi primeiro denunciado por Andrew Jennings, um jornalista investigativo do Reino Unido que tem trabalhado com a BBC. A companhia de Blazer, registrada nas ilhas Cayman, recebeu pagamentos de milhões de dólares anualmente, de acordo com Jennings.
Blazer disse que o contrato foi parte de seu “pacote de compensação” e uma fórmula bem sucedida para “dar incentivos e resultados”, quando a confederação ainda não tinha renda.
Durante sua campanha para ganhar para o Reino Unido a Copa do Mundo de 2018, Lord David Triesman disse que testemunhou pessoalmente pedidos óbvios de propina. Ele diz que está confuso pelo fato de a FIFA não investigar os integrantes do comitê executivo ou acusações feitas por ele.
“Não sei como isso é possível no mundo moderno, porque vivemos em um mundo transparente”, Triesman, o ex-presidente da federação de futebol britânica, disse em uma entrevista. “Para um conselho relativamente pequeno, houve suficientes críticas para você imaginar que ele se perguntariam ‘estamos fazendo direito?’”.
Ao testemunhar diante de um comitê parlamentar sobre esportes e cultura no Parlamento britânico, Triesman disse que foi pressionado por quatro integrantes do comitê executivo da FIFA em diferentes oportunidades, inclusive com um convite aberto: “Venha e me diga o que tem para mim”.
De acordo com Triesman, os pedidos foram de 2,5 milhões de dólares para a academia de uma escola em Trinidad — com o dinheiro entregue através de Warner — a direitos de televisão para um jogo amistoso entre Inglaterra e Tailândia para homenagear a coroação do rei da Tailândia.
Na semana passada, o comitê parlamentar britânico divulgou seu relatório final, declarando que estava chocado com as acusações de corrupção e alertando que “a FIFA tem dado a impressão de que pretende varrer as acusações para debaixo do tapete”.
Desde que foi fundada em 1904 em Paris, a FIFA se tornou uma organização extremamente rica, com reservas de cerca de 1,3 bilhão de dólares e lucro no ano passado de 1,2 bilhão de dólares em direitos de televisão e marketing em todo o mundo. Ela também se beneficia da isenção fiscal na Suiça para organizações esportivas, uma ajuda considerável que começa a levantar debate político nos cantões suiços à luz dos vários escândalos de corrupção.
“Eles tem as mesmas vantagens das associações de canto locais, mas são muito maiores”, disse Roland Buechel, um integrante do Parlamento suiço. “Não posso concordar com isso se eles não se comportarem adequadamente”.
Por causa das isenções fiscais, Buechel se disse particularmente preocupado com um item do mais recente relatório anual da FIFA, divulgado em junho, que incluia “benefícios de curto-prazo para executivos”, sem especificar quais. Um total de 32,6 milhões de dólares, 55% a mais que no ano anterior, foram pagos a integrantes-chaves do gerenciamento da FIFA, inclusive a membros do comitê executivo.
Como o dinheiro foi dividido, exatamente, é um segredo, o mesmo se aplicando a informações básicas da FIFA, como os salários dos executivos — mais um exemplo da falta de transparência da entidade, que trabalhou com a One World Trust, uma organização sem fins lucrativos, em 2007, para avaliar seus padrões de transparência mas não adotou muitas das recomendações do grupo.
“Há uma forte diferença entre o que a organização diz que está fazendo e a forma como ela funciona”, disse Michael Hammer, diretor-executivo da One World Trust, uma organização baseada em Londres que desenvolve padrões de governança e de decisões executivas.
Hammer disse que o dinheiro da FIFA “foi usado como forma de influenciar a maneira como a organização toma suas decisões”, começando com os salários do comitê executivo — criados por Blatter em 1998, logo depois de sua eleição. “As pessoas tinham incentivos para trabalhar com o presidente de forma a não perder sua renda”, ele disse.
Os lucros e as mordomias criaram uma atmosfera na qual a elite dos integrantes da família FIFA começaram a pensar em si como especiais, de acordo com especialistas e pessoas envolvidas com as nações que disputaram sedes de eventos de futebol.
Alguns integrantes do comitê executivo viajaram para países que disputavam eventos exigindo projetos de desenvolvimento, disse Bonita Mersiades, uma ex-chefe de assuntos corporativos para o projeto da Copa do Mundo na Austrália: “Este é um grande eufemismo para dinheiro. Você nunca sabe o que acontecerá com esse dinheiro”.
Os integrantes do comitê executivo viajam como dipl0matas, evitando as alfândegas e atravessando as cidades em caravanas protegidas pela polícia. As nações que disputam a Copa enchem estes homens de presentes: abotoaduras de pérola, bolsas Burberry e caixas de vinho fino.
“Eles são colocados nos hotéis mais luxuosos, transformados no que se chama de ‘clubes FIFA’”, disse Alan Tomlinson, um professor e diretor do Centro de Pesquisas em Esportes da Universidade de Brighton, na Inglaterra. “É uma versão moderna dos velhos castelos medievais, patrulhados por guardas do lado de fota. Quando vi os membros do comitê executivo da FIFA entrando e saindo destes clubes, eles pareciam muito desconfortáveis ao encarar o mundo real”.
Desde que foi suspenso do comitê executivo, Bin Hammam tem evitado entrevistas, justificando apenas com uma nota: “Não estou em posição de falar”. Mas ele publicou recentemente uma declaração em seu blog pessoal reclamando de vazamentos e de uma investigação comprometida.
Sua esperança, ele escreveu, é que qualquer decisão a respeito do caso fique dentro da família FIFA — o comitê de ética — e não seja baseada “na vontade das pessoas de fora”.
sexta-feira, 15 de julho de 2011
G1 - STF nega pedido de Jader para assumir mandato no Senado - notícias em Política
G1 - STF nega pedido de Jader para assumir mandato no Senado - notícias em Política
Enquanto isso, terça-feira o TRE-Pa decidirá se acata a candidatura de Paulo Rocha ao senador em 2010. Se acatar, Paulo assumirá a vaga no senado em lugar da Marinor, já que ele ficou em terceiro lugar com mais de 1 milhão votos a mais que Marinor.
Enquanto isso, terça-feira o TRE-Pa decidirá se acata a candidatura de Paulo Rocha ao senador em 2010. Se acatar, Paulo assumirá a vaga no senado em lugar da Marinor, já que ele ficou em terceiro lugar com mais de 1 milhão votos a mais que Marinor.
quinta-feira, 14 de julho de 2011
Muito bom !!!!!
Cláudio Puty: Momento Hélio Gueiros: Por onde anda o Mário Couto?
Momento Hélio Gueiros: Por onde anda o Mário Couto?
Como diria o Hélio Gueiros:
Uma roda animada na Assembléia, o clube, um dos participantes indaga:
- Por onde anda o Senador Mário Couto, que depois de xingar por anos o Pagot do DNIT, sumiu. Nem um comentário sobre a corrupção no órgão. Nada.
- Rapaz, disse um dos membros da roda enquanto colocava mais gelo no copo de uísque, ele deve estar escabreado.
- Por quê já - perguntou um terceiro - não era para ele estar contente?
- É, mas depois da fuga do Sérgio Duboc, e do escândalo da Tapioca, não se fala mais em corda naquela casa de enforcados.
Momento Hélio Gueiros: Por onde anda o Mário Couto?
Como diria o Hélio Gueiros:
Uma roda animada na Assembléia, o clube, um dos participantes indaga:
- Por onde anda o Senador Mário Couto, que depois de xingar por anos o Pagot do DNIT, sumiu. Nem um comentário sobre a corrupção no órgão. Nada.
- Rapaz, disse um dos membros da roda enquanto colocava mais gelo no copo de uísque, ele deve estar escabreado.
- Por quê já - perguntou um terceiro - não era para ele estar contente?
- É, mas depois da fuga do Sérgio Duboc, e do escândalo da Tapioca, não se fala mais em corda naquela casa de enforcados.
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