BLOG DO VICENTE CIDADE

Este blog tem como objetivo falar sobre assuntos do cotidiano, como política, economia, comportamento, curiosidades, coisas do nosso dia-a-dia, sem grandes preocupações com a informação em si, mas na verdade apenas de expressar uma opinião sobre fatos que possam despertar meu interesse.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Seleção: Estava escrito !!

O destino da Seleção Brasileira na Copa da Africa foi selado hoje de uma forma que já era esperada pelos cronistas esportivos.
Era recorrente entre os cronitas a análise de que o Felipe Mello poderia ser expulso numa hora decisiva, como foi, e também que quando o Dunga fosse precisar do banco para mudar um jogo, não o teria, como não teve.

Agora, de quem é a culpa desse estrago? claro que é do Dunga em primeiro lugar, mas, também é, novamente, de Ricardo Teixeira, o D. Corleone do futebol brasileiro.

O erro de Dunga é notório, nem vale a pena ficar repetindo, quis fazer da Selação um grupo de "Dungas". Deu no que deu. Essa história de grupo, família, tudo balela, o Dunga chamou um bando de jogador que não estava jogando em seus times e ao mesmo tempo apostou em jogadores machucados como o Kaká e o Luiz Fabiano, que mesmo sendo público que não estavam bem, ainda sim o Dunga não chamou jogadores em condições de substituí-los à altura. É isso.

Agora, verdade seja dita, o maior culpado mesmo foi o "Corleone", que além de apostar em Dunga, que não tinha experiência como treinador, ainda permitiu que o técnico ficasse sozinho à frente da Seleção, o que fez o Dunga cometer um bando de exageros, fruto do grande poder que teve nas mãos e do pouco bom senso tinha na cabeça. Enquanto isso o "Corleone" só queria saber de articular e se dar bem nas negociatas que envolveram as definições para a Copa de 2014.
Para esse senhor a CBF é somente negócios, nada mais.
  

Folha.com - Poder - Empate entre Serra e Dilma permanece, aponta Datafolha - 02/07/2010

Folha.com - Poder - Empate entre Serra e Dilma permanece, aponta Datafolha - 02/07/2010

Conforme já era esperado, a Folha tenta dá um gás para Serra manipulando a pesquisa.

Serra começa a mostrar sua verdadeira face do mau!!

"O MST é um movimento que usa a reforma agrária para uma mudança de natureza revolucionária e socialista no Brasil. Não quero reprimir, não. Só sou contra que usem dinheiro do governo para isso, não dá.”
 José (Moto)Serra.


Vejam o que Serra disse na CNA, entidade que reúne o que há de mais retrógrado no Brasil, que sempre coordenou um esquema eleitoreiro que organiza no Congresso Nacional o "exército do atraso" denominado de "Bancada Ruralista".

Historicamente a CNA, através da "Bancada Ruralista", vem sendo responsável por oficializar os calotes dos latindiários no estado brasileiro com aprovações de leis que perdoam as suas dívidas, além de legislarem contra o Código Ambiental e a legislação trabalhistas, já que são esses latinfudiários patrocinadores de crimes ambientais, trabalho escravo e violência contra os trabalhadores rurais.

Aqui no Pará, a atual presidente da CNA Sen. Kátia Abreu, persegue a governadora Ana Júlia em defesa do latifúndio ilegal e da violência no campo.

Se alguém ainda tem alguma dúvida do retrocesso que representará a volta dos tucanos para o Brasil e para o Pará, eis aqui a prova defenitiva de que Serra e Jatene são de lados opostos aos nossos.

E ainda tem gente da esquerda que acha que o problema é o PT.

Petrobras contrata os primeiros navios gaseiros | Conversa Afiada

Petrobras contrata os primeiros navios gaseiros Conversa Afiada

É disso que estou falando na postagem abaixo.

Blog da Dilma denuncia: Datafalha e Globope usam margem de erro para Serra empatar | Conversa Afiada

Blog da Dilma denuncia: Datafalha e Globope usam margem de erro para Serra empatar Conversa Afiada

Eu já sabia que isso poderia acontecer, até publiquei minha preocupação aqui.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Avanços e Retrocessos II

A verdade é que alguns partidos de esquerda acabaram se adaptando ao processo eleitoral pragmático vigente, alguns até demais, e, como se diz no popular, “em terra de sapo, saltando com ele”. Mas, em que pese essa condição, a participação de partidos de esquerda na disputa do Estado vem conduzindo a transformações importantes para a sociedade brasileira, se não vejamos:


Não fosse a vitória eleitoral do PT em 2002, certamente o Brasil de hoje estaria amargando uma de suas mais duras recessões econômicas, embora a Direita queira se apropriar desse momento com o argumento de que fora ela, a Direita, a responsável pelo Plano Real. De certo fora sim, mas, o PT conduziu mudanças importantes na economia brasileira sem fazer grandes alardes, de forma que a comparação entre os governos do PT e do PSDB quase já não é mais possível do ponto de vista econômico, tamanho são as mudanças de vários fundamentos.

Com o PT, o país deu um basta na política de privataria e entrega das grandes empresas estatais e mais que isso, em vez de privatizar, saneou e retomou seus investimentos e, a partir delas, redesenhou uma política industrial pautada em suas demandas como geradoras da oferta interna de seus insumos, foi assim, por exemplo, com a demanda induzida pela Petrobras, que a indústria naval renasceu, que o Brasil virou auto suficiente na produção de petróleo e que vai se transformar, com o pré sal, em país exportador. Isso contraria a cartilha neoliberal e os consensos do Banco Mundial e FMI.

Com PT, o país conheceu um ciclo de crescimento econômico com distribuição de renda. Mais de um terço da população brasileira alcançou mobilidade social e a política de combate à fome atingiu diretamente os excluídos. A distribuição de renda e o aumento no poder compra das classes mais pobres do país vem sustentando o crescimento da economia brasileira, evitando inclusive que o país fosse a bancarrota pela crise econômica de 2008. Crise que foi gerada nos países ricos. Hoje inclusive somos credores do FMI.

Com o PT, o Brasil retomou os investimentos públicos com um dos maiores programas de investimentos em infraestrutura já realizado, estimulou setores importantes da economia, executou com sucesso uma política fiscal ante crise para evitar que os trabalhadores perdessem seus empregos. Enquanto isso no centro do capitalismo os trabalhadores empobreceram e viram sumir suas oportunidades de trabalho.

Portanto, é possível que algumas convicções possam ir se perdendo pelo caminho e que o ideário possa dar espaço ao real. É sim provável que toda uma geração tenha que abrir mão do sonho revolucionário apenas para permitir que outros companheiros possam continuar sonhando a luz de um estado que possa algum dia dar as condições concretas para a construção do socialismo.

Serão preciso algumas gerações de transição, mas de concreto, existe o sofrimento de um povo oprimido pela ditadura do capital e que vivem essas agruras hoje, no dia-a-dia e somente com engajamento e participação política e que se avança na transformação social. Não dá para abrir mão disso.

Avanços e Retrocessos I

Na Democracia Burguesa o pragmatismo eleitoral é, sem sombra de dúvidas, é a sua “mais completa tradução”, parafraseando Caetano. Assim, não é a democracia em si o elemento central da sua natureza ou de como o Estado Burguês se perpetua e consolida sua hegemonia, mas, na verdade, é “o avesso do avesso do avesso do avesso”, ou seja, é a sua contradição que traduz o seu principal elemento de perpetuação.


É sobre a luz dessa contradição que o “novo” vira o “velho” e o “velho” se transforma em novidade, de novo. Exatamente assim, como uma roda d`água no riacho, que embora realize o mesmo movimento, sempre encontrará novas águas a rodar, gerando energia continuamente enquanto o riacho existir.

Trocando em miúdos, o que estou querendo dizer é que a principal defesa da Democracia Burguesa reside na disputa pelo “aparato” do Estado e a característica mais impressionante dessa “defesa” é que a “Direita” disputa pela manutenção do seu statos quo, enquanto a “Esquerda” disputa para transformá-lo, mas, no “frigir dos ovos” é essa disputa que assume o papel central de perpetuação do Estado, posto que a manutenção do “aparato” acaba se transformando na razão em si da disputa.

Isso ocorre porque a “Direita” não é só uma “Direita” e a “Esquerda” também não é só uma “Esquerda”, com isso, aproximações “naturais” e/ou “estratégicas” vão acontecendo no decorrer do processo de disputa, tendendo a se constituir na sociedade, uma espécie de “interseção de interesses”, onde há muito mais “acordos” do que discrepâncias. Assim, nessa confusão toda, esses interesses acabam se aproximando, na maioria das vezes, muito mais por razões estratégicas do que por razões ideológicas.

Na verdade, se os sociólogos construíssem hoje uma matriz de “teoria e práxis” (pode até haver, mas eu desconheço) dos partidos políticos atuantes no Brasil e aplicassem sobre ela um método de padronização, chegariam certamente a conclusão que muito poucos desses partidos estariam fora do aglomerado, ou da curva padrão.

Isto provavelmente poderia deixar mais compreensível o alargamento do arco de alianças nos processos eleitorais brasileiros, onde, sinceramente, a meu ver, qualquer partido dos considerados grandes ou médios, podem facilmente compor alianças eleitorais estratégicas, qualquer que sejam eles.

Há de se considerar entretanto, que do ponto de vista prático, ainda se cause estranheza e repúdio certas coligações partidárias, muito mais motivadas principalmente pelo caráter emblemático que certas figuras despertam em meio ao processo eleitoral, do que necessariamente por fatores ideológicos.

Contudo, pode-se credenciar tal comportamento como fruto do processo de amadurecimento da democracia brasileira, que, vis-à-vis, pode ser considerada recente, já que conta apenas com 20 anos desde a redemocratização do país e se formos levar em conta o perfil da maioria da população brasileira, poucos são aqueles que vivenciaram um regime democrático anterior ao golpe de 64.

Há porém, diferenciações que precisam ser consideradas entre o exercício do poder quando estes são exercidos pela Direita ou pela Esquerda, e isso é na verdade o elemento central que tem que ser inserido no debate sobre o papel das esquerdas na Democracia Burguesa.

Ana Carolina -- Eu Gosto de Mulher / Mulher Eu Sei - Vídeo Oficial

Rumo à Vitória !!

Em festa belíssima no Hangar, a convenção do PT homologou ontem a candidatura da companheira Ana Júlia à reeleição. Junto com Ana estarão mais 15 partidos, formando uma grande frente partidária para conquistar mais quatro anos para esse projeto de mudança e transformação do Pará.
A coligação denominada "Frente Popular Avança Pará" terá entre seus 16 partidos, PT, PR, PTB, PSB, PC do B, PDT, PV, além de outros partidos menores. Com a formação dessa frente, apenas o PMDB, como partido importante, ficou de fora, já que optaram pelo isolamento.
Na chapa de oposição, além dos tucanos, só o PPS os acompanham, numa demonstração clara do enfraquecimento polítco do PSDB no estado. De resto, apenas o DEM ainda não se posicionou, não estando descartada uma aliança com PT, embora seja pouco provável.
Para finalizar por ora, deixo aqui a minha impressão de que não será surpresa nenhuma se eleição se decidir em 1º turno a favor da governadora, muitos são os indícios de que isso poderá acontecer, mas, sobre isso posto amanhã, já estou com sono....Fuui......  

Tijolaço: vereadora tucana acusou vice de Serra | Conversa Afiada

Tijolaço: vereadora tucana acusou vice de Serra Conversa Afiada

terça-feira, 29 de junho de 2010

PSC abandona Serra e adere a Dilma - Ricardo Noblat: O Globo

PSC abandona Serra e adere a Dilma - Ricardo Noblat: O Globo

Carta Maior - Blog do Emir Sader - Por que o governo FHC deu errado

Excelente artigo. Reproduzo aqui a sua íntegra, mais vale a pena visitar o blog, tem outras postagens muito boas....


Carta Maior - Blog do Emir Sader - Por que o governo FHC deu errado

FHC teve a audácia de assumir o modelo neoliberal adotado por François Mitterrand, a partir do seu segundo ano de governo, e por Felipe Gonzalez, desde o começo. Acreditou no Consenso de Washington, de que qualquer governo “sério” teria que adotar as suas recomendações, não apenas cuidando dos desequilíbrios fiscais, mas centrando seu governo na estabilidade monetária.

A passagem dos governos Thatcher e Reagan aos de Blair e Clinton dava a impressão a um observador superficial que, qualquer que fosse o governo, o ajuste fiscal seria o seu eixo. Que haveria que terminar com os direitos sociais sem contrapartidas – como tinha feito Clinton, ao dar por terminado o Estado de bem estar social, instalado por Roosevelt.

Para isso, no Brasil, seria preciso atacar o Estado herdado de Getúlio e os movimentos sociais, que certamente defenderiam os direitos sociais a serem atacados, para recompor as contas públicas. Até ali, os tucanos tinham dado passos tímidos primeiro nessa direção, com o “choque de capitalismo” do Covas em 1989, passaram a atitudes mais audazes, como a entrada de uma avançada do partido no governo Collor – entre eles, Celso Lafer, Sergio Rouanet -, preparando o desembarque oficial, de que se salvaram pelo veto do Covas e pela queda do Collor.

Chamado pelo desorientado – até hoje – Itamar, FHC assumiu, eufórico, a globalização neoliberal como “o novo Renascimento da humanidade” (sic), nas suas próprias palavras. Era um destino inexorável, que a “atrasada” esquerda brasileira não percebia e seria esmagada pela nova onda. Seu vocabulário desqualificador das divergências, sua empáfia privatizadora, sua truculência ao mudar o nome da Petrobrás para torná-la um “global player” e privatizá-la, revelavam a auto- confiança daquele que representava a voz inteligente da “terceira via” nas periferias da vida, que convivia com Blair, Clinton e companhia nos seus ágapes globais.

Confiou-se de tal maneira de que o controle monetário, a partir da caracterização tentadora de que “a inflação é um imposto aos pobres”, que embora tivesse a sua mulher encarregada de políticas sociais – no estilo mais tradicional das primeiras damas -, o peso dessas nunca passou do figurino e do marketing, sem efeito algum que se contrapusesse à desigualdade social, acelerada no seu governo, uma vez passados os efeitos imediatos do controle da inflação. Um economicismo barato dominou seu governo – que ao contar com o coro unânime da imprensa, com a maioria absoluta no Congresso e com o apoio internacional, - acreditava no seu sucesso inevitável.

Afinal, Mitterrand e Felipe Gonzalez tinham se perpetuado por mais de uma década no governo dos seus países, Clinton e Blair gozavam também de grande popularidade, a adesão de forças tradicionais ao neoliberalismo parecia dar certo na Argentina, no México, no Chile. Não haveria alternativa ao Consenso de Washington e ao Pensamento Único, como havia previsto Margareth Thatcher – parecia estar plenamente convencido FHC, ainda mais quando foi reeleito no primeiro turno em 1998 – com pressa, porque a crise já era iminente e o Malan já negociava nova Carta de Intenções com o FMI, preparando-se para levar as taxas de juros, em janeiro de 1999 aos estratosféricos 48%, sem nenhum protesto do ministro José Serra.

Os primeiros anos da estabilização monetária foram os de auge de FHC, que lhe propiciaram um segundo mandato, mas naquele momento já havia iniciado seu declínio. As Cartas de Intenções do FMI, a profunda convicção nas teses do Estado mínimo, da predominância do mercado, nas privatizações, na abertura da economia, levaram o país a uma profunda e prolongada recessão, ao mesmo tempo em que o próprio sucesso do controle da inflação começava a desandar.

Serra não era o candidato da predileção de FHC, entre os dois travou-se uma dura guerra, quando a saúde afastou Covas da parada. Mas qualquer que fosse o candidato, teria perdido para Lula naquele momento. Serra tentou não arcar com o ônus do governo FHC e FHC tentou dizer que a derrota era do Serra e dele. Mas, abraçados ou não, os dois foram a pique.

Essa derrota pesa definitivamente sobre o destino tucano. Não tiveram capacidade de conquista de bases populares mais além da estabilidade monetária, até porque não tinham plano de retomada do desenvolvimento – palavra totalmente enterrada por eles – e de distribuição de renda. Foram derrotados pelo seu sucesso efêmero e artificial, financeiro, especulativo.

Hoje, quando a depressão da derrota – agora inevitável – domina o ninho tucano, os ataques, as cotoveladas e caneladas sobram para todo lado. Certamente consciente da derrocada do Serra, FHC se apressou a dizer, antes mesmo da divulgação da pesquisa do Ibope, que via com sérias preocupações as possibilidades do candidato tucano, apesar de que ele tinha “ajudado”. Deixava o cadáver para os outros, aqueles que tentaram esconde-lo, a ele e a seu governo. Imaginem-se as palavras que Serra deve ter reservado para FHC, que na hora da débâcle, lhe dá as costas.

A escolha do vice tornou-se um calvário. Não se trata agora de escolher um vice que consiga votos, mas um que tire menos votos e, conforme a indecisão foi aumentando a lista de pré-candidatos, descontente a menor gente. Chega-se ao que a pesquisa do Datafolha os tinha livrado, aparentemente: o de chegar a uma Convenção em queda livre nas pesquisas e sem o Aécio.

O governo FHC deu errado como o neoliberalismo deu errado. Sua derrota e a crise final dos tucanos representam isso. Por isso, a vitória da Dilma tem que ser a vitória da esquerda e do campo popular, da superação do neoliberalismo, do fortalecimento do Estado, do desenvolvimento econômico e social, do Brasil soberano, da construção de uma sociedade justa, solidária e próspera

FHC tentou pular do barco, mas foi chamado de volta | Conversa Afiada

FHC tentou pular do barco, mas foi chamado de volta Conversa Afiada

Olho vivo !!

Esta semana o cenário político nacional pode ter uma indacação decisiva, motivada pela divulgação de três pesquisas eleitorais para presidente.
A primeira já foi divulgada hoje. Sexta sai a do IBOPE e sábado da Folha.
O importante desse quadro é o fato de que Serra está desde a semana passada com inserções na TV, enquanto a campanha de Dilma está sem os holofotes.
Vamos ver como se comportarão os PIGs, que estão ávidos para resgatar a candidatura de Serra que está patinando, e certamente uma "ajudinha" agora seria muito bem vinda. Não será nenhuma novidade se IBOPE e Folha aparecem com essa "ajudunha". Vamo ficar de olho !!

Blog do Fernando Rodrigues...

Vox Populi: Dilma Rousseff (PT) 40% x 35% José Serra (PSDB)


Pesquisa Vox Populi sobre a eleição presidencial indica que Dilma Rousseff (PT) tem 40% das intenções de voto. José Serra (PSDB) tem 35%. Marina Silva (PV), 8%. A sondagem foi feita de 24 a 26.jun.2010 e tem margem de erro de 1,8 ponto percentual. O Blog vai publicar mais resultados obtidos pelo Vox Populi assim que eles estiverem disponíveis.

Pela 1ª vez, Dilma passa a frente de Serra em pesquisa Vox Populi. A última sondagem do instituto (feita de 8 a 13.mai.2010) indicou empate técnico entre os candidatos, por conta da margem de erro – que era de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos. Em maio, no cenário em que apenas os Dilma, Serra e Marina foram apresentados aos entrevistados , a petista teve 37% (podendo variar de 34,8% a 39,2%, por conta da margem de erro). O tucano teve 34% (variando de 31,8% a 36,2%).

Na semana passada (em 23.jun.2010), o Ibope também divulgou sua 1ª pesquisa em que Dilma ficou à frente de Serra. Por coincidência, o resultado foi 40% contra 35%.

O UOL disponibiliza todas as pesquisas de intenção de voto para o 1° turno e para o 2° turno da eleição presidencial.

Espontânea

Os resultados acima são da pesquisa estimulada (em que o entrevistador apresenta uma lista com nomes dos candidatos para o entrevistado). A pesquisa Vox Populi divulgada hoje (29.jun.2010) mostra ainda resultados obtidos na modalidade espontânea (em que o eleitor diz qual é seu candidato sem ver nenhuma lista de nomes): Dilma tem 26% e Serra tem 20%.

O Vox Populi entrevistou 3 mil eleitores, de 24 a 26.jun.2010. O registro da pesquisa no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) é o 16944/2010.

Fortaleza 2010


Final de semana em Fortaleza I




Errei feio !!

Em minhas análises vinha apostando na coligação entre PT e PMDB. Errei.

Como penitência estou tentando só escrever novas análises políticas quando a situação já estiver definida. Mas, de antemão, acho que o PT acabou ficando com o melhor possível.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Ciclovias no Mundo

Bicicleta é meio de transporte não-poluente

Ronaldo Decicino*

O Brasil é o terceiro maior produtor mundial de bicicletas e deverá fechar o ano de 2008 com uma produção de 5,6 milhões de unidades, estando atrás apenas da China e da Índia. A idéia de se adotar bicicletas como meio de locomoção está amadurecendo e o país investe em vias exclusivas (ciclovias) para essa modalidade de transporte.
Apesar da falta de ciclovias, o uso da bicicleta como meio de transporte não é insignificante no Brasil. De acordo com levantamento feito em 2005 pela Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP), 7,4% dos deslocamentos em área urbana são feitos de bicicleta, num total de 15 milhões de viagens diárias no país. As viagens, inclusive, já não estão mais concentradas nas pequenas e médias cidades do interior, mas também nas grandes metrópoles.
Várias capitais brasileiras já contam com projetos de ciclovias, como São Paulo - que pretende implantar aproximadamente 900 quilômetros de pistas para bicicletas até 2018 - e o Rio de Janeiro, que pretende construir uma malha equivalente à capital paulista.
Porto Alegre prevê a construção de ciclovias ou ciclo-faixas em 495 quilômetros de ruas e avenidas da capital gaúcha. Belo Horizonte discute projetos para seis ciclovias, que irão dobrar para 40 quilômetros as já existentes na cidade. Vitória e Brasília também já possuem projetos de construção de ciclovias.
O Brasil possui, atualmente, 60 milhões de bicicletas, sendo que 53% delas são utilizadas como transporte, para ir e voltar do trabalho ou da escola. Em 2008, pouco mais de 2,5 mil quilômetros de ciclovias encontravam-se distribuídos por 279 cidades. As cidades do Rio de Janeiro (com 160 quilômetros) e Curitiba (com 122 quilômetros) são as mais bem servidas por ciclovias. No caso de São Paulo, a cidade possui apenas 23,5 quilômetros dessa via exclusiva.

Ciclovias e espaço urbano

A implantação das ciclovias prevê que a construção dessas redes seja bem planejada, seguindo o conceito de ciclo-redes, com trajetos curtos, integradas a terminais de ônibus e trens, que deverão ter bicicletários.
Na maioria das metrópoles brasileiras, o incentivo e o acesso ao uso da bicicleta como meio de transporte, embora com atraso, chega num momento oportuno. Basta lembrar que a prioridade do transporte individual e a conseqüente construção de grandes avenidas acabam resultando na circulação de 3,5 a 4 milhões de veículos nos horários de pico, causando congestionamentos superiores a 150 quilômetros.
Embora a construção de ciclovias seja simples, há necessidade de se seguir alguns parâmetros para que traga bons resultados: além da disponibilidade de espaço nas ruas ou calçadas, é desejável que elas sejam implantadas em áreas planas. São Paulo, por exemplo, foi construída sobre vales e morros, ou seja, muitos bairros que não possuem topografia plana, ou declividade entre 0% e 10%, apropriada para ciclistas, deixarão de ser atendidos por essas redes. E esse obstáculo ocorrerá não só na capital paulista, como também em várias outras cidades brasileiras.
De qualquer forma, existem inúmeras maneiras de adequar os espaços urbanos ao uso de bicicletas. Além disso, a construção de espaços para pedestres e ciclistas não pressupõe rios de dinheiro, como os que são consumidos pelo automóvel.
Na verdade, organizar o espaço público para receber um expressivo número de ciclistas é uma medida ligada ao chamado traffic calming, um conceito que se espalha pelo mundo - na tradução literal, "acalmar o trânsito", ou seja, no caso dos ciclistas, reduzir a velocidade e o poder letal dos automóveis, para que todos possam circular pelas cidades com segurança e sem poluir o planeta.
O incentivo às ciclovias pode tirar das ruas uma boa quantidade de carros - vale lembrar que mais de 14% das emissões de dióxido de carbono no planeta vêm do setor de transporte, e a bicicleta é um veículo que não polui.

Ciclovias no mundo

Em várias cidades da Europa, Estados Unidos e Japão, vias exclusivas para bicicletas já existem há anos. A Holanda, por exemplo, possui 34 mil quilômetros de ciclovias. Em Copenhague, na Dinamarca, 36% da população utiliza a bicicleta para ir ao trabalho. Paris, uma das cidades mais bem servidas de metrô do mundo, implantou, há pouco tempo, 300 quilômetros de ciclovias.
Nova York, que já possui 180 quilômetros de ciclovias, planeja criar mais 120 quilômetros até o final de 2009. Bogotá é a única cidade sul-americana que está entre as cidades mundiais que contam com um bom número de ciclovias: implantou 340 quilômetros nos últimos sete anos.

*Ronaldo Decicino é professor de geografia do ensino fundamental e médio da rede privada.