BLOG DO VICENTE CIDADE

Este blog tem como objetivo falar sobre assuntos do cotidiano, como política, economia, comportamento, curiosidades, coisas do nosso dia-a-dia, sem grandes preocupações com a informação em si, mas na verdade apenas de expressar uma opinião sobre fatos que possam despertar meu interesse.

domingo, 4 de abril de 2010

FHC: Impáfia, preconceito e retrocesso!

Lendo o artigo do FHC no Liberal deste domingo, fico cada vez mais convencido de que não somos nós que devemos esquecer o que ele escreveu, mas, na verdade, talvez fosse melhor ele, FHC, esquecer de escrever.


Além de reafirmar a sua já conhecida inveja de Lula, FHC neste artigo revela, implicitamente, todo o seu preconceito contra o povo do Nordeste brasileiro, além de também demonstrar o que o PSDB pretende com a candidatura do Serra.

FHC, do alto de sua enorme arrogância, compara o processo eleitoral vindouro com a redemocratização do estado brasileiro, para fazer um chamado à “responsabilidade cívica” dos Estados de São Paulo e Minas Gerais para derrotar Dilma e o PT. Esse ato de desespero, a meu ver, reflete, embora não mencionado, um preconceito com as populações das regiões do Norte e Nordeste brasileiro, onde sabidamente o candidato do PSDB provavelmente perderá a eleição para o PT.

Além do preconceito implícito nesse artigo, fica também a preocupação que todos devemos ter com essa proposição, pois, foi na aliança desses dois estados que, durante a primeira metade do século XX, os desequilíbrios regionais no Brasil se enraizaram, contribuindo para fazer do país um dos mais desiguais do mundo.

No governo Lula, as políticas públicas passaram a ter novas orientações estratégicas e finalmente as regiões mais pobres do país passaram então a serem priorizadas pelo governo federal, seja com investimentos sociais ou infraestruturais. No Pará, por exemplo, a determinação do governo federal foi determinante para que a ALPA (indústria de aço) de fato viesse a ser instalada aqui no estado.

Por outro lado, fica evidente para quem leu o artigo, que a estratégia do PSDB é retomar o estado brasileiro para dar prosseguimento às privatizações interrompidas pelo governo Lula. Pois, mesmo com a crise econômica de 2008, que para muitos fora uma crise de regulação, ou melhor, da falta dela, ainda sim o FHC critica o governo Lula pelo fortalecimento de algumas empresas públicas e que foram fundamentais para que o Brasil tivesse uma condição diferenciada de superação dessa crise.

No meu entendimento, essa postura equivocada do FHC, de entender o fortalecimento de instituições pública importantes para o desenvolvimento como criação de uma “burocracia dirigente” a serviço do partido e não do país, além de ser ultrapassada é uma tentativa de recolocar as privatizações no debate eleitoral, coisa que a sociedade já repugnou na eleição passada, justificando a verdadeira entrega do patrimônio público que foi patrocinado pelo PSDB nos governos do FHC.

Só para citar um único exemplo que acho emblemático, tem a situação da privatização do setor elétrico, todo financiado com dinheiro público do BNDES, onde a União, através de uma disputa jurídica, esta conseguindo retomar parte importante do patrimônio público, que são mais de 200 mil km de redes de fibras ópticas implantada em todo país, que estão sem nenhuma utilização.

Com o direito á retomada da rede ganho na justiça, o governo Lula anunciou o maior programa público de inclusão digital do mundo e, para viabilizar esse programa anunciou também a criação de uma nova estatal com a função de suprir, de todas as formas, o programa. Isso não é erro, pelo contrário, é fundamental para o futuro do país e tratar esse assunto com esse nível de importância revela a visão de futuro do presidente Lula.

Esse programa de inclusão digital é inclusive inspirado no nosso programa NAVEGAPARÁ, que a governadora Ana Júlia, de forma brilhante, vem implementando no estado, a partir do uso da rede de fibra óptica da Eletronorte, que estava aí há anos sendo subutilizada e que agora leva desenvolvimento para varias cidades do estado, que antes só viam a linha passar.

Classe C vai demandar 10 milhões de imóveis - Economia - Estadao.com.br

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A curiosa ordem das questões na pesquisa Vox Populi | José Roberto de Toledo

A curiosa ordem das questões na pesquisa Vox Populi José Roberto de Toledo

Começa a guerra das pesquisas eleitorais.

De certo, duas questões:

1 - Haverá polarização na campanha;

2 - Haverá 2º turno.

Globo Amazônia - Veja as últimas notícias e proteste contra queimadas e desmatamento - NOTÍCIAS - Loja no Pará tem artesanato de mais de 80 diferentes povos indígenas

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G1 > Economia e Negócios - NOTÍCIAS - 43% da população que trabalha em ocupações rurais não têm renda, diz Ipea

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quinta-feira, 1 de abril de 2010

Falando no Senado... II


Dizem por aí que o PR, do vice prefeito Anivaldo Vale que solicitou licença do cargo para concorrer nas eleições de outubro, estaria tentando viabilizar uma aliança para acompanhar a governadora no seu projeto de reeleição. O problema, dizem, é o apetite voraz do PT (?), que não quer abrir mão de indicar governo e uma vaga para o senado. Segundo essa “fofoca” a chapa, fortíssima, para outubro de 2010 seria: Ana (PT) Governadora com Tião Miranda (PTB) Vice e Jader (PMDB) e Anivaldo (PR) para Senadores. Será?


De qualquer forma, ainda no campo da especulação já tem gente perguntando se esse movimento do Anivaldo, avalizado pelos demais caciques, teria alguma coisa a ver com a submersão do Chefe da Casa Civil, que não quer nem ouvir falar no assunto.

Aliais, Joãããããoo !!!

Falando no Senado... I

O mandato de Senador é o maior mandato eleitoral do nosso sistema político, dura oito anos e passa por duas eleições de prefeito e uma de presidente e governador. Por isso mesmo o Senador é sempre um potencial candidato a alguma coisa, posto que está sempre em condições privilegiada de exposição política. Cada um dos 27 estados elege três Senadores da República de forma igualitária. No Pará, nesta legislatura, só temos um senador eleito pelo povo, o Mário Couto, os outros dois, Nery e Flexa Ribeiro, eram suplentes de Ana Júlia e Duciomar, que mais tarde foram eleitos Prefeito e Governadora, respectivamente.

Inexplicavelmente ninguém presta muita atenção nesta distorção do sistema político. O senador é visto como um dos mais importantes cargos eletivos da República, embora muito cotidianamente ele seja exercido por suplentes, que são pessoas, em alguns casos e não raros, que se quer a sociedade sabe quem é. Temos como exemplo os senadores do Pará, que se submetessem a eleições, não seriam nem deputados estaduais. Quando o Jader Barbalho foi defenestrado do Senado, quem assumiu sua vaga foi o seu pai.

Ou seja, apesar de ser um excelente negócio a suplência do Senado, isso é relevado nas conversas políticas.

Olha só, se ninguém quiser ser suplente de senador, eu quero. Eu topo numa boa. Acho que consigo ajudar conseguindo pelo menos uns cinco votos lá em casa.

Senador Nery terá difícil tarefa no PSOL.

Quando era vereador em Abaetetuba, o hoje Senador da República José Nery era pessoa muito ligada a governadora Ana Júlia, tanto que fora indicado para ser o seu suplente na chapa que a elegeu senadora em 2002. Quando Ana se elege governadora em 2006, Nery assume o mandato de senador em seu lugar, mas, logo depois deixa o PT e vai para o PSOL, se posicionando como oposição e deixando o governo descoberto de um interlocutor no Senado Federal, ficando o governo sem um representante de fato, para defender os interesses do estado, a partir de uma nova lógica de gestão, que foi vitoriosa na eleição de 2006.

Essa decisão do Senador Nery, foi uma grande decepção para todos, pois teve conseqüências danosas para a nossa governadora, uma vez que o governo ficou sem interlocução no Senado Federal e durante esse primeiro mandato, vimos o governo ser vítima de toda sorte de calúnias e acusações (e até mesmo baixarias) vindas da tribuna daquela casa, praticadas pelos senadores oposicionistas do PSDB, Mário Couto e Flexa Ribeiro, que expunham nacionalmente uma imagem negativa do estado e da governadora para tentar desqualificar os avanços e as mudanças do governo popular, sem que houvesse uma voz discordante que repunha a verdade aos fatos. A saída do Senador Nery do PT fora portanto um duro golpe para o governo.

Não estou entrando no mérito da decisão do Senador Nery, isso não me cabe, mas, em minha avaliação acredito que tenha cometido um equívoco de avaliação política. Como petista, eu também fiquei atordoado com a crise gerada por lideranças que sujaram a nossa história, agora, como militante de esquerda, não via, como não vejo ainda hoje, espaço para que outro partido substitua o PT como o partido de referência da esquerda no país. Ou seja, ainda acho que a disputa interna dentro do PT pela direção do partido, e consequentemente a sua reafirmação com o socialismo, é mais eficiente que a disputa de vanguarda pelas “bases sem direção” ou pela primazia no movimento de esquerda.

Isto posto, acredito que o Senador Nery, se tivesse continuado no PT, seria uma liderança ascendente no partido. Teria cumprido importante missão no Senado Federal, estaria certamente com o seu mandato muito evidenciado no estado e, não duvido, estaria certamente em posição privilegiada dentro do PT e do governo para decidir qual caminho seguiria nessa eleição vindoura.

Entretanto, no PSOL, o Senador Nery será candidato a Deputado Estadual, disputando a pequena base do partido com a sua maior liderança, Edmilson Rodrigues, e com a ex deputada Araceli, que também conta com boa organização partidária. É o que resta. Neste ano, uma vaga na Assembléia Legislativa deve ser alcançada por volta dos 90.000 votos por coligação. Ou seja, considerando uma possível, porém não muito provável, coligação entre PSOL/PSTU/PCB não acredito que esses partidos seriam capazes de alcançar densidade eleitoral superior a uma única vaga, portanto, acho que o Sen. Nery se limitará a cumprir um importante papel na eleição do Edmilson para Deputado Estadual. Muito pouco para o companheiro Nery.

Que pena!!

quarta-feira, 31 de março de 2010

Um mês de Everaldo Martins, além do marasmo, o que mais está acontecendo?

Passeando pela blogosfera notei que a grande maioria dos blogs que se dedicam ao comentário do cotidiano político do estado estão passando por um momento de marasmo, pouco se lê sobre os movimentos que estão sendo dados pelos principais atores para 2010, será que todo mundo resolveu colocar as barbas de molho e esperar que a definição do cenário se dê realmente só no apagar das luzes?

O estranho nessa história toda é que, de uma hora para outra, parece que o Governo deixou de ter prioridades. O que está acontecendo, alguém pode me responder? Será que já aprovamos o empréstimo junto ao BNDES na Assembléia Legislativa? Será que já fechamos a aliança com o PMDB para a reeleição da Ana? O PTB e PR também já fecharam? Até um mês atrás tudo era urgente e agora deixou de ser?

Afinal, o que está fazendo o Chefe da Casa Civil? será que ele tá de férias ou ainda está atordoado com a falta da Sesta?

Ei mano, acorda !!

segunda-feira, 29 de março de 2010

Mais um projeto nosso é aprovado no Banco da Amazônia.

Através de projeto de financiamento elaborado pela nossa empresa, o Grupo Zucatelli, empreendedores com negócios na Região Sudeste do Pará, contrata esta semana financiamento junto ao Banco da Amazônia, com recursos do FNO, com a finalidade de ampliação do seu capital de giro, para formação de estoque próprio de veículos e peças da marca Mitsubishi Motors, a qual o grupo representa na região.


No Estado do Pará e, especificamente na Região Sul e Sudeste, é muito grande a influencia dos projetos minerais para a formação da sua base econômica. Isso porque a implantação desses projetos de exploração mineral tem contribuído significativamente para a expansão das atividades econômicas para além das suas próprias produções, posto que atraem um contingente enorme de pessoas que buscam as oportunidades que surgem em torno de cada empreendimento, seja pela geração de grande volume de novos empregos diretos e indiretos, ou ainda como empreendedores que buscam as externalidades geradas, seja como fornecedor de insumos ou serviços diretamente ao empreendimento, ou simplesmente em aproveitamento a demanda gerada pela necessidade de consumo desse contingente, tendo em vista o crescimento acelerado que geralmente ocorre nos municípios em torno desses grandes empreendimentos.

A região Sul e Sudeste do Pará também é um importante pólo econômico do setor agropecuário paraense, inclusive concentrando a maior parte do rebanho bovino do estado. No caso de Marabá, por ser a acidade pólo da região, onde está implantada a loja, absorve boa parte da demanda por bens e serviços especializados dessa região.

Outro aspecto muito importante é quanto a frota de caminhonetes da cidade que tem apresentado um incremento de venda nos últimos anos superior à venda de automóveis, sendo de 23,50%, 26,41% e 31,63% respectivamente na comparação dos anos de 2007, 2008 e 2009. Apresentando um incremento anual médio em torno de 4% na evolução das vendas.

Só para se ter uma idéia da importância que o segmento das caminhonetes tem para o mercado dessa região, em 2006 as 2.094 caminhonetes da cidade representavam cerca de 25% em comparação com a frota de veículos da cidade, em 2009 esse percentual já chega a praticamente 35%.

sábado, 27 de março de 2010

Este LP foi muito bom. Marcou época !

Hoje Renato Russo faria 50 anos. Faço uma  pequena homenagem com a capa do disco que mais gostei do Legião.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Espaço aberto para debater o PT !!

Recebi do companheiro Antonio um comentário que me faz algumas provocações, no bom sentido, que achei interessante reproduzir aqui para que todos possam conhecer o seu teor e ao mesmo tempo entender minha avaliação sobre o que o Antonio me questiona.


O comentário foi o seguinte:

Cidade parabens pelo teu blog e suas opiniões mas sinceramente gostaria de sabe de fato o que na sua avaliação aconteçeu na SEIR tanto na estrategia politica quanto na sua estrutura funcional ?
Além disso mesmo sabendo que vc não está no governo vc e umas das pessoas mais influentes dentro do nucleo do Claúdio Puty qual é o mairo erro da sua propria tendencia no que diz respeito a tanta critica que ela sofre de outros grupos e por ultimo quem são as pessoas que fazem parte do seu grupo segundo as postagens de comentarios do blog da Edilza?
como vc avalia a releção do Claudio Puty com os secretarios MArcilio e Maurilio/ André e edilson Moura / Suely e José Julio e com a propria governadora ?
bom era isso espero que vc possa clarear as ideias.
Um forte abraço
Antonio da U.L e CNB.

Minhas observações:

Em primeiro lugar aproveito a oportunidade para agradecer suas palavras e seu interesse. Aproveitando ainda para dizer o quanto é difícil a manutenção desse espaço escrevendo sozinho, pois não tenho equipe de colaboradores ainda e minhas consultorias empresariais quase não me deixam tempo para me dedicar, mas, apesar disso, tenho feito esse esforço pois tenho me sentido bastante satisfeito quando recebo o incentivo da galera.

Ademais, acho que a blogosfera é um privilegiado canal de interação e no dia-a-dia o blog tem principalmente servido para me comunicar com companheiros do partido, embora essa não fosse a minha idéia inicial, mas, como o ano é de eleição e de certa forma, o partido tem poucos espaços de debates para aglutinar a militância, acho que esse espaço tem contribuído um pouquinho.

Vamos agora no que diz respeito especificamente ás indagações do Antonio:

Na maioria das minhas postagens tenho feito avaliações políticas que, de certa forma, já responderiam aos seus questionamentos, inclusive com autocrítica a atuação da DS e do próprio governo, mas vou tentar condensa-las aqui para que possamos abrir o debate.

Quanto a SEIR, pela sua função, julgo uma das mais importantes secretarias do governo, mas, não me julgo em condições de avaliar a sua estrutura funcional, pois tenho pouco conhecimento de como as coisas estão funcionando por lá internamente. Agora com relação á política, acho que houve um deslocamento natural para as pastas que estão mais diretamente envolvidas na campanha eleitoral, ou seja, neste período, há uma tendência de que as candidaturas acabem concentrando as atenções e dando a linha no andamento do governo, logo, como a SEIR ficou de fora desse processo, houve, em minha opinião, um esvaziamento político natural.

Quando o Antonio sugere que eu seja uma das pessoas mais influentes dentro do núcleo do Claúdio Puty, há um equívoco, talvez pelo fato de que o defendo publicamente nesse blog, mais não sou desse núcleo. Me vejo como um militante da DS que defende sim a pré-candidatura do Puty para Deputado Federal como estratégia de crescimento da tendência, porque o vejo como quadro político muito preparado. Obviamente que tenho ligações políticas com o Puty, pois já o conheço desde 1994, quando entrei na universidade e como militante do movimento estudantil, que tem inclusive a mesma formação de economista, conheço a sua história no CAECON, no DCE e no PT. Posteriormente o Puty ainda foi meu orientador da monografia de pós graduação, aumentando minha admiração, também por conta de sua capacidade intelectual.

Quanto ao meu grupo, é a DS, todas as pessoas com que eu converso sobre política são da DS e meus movimentos políticos são todos dados internamente. Antes, eu era visto como o “grupo” da SEIR, mas já não estou mais lá, então é o seguinte, se eu tiver que ser enquadrado em algum grupo, seria o grupo do Puty.

Com relação ao nosso maior erro, enquanto DS, é claro que foi não ter aumentado nossa importância na direção do PT, disputamos os dois últimos PED já como governo e não ampliamos. Esse foi nosso maior erro.

As críticas que sofremos são fruto da distorção de termos a maior liderança política do estado, que é a governadora Ana Júlia, mas não temos a maior liderança partidária. Veja o exemplo do presidente Lula, que ocupa as duas funções a nível nacional no PT, não é questionado. Isso se dá porque a tendência do Lula domina o partido e, por conseguinte, o governo. Ou seja, graças a um sistema eleitoral que elege pessoas e não partido, a DS tem domínio sobre o governo, mas não o tem sobre o partido.

Em minha avaliação, a grita das outras tendências com a DS se dá pelo entendimento que elas possuem de que a DS tenha, no governo, um tamanho maior do que deveria, distorcendo a relação partidária. Isso até poderia ser verdadeiro se algumas das secretarias credenciadas à DS, de fato fossem da DS. O que muita gente não faz, em minha avaliação, é a distinção entre as secretarias ditas técnicas e as outras secretarias.

Isso é importante, porque se formos realmente fazer um balanço político, muitas das secretarias que são credenciadas à DS, não fizeram nenhum movimento político que interferiu, de alguma forma, na relação interna do PT. Ademais, considerando que o CNB possui hoje, Casa Civil, SEDUC, SESPA, SAGRI, SETRANS, EMATER e SETER, façam as contas e vejam se essas estruturas não concentram pelo menos uns 70% das ações do governo? Sem falar das estruturas federais.

Para finalizar, também já disse isso aqui no blog numa postagem sobre os desafios da DS, pra mim, os problemas de organização da DS são fruto da falta de mandatos parlamentares que aglutinem seus movimentos, não se organiza uma estrutura política a partir de um governo, pois os interesses acabam se sobressaindo à política. Nesse sentido, na falta de uma hierarquia de comando bem visível, é natural que todos possam se postular à direção a tendência.

Sinceramente, acho que isso acabou ocorrendo, temos o governo, bons quadros políticos, mas não temos mandatos, por conta disso, naturalmente os movimentos e militantes da tendência foram se agrupando em torno das estruturas que possuímos. Por isso é tão importante para nós construirmos os nossos mandatos. Acredito que, assim como acontece no PT, a tendência agora é de haver uma acomodação dos grupos da DS e que, sob a liderança de Ana Júlia, vamos partir unificados para a luta e avançar com os governos populares no Brasil e no Pará.

Um abraço companheirada !!

quinta-feira, 25 de março de 2010

"Nóis é Nóis, o resto é M...."

Passeando pela blogosfera hoje, li a matéria e alguns comentários sobre a reunião do Conselho Estadual de Meio Ambiente que deveria dar inicio aos trabalhos de implantação da ALPA em Marabá, com a concessão da Licença Prévia - LP ao empreendimento, fato esse impossibilitado de ocorrer pela intervanção do Ministéri Público do Estado - MPE, que pediu vistas do processo, impedindo assim a votação e aprovação da LP.

Vale ressaltar que todos os outros menbros do Conselho responsável pela emissão do documento já se posicionaram a favor, ou seja, só o MPE é contra. Essa postura é recorrente do Ministério Público, demonstrando a total arrogância com que seus promotores custumam atuar. É interessante notar, ainda que seja só coincidência, como a postura do MPE é sempre contrária às principais pautas do desenvolvimento do estado e o que é pior, atuam sempre como se só o MPE esteja com a razão. Apesar de fazerem parte de um colegiado, quando derrotados em suas posições, sempre arrumam formas de atrapalhar e tentar fazer prevalecer suas "verdades".

Da forma como atuam, logo terá gente questionando a sua importância como instituição democrática, pois, muitas vezes, não dá para saber se o Minístério Públigo está a serviço da sociedade ou de "radicais de plantão" que usam do poder que possuem para engessar o poder público, segmentos econômicos ou o próprio desenvolvimento.

No meu entendimento, o MP é uma instituição muito importante, por isso mesmo que não deve deixar margens para que a sua atuação seja tão criticada. O bom censo deve sempre prevalecer. O MP também tem que ser responsável na antecipação de fatos, não só em denúncias ou protelações.
sária    

Abaixo, reproduzi aqui a matéria publicada no site da SEMA sobre o assunto.


Publicado em 24/03/2010

Conselheiros antecipam voto a favor da licença ambiental da ALPA
Em reunião do Conselho Estadual de Meio Ambiente (Coema), nesta quarta-feira, 24, 10 dos 11 Conselheiros presentes, anteciparam, e reconfirmaram, seus votos em defesa da imediata concessão da Licença Prévia (LP) para a instalação da futura fábrica Aços Laminados e Planos do Pará (ALPA), empreendimento sob a responsabilidade da VALE, a ser instalado no município de Marabá, sul do Pará.
O Coema, que é formado por 13 conselheiros que representam a Sociedade Civil Organizada, e é um órgão autônomo à estrutura institucional da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), registrou a presença de 11 titulares na reunião.
Mas o suplente do Ministério Público do Estado (MPE), Promotor Milton Gurjão, pediu vistas do processo da ALPA, com o Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/RIMA), e pelo Regimento do Coema esse recurso suspende a votação para apreciação do voto, em separado, numa sessão seguinte, a qual imediatamente foi marcada para o dia 29 deste mês, segunda-feira.
O Conselheiro Maurílio Monteiro, titular da Secretaria de Estado de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia (Sedect), um dos entusiastas do projeto de verticalização da indústria de mineração no Pará, reagiu de forma enfática ao posicionamento do suplente do Ministério Público do Estado.
“O Ministério Público foi convocado a se manifestar sobre esse processo há mais de um ano, para se antecipar a um debate construtivo e democrático, e não o fez”, ao questionar, o “padrão de comportamento” do MPE no Coema, o qual o Conselheiro entende “não corresponder aos anseios da sociedade”, frisou.
Ao finalizar sua fala, Maurílio Monteiro perguntou se a atitude do Ministério Público, na reunião desta quarta-feira, “contribui para fortalecer ou fragilizar o órgão diante da sociedade”.
Em seguida, o secretário da Sedect fez algumas considerações do papel importante da verticalização da economia com a indústria do aço, e reiterou que será “uma nova fase industrial para o estado com a transformação mineral conciliando desenvolvimento com prudência ambiental”.
Parecer – Os 10 conselheiros decidiram acompanhar o voto do Relator da Câmara Técnica do Coema, e representante da Federação das Indústrias do Estado do Pará (Fiepa), Justiniano Neto, que numa longa exposição de motivos considerou os trabalhos de levantamento de campo e análise da equipe multidisciplinar de 18 profissionais da Sema, dentro dos mais altos padrões estabelecidos para essa área.
Justiniano recomendou a concessão da Licença Prévia da fábrica com 35 condicionantes, 8 recomendações e um inédito “Programa de Inserção Regional da Empresa”, no caso a VALE, remetendo temas de relevância ambiental, econômico e social à concretização de 10 subprogramas, num esforço para garantir mais qualidade ambiental e social ao projeto da ALPA, redobrando as precauções técnicas já recomendadas pela equipe da Sema.
O titular da Sema e Secretário Executivo do Coema, Aníbal Picanço, marcou, após consulta ao plenário, a reunião que decidirá pela concessão da LP para a ALPA, no dia 29 deste mês, às 9h, quando o MPE vai apresentar o seu voto, a favor, ou contra a licença ambiental.
Antes de encerrar a reunião do Coema, o ex-secretário de Estado de Meio Ambiente do Pará, e atual Deputado Estadual pelo PV, o geólogo Gabriel Guerreiro, apresentou alguns números do cenário mundial da pujança da poderosa indústria do aço.
Lembrou que um país como a China, que não tem em seu solo minério de ferro, pelo menos com o alto teor do material encontrado na Província de Carajás no Pará, produziu em 2009 impressionantes 608 milhões de toneladas de aço. O Brasil, com toda a riqueza de ferro, e minério de altíssimo valor, produziu apenas 38 milhões de toneladas de aço em 2009.
Guerreiro concorda que o Pará tem que se inserir logo nesse mercado promissor. Mas deixou o alerta que um processo de verticalização mineral não é fácil, exige muito planejamento estratégico, e tudo indica, ressaltou, que esse caminho está sendo construído, ajudado até próprias condições de localização geográfica do Pará em relação à área de implantação da futura fábrica.

Douglas Dinelli
Ascom Sema

quarta-feira, 24 de março de 2010

Recebi por e-mail e achei interessante...


LEIAM O QUE FOI PUBLICADO NO JORNAL THE ECONOMIST

A diferença é muito grande... É bom lembrar.
The Economist publicou!

Situação do Brasil antes e depois: Nos tempos de FHC e de LULA

Risco Brasil:
FHC 2.700 pontos
LULA 200 pontos

Salário Mínimo:
FHC 78 dólares
LULA 210 dólares

Dólar:
FHC Rs$ 3,00
LULA Rs$ 1,78

Dívida FMI:
FHC Não mexeu
LULA Pagou

Indústria naval:
FHC Não mexeu
LULA Reconstruiu

Universidades Federais Novas:
FHC Nenhuma
LULA 10

Extensões Universitárias:
FHC Nenhuma
LULA 45

Escolas Técnicas:
FHC Nenhuma
LULA 214

Valores e Reservas do Tesouro Nacional:
FHC 185 Bilhões de Dólares Negativos
LULA 160 Bilhões de Dólares Positivos

Créditos para o povo/PIB:
FHC 14%
LULA 34%

Estradas de Ferro:
FHC Nenhuma
LULA 3 em andamento

Estradas Rodoviárias:
FHC 90% danificadas
LULA 70% recuperadas

Industria Automobilística;
FHC Em baixa, 20%
LULA Em alta, 30%

Crises internacionais:
FHC 4, arrasando o país
LULA Nenhuma, pelas reservas acumuladas.

Cambio:
FHC Fixo, estourando o Tesouro Nacional.
LULA Flutuante: com ligeiras intervenções do Banco Central

Taxas de Juros SELIC;
FHC 27%
LULA 11%

Mobilidade Social;
FHC 2 milhões de pessoas saíram da linha de pobreza
LULA 23 milhões de pessoas saíram da linha de pobreza

Empregos :
FHC 780 mil
LULA 11 milhões

Investimentos em infraestrutura:
FHC Nenhum
LULA 504 Bilhões de reais previstos até 2010

Mercado internacional:
FHC Brasil sem crédito
LULA Brasil reconhecido como investment grade

Parauapebas abrigará o primeiro Shopping Center do interior do Estado.

Localizado no Sudeste paraense, o município de Parauapebas receberá, em breve, o Unique Shopping Parauapebas, primeiro empreendimento deste porte a se localizar fora da capital do estado. O investimento total será de aproximadamente R$ 42 milhões e gerará cerca de 2.000 empregos diretos, quando estiver em operação.


O empreendimento consagra, não só a cidade de Parauapebas, mas a região como um todo, uma das mais dinâmicas do estado. Com a sua chegada, o Pará entra na rota dos investidores do segmento que passaram a demonstrar interesse nesse dinamismo. Já a algum tempo o setor vem mostrando uma tendência de interiorização, buscando o mercado de cidades médias e com bom potencial de consumo. A chegada do Shopping em Parauapebas também despertou o interesse dos investidores para cidades como Marabá e Santarém.

Para a cidade, isso representará uma grande mudança, pois, passará a contar com um equipamento de entretenimento que possibilitará melhorar um pouquinho mais a qualidade de vida dos seus habitantes e ao mesmo tempo, potencializar ganhos econômicos em outros setores da economia do município, como por exemplo o setor de hotelaria, que vê a cidade se esvaziar durante o final de semana, por falta de opção de lazer na cidade.

O Shopping contará com uma área de 15.000 m² de ABL, distribuídos em 1 supermercado, 02 lojas âncoras, 02 mega lojas, 104 lojas satélites e 16 posições de fast foods, amplo estacionamento e serviços bancários. Além disso, a região também ganhará seu primeiro circuito de cinemas, estando previsto a implantação de 04 salas, inclusive com tecnologia de exibição em 3D, coisa nem em Belém existe ainda.

Considerando o raio de 70 km como determinante para a região mercadológica a ser mais afetada com o empreendimento, o Shopping beneficiará uma população estimada em aproximadamente 220 mil habitantes nos municípios de Parauapebas, Curionópolis, Canaã dos Carajás e Eldorado dos Carajás. Se considerarmos que o Shopping pode ser transformar numa atração para toda a região, principalmente em finais de semana ou datas com apelos comerciais, a população a ser atingida ultrapassará os 600 mil habitantes.

A pesquisa mercadológica encomendada pelo grupo investidor, apontou excelente potencial de consumo da região, que apresentou renda média mensal das famílias em condições iguais a de outras regiões do país, inclusive de grandes centros urbanos.

Como consultor econômico, que ajudou o empreendimento a captar recursos junto ao FNO, fico muito feliz em contribuir, de alguma forma, com esse momento especial para a cidade e região, estando também ansioso para ver a inauguração deste marco simbólico que representa a implantação desse empreendimento.

Boa sorte aos empreendedores e que a cidade fique cada dia melhor !!

terça-feira, 23 de março de 2010

Arena do Leão: Aviso aos Navegantes

Tenho postado aqui minha preocupação com esse projeto de venda do Baenão. Volto a afirmar que temerária essa idéia de construir a tal Arena do Leão em localização tão ruim. Agora, o que surge é a informação de que a arena seria lá para Marrituba, perto do antigo Círculo Militar, no final da linha de ônibus Marituba, lugar onde só passa três ou quatro linhas de coletivos.
Chamo a atenção, de novo, que ontem no clássico entre Flamengo e Botafogo, menos de 7.000 pagantes foram ao jogo, isso mesmo, só isso. Onde foi o jogo? no Engenhão. Será por acaso?
Cuidado Presidente Amaro. Olha o mico que isso pode se tornar para o Clube do Remo!!   

segunda-feira, 22 de março de 2010

Resposta à Profª Edilza: Chega de Incoerências !!

Quando postei um comentário no blog da Edilza, o fiz porque realmente é a forma como avalio o processo político que fez com a ela, Edilza, pedisse a retirada do seu nome dos quadros da DS. Já disse várias vezes que discordo de certas posturas adotadas pela companheira e é exatamente por isso que sempre busco fazer o debate, para demonstrar isso.
É interessante como a companheira se desvirtua dos fatos para tentar construir uma espécie de “verdade paralela” onde, nesse universo, tudo conspira a seu favor, ninguém acerta, só erra. Quando a Profª. Edilza expõe suas avaliações sobre acontecimentos da política do estado, isso é opinião. Quando alguém a contradiz, como eu fiz, é leviano, falacioso e sem responsabilidade com o Governo.
Expressei minha opinião tal qual a Edilza o fez quando disse que a SEIR é, em palavras dela, “um pastel de vento”, quando afirma que “falta de orçamento” não é desculpa para má gestão, inclusive desrespeitando o secretário André, ou quando acusa o secretário da SEMA de implantar “uma Ditadura” na instituição. Isso tudo é o que professora? Respeito? Compromisso?
Abaixo transcrevo partes da postagem da Profª Edilza onde exponho algumas incoerências, que demonstram claramente essa perspectiva:

...Quando me deparo com uma avaliação como esta, penso tenho que falar. É a minha história que está em jogo e minha competência profissional. Uma avaliação como esta, devemos desconstruir o discurso, antes de apresentar um novo discurso para repor a verdade. É o que pretendo fazer agora, na parte I sobre o PTP...
Cidade seu discurso é falacioso e compromete a seriedade do governo. Deixa-me entender. Eu uma pessoa escolhida pela governadora, me aproprio de um programa dos mais importante do governo e a governadora não fez nada? Pior quando o governo percebeu minha tramóia resolve me tirar do PTP e acabar com o programa? O lógico não seria trocar as pessoas e preservar o PTP?
A participação popular é um dos elementos que compõe o discurso do PT e da DS. Quero dizer que na última reunião feita com o núcleo do governo, com a presença da governadora e do deputado Airton Faleiro foi dito que o PTP era o programa mais importante e eu perguntei se as dificuldades eram devidos a minha pretensão política de ser candidata e foi afirmado que não, por todos.
Eu fui convidada para assumir o PTP com o apoio de todos. O convite foi feito pelo Puty e pelo Charles. Insistindo muito na minha competência para realizar o trabalho, avaliação feita com base no trânsito que eu tinha entre todos os partidos da base aliada e entre todas as tendências internas do PT...

No trecho acima a Profª Edilza afirma que eu estaria duvidando da seriedade do governo só porque fiz críticas a sua conduta pessoal, ou seja, questionar uma gestora seria então questionar nosso governo? Colocá-lo em dúvida? O que faz então a companheira Edilza quando crítica o Puty, o André, o Aníbal e tantos outros membros do governo cotidianamente citados em seu blog?
Na minha postagem fiz questão de dizer que a ida da Edilza para o PTP foi importante para o programa, fato esse não mencionado, não disse que a Edilza fora incompetente, mas imprudente. E isso não demérito nem injúria é uma avaliação pessoal.
Num outro trecho a Profª Edilza afirma:

...Outra inverdade que quero deixar claro, é que eu teria lançado minha candidatura. Quem começou e lançou minha candidatura internamente no governo foi o Secretário Maurílio Monteiro e o Secretário Cláudio Puty. Tenho até hoje guardadas mensagens de telefones incentivando á minha candidatura e tenho testemunhas de pessoas que foram falar comigo a mando dos dois secretários citados. Eles insistiram muito, não aceitavam a candidatura já posta da Suely para deputada federal. Partes destas atitudes, foram pelo reconhecimento que eu e minha equipe estávamos fazendo um bom trabalho e até em uma pesquisa feita, para avaliação interna do governo, o meu nome era o único que aparecia entre todos os secretários. Tenho até hoje a mensagem do Claudio Puty e do então secretário Fabio, da SECOM comemorando ao aparecimento do meu nome e brincando Edilza 2014.

Se essa situação retratada for verdadeira, não estou dizendo que não o é, isso demonstra, ao meu ver, mais uma incoerência, quando foi para “lançar” o seu nome em detrimento a companheira Suely, o suposto “Núcleo Duro” era legítimo para fazê-lo, mas quando, por alguma razão, o mesmo grupo a defenestrou, esses passaram a ser a imagem do cão na terra. Muito conveniente, não é?.

...A sua acusação que eu fiz uso próprio do PTP precisa ser comprovada, por hora eu entendo como leviandade. Agora entrando no seu discurso, para mostrar sua incoerência, quero lhe perguntar, que se, o que não foi, o PTP tornou-se um rolo compressor eleitoral e por isto acabou, eu lhe pergunto e todos os rolos eleitorais, foram então desativados ? Não me parece!!!!!
Se o PTP dava uma visibilidade política á mim, o que dizer da SETRANS? Da SECULT? Da SEDURB? Quer dizer ou outros podem, eu não poderia? O que dizer da CASA CIVIL? Não pode tornar a gestão pública "rolo compressor", o que ocorreu, e que o trabalho com O PTP mexeu com poderes e representações estabelecidas. Inclusive de parlamentares. A proposta era muito avançada para o Estado e para a política no Pará. Aprofundarei isto na parte dois da resposta....

Neste outro trecho, a Profª. Edilsza mostra uma concordância com a crítica que fiz, quando menciona que outros companheiros também usaram suas estruturas de governo para dar suporte as suas eventuais candidaturas. Por que não ela, pergunta a Edilza? E a resposta ela mesmo dá quando afirma que: “o trabalho com O PTP mexeu com poderes e representações estabelecidas. Inclusive de parlamentares. A proposta era muito avançada para o Estado e para a política no Pará”. Ora, isso foi exatamente o que eu disse, por ser novo e importante para nós do PT e da DS é que deveria ser preservado, e não foi. De quem é a incoerência afinal?
Outro aspecto importante para esse debate é o fato que a Edilza menciona de que eu teria dito que o Conselho Estadual do PTP seria usado para se transformar em seus cabos eleitorais. Nesse ponto faço uma ressalva que talvez não tenha me expressado bem, de fato o Conselho é plural e, mesmo se quisesse, não conseguiria cooptar a todos. Mas, enquanto movimento político o Conselho é sim capaz de produzir esse efeito. Por outro lado a professora escreve o seguinte:

...Por fim você acusa que todo o processo de formação dos conselheiros tinha um único objetivo, de transformá-los em cabos eleitorais meus. Esta afirmação só demonstra que você desconhece o perfil dos conselheiros eleitos, muito deles vindo dos movimentos sociais, com vinculações partidárias, com vinculações com prefeitos e com vida política própria. Não são marionetes a disposição de manipulações. Todos não recebiam nada para ser conselheiros, mas o crachá de conselheiro lhes conferia um micro poder de fiscalizar obras no município e questionar o poder local e em alguns casos questionar o poder dos deputados e prefeitos...

Longe do que tenta a Edilza, em querer se apropriar do PTP, como se fora uma bandeira própria e não fruto da determinação da governadora Ana Júlia, a responsabilidade do gestor imediato é fazer dar certo, nem que pra isso tenha de abdicar de aspirações pessoais. É assim que funciona, as vezes é preciso dar passos atrás para se avançar na luta mais á frente. O que estou dizendo é que os avanços dos governos de partidos de esquerda não são instantâneo. Não se questiona a ordem, sem que essa ordem resista. Essa é uma tarefa sutil, militante. Neste sentido, a “ordem posta”, que já tinha “medo” do PT, vê surgir um instrumento “avançado” de política pública que poderia “em alguns casos questionar o poder dos deputados e prefeitos”, e ainda por cima ter como gestor um eventual candidato. Como fazer dar certo?
Em minha opinião, o PTP, enquanto instrumento de política pública, não tinha a responsabilidade de ser revolucionário pela sua condição de interferir no orçamento público, que infelizmente, muitas vezes, se torna mera peça decorativa. Mas, a sua maior responsabilidade é com a construção da cidadania, da mobilização e intervenção social e isso não se constrói em uma só gestão.
Para finalizar, não vou mais cansar ninguém com esse assunto, só queria dizer, em relação às outras postagens da Profª Edilza em seu blog, que diminuir o compromisso da governadora Ana Júlia com PTP é uma irresponsabilidade política da companheira, essa postura de atacar o governo e o PTP só porque não faz mais parte dele, não contribui em nada. Entendo que críticas e contribuições são sempre bem vindas, só dizer que é a maior defensora da Participação Popular não é suficiente.

NÃO SOMOS NÓS QUE ENSINAMOS AO MUNDO. É O MUNDO QUE NOS ENSINA.

Valeu !!