BLOG DO VICENTE CIDADE

Este blog tem como objetivo falar sobre assuntos do cotidiano, como política, economia, comportamento, curiosidades, coisas do nosso dia-a-dia, sem grandes preocupações com a informação em si, mas na verdade apenas de expressar uma opinião sobre fatos que possam despertar meu interesse.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Fiat vai investir R$ 15 bilhões no Brasil até 2016

Em audiência com a presidente Dilma Rousseff no Palácio do Planalto nesta segunda-feira (6), o presidente mundial da Fiat Chrysler, Sergio Marchionne, e o presidente da Fiat Chrysler na América Latina, Cledorvino Belini, apresentaram plano de investimentos da empresa no Brasil da ordem de R$ 15 bilhões até 2016.

Desses R$ 15 bilhões, R$ 9 bilhões serão de investimentos novos, decorrentes sobretudo do plano do governo federal Inovar-Auto --que estabelece concessões ao setor automobilístico com uma série de contrapartidas, como investimentos no setor tecnológico.

A Fiat prevê destinar o dinheiro para o desenvolvimento de novos motores com maior eficiência energética, conforme estabelece o plano do governo, além de autopeças, tratores, coletadeiras e automóveis.

Segundo a empresa italiana, os investimentos devem gerar 7.700 novos empregos diretos e 12 mil empregos indiretos.

Os novos investimentos também devem abarcar ampliação da cadeia de produção da Iveco, marca de tratores que entrará, segundo a empresa, no ramo de veículos de defesa e de socorro.

Desde 2011, quando foi anunciado o último plano de investimentos da empresa no Brasil, cerca de R$ 4 bilhões já foram desembolsados pela empresa no país.

Principal mercado da Fiat fora da Itália, o Brasil tem duas fábricas da marca --uma em Betim (MG), em fase de ampliação, e outra em Goiana (PE), em construção. Os R$ 15 bilhões englobam essas obras. A primeira, com capacidade produtiva de 800 mil carros ao ano, é a maior instalação da empresa fora de seu país de origem.

COUTINHO FALA DE UMA RETOMADA EM U DA ECONOMIA



Segundo presidente do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o crescimento já está a caminho, mas em uma reposta muito mais lenta do que a obtida em 2009, quando houve a recuperação em V

6 DE MAIO DE 2013 ÀS 08:17

247 – O Brasil pode reverter a quase estagnação da economia brasileira. É o que aponta Luciano Coutinho, presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Segundo ele, o crescimento, já está a caminho e será reforçado, nos próximos anos, por uma extensa "fronteira de oportunidades", que vai da infraestrutura à saúde, entre outras áreas.

Leia trechos da entrevista concedida ao Valor:

Estímulos monetários

Talvez, a economia já tenha reagido e isso vai ficar claro no fim do mês, quando o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgar os dados. Todos os indicativos são de que houve um crescimento expressivo no primeiro trimestre. Eu gostaria de mencionar uma série de processos que caracterizaram parte de 2011 e de 2012 e que a diferenciam da resposta rápida da economia em 2009 e 2010, quando houve uma recuperação em forma de V.
Agora, estamos tendo uma recuperação em U, muito mais lenta. A crise na zona do euro foi em ‘câmera lenta’, com a repetição de vários episódios críticos que mantiveram uma incerteza muito densa por pouco mais de um ano.

Consequências

Afeta o canal de expectativas e o de cautela. Outro fato é que a desaceleração de 2011 começou como um ato deliberado da política macroeconômica. Foram usados instrumentos macroprudenciais e uma subida inicial de juros para controlar a inflação. Sobrepôs-se a isso a crise externa. Além disso, 2011 e 2012 foram marcados por um lento processo de ajuste de estoques na indústria. E foi um processo, em certo sentido, autoalimentado.

2004 - 2010

O forte crescimento ocorrido entre 2004 e 2010, com breve interrupção em 2009, alavancou muito o consumo e o endividamento das famílias, além do endividamento das pequenas empresas. Esse processo em 2011 e 2012 se revestiu, diferentemente de 2009, da necessidade de desalavancagem do endividamento das famílias e das pequenas empresas, o que também travou uma das molas importantes da recuperação. Em que pese o esforço dos bancos públicos, a taxa de concessão do crédito com recursos livres desacelerou em 2011 e 2012. Só agora esse processo de desalavancagem está sendo concluído.

Freada

Os índices de inadimplência começaram a ceder, mas demoraram muito. Mas esses processos são longos. E, finalmente, tivemos um ano ruim para a agricultura em 2012. A questão relevante é: se o governo não tivesse atuado intensamente no sentido de reduzir taxa de juros, melhorar a posição relativa da taxa de câmbio em termos de competitividade, desonerar IPI e depois folha de pagamento, e se não tivesse motivado uma atuação mais forte dos bancos públicos, é muito provável que o quadro tivesse sido muito pior. Há, portanto, uma configuração conjuntural nesse período de 2011 e 2012 que está sendo extrapolada como se fora estrutural, como se tivéssemos uma perda de vitalidade da economia brasileira. O que em economês chamam de redução do PIB potencial, o que não é verdadeiro.

Modelo de energia

O interesse nos leilões é ascendente, e não há razão para que não seja, e também é ascendente a curva de investimento em energia. Terceiro, temos uma grande fronteira na área de óleo e gás, onde eu enxergo a abertura das novas rodadas como uma grande oportunidade de acelerar os investimentos no setor e, se tivermos a capacidade de desenvolver a cadeia supridora, tanto melhor. Temos, ainda, a fronteira da construção. A construção residencial tem ainda um grande potencial. É preciso terminar o ciclo de desalavancagem familiar, mas há ainda um déficit de habitação. A combinação de instrumentos de habitação social - Minha Casa, Minha Vida - com instrumentos de créditos de longo prazo para o avanço da habitação residencial é outra avenida importante, e ela tem um efeito de empuxe sobre uma ampla cadeia de materiais, insumos, etc.

Também devo mencionar os agronegócios competitivos, que têm uma perspectiva na medida que a Ásia, com seus processos de urbanização, é fonte de demanda e uma grande oportunidade.

Custos

Os custos salariais e de certos insumos importantes. Várias cadeias reclamam disso. Queria lembrar que o governo atuou. A desoneração de folha em parte visou aliviar pressão de custos sobre os salários. A redução da tarifa de energia foi em grande medida motivada para aliviar os custos de produção da indústria. A melhora relativa da taxa de câmbio também foi justificada publicamente pelo governo como um movimento em direção a melhorar a competitividade da indústria. Temos que olhar as oportunidades que o Brasil tem de desenvolvimento industrial. É importante mencionar iniciativas como o plano Brasil Maior e iniciativas como o Inovar-Auto. O governo sinalizou claramente que a indústria é estratégica a longo prazo para o Brasil. Vejo que uma reflexão de como revitalizar a indústria é algo que está na ordem do dia. Tenho uma visão de que é, sim, possível revitalizar a indústria brasileira, ampliar um pouco o seu espaço na formação da renda nacional e voltar a ter uma política de competitividade e de exportação para a indústria.

Leia a entrevista na íntegra aqui.

Blog do Puty: Garantir a vinculação dos royalties do pré-sal à Educação.

Blog do Puty: Artifgo de Domingo: Garantir a vinculação dos roya...

Artifgo de Domingo: Garantir a vinculação dos royalties do pré-sal à Educação.

Publicado em Jornal O Liberal - Poder - 06/05/2013
Deputado Federal Puty

Por ocasião das comemorações do dia 1º de Maio, a presidenta Dilma Rousseff fez um pronunciamento à nação para falar sobre as grandes conquistas dos trabalhadores nesta última década. Ela lembrou a criação, nesse período, de 19 milhões de postos de trabalho com carteira assinada. Lembrou também a recente aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que equaliza direitos dos trabalhadores domésticos ao dos demais trabalhadores, numa espécie de segunda edição da “Lei Áurea” – aquela que libertou os escravos no Brasil em 1888. A formalização do trabalho, como se sabe, é condição sine qua non para a construção de uma sociedade moderna, justa e democrática.

Mas a presidenta não ficou apenas lembrando as realizações passadas; ela também anunciou o envio ao Congresso Nacional de um projeto de lei do Executivo que determina a destinação exclusiva à educação pública da totalidade dos royalties da exploração do petróleo de estados e municípios, provenientes de contratos futuros de concessão de áreas para exploração.

O envio desse projeto é necessário porque o Congresso havia suspendido a tramitação da MP 592/12, que tratava do mesmo assunto e que tinha sido enviada pelo governo federal em dezembro de 2012. Acontece que, nesse ínterim, a ministra Cármem Lúcia, do Supremo Tribunal Federal, concedeu uma limitar suspendendo a Lei dos Royalties, que estabelece as novas percentagens a serem divididas entre os estados e municípios produtores e os não-produtores. Os parlamentares decidiram então esperar a decisão final do STF sobre a constitucionalidade dessa lei. A MP em questão, que expira no próximo dia 12, também destinava para a educação 100% dos royalties do petróleo, além de 50% dos rendimentos do Fundo Social.

É importante ressaltar aqui o firme compromisso do governo federal em vincular a totalidade das receitas obtidas com a exploração do petróleo para a Educação. A presidenta Dilma já havia dito, no final do ano passado, que o governo federal travaria neste ano uma grande batalha para que os recursos do pré-sal fossem destinados exclusivamente à Educação pública. Ela lembrou que esse caminho nos levará a dobrar a renda per capita do país. “Não temos outra saída senão investir em Educação”, disse ela na ocasião. Afinal, “carimbar” as receitas provenientes do pré-sal será a única maneira de garantir, ao final de dez anos, que gastaremos o equivalente a 10% do PIB (Produto Interno Bruto) no setor, como prevê, aliás, o Plano Nacional de Educação (PNE), que está tramitando no Senado.

Essa vinculação é essencial para o futuro do país. O Brasil não se dar ao luxo de incorrer na chamada “doença holandesa”, nome dado à ilusão vivida por alguns países no passado recente, que se viram subitamente aquinhoados com riquezas minerais e que gastaram as divisas provenientes delas com bens supérfluos, provocando um acelerado processo de desindustrialização. Como bem lembrou o economista Celso Furtado há mais de 50 anos, é preciso aproveitar a “bonança” para investir mais em educação. Só assim atingiremos um desenvolvimento sustentável.

Destinar à educação os recursos que virão da exploração do pré-sal – que, não nos esqueçamos, é um recurso não-renovável – será a garantia de melhorar substancialmente nos próximos anos o ensino fundamental e médio, bem como a remuneração e a qualificação profissional dos professores. Com grandes investimentos em inovação, ciência e tecnologia, estaremos aptos a qualificar a mão de obra nacional, criando condições de romper as atuais amarras da competitividade.

A educação pública foi desmontada pela ditadura militar e pelos governos neoliberais que se lhe seguiram. Nossa tarefa é reconstruí-la e reposicioná-la para capacitar o país para o grande desafio de manter o crescimento econômico, aumentar o mercado interno, gerar empregos qualificados e continuar distribuindo renda em meio à crise financeira que se arrasta pelo mundo. Esse é o nosso grande desafio.

Marcos Coimbra: Por que a oposição cobra do PT o que nunca adotou?


publicado em 4 de maio de 2013 às 9:54

A mais radical “antecipação” de eleição presidencial na história do Brasil aconteceu no governo FHC, que levou a maioria parlamentar que o apoiava a aprovar emenda constitucional que lhe dava o direito de pleitear um segundo mandato

por Marcos Coimbra, em Carta Capital, sugestão Julio Cesar Macedo Amorim

É possível que as oposições brasileiras tenham, de si mesmas, uma péssima imagem. E que seus porta-vozes uma ainda pior. Haveria outra razão para que cobrem, do governo e das lideranças petistas, comportamentos aos quais nunca se sentiram obrigadas? Que clamem aos céus quando seus adversários fazem o que sempre foi sua marca registrada?

Por que só o governo e os petistas pecariam ao fazer como elas? Qual o motivo de denunciá-los, se suas práticas, em tantos momentos, foram iguais? Só pode ser porque, do PT, esperavam mais. Porque, no fundo, no fundo, achavam que o PT deveria ser diferente delas.

Por ser formado por pessoas mais idealistas e menos conspurcadas pelos velhos vícios de nosso sistema político, o PT não deveria agir do mesmo modo.

O que seria admissível para elas, considerando uma compreensível falta de escrúpulos, seria indesculpável em um petista.

Há, no entanto, outra hipótese. Talvez não seja uma espécie de pundonor envergonhado que as leve a exigir do PT que seja o que elas não conseguem ser. Talvez seja puro cinismo. Se, por decência, o PT não deveria fazer o que elas fazem, seriam elas as indecentes. Se, ao contrário, não era condenável o que fizeram quando estavam no poder, exigir que o PT deixasse de fazê-lo quando chegasse a sua vez chegaria a ser desfaçatez.

Tomemos, como ilustração, o debate dos últimos meses sobre a “antecipação” da eleição presidencial de 2014. O responsável por tê-la deflagrado seria Lula, ao afirmar que Dilma Rousseff é a candidata natural do PT na sucessão do ano que vem.

Nove em dez lideranças oposicionistas passaram a “denunciar” o gesto do ex-presidente, como se tivesse dito algo além do evidente: que Dilma faz um bom governo e tem todo o direito de buscar a reeleição. Os funcionários da mídia ligada à oposição, achando que faziam “jornalismo crítico”, engrossaram o coro de repúdio à “antecipação”.

Em primeiro lugar, a própria ideia faz pouquíssimo sentido. Reclamar da “antecipação” implica acreditar que exista uma “hora certa” para que o eleitorado de um país possa começar a discutir seu futuro. Que, até lá, todos deveriam ser proibidos de tratar do assunto. Quem ouviu a grita das lideranças oposicionistas e da “grande imprensa” pode ter pensado que nunca tínhamos tido a “antecipação” que questionaram. Que, antes de Lula “antecipar” a eleição de 2014, as anteriores aconteceram em sua “hora natural”.

Mas o fato é que a mais radical “antecipação” de uma eleição presidencial em nossa história aconteceu no governo tucano. Mais precisamente, quando Fernando Henrique Cardoso levou a maioria parlamentar que o apoiava a aprovar uma emenda constitucional que lhe dava o direito de pleitear um segundo mandato.

Exposto o interesse do Planalto na emenda da reeleição e revelados os bastidores da atuação de seus operadores para fazê-la passar no Congresso, ficou evidente que FHC era candidato a permanecer no cargo. Tanto que estava disposto a pagar para ter o direito de disputá-lo.

O que significa dizer que a eleição de 1998 começou, oficialmente e em razão do comportamento e das declarações do presidente da República e de seus assessores, quase dois anos antes da hora. Se alguém quisesse falar de “antecipação” melhor exemplo que esse não haveria.

Algo semelhante ocorre em relação a outra “denúncia”oposicionista, de que Dilma, após lançada “precipitadamente” sua candidatura, estaria “usando o governo” com “fins eleitoreiros”. O momento mais extraordinário de “uso eleitoral do governo” em uma sucessão presidencial moderna no Brasil ocorreu na eleição de 1994, a primeira vencida por FHC. Mas todas as manifestações recentes das oposições, aparentemente, o esquecem.

Existiria exemplo de uso eleitoral do governo maior que o lançamento do Plano Real em 1994? Seria possível fazer mais que implantar um programa anti-inflacionário em um cronograma fixado de forma a coincidir com o calendário eleitoral?

De teatro em teatro, o que as oposições partidárias e a direita midiática pretendem é atar as mãos do governo e do PT, impedindo que faça o jogo político dentro das regras que elas próprias escreveram. Na verdade, não é por autocrítica ou cinismo que fazem assim. É apenas por esperteza.

sábado, 4 de maio de 2013

JURISTA DA USP REDUZ A PÓ A LIMINAR DE GILMAR



Espalha-se, como um rastilho de pólvora, pelos meios jurídicos, o artigo do jurista Virgílio Afonso da Silva, professor de Direito Constitucional da Universidade de São Paulo, sobre o caráter extravagante da decisão do ministro Gilmar Mendes que impediu a tramitação da lei sobre fidelidade partidária; de forma didática, precisa e também enérgica, ele define a decisão de Gilmar como "algo que parece não ter paralelo na história do STF e na experiência internacional"; liminar apoiada por um grupo pequeno de senadores deve cair na quarta, mas o ministro tem pedido ajuda aos colegas, antes da votação em plenário

4 DE MAIO DE 2013 ÀS 12:12

247 - Professor de Direito Constitucional na Universidade de São Paulo, o jurista Virgílio Afonso da Silva reduziu a pó a liminar concedida pelo ministro Gilmar Mendes, que impediu a tramitação de um processo sobre fidelidade partidária no Congresso Nacional. No texto, que se espalha como um rastilho de pólvora em todo o meio jurídico, ele afirma que a decisão de Gilmar não encontra paralelo na história do STF nem na experiência internacional.

A decisão, de caráter puramente político, deve ser derrubada na próxima quarta-feira, mas Gilmar tem feito romaria aos gabinetes dos colegas pedindo apoio. Teme que a derrota se dê por um placar humilhante e o exponha a críticas ainda mais duras por ter invadido, de forma monocrática, as prerrogativas de um outro poder.

Leia, abaixo, o artigo de Virgílio Afonso da Silva:

A emenda e o Supremo

Virgílio Afonso da Silva

Na semana passada, todos os holofotes estavam apontados para a Câmara dos Deputados, que discutia uma proposta de emenda constitucional (PEC) que, segundo muitos, é flagrantemente inconstitucional, por ferir a separação de poderes. Contudo, a decisão mais inquietante, em vários sentidos, inclusive em relação à própria separação de poderes, estava sendo tomada no prédio ao lado, no Supremo Tribunal Federal (STF).

No dia seguinte, nas primeiras páginas dos jornais, o grande vilão, como sempre, foi o poder Legislativo. A PEC analisada na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) da Câmara é polêmica, com certeza. Sua constitucionalidade é questionável, não há dúvidas. Mas, do ponto de vista jurídico, da separação de poderes e do direito comparado, a decisão do STF, que bloqueou o debate no Senado sobre as novas regras de acesso dos partidos políticos à TV e ao fundo partidário, é muito mais chocante.

O ponto mais polêmico da PEC é a exigência de que uma decisão do STF que declare a inconstitucionalidade de uma emenda constitucional seja analisada pelo Congresso Nacional, o qual, se a ela se opuser, deverá enviar o caso a consulta popular.

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Ministro decidiu que o Senado não poderia deliberar sobre um projeto de lei porque ele não concorda com o teor

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É quase um consenso entre juristas que um tribunal constitucional ou uma suprema corte, como é o caso do STF, deve ter a última palavra na interpretação da constituição e na análise da compatibilidade das leis ordinárias com a constituição. Mas muito menos consensual é a extensão desse raciocínio para o caso das emendas constitucionais. Nos EUA, por exemplo, emendas à constituição não são controladas pelo Judiciário. A ideia é simples: se a própria constituição é alterada, não cabe à Suprema Corte analisar se o novo texto é compatível com o texto antigo. Isso quem decide é povo, por meio de seus representantes. Mesmo no caso do controle de leis ordinárias, há exemplos que relativizam o "quase consenso" mencionado acima, como é o caso do Canadá, cujo Parlamento não apenas pode anular uma decisão contrária da Suprema Corte, como também imunizar uma lei por determinado período de tempo contra novas decisões do Judiciário.

Não há dúvidas de que o caso brasileiro é diferente. A constituição brasileira possui normas que não podem ser alteradas nem mesmo por emendas constitucionais, as chamadas cláusulas pétreas. Mas não me parece que seja necessário entrar nesse complexo debate de direito constitucional, já que o intuito não é defender a decisão da CCJ, cuja conveniência e oportunidade são discutíveis.

Neste momento em que o Legislativo passa por uma séria crise de legitimidade, não parece ser a hora de tentar recuperá-la da forma como se tentou. Tampouco quero defender a constitucionalidade da PEC no seu todo. O que pretendi até aqui foi apenas apontar que, embora extremamente polêmica, a proposta é menos singular do que muitos pretenderam fazer crer.

Já a decisão do ministro Gilmar Mendes, tomada na mesma data e que mereceu muito menos atenção da imprensa, é algo que parece não ter paralelo na história do STF e na experiência internacional. Ao bloquear o debate sobre as novas regras partidárias, Gilmar Mendes simplesmente decidiu que o Senado não poderia deliberar sobre um projeto de lei porque ele, Gilmar Mendes, não concorda com o teor do projeto. Em termos muito simples, foi isso o que aconteceu. Embora em sua decisão ele procure mostrar que o STF tem o dever de zelar pelo "devido processo legislativo", sua decisão não tem nada a ver com essa questão. Os precedentes do STF e as obras de autores brasileiros e estrangeiros que o ministro cita não têm relação com o que ele de fato decidiu. Sua decisão foi, na verdade, sobre a questão de fundo, não sobre o procedimento. Gilmar Mendes não conseguiu apontar absolutamente nenhum problema procedimental, nenhum desrespeito ao processo legislativo por parte do Senado. O máximo que ele conseguiu foi afirmar que o processo teria sido muito rápido e aparentemente casuístico. Mas, desde que respeitadas as regras do processo legislativo, o quão rápido um projeto é analisado é uma questão política, não jurídica. Não cabe ao STF ditar o ritmo do processo legislativo.

Sua decisão apoia-se em uma única e singela ideia, que pode ser resumida pelo argumento "se o projeto for aprovado, ele será inconstitucional pelas razões a, b e c". Ora, não existe no Brasil, e em quase nenhum lugar do mundo, controle prévio de constitucionalidade feito pelo Judiciário. Mesmo nos lugares onde há esse controle prévio - como na França - ele jamais ocorre dessa forma. Na França, o Conselho Constitucional pode analisar a constitucionalidade de uma lei antes de ela entrar em vigor, mas nunca impedir o próprio debate. Uma decisão nesse sentido, de impedir o próprio debate, é simplesmente autoritária e sem paralelos na história do STF e de tribunais semelhantes em países democráticos.

Assim, ao contrário do que se noticiou na imprensa, a decisão do STF não é uma ingerência "em escala incomparavelmente menor" do que a decisão da CCJ. É justamente o oposto. Além das razões que já mencionei antes, a decisão do STF é mais alarmante também porque produz efeitos concretos e imediatos, ao contrário da decisão da CCJ, que é apenas um passo inicial de um longo processo de debates que pode, eventualmente, não terminar em nada. E também porque, se não for revista, abre caminho para que o STF possa bloquear qualquer debate no Legislativo sempre que não gostar do que está sendo discutido. E a comprovação de que essa não é uma mera suposição veio mais rápido do que se imaginava: dois dias depois, em outra decisão sem precedentes, o ministro Dias Toffoli exigiu da Câmara dos Deputados explicações acerca do que estava sendo discutido na CCJ, como se a Câmara devesse alguma satisfação nesse sentido. É no mínimo irônico que, na mesma semana em que acusa a Câmara de desrespeitar a separação de poderes, o STF tenha tomado duas decisões que afrontaram esse princípio de forma tão inequívoca. A declaração de Carlos Velloso, um ex-ministro do STF que prima pela cautela e cordialidade, não poderia ter sido mais ilustrativa da gravidade da decisão do ministro Gilmar Mendes: "No meu tempo de Supremo, eu nunca vi nada igual"!

Virgílio Afonso da Silva é professor titular de direito constitucional na faculdade de Direito da USP

Blog do Zé Carlos do PV - Jatene vai a Parauapebas para esmagar os opositores

Jatene vai a Parauapebas para esmagar os opositores

O Governador esteve ontem em Parauapebas reunido prefeitos da região de Carajás. A visita não é um evento furtuito, trata-se de uma estratégia política bem urdida que começou com as eleições da Amat e objetiva melhorar a imagem do Governador na região, esmagando os opositores. Jatene está muito desgastado no sul e sudeste do Pará por causa da sua participação contra a campanha de emancipação das duas regiões. Simão Jatene, quando candidato a governado, havia assumido um compromisso com os lideres políticos do Carajás e Tapajós que durante o plebiscito se portaria como um magistrado. Mal começou a campanha, Jatene, tarado como é por pesquisas, viu que era bom se posicionar contra e foi a luta, quebrando o compromisso assumido. Posicionou-se a contra, desfazendo o que havia prometido, acreditando que o cargo de governador lhe daria a oportunidade de reverter qualquer possível desgaste. Não funcionou. Jatene está mal na foto no Carajás e no Tapajós. Insatisfação contra Simão Jatene ainda é agravada porque o Governo do Estado não tem, nas duas regiões, qualquer obra ou ação política significativa. O pouco dinheiro que tem está ficando com Zenaldo e Pioneiro, deixando os outros prefeitos de pires na mão. A oposição ao Governador no Carajás tem nome e cpf, chama-se João Salame, prefeito de Marabá, simplesmente a cidade polo de todo o Carajás. Jatene acha que não precisa governar no Carajás para reverter o desgaste, basta isolar os oposicionistas. Primeiro derrotou Salame na eleição da Amat. Depois fez uma reunião com prefeitos em Tucuruí e agora em Parauapebas. Neste último encontro, anunciou a conquista de um empréstimo de mais de 350 milhões junto ao BNDES para encher os olhos dos gestores, mas de concreto nada está deixando para os municípios. Jatene, com essa estratégia divisionista, prega a discórdia e quebra duas de suas regras, propaladas em discurso: valorizar o que aproxima e usar as palavras para revelar as intenções. Não sei onde isso vai dar. Salame e os seus inúmeros aliados, alguns inclusive foram ao evento chapa branca vão reagir, E sei também que o dinheiro do BNDES não chegará aqui para ser liberado aos prefeitos antes das eleições de 2014.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Leandro Fortes sobre Lúcia Hipólito: NADA COMO UM DIA ATRÁS DO OUTRO

Nota do Maria Frô: observem a conversa entre Jô e Lúcia Hipólito: “Paris, Berlim, que sorte!” Nenhuma menção ao fato de ela estar em tratamento em um hospital público federal. Nestas horas não vemos esses seres esculhambarem o SUS.


NADA COMO UM DIA ATRÁS DO OUTRO
Por: Leandro Fortes

Notícia retirada do Terra Magazine, de 2 de novembro de 2011, quando o câncer do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva havia sido diagnosticado:

“A jornalista Lúcia Hipólito não se constrangeu ao atribuir, sem qualquer autoridade, a doença a um suposto alcoolismo do ex-presidente – que estaria pagando agora o preço por todas que tomou”.Lúcia Hipólito luta hoje, em um hospital público (mantido pelo governo federal) de Brasília contra uma moléstia tão grave quanto o câncer, a Síndrome de Guillain-Barré, doença autoimune que causa a perda da habilidade de alguns grupos musculares.

Não, eu não acredito que ela está pagando agora o preço por todas que tomou. Eu só acho que ela está pagando pela língua.

Mas torço que ela se recupere logo e tenha uma vida longa, a tempo de refletir sobre o tipo de serviço que fazia.

Lucia Hipólito luta conta a Síndrome de Guillain-Barré: ‘Recuperação é lenta’

O ativismo político do STF

Os acontecimentos das últimas semanas mostram o preço que está sendo cobrado à democracia brasileira pelo ativismo político do Supremo Tribunal Federal (STF). Mesmo um ministro com o perfil de Gilmar Mendes teria pensado duas vezes para interferir na tramitação de um projeto de lei em tramitação no Legislativo, ainda mais por meio de um ato de decisão pessoal (o chamado ato monocrático), se não tivesse confiança de que esses últimos 10 anos hipertrofiaram o Judiciário e deram àquele o respaldo de setores poderosos da sociedade para arriscar por mares nunca antes navegados na democracia brasileira. Nunca antes uma intenção de lei foi vista como risco à Constituição por nenhum ministro do Supremo – e talvez também nunca um partido político com representação no Legislativo tenha ido tão longe para supostamente fazer valer o direito de uma minoria, ao entrar com um mandado de segurança contra uma decisão ainda em exame no Congresso.

A intervenção de Mendes no exame, pelo Senado, de projeto de lei que impõe limitações à criação de novos partidos, a pedido do PSB do governador Eduardo Campos (PE) – que assim deslegitima um poder no qual está representado – é um absurdo, do ponto de vista democrático e jurídico. E tem um potencial muito maior de colocar em risco as relações entre os poderes, ou a própria democracia, do que uma mera tramitação da Proposta de Emenda Constitucional de número 33, que estabelece limites às declarações de inconstitucionalidade do Supremo. Isto, pelo simples fato de que uma reação do Legislativo à invasão do Judiciário, no caso da tramitação de uma lei na casa, pode criar uma crise institucional; e a submissão a esse absurdo jurídico criado por Mendes pode tornar essa invasão de competência uma regra na democracia brasileira. O precedente é gravíssimo. No caso da PEC 33, se ela for aprovada pelo Congresso, a Constituição ainda dá o recurso da declaração de inconstitucionalidade pelo STF. Isto é: no primeiro caso, Mendes criou um constrangimento difícil não apenas para o Legislativo, mas para a democracia. No segundo caso, numa eventual aprovação da PEC 33 pelo Congresso (uma hipótese remotíssima, aliás), qualquer parte legítima teria o poder de questionar a constitucionalidade da matéria no próprio STF – que teria a palavra final sobre o assunto sem intervir na sua tramitação dentro do Legislativo. Aliás, em qualquer um dos dois casos – do projeto que limita os direitos dos novos partidos e a PEC 33 – o STF teria a última palavra, se os seus ministros esperassem que elas se tornassem lei ou emenda constitucional e julgassem ações diretas de inconstitucionalidade sobre as duas matérias. A forma como o STF agiu nos dois casos (num, suspendendo; noutro, permitindo que seus ministros dessem declarações de guerra contra o processo legislativo) foi demonstração de poder. Atos de arrogância de um poder que, pela Constituição, deveria ter o mesmo peso que os demais.

Uma das razões da hipertrofia do Judiciário é o fato deste poder ter se colocado como parte das disputas políticas que deveriam apenas marginalmente ser arbitradas pelo Judiciário. Esta é uma inversão do que seria o seu papel constitucional.

A política brasileira, nos últimos 10 anos, tem dividido de forma muito precisa uma parcela de poder que é definida pelo voto (e aí o PT, devido ao sucesso de seus governos e a uma política muito flexível de alianças eleitorais tem sido imbatível) e uma parcela de poder da oposição que, desidratada por decisões políticas equivocadas e pouco acesso ao eleitor, se move no cenário político provocando o apoio de instâncias de poder que não são definidas pelo voto (STF, Ministério Público Federal, Polícia). Cria-se um cenário onde o PT tem a maioria continuada dos votos e a oposição se move com muita desenvoltura no convencimento das instituições. O PT, seus governos e seus aliados não conseguiram vencer a guerra de convencimento dentro dessas instituições, e a predominância ideológica de seus opositores nelas as torna muito mais do que meros atores de um sistema de freios e contrapesos da democracia. Elas se tornaram, ao longo dos últimos 10 anos, contrapontos políticos às instituições cujo domínio é definido pelo voto, ou seja, o Legislativo e o Executivo.

A ação dessas instituições não constituídas pelo voto têm ido além do louvável papel de garantir direito de minorias. No caso do STF, por exemplo, as decisões mais agressivas contra o Congresso (e o Congresso não é PT, é outro poder da República, que deveria ser tratado numa posição de equilíbrio) foram provocadas pela oposição ou pelas minorias legislativas: todas as decisões importantes perdidas no voto foram levadas à Suprema Corte que, não raro, desqualificou as maiorias e as decisões da casa. O PSB, que decidiu ser oposição para contrapor o governador Eduardo Campos à presidenta Dilma, nas eleições presidenciais do ano que vem, entrou na lógica de que é legítimo, numa disputa político-eleitoral, tornar o STF uma extensão do plenário do Congresso. O PSB é o autor do mandado de segurança que deu o pretexto para o ministro Gilmar Mendes, na semana passada e numa decisão inédita para o Poder Judiciário em qualquer tempo, suspender a tramitação de uma proposta de lei no Senado por entender que sua intenção era inconstitucional. PSDB e PSB também são parte de um mandado de segurança para impedir a tramitação de outra proposta, a PEC 33, que limitaria os poderes do Supremo para declaração de inconstitucionalidade.

Nas duas últimas semanas, chegou à irracionalidade a aliança entre partidos de oposição e STF. É imprudente que os partidos usem o Judiciário para, sempre, impedir decisões majoritárias de representantes eleitos pelo povo, em questões que elasticamente têm sido apresentadas como cláusulas pétreas da Constituição. Na prática, essa forma de fazer política tem retirado o poder do Congresso de legislar sobre partidos e eleições, por exemplo. As decisões tomadas pelo STF por provocação dos partidos ao longo do tempo (aliás, além dessa última década de dobradinha oposição-SFT), simplesmente descredenciam os parlamentares a decidir sobre a legislação eleitoral e partidária: o TSE, legitimado pelo STF, derrubou as cláusulas de barreira previstas na mesma Constituição de 1988 que conferiu ao Supremo amplos poderes, instituiu a fidelidade partidária que era relativa, na tradição legislativa pós-ditadura; foi a última palavra nos direitos dos partidos novos ao tempo de rádio e televisão e à cota do Fundo Partidário; e agora, simplesmente suspendeu uma intenção dos parlamentares, de reintroduzir na lei o que o STF dela tirou, ou seja, regras para reduzir o excessivo número de partidos que existe no país e, segundo qualquer especialista em política, é a causa de problemas de governabilidade da democracia brasileira. Se, como resposta a isso, prosperar a ideia de constituinte exclusiva para fazer a reforma política, isso será uma resposta ao autoconcedido poder do STF de ser o único legislador legítimo sobre questões eleitorais e partidárias.

(Maria Inês Nassif- JornalGGN/via Conversa Afiada)

Projeto de derrocamento do Tocantins que a Vale entregou ao Dnit, é o que está orçado em R$ 1 bilhão?

Projeto de derrocamento do Tocantins que a Vale entregou ao Dnit, é o que está orçado em R$ 1 bilhão?





Depois de embromar por mais de doze meses, a Vale fez a entrega, na tarde desta terça-feira, 30,  ao Dnit, do projeto executivo de derrocamento do Lourenção.
O que se pergunta, agora, é se o esboço técnico entregue ao governo federal, pela mineradora, segue a premissa de discurso de seus diretores e, veja bem, até de gente do Dinit, recomendando abrir um grande canal, paralelo aos pedrais  da corredeira, encarecendo o barato em mais de um bilhão de reais.

Se esse for o projeto entregue ao Dnit, melhor jogá-lo na lata de lixo, porque o governo vai dizer que não tem grana para executá-lo.

O projeto técnico  viável economicamente, factível de plena realização,  e que já foi demonstrado em diversas audiências públicas -,  é trabalho da Universidade Federal do Pará, que aprova o derrocamento do pedral a custo pouco menos de R$ 400 milhões.

Se a Vale fez a entrega do estudo de 1 bilhão, é porque ela conspira contra a hidrovia.

Simples, assim.

Pedrão do Lourenção....
Corredeira do Lourenção

Imensa pedra, símbolo do Lourenção.
Imensa pedra, símbolo do Lourenção.

E como ficaria o canal da hidrovia, depois da derrocagem, seguindo projeto da UFPA.
E como ficaria o canal da hidrovia, depois da derrocagem, seguindo projeto da UFPA.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Lobão babão e cada vez mais gagá, com inveja de Marco Feliciano, resolveu defecar pela boca

Latuff revisitou uma charge que ele produziu especialmente para o Ato contra a Ditabranda da Folha e gastou seu talento e tempo para falar de um ser desprezível que só quer criar polêmica na rede pra sair da sua total insignificância. Lobão, babão.

Do Carlos Latuff: Cantor Lobão, que já disse que ditadura no Brasil só “arrancou umas unhazinhas”, lança livro chamando Racionais MC’s de “Braço armado do PT” e Mano Brown de “idiota útil”.

DECISÃO DE GILMAR ESTIMULA CRIAÇÃO DE 38 PARTIDOS




Além das atuais 27 legendas partidárias, quase 40 novas agremiações podem ser criadas na esteira da barração do projeto de lei que desincentiva o surgimento de partidos; cada um deles terá direito a tempo na televisão e recursos públicos do fundo partidário; para grupelhos como PEC, PN, PSPB, PMN e até Arena promete ser uma farra; liminar de Gilmar Mendes, a prevalecer, influi diretamente na eleição de 2014, facilitando um segundo turno de negociações pesadas desde a primeira volta; ter 65 partidos é bom para a democracia brasileira?

2 DE MAIO DE 2013 ÀS 22:17

247 - Ministro, está nas suas mãos, com esta decisão, o destino da eleição de 2014.

Entre as muitas conversas com políticos que costuma e gosta de ter em Brasília, o juiz Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal, ouviu o alerta acima de um interlocutor vinte e quatro horas antes de conceder liminar solicitada pelo senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF). Com a decisão, o magistrado provocou a suspensão da tramitação, no Congresso, do projeto de lei que, na prática, desincentiva a criação de novos partidos políticos.

A prevalecer no plenário do STF, onde poderá ser ratificada, a decisão de Gilmar Mendes abriu a porteira para que o Brasil passe a ter, em breve, não mais os 27 partidos de atualmente – mas 65!

Cada um deles com tempo proporcional ao número de deputados filiados para efeito de ocupação de redes de televisão e rádio. Cada um deles com direito a recursos do fundo partidário, formado com o dinheiro público. Cada um deles apto a transacionar suas legendas no mercado de alianças e coligações aberto a cada eleição.

Além dos velhos conhecidos PT, PSDB, PMDB, DEM, PDT, PC do B, PR e mais outros 20 partidos, poderão vir a público o Rede Sustentabilidade, liderado por Marina Silva, o Mobilização Democrática, do deputado Roberto Freire, o Solidariedade, capitaneado pelo sindicalista Paulo Pereira da Silva e uma série de outras siglas. Juntas, elas fariam mais rica qualquer sopa de letrinhas: PLB, o Partido Liberal Brasileiro que já pediu registro no Tribunal Superior Eleitoral, e os embrionários, entre outros, PSPB (Partido dos Servidores Públicos e da Iniciativa Privada), PMB (Partido dos Militares do Brasil), PMB-II (Partido das Mulheres do Brasil), PEC (Partido Ecológico Cristão), PN (Partido Novo) e até a carcomida base de sustentação do regime militar querendo voltar à tona, sim, a Arena (Aliança Renovadora Nacional).

No total, o Brasil poderá ter, repita-se, 65 partidos nos próximos meses.

Os presidentes da Câmara, Henrique Alves, e do Senado, Renan Calheiros, explicaram ao ministro Gilmar, em conversa institucional, na semana passada, o estrago que a liminar, a prevalecer no plenário do Supremo, poderá causar para a democracia brasileira. Ao lado de partidos com algum corte ideológico, dezenas de outros surgiriam com objetivos inconfessáveis de negociação política rasteira.

Alves e Renan insistiram no ponto, segundo apurou 247, de que o carregamento do tempo de televisão para os novos partidos, pelo critério de quantidade de deputados federais arregimentados, acabaria de vez com o sempre abalado conceito da fidelidade partidária. A partir da liminar, sempre que um parlamentar se mover de partido, pode arrastar para seu novo endereço o tempo de televisão proporcional ao seu mandato. Fica tudo como está hoje, como foi sempre. Uma fórmula que criou a salada partidária brasileira.

- O tempo de televisão, sem um projeto de lei que mude isso, na prática não mais dos partidos, mas se tornou propriedade individual de cada um dos parlamentares, explica um assessor da cúpula do Congresso.

O projeto de lei do deputado Edinho Araújo (PMDB-SP), cuja tramitação foi barrada pela liminar concedida por Gilmar, tem a intenção, segundo o autor, de colocar um ponto final nessa farra. À medida em que prejudicou interesses de peixes graúdos da política, como Marina, Freire, Paulinho e, também, o ex-governador José Serra, porém, obteve contra si a má vontade da mídia tradicional. Limitar a criação de partidos que são verdadeiras legendas de aluguel, no entanto, sempre foi quase um consenso na sociedade brasileira.

O que não ficou claro, na defesa que se fez da liminar de Gilmar e dos ataques sofridos pelo projeto de Edinho, é que, após a passagem dos maiorais, os bagrinhos também irão entrar para o que promete ser uma verdadeira festa de negociações políticas com vistas às eleições de 2014 imprópria para inocentes. Isso é mesmo o que a democracia brasileira precisa neste momento?

Sentença de Justiça nesse país, só para pobre, preto e petista !!

Denúncia contra deputado é rejeitada

O Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou na tarde desta quinta-feira, 2, a denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal contra o deputado federal gaúcho José Otávio Germano (PP) por suposta participação nas fraudes que teriam desviado R$ 44 milhões do Detran/RS entre 2003 e 2007.

Por seis votos a um, os ministros entenderam que as evidências apresentadas pela Polícia Federal e Ministério Público Federal contra o parlamentar, como informações decorrentes da quebra dos sigilos telefônico e fiscal, foram obtidas de forma ilícita porque a competência para autorizá-las seria do STF e não da primeira instância da Justiça Federal, que deveria ter declinado da competência em razão do foro por prerrogativa de função que Germano tem. Com a decisão, o político está livre de processo por formação de quadrilha, peculato e ausência de licitação sem amparo legal.

A fraude no Detran foi descoberta pela Operação Rodin em 2007. A Polícia Federal e o Ministério Público Federal apontaram a contratação, pelo Detran/RS, de fundações ligadas à Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) com dispensa de licitação. Os serviços eram repassados para terceirizados, que superfaturavam seus valores ou deixavam de prestá-los, e entregavam propinas a agentes públicos. Germano foi secretário estadual da Segurança entre 2003 e 2006 e era acusado pelo MPF de ser "ora mentor, ora beneficiário do esquema". O Detran era subordinado à pasta. A Justiça Federal de Santa Maria ainda não julgou o processo contra outros 33 acusados de participação na fraude.

(Agência Estado)

ASCOM Dep. Edilson Moura: As inverdades do atual secretário de Cultura


Usei a tribuna na sessão de hoje da Assembleia Legislativa do Pará para questionar a declaração do atual secretário de Cultura do Estado, Paulo Chaves, ao jornal “oficial” do governo do estado, dos Maiorana, na matéria sob o título “Arquivo Público busca um novo abrigo. Na reportagem, destaca-se a transferência do Arquivo Público do Estado do Pará (Apep) para o prédio da Imprensa Oficial do Estado, no Marco, apontada como solução de consenso para amenizar a situação crítica da instituição, que celebrou 112 anos este mês.

Paulo Chaves acusa o governo do PT de não ter feito qualquer planejamento para esse prédio histórico, usando, inclusive, o termo “aberração” em sua declaração. Aberração é um secretário que caminha para três anos de governo e ainda acusa o anterior de negligente. Ora meus amigos, o atual secretário de Cultura simplesmente assina seu atestado de incompetência, principalmente porque ele também passou 16 anos como secretário de Cultura, antes do governo do PT. De fato, é uma aberração passar pelo poder por 16 anos, estar no poder há quase três anos, não fazer nada e colocar a culpa no governo anterior. E nós passamos três anos como secretário de Cultura.

Mas, não é verdade o que declarou Paulo Chaves em sua mídia particular. Nos quatro anos de governo do PT, o planejamento na área de cultura foi elaborado a partir de um amplo processo de consulta popular, com a participação de técnicos da Secult, inclusive do Arquivo Público, onde foram retiradas as diretrizes para o planejamento da política cultural e para o plano estadual de cultura.

No governo Ana Júlia, recuperamos o Palácio Lauro Sodré, que estava fechado; criamos 60 pontos de cultura no estado, que foram abandonados pelo governo do PSDB; interiorizamos a Feira do Livro, enfim. Sobre o Arquivo Público, realizamos diversas ações no prédio, visitado por nós este mês, a convite do deputado Edmilson Rodrigues. Nesta visita, fomos recebidos festivamente pelos servidores, que reconhecem o trabalho realizado no governo de Ana Júlia. Essa visita, com certeza, incomodou o atual secretário de Cultura, do governo do PSDB, do governo do faz de conta.

Chapa 1 vence eleições dos bancários contra a mentira, o oportunismo e a intolerância !!

Depois de enfrentar uma campanha eleitoral dura, a Chapa 1, encabeçada pela atual presidenta do sindicato Rosalina Amorim, venceu. A eleição foi marcada fortemente pela desonestidade da oposição (Chapa 2), que utilizou-se de todos os artifícios para enganar os bancários quanto às suas verdadeiras proposições.

A Chapa 2 fez uma campanha pautada na difamação e na calúnia, invertendo os fatos e tentando transformar avanços e ganhos em derrotas. 

Escondidos por de trás do oportunismo e do peleguismo, tentaram, em vão, enganar a categoria dos bancários com falsos discursos de independência e apartidarismo, quando na verdade, a chapa 2 era encabeçada por militantes do PSOL e do PSTU, justamente os partidos que reconhecidamente praticam as formas mais vorazes de atrelamento partido/entidade, ainda que, geralmente essa política sectária os coloquem no isolamento.

Por fim, após saber que a derrota já se tornara eminente, num ataque de fúria descabido, uma integrante da Chapa 2 partiu para a agressão física à presidente da comissão de apuração, tentando, no desespero, minar o processo eleitoral.

Contudo, os bancários decidiram que não vale a pena trocar o certo pelo duvidoso, principalmente quando o duvidoso esconde sua verdadeira natureza.

Parabéns a todos os companheiros da Chapa 1 e sucesso nessa nova gestão. A luta continua !!
  

CHAPA 1 vence a eleição para o Sindicato dos Bancários do Pará
A CHAPA 1 – Ousar e Avançar – A Chapa do Sindicato, sob a liderança da bancária do banco do Brasil, Rosalina Amorim, foi reconduzida à direção do Sindicato dos Bancários do Pará, para o triênio 2013/2015. O resultado foi anunciado agora há pouco e representa o reconhecimento de um trabalho sério e responsável que contribui para o fortalecimento da unidade nacional,principal responsável pelas conquistas da categoria.

Sob a fiscalização constante das chapas concorrentes ao pleito, em 4 dias, mais de 95% das urnas foram apuradas, totalizando 4.105 votos válidos. A CHAPA 1 conquistou 2.368 votos, enquanto que a outra chapa obteve 1.737. Agora faltam apenas 22 urnas, ou seja, 78 votos, para apurar. Dessa forma, a diferença de 631 votos, não pode mais ser alcançada, muito menos ultrapassada pela outra chapa.

“Em nome de toda a CHAPA 1, agradeço o apoio e os votos de toda a categoria. Continuaremos a defender os interesses dos bancários e bancárias com o mesmo ânimo, compromisso e combatividade que nos é característica. Agora é OUSAR na luta para AVANÇAR ainda mais nas conquistas”, destaca a presidente reeleita, Rosalina Amorim.

Diretoria Eleita do Sindicato dos Bancários do Pará - triênio 2013/2015

Dilma relata as conquistas dos últimos dez anos, que a direita tenta acabar.

Dilma relata as conquistas dos últimos dez anos, que a direita tenta acabar.

Queridas trabalhadoras e queridos trabalhadores,

O Brasil passou a ser mais Brasil quando o brado por mais emprego, mais salário e mais comida deixou de ser um grito solitário dos trabalhadores para ser a voz e o compromisso de toda uma nação. É por isso que nós, brasileiras e brasileiros, estamos tendo, nos últimos anos, a alegria de comemorar o 1º de Maio com recordes sucessivos no emprego, na valorização do salário e nas conquistas sociais dos trabalhadores.

Neste 1º de Maio, o Brasil pode garantir outra vez a vocês que nada ameaça estas conquistas. Ao contrário, elas vão se ampliar ainda mais, beneficiando a todos vocês, sem exceção. O Brasil vai continuar usando instrumentos eficazes para ampliar o emprego, o salário e o poder de compra do trabalhador.

Mas, a partir de agora, vai privilegiar como nunca o instrumento que mais amplia o emprego e o salário: a educação. Para isso, várias medidas estão sendo executadas e outras estão em discussão. A mais decisiva delas é a que determina que todos os royalties, participações especiais do petróleo e recursos do pré-sal sejam usados, exclusivamente, na educação.

Anuncio hoje a vocês que enviei ao Congresso Nacional uma nova proposta para que isso possa virar realidade.

Minhas amigas e meus amigos,

O Brasil avançou muito nos últimos anos por causa de políticas econômicas corretas e de políticas sociais profundas. Hoje, há um reconhecimento internacional de que temos as políticas sociais mais amplas e modernas do mundo. Isso nos orgulha e nos estimula. Mas há um ponto que tem passado desapercebido: o fato do emprego e do salário terem se tornado os dois maiores fatores de diminuição da desigualdade. Mesmo com a importância dos programas sociais, foi a renda do trabalho que mais contribuiu na diminuição da desigualdade.

Com os programas de transferência de renda, já tiramos 36 milhões de brasileiros da miséria. Mas são o emprego e o salário que estão impedindo que essas pessoas voltem para a pobreza, e também aceleram a ascensão social de milhões de outros brasileiros. Foi assim que 40 milhões de brasileiros foram para a classe média. Isso se deu por causa da valorização do salário-mínimo, do recorde na geração de emprego com carteira assinada e do ganho real em todas as faixas salariais.

O Brasil gerou, nos últimos dez anos, 19 milhões e 300 mil empregos com carteira assinada, e o salário-mínimo cresceu mais de 70% em termos reais. Somente nos dois anos do meu governo foram criados 3 milhões e 900 mil novos empregos.

Segundo o Fundo Monetário Internacional, o FMI, isso nos colocou numa situação privilegiada no mundo: fomos o país que mais reduziu o desemprego entre 2008 e 2012, ou seja, reduzimos em 30% a taxa de desemprego. Por sinal, em 2012 enquanto lá fora cresciam o desemprego e as perdas salariais, aqui ocorria exatamente o contrário.

Tivemos o menor índice de desemprego da história e, segundo o Dieese, o melhor ano de reajustes, com 95% das categorias conquistando aumento real de salário. Não houve apenas aumento, mas também melhoria na qualidade do emprego: cresceram os níveis de escolaridade dos empregados e ampliou-se a formalização do emprego. Ao mesmo tempo, diminuiu a taxa de desemprego entre os jovens e aumentou o emprego entre os mais maduros. E, em termos gerais, ocorreu uma queda acentuada no tempo de procura por trabalho. Levando-se em conta a renda das pessoas, tem ocorrido também uma redução da desigualdade entre homens e mulheres, entre brancos e negros, e entre as áreas urbanas e rurais. Os brasileiros estão se tornando mais iguais.

Os direitos trabalhistas avançam e as dívidas sociais históricas estão sendo resgatadas, como ocorreu recentemente com a aprovação da PEC que estende os direitos previstos na CLT aos trabalhadores domésticos.

Tudo isso ocorre porque o Brasil tem uma política eficiente de emprego e salário, porque o país dialoga com o trabalhador e os sindicatos e respeita os direitos trabalhistas. Inclusive, devido a este diálogo, os trabalhadores, entre outras vantagens, obtiveram a isenção do Imposto de Renda na participação dos lucros e resultados.

O mais importante é que os efeitos da renda do trabalho e das políticas sociais reduziram pela metade o risco das pessoas ficarem mais pobres, e praticamente dobraram a possibilidade das pessoas melhorarem de vida.
Estes fatores têm garantido a diminuição das desigualdades e inibido, entre nós, os efeitos da prolongada crise financeira que ainda atinge o mundo.

Trabalhadoras e trabalhadores, acreditem apaixonadamente no Brasil e na força do trabalho de cada um de vocês. Não tenham dúvida de que o Brasil, com a força de vocês, pode e vai crescer mais, garantindo o emprego de hoje e o de amanhã.

Vamos seguir na rota de crescimento com estabilidade, distribuição de renda e diminuição das desigualdades. Este governo vai continuar sua luta firme pela redução de impostos e pela diminuição dos custos para o produtor e consumidor, mesmo que tenha que enfrentar interesses poderosos.
É mais do que óbvio que um governo que age assim e uma presidenta que pensa desta maneira não vão descuidar nunca do controle da inflação. Esta é uma luta constante, imutável, permanente. Não abandonaremos jamais os pilares da nossa política econômica, que têm por base o crescimento sustentado e a estabilidade. E não abriremos mão jamais dos pilares fundamentais do nosso modelo: a distribuição de renda e a diminuição da desigualdade no Brasil.

Minhas amigas e meus amigos,

Só uma educação de qualidade pode garantir mais avanço para o emprego e para o salário. Nos últimos anos, ampliamos o acesso e melhoramos a qualidade do ensino. Já estamos com 32 mil escolas funcionando em tempo integral, ou seja, em dois turnos.

Tivemos o maior avanço da história do Brasil nos cursos técnicos e de qualificação profissional. Geramos, com o Pronatec, mais de 3 milhões de novas vagas e vamos chegar, até o final de 2013, a quase 5 milhões de matrículas.

Mais de 1 milhão e 200 mil jovens já receberam bolsas do ProUni, 870 mil estudantes estão sendo beneficiados pelo financiamento do Fies e 41 mil estudantes brasileiros já tiveram bolsas aprovadas para estudar nas melhores universidades do mundo no Programa Ciência sem Fronteiras.

E tudo isso está sendo acompanhado pela expansão das universidades federais, que já oferecem mais de 1 milhão de matrículas. A partir deste ano, de forma crescente, vamos garantir, através da nossa política de cotas, que metade das vagas de todos os cursos das nossas universidades federais seja ocupada por alunos das escolas públicas.

Tudo isso é muito bom, mas ainda é pouco. O Brasil precisa de uma grande revolução no ensino capaz de garantir o nosso futuro como nação líder e soberana no mundo. Vamos, principalmente, formar os jovens, as trabalhadoras e os trabalhadores brasileiros para que possamos triunfar num mundo cada vez mais desenvolvido e altamente competitivo.

A educação deve ser uma ação permanente em todos os instantes da vida de uma pessoa. Ela começa na creche, passa pela escola de tempo integral, pelo ensino médio, pela qualificação profissional, pela universidade, o mestrado, o doutorado e tem que prosseguir, de forma ininterrupta, até o fim da vida.
O papel do Estado é criar condições para isso, em especial, abrindo portas para os que mais precisam. Mas um governo só pode cumprir bem o seu papel se tiver vontade política e se contar com verba suficiente.

Por isso, é importante que o Congresso Nacional aprove nossa proposta de destinar os recursos do petróleo para a educação. Peço a vocês que incentivem o seu deputado e o seu senador para que eles apoiem esta iniciativa.

Para encerrar, faço um chamamento decisivo a você, trabalhador, e a você, trabalhadora: a educação não é apenas um dever do Estado e um direito do cidadão. É também tarefa da família e responsabilidade de todos, sem exceção. A educação começa com você. Todos têm que procurar a educação por seu próprio desejo, e lutar pela educação com sua própria força. Somente sua força de vontade vai fazer você descobrir tempo e meios para educar-se. Somente sua atenção como pai, como mãe vai estimular seu filho na escola. Somente sua dedicação de mestre fará você, professor, superar as dificuldades que enfrenta. Somente a pressão de todos vai fazer os governos, as empresas, as igrejas, os sindicatos, em suma, toda a sociedade trabalharem ainda mais pela educação.

Somente assim poderemos gritar, em uma só voz, uma nova marca de fé e amor para nosso país. Poderemos gritar, do fundo do nosso coração: Brasil, pátria educadora!

Viva o Brasil! Viva a trabalhadora! Viva o trabalhador brasileiro!

JANIO DIZ QUE SIMON NEGOU A PRÓPRIA HISTÓRIA



Colunista condena encontro em que senadores foram ao ministro Gilmar Mendes colocar seus momentâneos interesses políticos e partidários acima das instituições; de todos que foram ao beija-mão ao ministro que invadiu os poderes do Legislativo, nenhum surpreende tanto quando o parlamentar gaúcho Pedro Simon (PMDB-RS)

2 DE MAIO DE 2013 ÀS 06:57

247 - O senador Pedro Simon (PMDB-RS) atropelou a própria história. É O que argumenta Janio de Freitas, na coluna em que condena a visita ao ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes. Leia abaixo:

O aplauso contra

O STF não tem a função nem o direito de impedir a tramitação, para recusa ou aprovação, de projetos

Surpresa não chegou a ser, mas não era esperada. A resposta a um só tempo firme e elevada do presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, a Gilmar Mendes foi além de sustentar o respeito à Constituição no trâmite do polêmico projeto que reduz o acesso de novos partidos ao dinheiro do Fundo Partidário e ao uso de TV (pago pelos cidadãos em geral). Por tabela, Henrique Alves expôs a atitude contrária à Constituição, ao Estado de Direito e à democracia do grupo de senadores que foi aplaudir, em pessoa, a interferência com que Gilmar Mendes, em nome do Supremo Tribunal Federal, sustou a tramitação do projeto a meio do caminho.

É reconhecível, porém, que o grupo tinha motivação forte: os seus momentâneos interesses políticos e partidários, postos acima das instituições. Mas nisso não foi sequer original. A frouxidão das convicções democráticas tanto é uma constante na história parlamentar (idem no Supremo) como vimos o que decorreu, tantas vezes, de atitudes iniciadas por grupos e interesses assim no Congresso. Houve, porém, uma surpresa no caso atual: a presença do senador Pedro Simon (PMDB), alheio à sua história.

Nas informações pedidas pela medida liminar de Gilmar Mendes, Henrique Alves sustentou que todos os passos da tramitação do projeto estão "perfeitamente de acordo com a Constituição Federal e o estatuto interno, sendo corretos e juridicamente inatacáveis". De fato, a polêmica foi em torno do projeto, não da tramitação, que foi sustada.

Por seu lado, o organizador da visita de aplauso a Gilmar Mendes, senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), contribuiu com uma manifestação interessante depois da conversa: "Foi um bom encontro. Entendemos que o Supremo é o guardião da Constituição e cabe a ele a última palavra em matéria constitucional".

Muito bem. Mas não foi última, e sim a meio da normalidade de uma tramitação, a liminar aplaudida em pessoa também pelos senadores Randolfe Rodrigues (PSOL), Aloysio Nunes Ferreira, Álvaro Dias e Ruben Figueiró, os três do PSDB; Pedro Taques (PDT), do tipo udenista retardatário; Ricardo Ferraço (PMDB), Ana Amélia (PP) e Antonio Carlos Valadares (PSB). Com destaque, além de Simon, para a presença alegre de Randolfe Rodrigues, há pouco ameaçado em telefonema de Gilmar Mendes, com este final na advertência: "Eu sou um homem de enfrentamentos!".

Nenhum dos dez apresentou algum fundamento constitucional coincidente com a atitude do seu aplaudido. Porque o conhecem a seu próprio respeito: todos os parlamentares têm o direito e a função de apresentar os projetos que queiram, convenientes ou descabidos, e o STF não tem a função nem o direito de impedir a tramitação, para recusa ou aprovação, de nenhum dos projetos. Cabe-lhe, se convocado, examinar a adequação do projeto, caso aprovado, à Constituição. Essa é a "última palavra".

E isso é a independência constitucional dos Poderes --que os dez senadores, com o apoio externo da também interessada Marina Silva, foram renegar.

Blog da Ana Júlia: Desgoverno: Ophir Loyolla tem fila de 400 paciente.

Blog da Ana Júlia: Desgoverno: Ophir Loyolla tem fila de 400 paciente...

Desgoverno: Ophir Loyolla tem fila de 400 pacientes

Em reportagem na edição de hoje, o jornal Diário do Pará revela o sofrimento de quem aguarda pelo tratamento para o câncer no Hospital Ophir Loyolla. Existe hoje uma fila com mais de 400 pacientes esperando pelo atendimento, que pode demorar mais de um ano. Segundo a promotora Suely Cruz, a demora na conclusão das obras e no agendamento de consultas e exames é a responsável pelo caos. Ou seja, a culpa é da gestão.

A direção do Hospital, respaldada pelo "desgoverno", afirma em nota que a culpa pelas filas é do Ministério Público. Segundo a nota, o excesso de pacientes que procuram a justiça para garantir seus direitos inviabiliza o atendimento. É o cachorro mordendo a pulga. Triste, muito triste mesmo! Clique na imagem para ler.

Assista as inserções do Partido dos Trabalhadores


Começam a circular no dia de hoje as inserções nacionais da propaganda partidária do Partido dos Trabalhadores. Caso você não vá estar em frente à televisão, assista aqui no blog.












Pastora que pregava cura gay revela: "Fiz tudo o que a igreja mandou fazer para deixar de ser lésbica, não deu certo"



Por Tuka Pereira do Vírgula.uol.com.br

Ali no número 1600 da avenida São João, no centro de São Paulo, existe uma igreja evangélica em que as pessoas celebram a palavra de Deus, pagam dízimos, cantam em uníssono músicas animadas sobre o evangelho, e, em plena quarta-feira, lotam as cadeiras para acompanhar o culto. Tudo isso seria exatamente igual a qualquer outra igreja, se não fosse o fato de que a Comunidade Cidade de Refúgio se tratasse de uma igreja inclusiva, que recebe de portas abertas gays e lésbicas, sem julgamentos sobre suas orientações sexuais.

Para falar sobre a igreja, é preciso adentrar a história de duas mulheres que tiveram suas vidas completamente modificadas em 2002, quando se apaixonaram: Lanna Holder e Rosania Rocha.

EX-LÉSBICA E EX-HÉTERO

Lanna sempre soube sua orientação sexual e aos 17 anos teve sua primeira experiência com uma mulher. No entanto, acreditava que sendo lésbica seria condenada ao inferno. Aos 21 anos se converteu à religião evangélica e deixou de lado uma companheira. Pouco depois se casou com um pastor, teve um filho, e a religião passou a ser parte principal de sua vida. Pelas igrejas do Brasil, ela pregava sobre a “cura” a que havia sido submetida e passou a ser vista como um exemplo a ser seguido - e uma prova viva de que seria possível superar a homossexualidade.

Em vídeos disponíveis no YouTube, é possível ver longos sermões da pastora pregando sobre a maldição e o pecado da homossexualidade. Igrejas lotadas de fiéis aclamaram suas palavras e acreditaram estar diante de uma pessoa “regenerada” e “trazida de volta ao caminho do bem”.

Em 2002, no entanto, a história mudou quando Lanna conheceu Rosania em uma igreja evangélica em Boston, nos Estados Unidos. Rosania, que morava na cidade, onde era dirigente de louvor de uma igreja frequentada por brasileiros, era casada com um pastor, com quem teve um filho. Muito conhecida na comunidade evangélica por cantar músicas gospel, iniciou uma grande amizade com Lanna, de quem sempre estava perto nos cultos: onde Lanna pregava, Rosania cantava. Da amizade ao amor bastaram seis meses e suas vidas foram viradas de cabeça para baixo. De celebridades evangélicas adoradas, Lanna e Rosania viraram párias na religião que ajudavam a espalhar.

Confira abaixo a entrevista que o Virgula Lifestyle fez por telefone com as pastoras:

Como foi a sua conversão e o processo para se tornar uma ex-lésbica?

Lanna - Eu tinha 21 anos quando me converti à religião por achar que iria para o inferno por causa de minha orientação sexual. Eu usava drogas, era alcoólatra e quando me converti essa parte da minha vida deixou de existir. A religião funcionou como um processo de restauração na minha vida, mas a minha orientação sexual nunca foi alterada. Eu nunca vivenciei nenhum processo de cura, mesmo assim segui numa busca constante para deixar de ser lésbica. Eu pensava: ‘Deus me libertou das drogas e do alcoolismo e não consegue me libertar da homossexualidade?’. Na igreja, a homoafetividade é apresentada ou como uma possessão demoníaca ou como uma doença. Eu tentava lidar com as duas coisas. ‘Se é uma doença, Deus vai ter que curar e se eu estiver possessa de algum espírito maligno, Deus vai ter que me libertar’. Tentei por sete anos.

A religião faz uma lavagem cerebral contra a homossexualidade?

Lanna - Hoje eu cheguei à conclusão de que a religião demoniza tudo o que ela não explica e não entende. A homossexualidade é uma questão muito cheia de ramificações e interpretações. A própria igreja não chega a um consenso sobre o que pensa a respeito. Enquanto tem uma parte que garante que é uma possessão demoníaca, outra parte tem certeza de que é uma doença. Por mais que no fundo a igreja saiba que a homossexualidade não é abominável, ela se recusa a corrigir um erro. É difícil voltar atrás e reconhecer que errou depois de milênios condenando os homossexuais. É mais fácil manter como está.

Você escondia sua verdadeira orientação sexual ou estava convicta de que havia sido realmente “curada”?

Lanna - Eu divulgava essa tal cura havia sete anos e pregava contra a homossexualidade. As pessoas me conheciam como “A missionária Lanna Holder, ex-lésbica”. Quando fui pra Boston, eu já estava conformada, achando que teria que viver minha vida toda escondendo minha verdadeira orientação sexual. Eu mentia, pois tinha certeza de que a minha orientação sexual era imutável, ao contrário do que eu fazia as pessoas acreditarem. Fiz tudo o que a igreja mandou fazer para deixar de ser lésbica: quebra de maldição, cura interior, desligamento de alma, quebra de vínculo. Depois de tudo, minha orientação sexual não mudou e então cheguei à conclusão de que fazia parte da minha natureza. Esconder foi a minha única opção. Fiquei casada com um homem, não porque era o que eu queria, mas porque era o imposto para que eu não fosse para o inferno.

Como foi o momento em que você se viu diante da paixão por uma mulher após tantos anos garantindo ser ex-lésbica?

Lanna - Nos conhecemos e no começo nos tornamos grandes amigas. Tivemos uma associação total na religião e quando chamavam a Rosania para cantar, me chamavam para pregar. A vida nos uniu. Viajamos pelos Estados Unidos juntas e eu confidenciava a ela os problemas que tinha em meu casamento, pois como o “exemplo” que eu era, não podia contar para ninguém o que eu enfrentava. Não falava sobre minha orientação sexual, mas conversávamos sobre diversas questões. Quando me dei conta, tudo o que eu fazia era pensando na Rosania. Eu queria estar ao lado dela e percebi que aquilo que eu sentia não era apenas amizade. Eu chorei muito, orei muito e perguntava a Deus quando aquilo passaria. Minha paixão por ela começou a confrontar com tudo aquilo que eu dizia ser errado em minhas pregações.

Como você encarou a paixão pela Lanna já que nunca havia tido interesse em uma mulher antes?

Rosania – Eu percebi um sentimento diferente por ela e então conversamos e admitimos estar apaixonadas. Choramos muito, pedimos muito perdão a Deus e, como éramos casadas, nos sentíamos muito erradas, pois cometemos adultério. Nosso pecado na verdade não foi o nosso amor, mas sim o fato de sermos casadas e de adulterarmos por seis meses. Quando eu era criança, me sentia um pouco diferente das minhas amigas. Mas nunca tinha tido contato sexual com uma mulher até, de repente, me ver apaixonada pela Lanna. Nada foi planejado, deixei o barco me levar, tentei fugir, ficamos separadas, mas a vida nos uniu. Eu sempre digo que me apaixonei por um ser humano e não necessariamente por uma mulher.

Como foi a reação da igreja ao saber que vocês estavam juntas?

Rosania - Contamos aos nossos maridos e depois aos nossos líderes, que nos aconselharam a não contar nada a ninguém para preservar a imagem da igreja. Confiamos que tudo daria certo, eu pensei que voltaria para meu marido e que a Lanna seguiria a vida dela, já que estava decidida a se separar. Mas assim que viramos as costas, eles (os líderes) pegaram o telefone e começaram a ligar para toda a comunidade evangélica contando a novidade. Eu morei 20 anos nos Estados Unidos e convivi com pessoas na igreja a quem considerava parte de minha família. Quando tudo aconteceu, tudo mudou. Eu entrava no banheiro para passar um batom, e as mesmas pessoas que se diziam minhas amigas, saíam imediatamente. Se tivéssemos nos apaixonado por outros homens e cometido adultério do mesmo jeito, a reação teria sido completamente diferente. Passaríamos por um período de disciplina e nossos “amigos” continuariam por perto. Como me apaixonei por uma mulher, subi ao púlpito e pedi perdão por ser quem eu era, mas nunca mais consegui me encaixar na igreja. Me usavam para pregar sobre pecado e aquilo acabou se tornando um circo.

Muitos nos disseram que não tínhamos caráter por termos assumido nosso amor, mas para ter coragem de enfrentar tudo e todos, foi preciso muito caráter. Eu poderia ter ficado cantando e a Lanna pregando sem nunca ninguém imaginar que tínhamos algo. Muitas pessoas da igreja são hipócritas, pregam uma coisa e fazem outra. Tem gente casada que prega para multidões e sai para pegar as menininhas da cidade, tira a roupa na frente da câmera e coisas do gênero. São pessoas assim que nos massacram. Eu me sinto muito mais em paz com Deus sendo o que sou de verdade.

Lanna – Quando eu me converti, já comecei a pregar que eu era uma ex-lésbica e então me tornei uma referência da cura. Na minha época eu era um Silas Malafaia falando que homossexualidade era coisa do demônio, que os gays iam para o inferno. É interessante perceber como a gente cai do cavalo com as nossas convicções. Eu que tanto perseguia os gays, me tornei uma perseguida com o mesmo discurso que eu usava ao assumir minha homossexualidade.

Como é a relação com seus ex-maridos atualmente?

Rosania – Temos uma relação muito bacana. Ele se casou de novo e será pai mais uma vez. Ele mora nos Estados Unidos e sempre o vejo, pois meu filho mora com ele.

Lanna – Só falo com meu ex-marido sobre assuntos relacionados ao nosso filho.

Como é a relação com seus filhos (Rosania tem um filho de 15 anos e Lanna tem um filho de 11 anos)

Rosania – De toda essa história, a coisa mais legal é a nossa relação com nossos filhos. Somos uma família incrível, agimos de maneira muito natural. Meu filho ama a Lanna e adora conversar com ela. Aliás, ele conta mais coisas pra ela do que pra mim. Não tem como uma pessoa afirmar que uma família constituída por gays não é coisa de Deus. Somos uma família feliz que vive em harmonia.

Como surgiu a ideia da igreja inclusiva?

Lanna – Tentamos frequentar outras igrejas, mas sempre ouvíamos as mesmas afrontas dos pastores no púlpito contra os gays. Começamos a fazer amizade com uma série de ex-evangélicos que também não eram aceitos na igreja por conta de sua orientação sexual. Pensamos em fazer algo em nossa casa mesmo, mas em 2011 inauguramos a igreja com 15 pessoas, hoje temos cerca de 500 membros.

Tirando o fato da igreja inclusiva aceitar os homossexuais, o que mais a diferencia das outras?

Lanna – Nada, se alguém entrar aqui sem saber que é uma igreja inclusiva vai achar que é uma igreja evangélica como qualquer outra. Sexo é só depois do casamento, temos dízimos e ofertas, louvamos a palavra de Deus... A bíblia do gay é a mesma do hétero, a única diferença é que interpretamos diferente a questão da homossexualidade. Não somos ativistas gays, mas acreditamos na inclusão.

Como vocês conquistam novos fieis?

Lanna - O evangelismo mais difícil é o de um gay. Primeiro que você já tem que entregar o folheto da igreja dizendo que ele é aceito como é, caso contrário eles rasgam o papel na nossa cara, jogam no chão... Na abordagem, eles logo acham que somos da igreja do pastor que fala mal, então já nos apresentamos como pastoras casadas antes de fazer o convite. Vamos nos pontos de maior concentração do público gay em São Paulo, que é a região da avenida Paulista, a rua Vieira de Carvalho e outras. Paramos nas portas das boates e fazemos flashmobs, cantando e dançando. Com isso, geramos curiosidade e eles se aproximam para saber de onde somos. Sempre vêm várias pessoas à igreja depois dessas abordagens. Vamos também à Parada Gay, à Feira da Diversidade e à Caminhada Lésbica entregar nossos folhetos.

O que os evangélicos convencionais acham da Comunidade Cidade de Refúgio?

Lanna - Tem pessoas que vêm aqui na porta para nos afrontar, teve uma senhora que quase me agrediu aqui na frente. Nos xingam, dizem que a nossa igreja é Sodoma e Gomorra, que é coisa do diabo. Há quem ligue e fale desaforos, deixe recadinhos mal-educados nas redes sociais... Tem quem pense, obviamente não é todo mundo, que aqui tem imoralidade, promiscuidade, que é um ponto de encontro para achar parceiros sexuais.

O que vocês acham do Silas Malafaia?

Lanna - Não temos nada contra o Silas Malafaia, mas achamos que ele só cresceu na religião baseado em polêmicas, a bola da vez são os homossexuais. Ele tem um discurso prepotente de dono da verdade e usa de muita ira para se referir aos gays. Lamentamos muito isso, porque o Silas Malafaia afasta todos os gays da igreja, pois eles acabam achando que todos os pastores pensam dessa forma. Mas ele não representa a maioria dos pastores. Ele não sabe o que ele fala (se referindo à comparação feita por Malafaia de gays a bandidos). Pregue a palavra de Deus, Malafaia! Pare de fazer polêmica!

E Marco Feliciano?

Rosania - A única coisa que temos a dizer ao Feliciano é: “cresça”! Ele é uma pessoa narcisista e tudo o que ele faz é para ganhar holofotes. Infelizmente ele está conseguindo isso da pior maneira possível.

Maracanã: primeiro evento-teste custa R$ 1,6 milhão ao Governo do Estado

oto: Marcelo Carnaval / Agência O Globo
No último sábado, o Maracanã recebeu o amistoso entre os amigos de Bebeto e os amigos de Ronaldo 

Lucas Calil

Na bilionária obra de reforma do Maracanã para a Copa do Mundo de 2014, a reabertura do estádio, em vez de simbolizar o fim na gastança, representa um aditivo: para levar a campo um amistoso de veteranos de peso e ilustres desconhecidos, com um espetáculo de luzes e música, o governo do estado do Rio desembolsou o suficiente para contratar a seleção brasileira para um amistoso: foram gastos R$ 1,6 milhão com o evento de sábado passado, aberto apenas a convidados e operários da obra.

O valor, confirmado pela Secretaria da Casa Civil, é acima da cota média da CBF para cada amistoso da seleção em 2012: R$ 1,5 milhão. A quantia foi usada na contratação de profissionais exclusivos para o evento e despesas gerais no estádio, como serviços de segurança, camarotes, equipamentos eletrônicos e alimentação.

Na festa, a política brasileira compareceu em peso. Ao lado do governador Sérgio Cabral, do prefeito Eduardo Paes e do ex-presidente Lula, a presidente Dilma Rousseff mostrou empolgação e, em certo momento, ecoou o canto da arquibancada em apoio ao Flamengo. Junto a Dilma, veio o ministro do Esporte, Aldo Rebelo. Todos ficaram em áreas reservadas e protegidas por militares. Na hora do lanche, não puderam reclamar: no cardápio dos camarotes, havia carpaccio de salmão, massa fresca com funghi e presunto pata negra, um dos mais refinados do mundo. Em outro setor do Maracanã, os operários ganharam ingressos, que dava direito a minirefrigerante e saco de biscoito.

Na organização do amistoso entre amigos de Ronaldo e Bebeto, os jogadores convidados que moram fora do Rio foram hospedados no Hotel Windsor, na Barra da Tijuca. No palco, antes da partida, nomes de peso levantaram o público, como Neguinho da Beija-Flor, Preta Gil, Martinho da Vila e Naldo, que foi contratado no começo de abril pela 9ine, empresa de marketing esportivo de Ronaldo Fenômeno.

Procurada pelo Jogo Extra, a assessoria de Naldo (que entrou em campo na hora do amistoso) afirmou desconhecer se o cantor recebeu cachê pelo show. Já a secretaria de Casa Civil não disponibilizou, de forma detalhada, a relação de despesas públicas do evento-teste. O Maracanã, desde as obras de reforma para o Pan-Americanos de 2007, já consumiu R$ 1,25 bilhão em recursos estatais.