BLOG DO VICENTE CIDADE

Este blog tem como objetivo falar sobre assuntos do cotidiano, como política, economia, comportamento, curiosidades, coisas do nosso dia-a-dia, sem grandes preocupações com a informação em si, mas na verdade apenas de expressar uma opinião sobre fatos que possam despertar meu interesse.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Fim da era Patricia: 13 horas em pé, lágrimas e fantasma de Zico na saída

Patrícia Amorim recebeu um clube Campeão Brasileiro, com contrato de patrocínio ativo e na Libertadores.

Entregará um clube com elenco mediano, sem patrocínio e sem título. Brigou com o maior ídolo da 'Nação', fez, no desespero, um contrato "cara-cú" com o R10 e por fim, 'girou' a administração do clube para cuidar de parquinhos e piscinas.

Na saída, ainda se diz vítima de preconceito. Ora, se a mulher sofre preconceito no trabalho, na política, porque não haveria de ter no futebol? Teve, claro. Mas a questão central é que ela sabia disso e no lugar de mostrar força e determinação para combater esse preconceito, ao contrário, fez uma opção política que lhe pareceu o caminho mais fácil, virar as costas para o futebol e apostar no trabalho para o sócio eleitor. Um erro crasso.

Se a Patrícia Amorim tivesse sido eleita presidente do Clube Pinheiros, do Minas Tênis Clube ou até mesmo da Assembléia Paraense, que diferença faria? que sentido simbólico isso teria? Nenhum. No entanto ela foi eleita presidente do Flamengo, do maior clube de futebol do Brasil, todos acreditaram que uma gestora, mulher, poderia trazer coisas novas para o já "velhaco e machista" mundo do futebol. Mas o que fez a Patrícia Amorim? virou as costas para o futebol, resolveu administrar o Flamengo clube social e não o Mengão, Hexa Campeão Brasileiro. Deu no que deu.    

Resultado: JÁ VAI TARDE !!


Fim da era Patricia: 13 horas em pé, lágrimas e fantasma de Zico na saída

'Flamengo, eu te amo. Flamengo, você vai ser sempre o amor da minha vida', disse a futura ex-presidente ao deixar a Gávea, derrotada na eleição

Por Eduardo Peixoto, Janir Júnior e Vicente Seda
Rio de Janeiro
Depois de três anos com lugar cativo no gabinete presidencial do Flamengo, a presidente Patricia Amorim usou uma cadeira de plástico para descansar e acompanhar o começo da apuração das eleições presidenciais do Rubro-Negro na noite desta segunda-feira. O lugar escolhido ficava escondido de grande parte do público presente ao ginásio Hélio Maurício, atrás do suporte da cesta de basquete do lado oposto às urnas. Sempre acompanhada do filho mais velho, Vitor, a dirigente era a imagem do cansaço, do abatimento e da derrota. Exatamente às 21h45m, ainda nos momentos iniciais da contagem dos votos, ela circulou pelo local, tendo ao fundo a inscrição: “uma vez Flamengo, sempre Flamengo”. Às 22h35m, depois de conceder entrevista para um batalhão de jornalistas e de enfrentar confusão, Patricia conseguiu entrar no carro. Chorando muito, declarou:
- Flamengo, eu te amo. Flamengo, você vai ser sempre o amor da minha vida.
Mas o divórcio entre Patricia e o cargo de presidente do Flamengo estava selado.
Patricia Amorim eleições Flamengo (Foto: Janir Junior / Globoesporte.com)Patricia Amorim, emocionada, dá entrevista após a derrota (Foto: Janir Junior / Globoesporte.com)
Já na abertura das duas primeiras urnas, a presidente já dera um abraço em Eduardo Bandeira de Mello reconhecendo a vitória do adversário, que despontava na frente na votação. Ainda durante o pleito, Patricia estava visivelmente desgastada diante de mais uma derrota, já que em outubro não conseguira a reeleição para vereadora.
- O emocional está brabo - confessou Patricia Amorim, sem conter as lágrimas, antes mesmo do término da votação, mas quando as pesquisas de boca de urna já demonstravam ampla vantagem da Chapa Azul ao longo do dia.
Patricia Amorim eleições Flamengo (Foto: André Durão / Globoesporte.com)Ao lado do filho, presidente descansa no início da apuraçao (Foto: André Durão / Globoesporte.com)
Depois de votar às 8h desta segunda-feira, Patricia Amorim passou 13 horas em pé dentro do ginásio, cumprimentando eleitores e acompanhando de perto o pleito. Não almoçou e comeu apenas um sanduíche e água oferecidos pelos seus assessores.
- Os pés doem e os olhos ardem - disse Patricia.
E a presidente engoliu a seco. A cada minuto, a derrota ficava mais iminente e difícil de digerir. Começou a apuração, e Patricia se recolheu num canto. Chorava com seu filho Vitor. Concedeu entrevista. Entrou no carro, que foi escoltado por alguns seguranças para que pudesse deixar o clube.
- Patricia, estamos juntos - gritou um solitário correligionário da futura ex-presidente.
Patricia Amorim, Eleiçôes Flamengo (Foto: Janir Junior / Globoesporte.com)O carro de Patricia, enfim, deixa a Gávea (Foto: Janir Junior / Globoesporte.com)
Do lado de fora do muro da Gávea, alguns torcedores gritavam o nome de Zico, e “Zico é nosso rei” a plenos pulmões, além de dar às costas e adeus a Patricia. Logo, foram afastados por algumas pessoas ligadas à dirigente.
O carro arrancou e deixou para trás a certeza de que bater de frente com o maior ídolo da história do clube fez a gestão derrapar, perder o rumo das eleições e o caminho da vitória.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Lorota transforma limão em limonada. Bordalo bate palmas feliz !!

Em mais um evento apenas midiático, aquele poderia ser um ou dois mas que o Jatene transformou em 12 porque não não tem outra agenda para cumprir, o governo Lorota volta a anunciar investimentos do Governo Federal para enganar os prefeitos. Contudo o surpreendente (???) é a participação do deputado Bordalo no evento.

Leiam esses dois trechos copiados do Portal do governo. No primeiro o Lorota anuncia investimentos do Governo Federal em saúde, as UPA's. Já no segundo o deputado Bordalo assume as prerrogativas da "Liderança do governo", que pelego !!


" Na área da saúde estão sendo investidos R$ 40 milhões na construção e reformas de hospitais e implantação de Salas de Estabilização e de Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e manutenção dos serviços de média e alta complexidade na região, como assegurou o secretário de Estado de Saúde, Hélio Franco. Entres as obras confirmadas durante a reunião estão a construção de um Centro de Cuidados de Dependentes Químicos em Bragança e do Hospital de Integração de Capanema - com 200 leitos -, onde serão aplicados pelo menos R$ 30 milhões. A previsão é de que os trabalhos iniciem em março de 2013."

...
" O deputado estadual Carlos Bordalo, do Partido dos Trabalhadores, que acompanhou a reunião, destacou que a integração é o melhor caminho para o desenvolvimento. “É um passo adiante, no sentido de somarmos as forças - municípios, Estado e União - para enfrentar os graves problemas que atingem a população. Resolver questões como segurança pública, saúde e saneamento não é uma tarefa fácil, exige um esforço de todos”, afirmou."

"Ei, ei, ei, o Zico é nosso Rei"

Zico, sobre vitória nas eleições: 'Vão revigorar Fla e devolver credibilidade'
Ovacionado na Gávea, Galinho, que apoia vitoriosos e sonha com craque, jamais duvidou do carinho da torcida: 'Só três ou quatro não me queriam'

Por Márcio MaráRio de Janeiro
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Desde a chegada à Gávea para votar na Chapa Azul que apoiou no pleito presidencial do Flamengo, o eleitor Artur Antunes Coimbra viveu os dias mais intensos dos tempos de Zico (assista no vídeo). Ovacionado, espremido nos cantos para dar autógrafos e cumprimentar os sócios que jamais deixaram de ser seus fãs, ouviu bastante a velha música "Ei, ei, ei, o Zico é nosso Rei". Parecia estar de novo no Maracanã. E, dessa vez, as poucas vozes de insatisfação que teve na carreira de jogador e de dirigente se calaram. Após a eleição que tira do comando do clube a diretoria com a qual trabalhou como diretor de futebol na temporada de 2010, Zico volta a sorrir na casa que chegou a ser sua primeira nos tempos de atleta profissional. E o eterno camisa 10 garante: os sócios que escolheram o presidente eleito Eduardo Bandeira de Mello e sua equipe não vão se arrepender.
- Eu não apoiei essa diretoria que venceu única e exclusivamente para tirar essas pessoas de lá. Eu apoio com convicção pessoas em quem eu acredito. Eles, inclusive, queriam me ajudar no tempo em que eu estava lá. Vão encontrar dificuldades, estou certo, mas têm inteligência suficiente para fazer o melhor para o Flamengo. Não tenho dúvida de que vão revigorar o Flamengo e recuperar a credibilidade para conseguir receita.
Com a nova diretoria, Zico será uma espécie de conselheiro. Garante que não terá cargo algum. Quer dedicar mais tempo à família. Mas terá liberdade para dar sua opinião e ajudar os amigos que terão a responsabilidade de conduzir o clube nos próximos três anos.

- Não quero ser o dono da verdade. E o bom é que com essas pessoas você pode debater. Vão fazer um conselho gestor. E alguns da oposição ainda queriam dizer que eles não são de frequentar arquibancada, fizeram mil coisas para tentar mostrar que eles não eram rubro-negros torcedores...
Zico eleições Flamengo  (Foto: Nelson Veiga / Globoesporte.com)Zico é saudado por torcedores antes de votar na Gávea (Foto: Nelson Veiga / Globoesporte.com)
O maior ídolo da história do Flamengo jamais teve dúvida do carinho da torcida rubro-negra, que sempre o apoiou nas mídias sociais e aparições Brasil afora após sua saída do clube em 2010. E, agora, acredita que vai voltar a sorrir ao frequentar a Gávea.
- Nunca tive dúvidas disso, desse carinho todo. Jamais deixei de receber apoio da torcida rubro-negra. Eram apenas uns três ou quatro sem voz que não me queriam no clube.  Nunca tive essa preocupação. Quem é Flamengo sabe disso. O problema é o seguinte: quando há pessoas que representam a entidade e duvidam da sua integridade, não posso aceitar e conviver com isso. Atacaram a minha família. Se queriam dizer que eu fui mal como dirigente, que falhei, tudo bem. Mas querer atacar a minha integridade, isso eu não podia admitir. E não foi um zé ninguém no clube. Se naquele período tivesse que entrar com uma ação, seria contra o clube. Olha só que coisa... Meu problema nunca foi com o Flamengo torcida.
Zico lembra que, nesse período, jamais deixou de contar com alguns amigos importantes, alguns inclusive da Chapa Azul. Um deles é o presidente da Sky, Luís Eduardo Baptista, que manteve o Galinho de Quintino como garoto-propaganda da empresa de TV por assinatura.
- Ele podia ter cortado e rompido a relação. Acreditou em mim, usufruiu da minha imagem, jamais duvidou da minha integridade. Tenho amizade até hoje com ele. E garanto que vai ser muito importante no marketing do clube. É só ver o que o cara fez com a Sky até hoje, o que representa a empresa.
Zico sonha ver um craque com a camisa rubro-negra, mas, ao ser perguntado qual jogador queria que fosse contratado, deu, com largo sorriso e pequena reclamação com a insistência, aquele velho drible dos tempos em que conduzia o Flamengo à penca de títulos nos anos 70 e 80.
- Isso eu não digo de jeito nenhum!

Bandeira de Mello é eleito presidente do Flamengo para o triênio 2013-2015 | globoesporte.com

Bandeira de Mello é eleito presidente do Flamengo para o triênio 2013-2015 | globoesporte.com

Candidato da Chapa Azul consegue ampla vantagem sobre a atual presidente, Patricia Amorim, e Jorge Rodrigues, o outro concorrente


Por Eduardo Peixoto, Janir Jr. e Vicente SedaRio de Janeiro
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O Flamengo terá um novo presidente para o triênio 2013-2015. Eduardo Bandeira de Mello, da Chapa Azul, foi o vencedor das eleições do clube, realizadas ao longo desta segunda-feira, na Gávea. O candidato de oposição obteve larga vantagem em relação à segunda colocada, Patricia Amorim, que tentava a reeleição e encabeçava a Chapa Amarela: 1.414 votos, contra 914. Jorge Rodrigues, da Chapa Rosa, acabou em terceiro, com 347 votos.
- Estou muito emocionado. Queria dizer que esta vitória é do Wallim (Vasconcellos, candidato impugnado da Chapa Azul que deu lugar a Bandeira de Mello). Queria agradecer à torcida, que nas ruas e nas redes sociais tornou a vitória possível. A vitória veio das ruas para o Flamengo. Agradecer também ao Zico. Só estamos aqui por causa do Zico - declarou o vencedor logo após o fim da apuração, antes de se juntar a seus correligionários para comemorar.
Zico, maior ídolo do clube, apoiou declaradamente a chapa de Bandeira de Mello ao longo de todo o período eleitoral. Apesar de descartar a hipótese de exercer cargo remunerado, o Galinho deve atuar como uma espécie de consultor no departamento de futebol.
Eduardo Bandeira de Melo eleições Flamengo (Foto: André Durão / Globoesporte.com)Eduardo Bandeira de Mello teve 500 votos a mais que Patricia (Foto: André Durão / Globoesporte.com)
A posse de Eduardo Bandeira de Mello está, a princípio, prevista para o início de janeiro. O novo presidente e outros integrantes da chapa vencedora devem participar de um período de transição com a atual gestão ao longo do mês de dezembro. Há ainda a possibilidade de ser requisitada a antecipação de posse. Neste caso, Patricia Amorim teria de aceitar deixar o cargo antes do fim do ano.
Candidato há menos de um mês
Eduardo Bandeira de Mello teve a candidatura confirmada apenas em 9 de novembro. O empresário de 59 anos, formado em administração de empresas, assumiu o lugar que era de Wallim Vasconcellos, que foi impugnado (o candidato não possuía cinco anos de vida associativa no clube). Luiz Rodolfo Landim Machado, antigo candidato a vice, também não pôde concorrer. Ele deu lugar a Walter D’Agostino.
Eduardo e Patricia Amorim, Prêmio Brasileirão 2012 (Foto: André Durão / Globoesporte.com)Derrotada, Patricia cumprimenta o vencedor
(Foto: André Durão / Globoesporte.com)
Wallim Vasconcellos, apesar de fora da disputa pelo cargo de presidente, continua fazendo parte da chapa, agora na função de diretor geral. Eduardo Bandeira de Mello é executivo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Luiz Eduardo Baptista, presidente da Sky, será o vice-presidente de planejamento e marketing, e Carlos Langoni, ex-Banco Central, ficará responsável pelo Comitê de Finanças e Reestruturação da Dívida. Há ainda Rodolfo Landim (vice de patrimônio), Alexandre Póvoa (vice de Esportes Olímpicos) Gustavo Oliveira (vice de comunicação), Rodrigo Tostes (vice de finanças) e Claudio Pracownik (vice de Administração e TI).
Entre as propostas da Chapa Azul, estão a criação de dois comitês: um para gerir o futebol e outro para reestruturar a dívida do clube. Além disso, Bandeira de Mello promete trabalhar para que o Maracanã seja a casa do Flamengo, ainda que em parceria com o Fluminense. A meta é administrar o Rubro-Negro como uma grande empresa, com base na experiência dos executivos que compõem a equipe.
'Bandeirão' era lateral-direito nas peladas
Zico e Eduardo Bandeira, Eleições Flamengo (Foto: Jorge William / Agência o Globo)Bandeira (dir) posa junto a Zico e o vice  (Foto: Jorge William / Agência o Globo)
Eduardo Bandeira de Mello tem carreira de 25 anos como executivo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Na instituição, é conhecido pelo apelido de Bandeirão. Nos tempos de pelada, Eduardo costumava jogar na posição de lateral-direito. É sócio do Flamengo há 34 anos e fez parte do Conselho de Administração entre 2007 e 2009.

Na Ilharga - Honestidade nas comparações


Na Ilharga - Honestidade nas comparações

Os críticos da política econômica do governo (que não conseguem esconder o ressentimento diante do terrível sucesso do processo de redução dos juros) voltaram a se animar diante da divulgação dos números do PIB neste fim de ano. Realmente, em 2012, o Brasil não deverá crescer mais que 1,7% ou 1,8%. São taxas medíocres para os nossos padrões históricos, o que é mais do que suficiente para a oposição comemorar a divulgação de um relatório do FMI, destacando o fato que o Brasil crescerá menos que a África do Sul (!) neste ano…

Trata-se de um expediente malandro. Não se faz uma comparação honesta, porque não é apenas o crescimento do PIB que dá toda a informação sobre o comportamento da economia de um país. Basta ver que, apesar do baixo crescimento deste ano, o Brasil não tem praticamente desemprego (algo menos que 5% da força de trabalho), enquanto 25% dos trabalhadores da África do Sul estão desempregados.

Isso nos remete a uma questão interessante: o Brasil está crescendo menos, mas todos os levantamentos internacionais mostram que o Brasil é um país onde a satisfação da sociedade com o governo é das maiores. O que importa é o crescimento econômico com inclusão social. Temos crescido menos, mas a inclusão continuou.

O Brasil tem reduzido dramaticamente os níveis de desigualdade e isso aumenta o bem-estar da sociedade, além do crescimento. Poderíamos ter feito melhor, não há a menor dúvida, ampliado o projeto de inclusão e alcançado um ritmo de crescimento bem maior. É preciso levar em conta, contudo, que a situação mundial continua bastante complicada.

Nossa economia tem ligações externas muito importantes e no início deste ano fomos obrigados a tomar medidas monetárias duras, mecanismos que produziram uma redução muito importante na demanda dos produtos industriais produzidos no Brasil e dificuldades nas exportações. Crescemos muito menos do que poderíamos e deveríamos ter crescido, mas prosseguimos no nosso programa de inclusão social e praticamente chegamos ao pleno emprego, um contraste monumental com as demais economias.

Por isso é preciso relativizar a comparação do FMI, que, aliás, não costuma enxergar além do umbigo e ultimamente passou a pisar muito no tomateiro. Somos dos poucos países do mundo com déficit fiscal igual a 2,2% do PIB, uma relação dívida/PIB em torno de 35%, uma taxa de inflação de 5,5% ao ano, elevada em relação à meta, mas que deve convergir para os 4,5% no centro da meta.

Então é uma política que está funcionando e mais importante do que isso é um país já em outro ritmo de crescimento: neste fim de ano é visível o crescimento no terceiro trimestre sobre o segundo, em torno de 1%, o que concretizará aquilo que vínhamos intuindo há muito tempo: o Brasil vai virar 2012 tendo crescido pouco, mas terminando o ano com a economia “rodando” a 3,5% e 4%.

O crescimento em 2013 será construído por nós. Vai ser construído pelo o que o setor privado brasileiro for capaz de realizar, pelo que o governo for capaz de fazer e pela melhora das relações entre o setor privado e o governo. Há condições para sustentar um crescimento econômico de 4% ou 4,5% no ano que vem (como preveem o ministro Guido Mantega e o secretário-executivo da Fazenda, Nelson Barbosa) e depois pro­curar manter esse nível em média até 2030, digamos.

Isso exigirá, certamente, um investimento bruto anual da ordem de 25% do PIB, com déficit em conta corrente de não mais de 1,5% do PIB ao ano. Exigirá também a continui­dade de uma rigorosa política fiscal, capaz de sustentar a política monetária capaz de produzir o equilíbrio interno e uma aguerrida política cambial, o equilíbrio externo.

Tudo o dito acima e mais: para cooptar o investimento privado indispensável para ampliar o desenvolvimento, o governo precisa insistir em demonstrar ser “pró-mercado” (não “pró-negócio”), ser definitivamente favorável à competição regulada e ágil e não pretender realizar diretamente aquilo que, por sua natureza, o setor privado ­sabe fazer melhor.

(Delfim Netto- Carta Capital/via ContrapontoPIG)

Acabou a era da burrice - Entre lágrimas, Patricia Amorim admite derrota na eleição do Fla | globoesporte.com

Entre lágrimas, Patricia Amorim admite derrota na eleição do Fla | globoesporte.com

Atual presidente deixa a Gávea ainda com a apuração em andamento. Eduardo Bandeira de Mello lidera com larga vantagem

Por GLOBOESPORTE.COMRio de Janeiro

Pouco após o fim da apuração da primeira de três urnas da eleição presidencial do Flamengo, a atual mandatária e candidata da Chapa Amarela, Patricia Amorim, deixou o ginásio onde eram contados os votos e admitiu a derrota. Eduardo Bandeira de Mello liderava a apuração com quase o dobro de votos em relação a Patricia.

- Acho que houve certo preconcerito por ser mulher, porque não houve tolerância nenhuma. Mas, se chorei ou se sofri, o importante é que emoções eu vivi, e eu vivi. Quero passar mais tempo com meus filhos, mas sei que vou cansar porque sou muito dinâmica. Sei que cumpri meu trabalho com honra, todo atelta do Flamengo aprende a ser muito forte, e eu sou muito forte. A transição será tranquila, isso é a minha cara, eu sempre fui assim. Tive uma ótima surpresa hoje com o Eduardo, se mostrou uma pessoa maravilhosa, tem filhos gêmeos como eu. Fiquei muito emocionada com o Zico, que veio me dar parabéns pela forma como foi conduzido todo o processo. Eu amo o Zico - disse Patricia, com a voz embargada e com lágrimas nos olhos.

Apelo Blog:
Pelo amor de Deus, não errem de novo !!

Privateiros Tucanos boicotam energia mais barata

Cesp recusa oferta do governo e pode comprometer plano de energiaEmpresa abriu mão da renovação de concessões de três usinas.
Mais cedo, Eletrobras aprovou participação no plano.

Fábio AmatoDo G1, em Brasília

Saiba mais
Eletrobras aprova adesão a plano do governo para baratear energia
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A Companhia Energética de São Paulo (Cesp) rejeitou, em assembleia de acionistas nesta segunda-feira (3), a oferta do governo federal para aderir ao plano de barateamento de energia elétrica. Com a decisão, a empresa, controlada pelo governo de São Paulo, abriu mão de ter as concessões das usinas hidrelétricas de Ilha Solteira, Jupiá e Três Irmãos renovadas por 30 anos.

Esses empreendimentos terão que ser devolvidos ao governo federal ao final das concessões, e deverão ser relicitados. A negativa da Cesp pode comprometer a meta do governo de reduzir o valor conta de luz em 2013 entre 16,2% e 28%. Juntas, as três usinas da empresa produzem 5.802 MW, o que equivale a 26% de toda a energia que o plano pretende baratear (cerca de 22 mil MW).

A negativa da Cesp foi bem recebida pelos investidores: as ações da empresa subiram quase 8% na Bovespa, liderando a alta entre os papéis que compõem o Ibovespa.

Para renovar as concessões de empreendimentos do setor elétrico que vencem entre 2015 e 2017, alvo do plano, o governo exige que as empresas aceitem, a partir do ano que vem, uma remuneração até 70% inferior à que recebem atualmente pela prestação do serviço.

A medida levaria a uma redução no preço da energia produzida por elas na mesma proporção. O plano prevê a transformação dessa energia mais barata em cotas que serão repassadas a todas as distribuidoras do país, fazendo com que o benefício chegue até os consumidores.

Com a ausência das usinas da Cesp, o governo dispõe de menos energia do que o previsto para promover o barateamento, o que compromete a meta do plano. A decisão da empresa permite que ela continue a receber a remuneração mais alta até o fim das concessões.

A decisão dos acionistas acontece poucos dias depois de o governo ter anunciado aumento na indenização que seria paga à Cesp por investimentos não amortizados (pagos via tarifa) na usina Três Irmãos. Com a medida, que segundo o governo foi adotada por erro de cálculo, a compensação passaria de R$ 985,6 milhões para R$ 1,737 bilhão.

O valor se soma aos R$ 20 bilhões em indenizações às 15 empresas de geração e 9 de transmissão que, num primeiro momento, haviam aceitado renovar suas concessões dentro das condições do plano para baratear a conta de luz. Com a ausência da Cesp, esse valor sofrerá alteração.

Eletrobras

Mais cedo, a Eletrobras aprovou, em assembleia de acionistas, a adesão da empresa ao plano do governo. A decisão já era esperada porque a União controla a empresa, com 52% das ações. Acionistas minoritários protestaram contra o resultado.

Assim, a Eletrobras aceita as condições impostas para ter renovadas por 30 anos as concessões de 16 usinas hidrelétricas e 49 mil quilômetros de linhas de transmissão que vencem entre 2015 e 2017.

Para conquistar a renovação, porém, a Eletrobras aceita receber, a partir de 2013, remuneração até 70% inferior à atual pelo serviço prestado por esses empreendimentos. A queda na remuneração vai levar a Eletrobras a uma perda de anual de cerca de R$ 8 bilhões – o equivalente a 25% da receita da empresa, que é de R$ 31 bilhões.

Nas últimas semanas, a expectativa de perdas levou a queda no valor das ações da Eletrobras. Além da remuneração, considerada baixa, os investidores também ficaram descontentes com os R$ 14 bilhões oferecidos pelo governo para indenizar a empresa por investimentos feitos e que não terão tempo de ser amortizados (pagos via tarifa).

Se a Franssinete está reclamando, ao seu jeito, mas está, o que eu devo dizer ?!?! CHEGA DE TANTA LOROTA E DESGOVERNO !!

O texto foi integralmente copiado do Blog da Franssinete Florenzano, eu teria sido um pouco mais incisivo, mas o importante é o aviso.
 
Cadê a polícia comunitária?

O governador Simão Jatene precisa tomar conhecimento de que o seu discurso não está sendo implementado. Até hoje o secretário de Segurança Pública ainda não nomeou o Diretor de Prevenção à Criminalidade e à Violência e a coisa vai ficando por isso mesmo.

A anunciada construção de 30 UIPPs e a da Terra Firme encheu de esperança a população. Mas a primeira, inaugurada há mais de um ano, não funciona como deveria funcionar, dentro da filosofia de Polícia Comunitária. O que há lá é um amontoado de policiais, reduzindo o que seria um grande trabalho preventivo em mais uma delegacia. E mais: os seis cursos nacionais de polícia comunitária, previstos para serem realizados por convênio assinado com a Secretaria Nacional de Segurança Pública, não foram realizados por falta de quorum por parte dos órgãos de segurança: simplesmente não mandaram os policiais civis e militares e nem os bombeiros para a sala de aula.

Como se vê, até os recursos já garantidos para prevenir e combater a violência têm sido desprezados, os conceitos ignorados e salta aos olhos a falta de interesse. Sem mover uma palha, como esperar reduzir a criminalidade? E essa história de chamar a imprensa para mostrar estatísticas irreais só não cansou quem faz uso dela. Vão insistir nisso até quando? Acreditem. A população não é burra.

Bancos regionais sob ameaça. É o que diz o jornalista Felipe Patury

Retirantes: o futuro dos bancos regionais

As bancadas do Norte e Nordeste estão em polvorosa. Firmou-se nelas a convicção de que o governo pretende esvaziar o Banco do Nordeste e o Banco da Amazônia para, depois, incorporar suas operações comerciais ao Banco do Brasil e às de fomento ao BNDES. O temor foi reforçado depois que o Banco do Nordeste desistiu de receber depósitos feitos em juízo e passou parte de seus serviços de tecnologia para a uma subsidiária do BB.


Pesquisa de boca de urna mostra oposição à frente nas eleições do Fla


Eduardo Bandeira de Mello, da chapa Azul, aparece como líder das pesquisas, à frente de Patrícia Amorim

Por GLOBOESPORTE.COMRio de Janeiro

Passadas pouco mais de três horas do início da votação, a oposição aparece à frente nas eleições para a presidência do Flamengo. A última pesquisa de boca de urna indicou Eduardo Bandeira de Mello, da chapa Azul, na liderança, seguido de Patrícia Amorim, que busca a reeleição para o triênio 2013/2015. Jorge Rodrigues vem em terceiro lugar. As urnas foram abertas às 8h desta segunda-feira e serão encerradas às 21h.

A pesquisa de boca de urna vem sendo feita por militantes das três chapas. Os eleitores deixam as cabines de votação por uma única saída, onde, então, são questionados. A última pesquisa, divulgada por volta das 11h, mostrou Eduardo Bandeira de Mello na primeira colocação com 339 votos (45%), seguido de Patrícia Amorim, com 168 (22,3%), e Jorge Rodrigues, com 94 (12,5%). Além disso, 153 eleitores (20,2%) não responderam.

Clique aqui e acompanhe as eleições do Flamengo em Tempo Real

Na briga pelo posto de presidente do Flamengo, os próprios candidatos reforçam a boca de urna. Os três postulantes procuram interagir com os eleitores que chegam ao ginásio da Gávea para votar sem uma indicação de preferência.

O Flamengo tem 5.990 sócios aptos a voto. Nas eleições de 2009, 2.342 sócios exerceram o direito.

domingo, 2 de dezembro de 2012

Leandro Fortes: Cardozo fica de fora da Operação da PF, constrangendo governo e PT | Maria Frô

Leandro Fortes: Cardozo fica de fora da Operação da PF, constrangendo governo e PT | Maria Frô

Por Leandro Fortes, em CartaCapital

30/11/2012



José Eduardo Cardozo foi avisado ou não pelo delegado Roberto Troncon Filho, superintendente da PF em SP, da Operação Porto Seguro?Só o ministro poderá esclarecer. A praxe é comunicar um dia antes


O alvo era Lula. Essa é a única conclusão a que políticos governistas e o Palácio do Planalto conseguiram chegar até agora sobre os acontecimentos que resultaram na Operação Porto Seguro. Não que a Polícia Federal tenha agido incorretamente. Os fatos comprovam a existência de um esquema de venda de pareceres de agências reguladoras intermediado por Rosemary Nóvoa de Noronha, chefe de gabinete do escritório paulista da Presidência da República.

A operação envolveu 180 agentes nas cidades de Cruzeiro, Dracena, Santos, São Paulo e Brasília. Foram cumpridos 26 mandados de busca e apreensão em São Paulo, 17 na capital federal e 18 acusados acabaram indiciados.

Desse ponto para frente, tudo pareceu calculado para causar constrangimentos ao governo e ao PT. Começou pela maneira de divulgação da notícia. Em vez de convocar uma coletiva e informar todos os veículos de comunicação sobre os detalhes da Porto Seguro, a superintendência da PF em São Paulo vazou as informações de forma seletiva.

Dois dias depois, o superintendente regional, Roberto Troncon Filho, chegou a confirmar uma informação logo desmentida pelo Ministério Público Federal: a de que o ex-presidente Lula havia sido grampeado em 122 ligações com Rosemary. Da mesma forma, a participação do ex-ministro José Dirceu, insinuada nas primeiras horas, foi descartada.

“Não tem uma relação direta dele de sociedade ou de eventual lucro”, disse a procuradora Suzane Fairbanks.

Entre os indiciados está o ex-advogado-geral-adjunto da União José Weber de Holanda Alves, exonerado do cargo. Ele é suspeito de ter recebido propina do ex-senador do PFL (atual DEM) do Amzonas Gilberto Miranda, também indiciado pela PF, para dar parecer favorável sobre a ocupação da Ilha das Cabras, no litoral paulista. A participação de Alves jogou a crise sobre a Advocacia-Geral da União e praticamente enterrou as pretensões de Luis Inacio Adams de ocupar uma cadeira no Supremo Tribunal Federal.

A inclusão da AGU no escândalo, além de alimentar mais uma teoria da conspiração dentro do governo, acendeu a luz amarela no Palácio do Planalto em relação a Adams, funcionário de carreira que mantinha estreita ligação com Holanda. Ambos se conhecem há dez anos, desde quando trabalhavam para o então advogado-geral da União Gilmar Mendes, atual ministro do STF.

Em junho do ano passado, Adams deu um estranho parecer favorável a Mendes numa ação privada na qual o ministro pretendia se livrar de um sócio no Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP). Para encerrar o processo, Mendes foi obrigado a desembolsar 8 milhões de reais.

Igualmente nebulosa é a participação do diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello Coimbra. Somente o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, vai poder esclarecer se o governo foi avisado ou não com antecedência. E se, do ponto de vista ético, isso teria sido necessário, haja vista ser a PF uma polícia judiciária, embora subordinada ao Ministério da Justiça.

A praxe manda que o ministro seja avisado, genericamente, um dia antes. Uma vez iniciada a operação, cabe ao diretor-geral detalhar o que está sendo feito, logo em seguida à ação dos agentes federais. Cardozo foi convidado a se explicar na quarta-feira 5 na Câmara dos Deputados. Mais uma vez, Dilma Rousseff se vê obrigada a gerenciar uma crise política, da qual soube pelos relatos da mídia.

A investigação começou com um inquérito civil público para a apuração de improbidade administrativa. O ex-auditor do Tribunal de Contas da União (TCU) Cyonil da Cunha Borges de Faria Júnior revelou à Polícia Federal ter recebido 100 mil reais de um total de 300 mil que lhe seriam pagos por um parecer técnico fajuto. Sua função seria beneficiar um grupo empresarial que atua no Porto de Santos, a empresa Tecondi (Terminal para Contêineres da Margem Direita), em um contrato com a Companhia Docas de São Paulo (Codesp).

Transformada em mais um escândalo midiático de grandes proporções, a operação passou a mobilizar diversos setores do governo em busca de explicações para a crise. Na quarta-feira 28, a pedido da presidenta Dilma Rousseff, o deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP) chegou a pedir auxílio ao deputado Protógenes Queiroz (PcdoB-SP) em busca de informações sobre os meandros da Porto Seguro.

O delegado voltou ao Palácio do Planalto quatro anos depois de ter sido enxotado da PF por ter levado a Operação Satiagraha a investigar o então chefe de gabiente de Lula, o atual secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho. À época, Carvalho foi flagrado ao passar informações para o ex-deputado petista Luis Eduardo Greenhalgh, advogado do banqueiro Daniel Dantas, um dos alvos da Satiagraha.

Protógenes não perdeu a chance de botar a boca no trombone. A um grupo de parlamentares petistas e a auxiliares de Dilma, o deputado classificou a Porto Seguro de “operação seletiva” e apontou um desafeto, Troncon Filho, como principal responsável pela suposta trama para atingir Lula e o PT.

Segundo Protógenes, a ação obedeceu ao mesmo modelo da Operação Lunus, realizada na empresa de Jorge Murad, marido da governadora do Maranhão, Roseana Sarney. Em 2002, agentes da Polícia Federal de São Paulo apreenderam 1,3 milhão de reais no escritório de Murad e assim afundaram a pré-candidatura de Rosena à Presidência da República, fato muito festejado pelo tucano José Serra, apontado como mentor da ação policial.

O delegado Troncon tomou posse na Superintendência da Polícia Federal de São Paulo em maio de 2011, nomeado pelo então diretor-geral Luiz Fernando Corrêa. Antes, em 2005, havia assumido a chefia da Delegacia de Repressão a Crimes Financeiros. Em setembro de 2007, foi nomeado para a Diretoria de Combate ao Crime Organizado (DCOR).

Protógenes afirmou que a Operação Porto Seguro tem como pano de fundo uma disputa interna dentro da Polícia Federal sobre a qual o ministro Cardozo, aparentemente, não tem conhecimento nem, muito menos, controle. A briga se daria principalmente entre delegados simpatizantes do PSDB, quase todos lotados em São Paulo e Minas Gerais, e os remanescentes da gestão do delegado Paulo Lacerda durante o primeiro mandato do governo Lula. A isso se aliou a insatisfação dos servidores da PF com as negociações por aumento salarial, emperradas no governo.

Troncon é apontado como parte da ala tucana ligada ao ex-deputado Marcelo Itagiba. Além disso, é remanescente da confusa gestão de Luis Fernando Correa, acusado de torturar e cegar uma empregada doméstica no Rio Grande do Sul e, mais tarde, de desviar dinheiro na compra de equipamentos de segurança para os Jogos Panamericanos do Rio, em 2007, quando era secretário nacional de Segurança Pública.



Blog do Puty: Avanços no combate à desigualdade

Blog do Puty: Avanços no combate à desigualdade

Publicado em O Liberal 02/12/2012Cláudio Puty (*)

Até conservadores intelectualmente honestos admitem que o mercado é um mecanismo capacitado a criar riquezas, mas incompetente para distribuí-las com equidade e que, por isso, a tendência histórica do capitalismo de livre mercado é o aumento da concentração, mesmo que relativa, de estoques e fluxos de riqueza, inter e intranações.

A rica experiência dos séculos XIX e XX demonstra que períodos de maior aumento da desigualdade em nível mundial estão diretamente relacionados à liberalização, seja ela comercial ou financeira. As ilusões do liberalismo, subitamente perdidas nas trincheiras da Primeira Guerra Mundial e na dèbâcle de 1929, não conseguiam esconder, ainda na sua Era Dourada, uma sucessão de grandes crises econômicas e um enorme aumento da desigualdade social, conforme descrito na literatura de Dickens, nos escritos econômicos de Marx e nos diversos relatos da destruição das tradicionais indústrias têxteis da China e Índia, subjugadas então pelo colonialismo europeu.

A partir dos anos 80 do século passado, quando iniciamos um novo período de forte liberalização da atividade econômica - e desta vez com ampla hegemonia do capital financeiro -, mais uma vez o mundo testemunhou uma explosão da concentração de renda e riqueza, inclusive com o desmonte dos diversos mecanismos de proteção social criados nos países industrializados a partir de 1930.
A lição que aprendemos nestes duzentos anos de história econômica é que a intervenção do Estado é absolutamente necessária para os fins de combate à iniquidade gerada pelo funcionamento rotineiro do capitalismo.

A história de nosso país, inclusive em sua recente e inédita experiência democrática, serve de boa ilustração a nosso argumento. A combinação da herança colonial escravocrata com derrotas políticas dos setores populares abortaram por todo século XX amplos processos de mudança social por essas bandas. O resultado é sermos uma das sociedades mais desiguais do mundo.

Nossa sina, cruzemos os dedos, parece estar mudando. Segundo um documento publicado esta semana pelo IBGE, denominado Síntese dos Indicadores Sociais (SIS) 2012 e elaborado com base na PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio), as desigualdades do país se reduziram drasticamente entre 2001 e 2011 graças à valorização do salário mínimo, do crescimento econômico e dos programas de transferência de renda, como o Bolsa Família. Com isso, no ano passado, o Brasil alcançou sua menor desigualdade de renda em 30 anos: o Coeficiente de Gini passou de 0,583 em 1981 para 0,508 em 2011. Note-se que, em 2004, esse índice ainda era de 0,559. O Coeficiente Gini mede a distribuição de renda de um país e quanto mais próximo do zero, maior a igualdade.

Na década em questão (2001- 2011), os 20% mais ricos tiveram sua participação na renda nacional diminuída de 63,7% para 57,5%, enquanto os 20% mais pobres pela primeira vez viram sua participação aumentar, passando de 2,5% para 3,5% do total da renda. Neste período, a razão entre a renda familiar per capita dos 20% mais ricos em relação aos 20% mais pobres da população caiu de cerca de 24 para 16,5 vezes. Apesar dessa melhoria, não se pode ter a ilusão de que a desigualdade foi vencida, visto que
os 20% mais ricos ainda detêm quase 60% da renda nacional.

Acredito estarmos no caminho certo. Os índices coletados pela SIS 2012 indicam uma melhoria geral de condições de vida em diversos setores. As mulheres e os trabalhadores informais foram os mais beneficiados. No período em questão, elas tiveram 22,3% de ganhos reais e trabalhadores informais, 21,2%. Já a formalidade entre as mulheres no mercado de trabalho cresceu de 42,3% para 54,8%, e a proporção de pessoas com 16 anos ou mais com carteira assinada foi de 45,3% para 56%. O segmento entre 16 e 24 anos foi o que mais aumentou na formalização do trabalho, passando de 40,8% em 2006 para 53,5% em 2011.

Também é significativo notar que a expansão dos programas de transferência de renda, como o Bolsa Família, resultou no aumento do rendimento médio do trabalho das famílias de baixa renda. Para quem ganha até ¼ do salário mínimo, o rendimento médio do trabalho cresceu de R$ 273 para R$ 285. E subiu de R$ 461 para R$ 524 para os que estão na faixa de ¼ e ½ salário mínimo.

Na área da Educação, a SIS revelou que o percentual de crianças de zero a cinco anos nas escolas cresceu de 25,8% para 40,7%. Em relação à escolarização dos adolescentes entre 15 e 17 anos, o crescimento foi menor – de 81% para 83,7% –, mas o avanço na taxa de frequência desses jovens ao ensino médio foi mais significativo para aqueles que pertencem às famílias com menores rendimentos (de 13% em 2001 para 36,8% em 2011) e entre negros e pardos (de 24,4% para 45,3%). Hoje, felizmente, é consenso que a diminuição da desigualdade social é um fator fundamental para que a democracia se fortaleça e se consolide no país. E o Brasil, por decisão eminentemente política de seu povo, finalmente começou a avançar nesta direção.

Felipão é xingado em festa de final de ano de funcionários do Banco do Brasil em São Paulo | Blog UOL Esporte

Felipão é xingado em festa de final de ano de funcionários do Banco do Brasil em São Paulo | Blog UOL Esporte

UOL Esporte




Parece que o pedido de desculpas não foi o suficiente para que os funcionários do Banco do Brasil perdoassem o novo técnico da seleção brasileira. Durante sua apresentação no cargo, Luiz Felipe Scolari disse que, se quem quiser algo tranquilo, “que vá trabalhar no Banco do Brasil”, o que gerou irritação dos funcionários da estatal.


Entidades sindicais ligadas aos bancários divulgaram uma série de notas de repúdio contra o treinador, que depois veio a público se desculpar pela gafe. No entanto, pelo menos os funcionários de São Paulo do BB não quiseram saber das escusas de Felipão.


Durante a festa de final de ano do Banco do Brasil, em uma casa de show na Grande São Paulo, os funcionários puxaram um coro, xingando Scolari, no meio do show da banda Capital Inicial. Depois disso, ele também foi ofendido durante o cover da música “Que País É Esse”, da Legião Urbana.


Dinho Ouro Preto, vocalista da banda, entrou na pilha dos presentes e criticou duramente o treinador por sua passagem pelo Palmeiras, o culpando pelo rebaixamento no Campeonato Brasileiro, e por sua frase sobre o Banco do Brasil.



Flamengo: O gigante adormecido.

Hiroshi Bogéa On line  Quem ama o Flamengo, tem que azular

Amanhã, dia 3, certamente será um dos dias mais importantes na vida política do Flamengo: a escola da futura diretoria.

Até quatro chapas concorrem, mas a disputa forte deverá ser entre a atual presidente, Patrícia Amorim, Jorge Rodrigues e Eduardo Bandeira de Mello

A primeira representa o atraso, a miudeza, o status de clube que se contenta com a pequenez.

A segunda, um amontoado de ex-presidentes rancorosos sem nenhuma proposta revolucionária, para o clube

A terceira chapa, a azul, a esperança do clube que possui a maior torcida do mundo.

Patrícia é aquilo que está lá, sob o protesto da maioria dos torcedores rubro-negros.

Eduardo tem em torno de si um time de executivos bem-sucedidos dispostos a transformar o Mengão numa das potenciais do futebol mundial.

Nesta segunda-feira, o Flamengo tem a oportunidade de escolher aquele que terá o poder de decidir a vida do Clube em assuntos estratégicos.

Não será mais uma eleição da vida política Rubro Negra, mas sim uma disputa onde vai se decidir quem tratará de assuntos decisivos a longo prazo: Maracanã e Adidas.

Afinal, quem vai negociar com a empresa que ganhar o consórcio do Maracanã por mais de duas décadas?

Quem vai fechar um contrato de uma década com a Adidas para fornecimento de material esportivo?

Depois da dívida milionária contraída com a saída de Ronaldinho, alguém ainda deposita esperança em dia melhores com essa diretoria atual, no que tange assuntos tão burocráticos, cláusulas que se não forem bem analisadas podem lesar o clube financeiramente, como estamos vendo agora?

Hoje, o Flamengo é o único time grande do país sem patrocínio.

É o fracasso absoluto do marketing, que ainda não conseguiu tratar seu torcedor como cliente planejando um sócio-torcedor decente.

Em qualquer outra empresa a equipe desse setor já teria sido varrida sem dó.

Hoje isso não acontece porque o interesse político se sobrepõe ao do Flamengo.

Enquanto times erguem estádios, o Rubro Negro segue inerte, vendo o legado de uma Copa do Mundo e uma Olimpíada se esfarelarem.

É fato que a sede social avançou, está mais agradável, alguns espaços antes obsoletos agora estão sendo aproveitados. Duas quadras foram reformadas, mas a sede pode mais, e não vejo como essa gestão possa procurar parceiros para um investimento mais ousado.

A Gávea fica localizada num ponto estratégico, belo e um dos mais nobres da cidade, e hoje, incrivelmente, não dá lucro para o Flamengo.

Isso não pode continuar.

O que a Chapa Azul, encabeçada pelo Eduardo, pretende implantar no Flamengo, nenhuma outra chapa planeja nível profissional igual.

Primeiro, por que não tem quadro suficiente; segundo por que querem manter o mesmo modelo de gestão.

A única chapa que escalou sua equipe completa foi a azul. As outras duas omitem nomes em cargos importantes.

Como os sócios podem comparar, podem analisar os quadros?

É fato que quando se anuncia nomes, e nomes de peso, como Eduardo Bandeira de Mello fez, é porque já tem um modelo de gestão estabelecido que é inerente a aliados que possam se aglutinar durante a campanha, ao contrário de Jorge Rodrigues, que está esperando as peças se moverem para acomodar seus aliados.

Não existe um plano de governo claro, existe sim é manter o status quo.

O modelo proposto pela chapa azul é simples.

Aproveitando da obrigatoriedade pelo estatuto de se ter cargos amadores, Bandeira de Mello uniu o útil ao agradável, fechando com nomes de peso do mercado para assumirem os cargos de vice-presidência e juntos formarem um Conselho de Gestão, cuja missão será traçar metas, atrair investimentos, planejar e cobrar resultados dos executivos, como em qualquer empresa.

(A ideia não é fazer do Flamengo uma S/A, mas usar um modelo de gestão semelhante a de uma empresa.)

Com Wallim Gonçalves sendo o executivo geral, sua missão será receber o planejamento do Conselho e comandar os executivos que serão contratados para áreas específicas do Clube: futebol, marketing, esportes olímpicos e Fla-Gávea.

É um modelo que não admite amadorismo.

E transforma de uma obrigatoriedade estatuária em um trunfo para trazer grandes profissionais Rubro Negros do mercado e formarem um Conselho Gestor.

Definitivamente, o Flamengo não pode perder essa chance de se transformar num dos clubes mais poderosos do mundo, a médio prazo.

Patrimônio para esse empreitada o clube tem: sua torcida apaixonada;

Leandro Fortes sobre o relatório da CPI do Cachoeira: O alto preço da covardia | Maria Frô


Leandro Fortes sobre o relatório da CPI do Cachoeira: O alto preço da covardia | Maria Frô

Que Rosemary o quê, isso aqui é muito, mas muito mais absurdo.

O alto preço da covardia

Por Leandro Fortes, Carta Capital

30/11/2012

O deputado Odair Cunha, relator da CPI do Cachoeira, é mineiro, mas nunca deve ter ouvido um velho ditado rural: onde passa um boi, passa uma boiada. Cunha acabou atropelado por sua tibieza, associada à covardia da maioria da bancada petista na Câmara. Acuado pelas críticas da oposição e, principalmente, pelas ameaças nos editoriais e colunas dos meios de comunicação, irmanados na defesa corporativa de um jornalista metido até o pescoço com o crime organizado, o parlamentar cedeu. E pode pagar mais caro do que imaginava.

O deputado retirou os capítulos sobre os jornalistas e sobre Roberto Gurgel. Fortalecida, a oposição ameaça barrar todo o texto. Foto: Renato Costa/ Frame/ Estadão Conteúdo

Na terça-feira 27, em nome da suposta busca de um consenso que permitisse a aprovação de seu relatório, Cunha aceitou a exclusão do texto das menções e pedidos de indiciamento de jornalistas envolvidos com o esquema. Dessa forma, o diretor da sucursal de Brasília da revista Veja, Policarpo Jr., que entre outras solicitou aos arapongas a serviço de Cachoeira grampos ilegais de um parlamentar, não será obrigado a explicar suas relações incomuns e fora de qualquer parâmetro jornalístico com uma quadrilha de malfeitores. Também sairá imune o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, acusado de prevaricação ao ter engavetado por um longo tempo as investigações contra o ex-senador Demóstenes Torres, um fiel serviçal do bicheiro.

Se imaginava aplacar os ânimos da oposição e de uma parte da bancada governista, o relator se enganou. Diante do recuo, o PSDB sentiu-se fortalecido e decidiu batalhar pela exclusão do pedido de indiciamento do governador goiano Marconi Perillo, chefe de uma administração na qual Cachoeira tinha livre trânsito e poder desmedido. E uma porção do PMDB trabalha para que também fique de fora a construtora Delta, maior beneficiária dos serviços da quadrilha. O objetivo é evitar que futuras investigações alcancem Sergio Cabral, governador do Rio de Janeiro e amigo de “baladas” de Fernando Cavendish, dono da empresa. E há quem no Congresso fale na rejeição total do texto de Cunha, apesar da exclusão de longos trechos do relatório.

*Leia matéria completa na Edição 726 de CartaCapital, já nas bancas


Na Ilharga: Ação penal contra o ‘mensalão tucano’ é reforçada no STF


Na Ilharga: Ação penal contra o ‘mensalão tucano’ é reforçada no STF

Ação penal contra o ‘mensalão tucano’ é reforçada no STF

O ‘mensalão tucano’, como ficou conhecido o esquema de corrupção de onde se originou a Ação Penal (AP) 470 no Supremo Tribunal Federal (STF) que entra na reta final com a condenação de 25 réus, acaba de ficar mais robusto. O inquérito 2280, que apura a suposta prática dos crimes de peculato e lavagem de dinheiro, durante a campanha para a reeleição do hoje senador Eduardo Azeredo (PSDB) ao governo do Estado de Minas Gerais, foi aberto em 2009 e agora, na condição de uma Ação Penal, é fortalecido com a renovação dos prazos processuais. A denúncia, conforme apurou o Correio do Brasil, foi oferecida contra 15 acusados, dos quais apenas um, o senador Azeredo, detém prerrogativa de foro perante o STF.

As investigações buscam apurar uma transferência de R$ 3,5 milhões dos cofres públicos de Minas Gerais, a partir das estatais mineiras COPASA, COMIG e BEMGE para a empresa privada SMP&B Comunicação, do publicitário Marcos Valério, sob a justificativa formal de patrocínio a três eventos esportivos cuja organização era controlada pela empresa de três acusados. Um outro inquérito porém, de número 3530, também do STF, passa a integrar a ação contra a alta cúpula do PSDB nacional, com a anexação de um outro escândalo, conhecido como “Lista de Furnas”, que trata da transferência de dinheiro público para a compra de parlamentares para votar a lei que permitiu a reeleição do então presidente da República, Fernando Henrique Cardoso.

O processo do ‘mensalão tucano’ guarda, ainda, outros fatos explosivos, como o assassinato de uma modelo, em Belo Horizonte; um incêndio criminoso, ameaças de morte e corrupção. Advogado de um dos denunciantes do esquema criminoso, Dino Miraglia Filho buscou o apoio da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, nesta quarta-feira, após denunciar que tem sido ameaçado, supostamente por parte do delegado de Polícia Civil Márcio Nabak. Segundo o advogado, as ameaças teriam começado em julho de 2012, quando ele assumiu a defesa de Nilton Antônio Monteiro, denunciante da chamada ‘Lista de Furnas’.

(Com Texto Livre)

Altamiro Borges: Rosemary e a mão que balança o berço

Altamiro Borges: Rosemary e a mão que balança o berço

Por Renato Rovai, em seu blog:

Durante todo este ano a mídia tradicional jogou duro para que o julgamento do mensalão viesse a coincidir com o período eleitoral. O Supremo Tribunal Federal (STF), que não se move por pressões (que fique bem claro!), construiu um calendário perfeito. Todos os principais casos da Ação Penal 470 foram julgados na boca do primeiro ou do segundo turno. E a mídia se esbaldou na cobertura, fazendo de tudo para que a operação implicasse em prejuízo para candidaturas petistas.

Não se pode dizer que a operação foi completamente mal sucedida. Em algumas cidades, essa cobertura tirou votos de candidatos petistas que foram suficientes para derrotas eleitorais. Mas na principal cidade do país, São Paulo, a operação deu com os burros n´água.

Por isso, após o julgamento da Ação Penal 470, havia quem esperasse que o STF se voltasse para o mensalão tucano e que, mesmo contrariada, nossa mídia tradicional tupiniquim desse algum destaque ao assunto.

Robin não perdoaria: “Quanta ingenuidade, Batman!”

O caso da vez é a Operação Porto Seguro, que envolve a ex-chefe do escritório da Presidência em São Paulo, Rosemary Noronha. Ainda não existem provas suficientes para responsabilizá-la pelo que ocorreu no esquema de desvio de verbas que envolveria os irmãos Paulo e Rubens Vieira. Mesmo assim, sem provas e com uma operação que precisa ser investigada, os colunistas que são recebidos com honras e pompas nos gabinetes do Palácio do Planalto e cujos veículos são beneficiados com grande volume de verbas publicitárias pela Secretária de Comunicação, já deram o veredicto. Rose é amante de Lula. Este é o crime a ser investigado.

A matéria de hoje na Folha de S. Paulo republicada pelo Azenha com um bom comentário ao final escancara a história.

E agora éticos como Augusto Nunes e Reinaldo Azevedo não têm motivos para não tripudiarem.

O amigo acha que se deveria esperar algo diferente? Alguma ilusão? A mídia tradicional quer reescrever a biografia de Lula. Ela não aceita que o ex-operário passe para a história como o presidente que mudou o país, tirando-o da histórica subserviência internacional e melhorando imensamente a vida de milhões de pessoas. E para atingir seus objetivos, esses veículos não têm limites. A mesma Folha já publicou artigo de um tal César Benjamim que acusava Lula de ter estuprado um “garoto do MEP” na prisão.

Ou seja, Lula é a bola da vez. Zé Dirceu já é passado e só falta a foto com algemas. Se Lula não for completamente desmoralizado não será possível acabar com essa raça, como registrou Jorge Bornhausen num tempo não tão distante.

A questão que intriga é que mesmo com tudo isso, os governos petistas tanto no plano federal quanto em nível estadual e municipal continuam balançando o berço da mídia tradicional. A Secretaria de Comunicação (Secom) do governo federal, por exemplo, enviou diversos sinais de que a vida mansa desses veículos não será alterada. Ao contrário, as mensagens que chegam é de que os veículos independentes é que terão que arrumar outras formas de sustento, porque a tal “mídia técnica” não nos entende como merecedores de publicidade.

A “mídia técnica” adotada no Brasil de técnica não tem nada. Há no mundo inteiro diversas formas de distribuição dos recursos de publicidade que levam em consideração a ampliação da diversidade informativa. E mesmo no Brasil há experiências, como a da compra de alimentos para a merenda escolar, onde 30% são destinados para a agricultura familiar, que poderiam inspirar novos modelos na Secom. Mas que nada. Tanto no governo federal quanto em outras instâncias o PT e alguns de seus aliados preferem investir nos algozes. São esses veículos que têm perdido audiência e leitores que mantém seus quinhões inalterados na distribuição de receitas.

O fato é que está cada dia mais difícil fazer jornalismo que não seja de adulação ao mercado e de detonação ao petismo. Este jornalismo consegue ter os anúncios privados e ao mesmo tempo os recursos governamentais. Os que insistem em fazer jornalismo em defesa dos movimentos sociais e em se relacionar com governos petistas de forma independente, mas sem entendê-los como células de uma grande organização criminosa, ficam sem os recursos do mercado e são punidos por esses mesmos governos que entendem que fazemos “jornalismo político”.

Veja, Globo, Folha e Estado não fazem jornalismo político. Por isso, a Folha pode publicar uma matéria sem que haja uma fonte sequer falando em on e mesmo assim afirme que Rosemary Noronha é amante de Lula. Eles são limpos, nós sujos.

A verdade é que não há nada mais político do que quando alguém impõe um limite técnico para sustentar seu discurso. Até para defender a escravidão havia um certo discurso “técnico”.

Folha vai à suíte presidencial para sugerir caso de Lula com Rose « Viomundo – O que você não vê na mídia

Folha vai à suíte presidencial para sugerir caso de Lula com Rose « Viomundo – O que você não vê na mídia

Folha vai à suíte presidencial para sugerir caso de Lula com Rose
publicado em 1 de dezembro de 2012 às 12:45

Relação com Lula explica influência de ex-assessora
da Folha de S. Paulo

DE BRASÍLIA
DE SÃO PAULO

A influência exercida pela ex-chefe do escritório da Presidência da República em São Paulo, Rosemary Noronha, no governo federal, revelada em e-mails interceptados pela operação Porto Seguro, decorre da longa relação de intimidade que ela manteve com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Rose e Lula conheceram-se em 1993. Egressa do sindicato dos bancários, ela se aproximou do petista como uma simples fã.

O relacionamento dos dois começou ali, a um ano da corrida presidencial de 1994.

À época, ela foi incorporada à equipe da campanha ao lado de Clara Ant, hoje auxiliar pessoal do ex-presidente. Ficaria ali até se tornar secretária de José Dirceu, no próprio partido.

Marisa Letícia, a mulher do ex-presidente, jamais escondeu que não gostava da assessora do marido.

Em 2002, Lula se tornou presidente. Em 2003, Rose foi lotada no braço do Palácio do Planalto em São Paulo, como “assessora especial” do escritório regional da Presidência na capital.

Em 2006, por decisão do próprio Lula, foi promovida a chefe do gabinete e passou a ocupar a sala que, na semana retrasada, foi alvo de operação de busca e apreensão da Polícia Federal.

Nesse papel de direção, Rose contava com três assessores e motorista.

Sua tarefa era oficialmente “prestar, no âmbito de sua atuação, apoio administrativo e operacional ao presidente da República, ministros de Estado, secretários Especiais e membros do gabinete pessoal do presidente da República na cidade de São Paulo”.

Durante 19 anos, o relacionamento de Lula e Rose se manteve oculto do público.

Em Brasília, a agenda presidencial tornou a relação mais complicada.

Quando a então primeira-dama Marisa Letícia não acompanhava o marido nas viagens internacionais, Rose integrava a comitiva oficial.

Segundo levantamento da Folha tendo como base o “Diário Oficial”, Marisa não participou de nenhuma das viagens oficiais do ex-presidente das quais Rosemary participou.

Integrantes do corpo diplomático ouvidos pela reportagem, na condição de anonimato, afirmam que a presença dela sempre causou mal-estar dentro do Itamaraty. Na opinião deles, a ex-chefe do escritório da Presidência em São Paulo não era necessária.

Oficiais da Aeronáutica se preocupavam com o fato de que ela por vezes viajava no avião presidencial sem estar na lista oficial. Em muitas vezes, Rose seguia em voos da equipe que desembarca antes do presidente da República para preparar sua chegada.

Nessas viagens, seguranças que guardavam a porta da suíte presidencial nas missões fora do Brasil registravam ao superior imediato a presença da assessora. Oficiais do cerimonial elaboravam roteiro e mapa dos aposentos de modo a permitir que o presidente não fosse incomodado.

Durante esses quase 20 anos, Rose casou-se duas vezes. Seu primeiro marido, José Cláudio Noronha, trabalhou na Casa Civil do então ministro José Dirceu quando Rosemary assumiu o escritório de São Paulo.

Na chefia do gabinete, ela construiu a fama de pessoa de temperamento difícil. Lula chegou a receber de amigos reclamações dando conta de que ela tratava mal os funcionários.

Um deles descreveu um episódio em que ela teria pedido para serventes limparem “20 vezes” o chão do escritório até que ficasse realmente limpo.

Apesar do temperamento, Rose era discreta e não gostava de contato com a imprensa. Em algumas festas e cerimônias, controlava a porta de salas vips, decidindo quem podia ou não entrar. Também costumava se consultar com o médico de Lula e da presidente Dilma Rousseff, Roberto Kalil.

Rose acompanhou o ex-presidente em algumas internações durante o período em que este se recuperava do tratamento de um câncer no Sírio-Libanês, em São Paulo. Mas só pisava no hospital quando Marisa Letícia não estava por perto.

Na campanha presidencial de 2006, a chefe de gabinete circulou nos debates televisivos que Lula teve com o tucano Geraldo Alckmin.

Ministros e amigos do ex-presidente não negam o relacionamento de ambos. Foi de Lula a decisão de manter Rosemary em São Paulo, conforme relatos de pessoas próximas.

Procurado pela Folha, o porta-voz do Instituto Lula, José Chrispiniano, afirmou que o ex-presidente Lula não faria comentários sobre assuntos particulares.

PS do Viomundo: Dezenove anos foi mais ou menos quanto ficou oculta a relação de FHC com a jornalista da Globo.

A raposa quer cuidar do galinheiro, mas cadê a grana da Taxa Mineral que seria justamente para ser aplicada na melhoria doa fiscalização do setor ? Lorotas, sempre lorotas !!

Blog Franssinete Florenzano - Belém - Pará - Mão na roda do licenciamento

O Sindicato das Indústrias Minerais do Estado do Pará celebrou Acordo de Cooperação Técnica através do qual vai apoiar a Sema com consultoria especializada na confecção de projetos focados na reestruturação organizacional e descentralização da Secretaria.

José Fernando Gomes Jr., presidente do Simineral, diz que a parceria entre a iniciativa privada e o poder público permitirá investimentos e ações que auxiliem o desenvolvimento da gestão ambiental, e que o Pará poderá aperfeiçoar sua capacidade de monitorar grandes projetos, dar respostas ágeis aos processos de licenciamento e permitir melhor planejamento da pauta ambiental.

O Secretário de Estado de Meio Ambiente, José Alberto Colares, quetenta consertar o avião em pleno voo, festeja a ajuda: “enquanto estamos reestruturando a Sema, precisamos continuar a licenciar e gerir. Apoio de instituições como Simineral são fundamentais para alcançarmos nosso objetivo”.

Assim como são as pessoas, são as criaturas !!

Folha de S.Paulo - Poder - Em campanha para o STF, Luiz Fux procurou José Dirceu - 02/12/2012

Em campanha para o STF, Luiz Fux procurou José Dirceu

MÔNICA BERGAMO
COLUNISTA DA FOLHA

O ministro Luiz Fux, 59, diz que desde 1983, quando, aprovado em concurso, foi juiz de Niterói (RJ), passou a sonhar com o dia em que se sentaria em uma das onze cadeiras do Supremo Tribunal Federal (STF).

Quase trinta anos depois, em 2010, ele saía em campanha pelo Brasil para convencer o então presidente Lula a indicá-lo à corte.

Fux era ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça), o penúltimo degrau na carreira da magistratura. "Estava nessa luta" para o STF desde 2004 --sempre que surgia uma vaga, ele se colocava. E acabava preterido. "Bati na trave três vezes", diz.

'Pensei que não tinha provas; li o processo do mensalão e fiquei estarrecido', diz Fux
Sérgio Lima/Folhapress

Ministro Luiz Fux no prédio do Supremo Tribunal Federal, em Brasília


AVAL

Naquele último ano de governo Lula, era tudo ou nada.

Fux "grudou" em Delfim Netto. Pediu carta de apoio a João Pedro Stedile, do MST. Contou com a ajuda de Antônio Palocci. Pediu uma força ao governador do Rio, Sergio Cabral. Buscou empresários.

E se reuniu com José Dirceu, o mais célebre réu do mensalão. "Eu fui a várias pessoas de SP, à Fiesp. Numa dessas idas, alguém me levou ao Zé Dirceu porque ele era influente no governo Lula."

O ministro diz não se lembrar quem era o "alguém" que o apresentou ao petista.

Fux diz que, na época, não achou incompatível levar currículo ao réu de processo que ele poderia no futuro julgar. Apesar da superexposição de Dirceu na mídia, afirma que nem se lembrou de sua condição de "mensaleiro".

"Eu confesso a você que naquele momento eu não me lembrei", diz o magistrado. "Porque a pessoa, até ser julgada, ela é inocente."

Conversaram uma só vez, e por 15 minutos, segundo Fux. Conversaram mais de uma vez, segundo Dirceu.

A equipe do petista, em resposta a questionamento da Folha, afirmou por e-mail: "A assessoria de José Dirceu confirma que o ex-ministro participou de encontros com Luiz Fux, sempre a pedido do então ministro do STJ".

Foram reuniões discretas e reservadas.

CURRÍCULO

Para Dirceu, também era a hora do tudo ou nada.

Ele aguardava o julgamento do mensalão. O ministro a ser indicado para o STF, nos estertores do governo Lula, poderia ser o voto chave da tão sonhada absolvição.

A escolha era crucial.

Fux diz que, no encontro com Dirceu, nada disso foi tratado. Ele fez o seguinte relato àFolha:

Luiz Fux - Eu levei o meu currículo e pedi que ele [Dirceu] levasse ao Lula. Só isso.

Folha - Ele não falou nada [do mensalão]?

Ele falou da vida dele, que tava se sentindo... em outros processos a que respondia...

Tipo perseguido?

É, um perseguido e tal. E eu disse: "Não, se isso o que você está dizendo [que é inocente] tem procedência, você vai um dia se erguer". Uma palavra, assim, de conforto, que você fala para uma pessoa que está se lamentando.

MATO NO PEITO

Dirceu e outros réus tiveram entendimento diferente. Passaram a acreditar que Fux votaria com eles.

Uma expressão usual do ministro, "mato no peito", foi interpretada como promessa de que ele os absolveria.

Fux nega ter dado qualquer garantia aos mensaleiros.

Ele diz que, já no governo Dilma Rousseff, no começo de 2011, ainda em campanha para o STF (Lula acabou deixando a escolha para a sucessora), levou seu currículo ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. Na conversa, pode ter dito "mato no peito".

Folha - Cardozo não perguntou sobre o mensalão?

Não. Ele perguntou como era o meu perfil. Havia causas importantes no Supremo para desempatar: a Ficha Limpa, [a extradição de Cesare] Battisti. Aí eu disse: "Bom, eu sou juiz de carreira, eu mato no peito". Em casos difíceis, juiz de carreira mata no peito porque tem experiência.

Em 2010, ainda no governo Lula, quando a disputa para o STF atingia temperatura máxima, Fux também teve encontros com Evanise Santos, mulher de Dirceu.

Em alguns deles estava o advogado Jackson Uchôa Vianna, do Rio, um dos melhores amigos do magistrado.

Evanise é diretora do jornal "Brasil Econômico". Os dois combinaram entrevista "de cinco páginas" do ministro à publicação.

Evanise passou a torcer pela indicação de Fux.

Em Brasília, outro réu do mensalão, o deputado João Paulo Cunha (PT-SP), articulava apoio para Fux na bancada do PT.

A movimentação é até hoje um tabu no partido. O deputado Cândido Vacarezza (PT-SP) é um dos poucos que falam do assunto.

Vacarezza - Quem primeiro me procurou foi o deputado Paulo Maluf. Eu era líder do governo Lula. O Maluf estava defendendo a indicação e me chamou no gabinete dele para apresentar o Luiz Fux. Tivemos uma conversa bastante positiva. Eu tinha inclinação por outro candidato [ao STF]. Mas eu ouvi com atenção e achei as teses dele interessantes.

Folha - E o senhor esteve também na casa do ministro Fux com João Paulo Cunha?

Eu confirmo. João Paulo me ligou dizendo que era um café da manhã muito importante e queria que eu fosse. Eu não te procurei para contar. Mas você tem a informação, não vou te tirar da notícia.

O mensalão foi abordado?

Não vou confirmar nem vou negar as informações que você tem. Mas eu participei de uma reunião que me parecia fechada. Tinha um empresário, tinha o João Paulo. Sobre os assuntos discutidos, eu preferia não falar.

Fux confirma a reunião. Mas diz que ela ocorreu depois que ele já tinha sido escolhido para o STF. Os petistas teriam ido cumprimentá-lo.

Na época, Cunha presidia comissão na Câmara por onde tramitaria o novo Código de Processo Civil, que Fux ajudou a elaborar.

Sobre Maluf, diz o magistrado: "Eu nunca nem vi esse homem". Maluf, avisado do tema, disse que estava ocupado e não atendeu mais às chamadas da Folha. Ele é réu em três processos no STF.

CHORO

No dia em que sites começaram a noticiar que ele tinha sido indicado por Dilma para o STF, "vencendo" candidatos fortes como os ministros César Asfor Rocha e Teori Zavascki, também do STJ, Fux sofreu, rezou, chorou.

Luiz Fux - A notícia saiu tipo 11h. Mas eu não tinha sido comunicado de nada. E comecei a entrar numa sensação de que estavam me fritando. Até falei para o meu motorista: "Meu Deus do céu, eu acho que essa eu perdi. Não é possível". De repente, toca o telefone. Era o José Eduardo Cardoso. Aí eu, com aquela ansiedade, falei: "Bendita ligação!". Ele pediu que eu fosse ao seu gabinete.

No Ministério da Justiça, ficou na sala de espera.

Luiz Fux - Aí eu passei meia hora rezando tudo o que eu sei de reza possível e imaginável. Quando ele [Cardozo] abriu a porta, falou: "Você não vai me dar um abraço? Você é o próximo ministro do Supremo Tribunal Federal". Foi aí que eu chorei. Extravasei.

De fevereiro de 2011, quando foi indicado, a agosto de 2012, quando começou o julgamento do mensalão, Fux passou um período tranquilo. Assim que o processo começou a ser votado, no entanto, o clima mudou.

Para surpresa dos réus, em especial de Dirceu e João Paulo Cunha, ele foi implacável. Seguiu Joaquim Barbosa, relator do caso e considerado o mais rigoroso ministro do STF, em cada condenação.

Foi o único magistrado a fazer de seus votos um espelho dos votos de Barbosa. Divergiu dele só uma vez.

Quanto mais Fux seguia Barbosa, mais o fato de ter se reunido com réus antes do julgamento se espalhava no PT e na comunidade jurídica.

Advogados de SP, Rio e Brasília passaram a comentar o fato com jornalistas.

A raiva dos condenados, e até de Dilma, em relação a Fux chegou às páginas dos jornais, em forma de notas cifradas em colunas --inclusive da Folha.

Pelo menos seis ministros do STF já ouviram falar do assunto. E comentaram com terceiros.

Fux passou a ficar incomodado. Conversou com José Sarney, presidente do Senado. "Sei que a Dilma está chateada comigo, mas eu não prometi nada." Ele confirma.

Na posse de Joaquim Barbosa, pouco antes de tocar guitarra, abordou o ex-deputado Sigmaringa Seixas, amigo pessoal de Lula. Cobrou dele o fato de estarem "espalhando" que prometera absolver os mensaleiros.

Ao perceber que a Folha presenciava a cena, puxou a repórter para um canto. "Querem me sacanear. O pau vai cantar!", disse. Questionado se daria declarações oficiais, não respondeu.

Dias depois, um emissário de Fux procurou a Folha para agendar uma entrevista.

RAIO X - LUIZ FUX, 59

Origem
Rio de Janeiro (RJ)

Família
Casado com Eliane Fux, tem dois filhos: Rodrigo e Marianna, ambos advogados

Formação
Bacharel em direito pela Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro). Concluiu doutorado em processo civil, também pela Uerj

Carreira
Atuou por 18 anos no Ministério Público do Rio. Foi juiz em para Niterói (RJ). Passou a desembargador do TJ-RJ em 1997 e, em 2001, foi nomeado pelo então presidente FHC para o STJ. Está no Supremo desde 2011, indicado por Dilma