BLOG DO VICENTE CIDADE

Este blog tem como objetivo falar sobre assuntos do cotidiano, como política, economia, comportamento, curiosidades, coisas do nosso dia-a-dia, sem grandes preocupações com a informação em si, mas na verdade apenas de expressar uma opinião sobre fatos que possam despertar meu interesse.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Seleção brasileira joga em setembro no Mangueirão !!

Confederação Brasileira de Futebol

A Seleção Brasileira enfrentará a Argentina em dois jogos válidos pelo Superclássico das Américas.
O primeiro jogo será no dia 14 de setembro, na Argentina, em local ainda a ser definido.
O segundo jogo será no dia 28 de setembro, no Estádio Mangueirão, em Belém.
NOTA DO BLOG: Para quem dizia que o Mangueirão estava caindo aos pedaços e agora vai sediar um jogo da Seleção. Mais uma lorota que se evidencia.

Aliais, vamos ver quanto vai ser gasto nessa parada !!

Blog do Bordalo: Voz urbanitária -Diretoria da Cosanpa aumenta o próprio salário em 73,30%, mas nega 7,33% aos trabalhadores

Blog do Bordalo: Voz urbanitária -Diretoria da Cosanpa aumenta o próprio salário em 73,30%, mas nega 7,33% aos trabalhadores

Não foi só na Cosanpa. Em todos os órgão do estado o salários dos dirigentes foram aumentados. Uma vergonha !!

Desculpa de amarelão é comer barro !!

O ex-ministro dos Transportes, senador Alfredo Nascimento, disse na tarde desta terça (2), em discurso de cerca de 45 minutos da tribuna do Senado, que renunciou ao cargo de ministro dos Transportes porque não recebeu apoio do governo.

Senador pelo PR-AM, Nascimento deixou o ministério em 6 de julho em razão de denúncias da existência de um suposto esquema de superfaturamento de obras envolvendo servidores da pasta. Nesta terça, ele retomou a atividade como parlamentar.

"Em momento algum, pedi ou determinei ação de que pudesse me arrepender ou me envergonhar. Como é possível agora, e somente agora, ser submetido a julgamento desprovido de provas de maneira tão sumária? Renunciei ao cargo de ministro diante dos ataques a mim proferidos porque não recebi do governo o apoio que me havia prometido a presidente Dilma Rousseff", afirmou.

Leia a íntegra no link abaixo

G1 - Ex-ministro Nascimento diz que saiu porque não teve apoio do governo - notícias em Política

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Ganso por um só Pará | Blog do Juca Kfouri

Ganso por um só Pará Blog do Juca Kfouri

O craque Paulo Henrique Ganso e seu companheiro Pará são contra a divisão do Estado do Pará e assim se manifestarão em relação ao plebiscito do próximo dia 11 de dezembro.
A adesão de ambos foi obtida pelo presidente da OAB, Ophir Cavalcante, na qualidade de cidadão paraense, em encontro na tarde desta terça-feira.
A OAB não tem posição oficial a respeito.

Governo e prefeitura do Rio de Janeiro precisam justificar os gastos da milionária festa | Blog do Birner

Governo e prefeitura do Rio de Janeiro precisam justificar os gastos da milionária festa Blog do Birner
De Vitor Birner
R$ 30 milhões por duas horas, R$ 250 mil por minuto, R$ 4166,66 por segundo.
Os conjuntos de música mais caros do planeta, tais quais U2 e Rolling Stones, cobram cerca de um US$ 1 milhão por apresentação.
Paul McCartney ganhou cachê e percentual do patrocinador (Bradesco) na última passagem pelo Brasil.
Os promotores de shows não revelam números exatos, todavia citam mais ou menos os valores gastos nos eventos.
O aluguel, por exemplo, do Morumbi custa R$ 1 milhão.
Trabalham cerca de 200 pessoas nesses grandes shows.
Há também custos com equipamento, palco, transporte aéreo e terrestre…
Quem me explicou tudo isso falou que tudo somado não ultrapassa 4, 5 milhões de dólares.
A questão aqui não são os valores dos shows musicais.
O problema é que não chegam nem perto dos R$ 30 milhões.
Veja outro exemplo.
A última turnê do U2 quebrou o recorde de faturamento da história da música.
Arrecadou cerca de US$ 736 milhões (o equivalente a R$ 1,2 bilhão) e levou mais de 7 milhões de pessoas aos estádios pelo mundo.
Isso representa faturamento bruto médio por show de de R$ 10.909.090,90, ou seja, pouco mais de um três avos do montante gasto no o sorteio das eliminatórias para a Copa do Mundo-2014.
O Governo e a prefeitura do Rio de Janeiro precisam mostrar quanto custou cada detalhe do evento do último sábado.
Assim poderemos saber se os preços (bebida, tenda, shows) estão dentro do padrão de mercado e entender o desperdício.
O eleitor precisa conhecer todos os detalhes.

Lá, política industrial. Aqui, desmantelamento. É o estado da(o) Lorota !!

Enquanto o Lorota reedita as suas "super" secretarias, estabelecendo o seu "Núcleo Duro", sob os aplausos da mídia e dos mesmos que tanto criticavam o governo passado, o Pará vai retrocedendo sem ninguém dê um "piu".

Reproduzo abaixo uma excelente postagem do companheiro Jimmy em seu blog, que nós dá a dimensão das mudanças que estão ocorrendo e como elas vão retrocedendo, apesar do silêncio da sociedade.

Só para fazer uma pequena comparação sobre as visões de desenvolvimento diferenciadas entre tucanos e petistas, basta dizer que enquanto o PT está lançando uma política industrial (Plano Brasil Maior) pautada na C&T e Inovação, articulando os setores do Ministério da Fazenda, Indústria e de Ciência e Tecnologia, aqui no estado, como demostrado abaixo, Jatene enfraquece a pasta.

Na visão tucana, a área de desenvolvimento econômico foi isolada da C&T, deslocada para uma chamada pasta de produção. Mas isso na verdade esconde o movimento tucano de levar a área de desenvolvimento para as mãos do seu super secratário mais super, digamos assim, de maneira a trazer a articulação do setor privado, leia-se grandes empresas e políticas de incentivo, para o seu "fiel" escudeiro, ou em última análise, para o próprio governador.
  
Leia abaixo o que disse o ex secretário adjunto da extinta SEDCT:

AS FALAS DA PÓLIS: As "novas" secretarias de Jatene

Ontem, numa conversa no Facebook, João Weyl, ex-secretário adjunto de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia, escreveu:


Governado Simao Jatene e o Secretário de C&T, Alex Fiuza de Melo

O Governo do Estado do Pará consuma a desarticulação da Secretaria de Ciência e Tecnologia. Uma pena, o Governo acertou ao chamar um dos mais competentes e respeitados quadros para compor a gestão, o Exe. Reitor da UFPA, Alex Fiuza de Melo, mas subtrai ao infinito a capacidade de ação da Secretaria.

A reestruturação do governo que será anunciada amanhã pulveriza as funções antes concentradas na Secretaria de Ciência e Tecnologia, como já vinha sendo efetivada desde o início do Governo. Primeiro, segmentaram Ciência e Tecnologia e Desenvolvimento Econômico. Nem quero imaginar as razões que levam a tamanho retrocesso. Como pensar uma coisa sem a outra?

Na verdade, como vemos, não pensam nenhuma coisa nem outra, porque Ciência e Tecnologia desagregada de Desenvolvimento, quando muito, esvai-se em pura retórica.

Nosso Estado tem mostrado que não chegaram nem ao nível da retórica. E o que pode se dizer da base de desenvolvimento econômico sem base cognitiva tecnológica? E isso só faz sentido quando as "cabeças" dessa direção são sujeitos passivos de processo judicial pelo cometimento de trabalho escravo: Caríssimos, a matriz do desenvolvimento econômico sem Ciência e Tecnologia, reduz-se a isso mesmo, à práticas degradantes que vitimam a dignidade do trabalho e a integridade do meio ambiente. A nova estrutura que será mostrada à sociedade amanhã, confirma essa degradante matriz. Que pena!

Para completar, a Fapespa sai de vez da ciência e tecnologia, passando para a gestão da Secretaria de Promoção Social (SIC). Em todos os Estados da Federação, as FAPs, como são assim conhecidas as Fundações de Amparo à Pesquisa, desenvolvem esse fim, a pesquisa e visa a constituir uma base inovadora de ciência e tecnologia, na perspectiva do fomento a formas diferenciadas de desenvolvimento, sob uma nova base de informação.

Pois é, a nossa FAP vem sendo tratada de qualquer maneira, ou de nenhuma maneira. E agora, decididamente apartada da Ciência e Tecnologia, articula-se a essa idéia difusa da promoção social.

Já a PRODEPA, que no governo de Ana (Júlia) foi responsável, junto à Ciência e Tecnologia, pela criação do mais revolucionário programa de inclusão digital que se tem notícia no país, quiçá no mundo (Navega Pará), passa à condição de mais um órgão público, administrado sobre o conceito da Secretaria de Gestão.
E a Ciência e Tecnologia, o que restou da repartida e esvaziada Secretaria de Ciência e Tecnologia, passa a ser administrado sob o signo da Infraestrutura, com a mesma dignidade, no mesmo nível, conceito e compreensão que a Secretaria de Transportes, a COSANPA, a COHAB, a Companhia de Gás, etc...

O que sobrou ao Secretário Alex Fiuza? Um intelectual que mostrou a frente da UFPA, uma capacidade de gestão, de planejamento, de trabalho, de liderança, dando seguimento, em seus oito anos de reitoria, ao projeto de integração da UFPA ao processo de desenvolvimento do Estado do Pará e da região Amazônica?

Entenda o Plano Brasil Maior

Economia - Plano de estímulo à indústria prevê desoneração de tributos e da folha

Medidas buscam estimular competitividade nacional diante do dólar baixo.
Alexandro Martello - Do G1, em Brasília

O governo federal confirmou nesta terça-feira (2), por meio da página do "Brasil Maior", as medidas do pacote de "bondades" para estimular a competitividade da indústria brasileira em um momento de dólar baixo, que torna as exportações mais caras e as importações mais baratas. Segundo o governo, este pacote é mais "abrangente" do que os anteriores.

O plano visa compensar os efeitos da queda do dólar, que oscila ao redor de R$ 1,55 nos últimos dias, a menor cotação dos últimos 12 anos. A nova política será anunciada nesta terça-feira em cerimônia no Palácio do Planalto.

Entre as medidas para fornecer melhores condições de competição para as empresas brasilerias, há desonerações de tributos, como a manutenção do IPI baixo sobre material de construção, bens de capital (máquinas e equipamentos para a produção), além de caminhões e veículos comerciais leves. Também haverá mais agilidade, segundo o governo, no ressarcimento de R$ 13 bilhões em créditos dos 116 maiores exportadores.

Também está sendo estabelecida uma recuperação mais rápida de créditos tributários das empresas e a desoneração da folha de pagamentos, mas somente para alguns setores. Entre os setores contemplados, estão o de confecções, além de calçados e artefatos, móveis. Estes são os setores que mais reclamam da perda de competitividade com o recuo do dólar. Além disso, também haverá desoneração da folha para os setores ligados à tecnologia da informação (softwares).

Segundo o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, a alíquota da contribuição patronal do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para estes quatro setores, que é de 20%, será zerada. Essa tributação, explicou ele, passará para o faturamento das empresas, com alíquota a partir de 1,5%, estabelecida de acordo com o setor.

"A medida funcionará como um projeto piloto até dezembro de 2012 e seu impacto será acompanhado por uma comissão tripartite, formada por governo, setor produtivo e sociedade civil", informou o governo, acrescentando que eventuais perdas do INSS serão "cobertas" pela Secretaria do Tesouro Nacional.

Perda de participação

Levantamento da CNI mostra que, por conta do dólar baixo, 48% das empresas exportadoras perderam participação no mercado externo em 2010, ou deixaram de exportar no ano passado. "Diante de um novo cenário, no qual a moeda brasileira torna-se cada vez mais forte, ganhos de competitividade são fundamentais para a sustentação das exportações (...) É preciso retirar os entraves à competitividade industrial", avaliou a CNI nesta segunda-feira (1).

O pacote do governo também contempla a manutenção do chamado Programa de Sustentação do Investimentos (PSI), operacionalizado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), até dezembro de 2012, no valor de R$ 75 bilhões em crédito. Sem a prorrogação, o programa terminaria no fim deste ano. Por meio deste programa, o governo fornece linhas de crédito com juros subsidiados para o setor privado realizar investimentos.

Além de estender o PSI por mais doze meses, o governo informou que novos itens serão passíveis de financiamentos. São eles: equipamentos de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) produzidos no país, além de ônibus híbridos, entre outros.

Veja abaixo as medidas do pacote de estímulo à competitividade do governo federal:

Desoneração tributária

• Redução de IPI sobre bens de investimento:
- Extensão por mais 12 meses da redução de IPI sobre bens de capital, materiais de construção, caminhões e veículos comerciais leves.
• Redução gradual do prazo para devolução dos créditos do PIS-Pasep/Cofins sobre bens de capital:
- De 12 meses para apropriação imediata.

Financiamento ao investimento
• Extensão do PSI até dezembro de 2012 (BNDES):
- Orçamento de R$ 75 bilhões
- Mantidos focos em bens de capital, inovação, exportação, Pro-Caminhoneiro.
- Novos setores/programas: componentes e serviços técnicos especializados; equipamentos TICs; ônibus híbridos; Proengenharia; Linha Inovação Produção.
• Ampliação de capital de giro para MPMEs BNDES Progeren:

Novas condições de crédito e prazo
- Orçamento: de R$ 3,4 para R$ 10,4 bilhões
- Taxa de juro: 10 a 13% a.a.
- Prazo de financiamento: de 24 para 36 meses
- Vigência prorrogada até dezembro de 2012
- Novos setores incluídos (para médias empresas): autopeças, móveis e artefatos
• Relançamento do Programa BNDES Revitaliza:

Novas condições de financiamento ao investimento
- Orçamento: R$ 6,7 bilhões
- Taxa fixa: 9%
- Vigência até dezembro de 2012
- Novo setor incluído: autopeças
• Criação do Programa BNDES Qualificação:
- Orçamento de R$ 3,5 bilhões
- Apoio à expansão da capacidade de instituições privadas de ensino técnico e profissionalizante reguladas pelo MEC
- Taxa de juros máxima: 8,3% a.a.
• Criação de Programa para Fundo do Clima (MMA)/BNDES:
- Recursos para financiar projetos que reduzam emissões de gases de efeito estufa.

Financiamento à inovação
• Novos recursos para a Finep:
- Concessão de crédito de R$ 2 bilhões do BNDES para ampliar carteira de inovação em 2011. Taxa de 4% a 5% a.a.
• BNDES: crédito pré-aprovado planos de inovação empresas
- Inclusão de planos plurianuais nas linhas de inovação das empresas do BNDES Limite de Crédito Inovação.
• BNDES: ampliação dos programas setoriais
- Ampliação de orçamento e condições de acesso aos programas setoriais na renovação: Pro-P&G, Profarma, Prosoft, Pro-Aeronáutica e Proplástico, quando da sua renovação.
• BNDES: Financiamento para redução de emissões
- Apoio ao desenvolvimento tecnológico e à comercialização de bens de capital com selo de eficiência energética do Inmetro e para linhas de equipamentos dedicados à redução de emissões de gases de efeito estufa (Fundo Clima – MMA).

Marco legal da inovação
• Encomendas tecnológicas:
- Permitir contratos com cláusulas de risco tecnológico previstas na Lei de Inovação.
• Financiamento a ICTs privadas sem fins lucrativos:
- Permitir inclusão de projetos de entidades de ciência e tecnologia privadas sem fins lucrativos na utilização dos incentivos da Lei do Bem.
• Ampliar o atendimento das fundações de apoio às ICT:
- Permitir que as fundações de apoio atendam mais de uma ICT.
• Modernização do Marco Legal do Inmetro:
- Ampliação no controle e fiscalização de produtos importados.
- Ampliação do escopo de certificação do Inmetro.
- Implementação da “Rede de Laboratórios Associados para Inovação e Competitividade”.
- Maior facilidade em parcerias e mobilização de especialistas externos.
• Financiamento P&D (Lei nº 12.431):
- Incentivo a investidores de títulos mobiliários de longo prazo e Fundos de Participação voltados para projetos de investimentos em PD&I (redução de alíquota do IR incidente sobre os rendimentos auferidos pelo aplicador).

Desoneração das exportações
• Instituição do Reintegro:
- Devolução de créditos de PIS/COFINS até 3% do valor exportado de manufaturados acumulados na cadeia produtiva, que hoje não dão direito a crédito.
• Ampliar o ressarcimento de créditos aos exportadores:
- Mais agilidade aos pedidos de ressarcimento de R$ 13 bilhões dos 116 maiores exportadores.
- Processamento automático dos pedidos de ressarcimento e pagamento em 60 dias a empresas com escrituração fiscal digital, a partir de outubro de 2011.
- Escrituração fiscal digital obrigatória, a partir de março de 2012.

Defesa comercial
• Intensificação da defesa comercial: antidumping, salvaguardas e medidas compensatórias:
- Redução de prazos: de 15 para 10 meses (investigação) e de 240 para 120 dias (aplicação de direito provisório).
• Combate à circunvenção:
- Extensão de direitos antidumping ou de medidas compensatórias a importações cujo objetivo seja reduzir a eficácia de medidas de defesa comercial em vigor.
• Combate à falsa declaração de origem:
- Indeferimento da licença de importação no caso de falsa declaração de origem, após investigação.
• Combate a preços subfaturados:
- Fortalecimento da fiscalização administrativa dos preços das importações, para identificação de casos de subfaturamento.
• Aperfeiçoamento da estrutura tarifária do Imposto de Importação com foco na Política:
- Apoiar, no âmbito do Mercosul, a proposta de criação de mecanismo para permitir aumento do imposto de importação.
• Aumento da exigência de certificação compulsória:
- Instituição (ou ampliação) de tratamento administrativo para importações de produtos sujeitos à certificação compulsória e fortalecimento do controle aduaneiro desses produtos, mediante cooperação entre Inmetro, Secex e Receita Federal.
• Fortalecimento do combate a importações ilegais:
- Criação de grupo de inteligência/operações Polícia Federal – Sistema MDIC, para combater a violação de propriedade industrial e de certificação compulsória.
• Suspensão de ex-tarifário para máquinas e equipamentos usados:
- Revisão da Resolução CAMEX suspendendo a concessão de ex-tarifário para bens usados.
• Quadruplicar o número de investigadores de defesa comercial:
- Ampliar de 30 para 120 o número de investigadores de defesa comercial.

Financiamento e garantia para exportações
• Criação de Fundo de Financiamento à Exportação de MPME – Proex Financiamento:
- Fundo de natureza privada criado no BB para empresas com faturamento de até R$ 60 milhões.
- A União é o principal cotista (aporte inicial), mas outras instituições poderão fazer parte do fundo.
- Alimentado com os retornos futuros do Proex Financiamento.
- Aprovação na alçada do BB.
- FGE: sistema informatizado para emissão de apólice on line BB.
• Enquadramento automático Proex Equalização:
- Definição de spreads de referência que terão aprovação automática nas exportações de bens e serviços.
- Empresas com faturamento de R$ 60 a R$ 600 milhões continuarão com condições de financiamento equiparadas ao Proex Financiamento.
• FGE limite rotativo instituições financeiras – países de maior risco:
- Fundo de Garantia à Exportação com limite de US$ 50 milhões ao ano para exportação de bens manufaturados.

Promoção comercial
• Entrada em vigor do Ata-Carnet:
- Facilitação da circulação dos bens em regime de admissão temporária (sem a incidência de tributos).
• Estratégia Nacional de Exportações:
- Adoção de estratégia de promoção comercial por produtos/serviços prioritários em mercados selecionados e adoção dos Mapas de Comex por Estado.

Desoneração da folha de pagamento

Projeto piloto até 2012, terá medidas acompanhadas por um comitê tripartite formado por governo, sindicatos e setor privado. Setores intensivos em mão-de-obra:
- Confecções
- Calçados e artefatos
- Móveis
- Software

Regime especial setorial

Automotivo: criação de um novo regime
- Incentivo tributário como contrapartida ao investimento, agregação de valor, emprego, inovação e eficiência.
- Assegurado os regimes regionais e acordo do Mercosul.

Compras governamentais

Regulamentação da Lei 12.349/2010:
- Institui margem de preferência de até 25% nos processos de licitação para produtos manufaturados e serviços nacionais que atendam às normas técnicas brasileiras.
- Foco nos setores: complexo de saúde, defesa, têxtil e confecção, calçados e tecnologia da informação e comunicação.
- As margens serão definidas levando em consideração: geração de emprego e renda e desenvolvimento e inovação tecnológica realizados no país.

Harmonização de políticas de financiamento

Acordo entre bancos públicos para estabelecer condições de financiamento convergentes de incentivo à produção.

Economia - ‘É imperativo defender os nossos empregos’, diz Dilma

Economia - ‘É imperativo defender os nossos empregos’, diz Dilma

Presidente lançou nesta terça-feira (2) o Plano Brasil Maior. Plano traz série de estímulos à competitividade da indústria.
Sandro Lima - Do G1, em Brasília

A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta terça-feira (2),durante o lançamento do Plano Brasil Maior, que "é imperativo defender os nossos empregos”. “É preciso proteger a nossa economia, as nossas forças produtivas, o nosso emprego”, afirmou a presidente. “A indústria nacional tem em mim uma aliada."

O plano traz uma série de estímulos à competitividade da indústria brasileira tais como desonerações de tributos, manutenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) baixo sobre material de construção e máquinas e equipamentos para a produção, além de caminhões e veículos comerciais leves. “Tenho certeza que esse conjunto de medidas constitui um passo inicial que o governo irá desenvolver com trabalhadores e empresários”, disse.

Plano de estímulo à indústria prevê desoneração de tributos e da folhaBrasil virou alvo de cobiça do mundo inteiro, diz PimentelA respeito do plano, Dilma afirmou que “é urgente garantir condições tributárias, de financiamento e de geração de emprego”, sem “abrir mão da arrecadação necessária” e sem “desrespeitar os direitos trabalhistas”.

A presidente disse que o lançamento do Plano Brasil Maior ocorre em um momento “de turbulência em que há excesso de liquidez que gera desequilíbrio cambial”. Segundo Dilma, “o Brasil tem condições de enfrentar essa crise prolongada, mas não pode se declarar imune a seus efeitos”.
No discurso, Dilma afirmou que o programa vai fortalecer a indústria nacional contra a concorrência “predatória” de produtos importados, muitos deles, segundo a presidente, de baixa qualidade. “Queremos a nossa indústria sólida, geradora de renda e emprego”, disse.
O Plano Brasil Maior, de acordo com a presidente, não é um programa para a indústria, mas para todo o Brasil. “Não podemos nos desenvolver sem uma indústria forte”, afirmou.

Leia mais Aqui.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Paul Krugman: Médicos medievais escolhem sangrar o paciente | Viomundo - O que você não vê na mídia

Paul Krugman: Médicos medievais escolhem sangrar o paciente Viomundo - O que você não vê na mídia

Paul Krugman: Médicos medievais escolhem sangrar o paciente
O presidente se rende
By PAUL KRUGMAN

31.07.2011, no New York Times
Um acordo para elevar o teto de endividamento [do governo americano] está sendo fechado. Se passar, muitos comentaristas vão declarar que um desastre foi evitado. Mas eles estarão errados.
Pois o acordo, dada a informação sobre ele disponível, é um desastre, e não apenas para o presidente Obama e seu partido. Vai danificar uma economia já deprimida; provavelmente vai tornar o antigo déficit dos Estados Unidos ainda pior, não melhor; e, mais importante, ao demonstrar que extorsão nua e crua funciona, sem causar custo político, vai colocar os Estados Unidos no caminho para o status de república das bananas.
Comecemos pela economia. Nós atualmente temos uma economia profundamente deprimida. Vamos continuar a ter uma economia deprimida por todo o próximo ano. E provavelmente teremos uma economia deprimida até 2013, se não além.
O pior que se pode fazer nestas circunstâncias é cortar os gastos do governo, já que isso vai deprimir a economia ainda mais. Não preste atenção naqueles que invocam a fadinha da confiança, alegando que ações duras no corte do orçamento vão dar segurança aos empresários e consumidores, fazendo com que eles gastem mais. Não funciona desse jeito, um fato que é confirmado por muitos estudos históricos.
Na verdade, cortar gastos quando a economia está deprimida não vai nem mesmo ajudar muito na situação do orçamento, pode até piorar. De um lado, os juros em empréstimos federais já estão bem baixos; assim, os cortes vão fazer pouco para reduzir os custos de juros futuros. De outra parte, enfraquecer a economia agora vai prejudicá-la a longo prazo, o que por sua vez vai reduzir a arrecadação futura. Assim, aqueles que exigem cortes são como médicos medievais que tratam os pacientes com sangramento, tornando-os ainda mais doentes.
E então temos os termos do acordo, que representam uma rendição abjeta da parte do presidente. Primeiro, haverá grande corte de gastos, sem aumento da arrecadação. Em seguida, um comitê fará recomendações sobre futuras reduções do déficit — e se estas recomendações não forem aceitas, haverá novos cortes de gastos.
Os republicanos supostamente terão um incentivo para fazer concessões da próxima vez, porque gastos em defesa poderão ser incluídos nos cortes subsequentes. Mas o Partido Republicano acaba de demonstrar que aceita o risco de um colapso financeiro até obter o que os mais extremistas de seus integrantes querem. Por que esperar que serão mais razoáveis da próxima vez?
Na verdade, os republicanos vão se sentir encorajados pela maneira como o sr. Obama se entrega diante de ameaças. Ele se rendeu em dezembro passado, ao estender todos os cortes de impostos de Bush; ele se rendeu na primavera, quando os republicanos ameaçaram fechar o governo; e ele se rendeu em grande estilo agora, sob extorsão pura e simples, na questão do teto da dívida. Talvez só eu veja uma tendência nisso.
Desta vez o presidente tinha alguma alternativa? Sim.
Em primeiro lugar, ele poderia e deveria ter exigido um aumento no teto da dívida em dezembro passado. Quando perguntado porque não o fez, respondeu que estava certo de que os republicanos agiriam com responsabilidade. Boa!
Mesmo agora, o governo Obama poderia ter recorrido a manobras legais para driblar o teto da dívida, usando qualquer uma de várias opções. Em circunstâncias normais, isso poderia parecer um passo extremo. Mas Obama enfrentava a realidade do que está acontecendo, ou seja, da extorsão de um partido que, afinal, controla apenas uma das casas do Congresso, e assim seria totalmente justificável.
Pelo menos o sr. Obama poderia ter usado a possibilidade de uma disputa legal para fortalecer sua posição de barganha. Em vez disso, no entanto, ele descartou isso desde o começo.
Mas se ele jogasse duro isso não ia preocupar os mercados? Provavelmente, não. Na verdade, se eu fosse um investidor eu ia me sentir seguro, não desanimado, com a demonstração de que o presidente era capaz e desejava enfrentar a chantagem dos extremistas de direita. Em vez disso, ele escolheu demonstrar o oposto.
Não se enganem, o que estamos testemunhando aqui é uma catástrofe em múltiplos níveis.
É, naturalmente, uma catástrofe política para os democratas, que por algumas semanas pareciam ter os republicanos em fuga por causa do plano deles de desmantelar o Medicare [programa federal de saúde]; agora o sr. Obama jogou tudo aquilo fora. E os danos não acabaram: haverá outros pontos de estrangulamento que os republicanos poderão usar para criar uma crise a não ser que o presidente se renda e agora eles podem agir confiantes de que Obama vai se render de novo.
No longo prazo, no entanto, os democratas não serão os únicos perdedores. O que os republicanos conseguiram foi colocar em questão nosso próprio sistema de governo. Afinal, como a democracia americana pode funcionar se a política é ditada pelo partido mais preparado para ser cruel e para ameaçar a segurança econômica da Nação? E a resposta é… talvez não possa.

Montadoras pegam pesado - ISTOÉ Dinheiro

Montadoras pegam pesado - ISTOÉ Dinheiro

Fabricantes de automóveis renovam sua confiança no Brasil e anunciam investimentos de R$ 30 bilhões em novas unidades e na expansão das já existentes Por Rafael Freire e Rosenildo Gomes ferreira

Confira a entrevista com o editor-assistente da DINHEIRO, Rosenildo Gomes Ferreira

Poucas vezes, na história recente do Brasil, um setor da economia se mostrou tão ativo quanto a indústria automotiva. O investimento em projetos de ampliações das fábricas existentes e na construção de novos empreendimentos deverá atingir a cifra de R$ 30 bilhões, até 2017. Isso possibilitará que a capacidade de produção brasileira salte, dos atuais 3,6 milhões de unidades por ano, para 6,2 milhões, até 2025, conforme estima o estudo ?Competitividade e Futuro da Indústria Automobilística?, da Fundação Vanzolini, de São Paulo. Se a previsão for confirmada, o País poderá ultrapassar o Japão, assumindo a terceira posição do ranking dos maiores produtores mundiais do setor automotivo, atrás apenas dos Estados Unidos e da China.

Hoje, somos a quarta força. O que chama a atenção nessa história é que boa parte desse avanço será propiciado pela entrada de novas montadoras (à frente, as sul-coreanas e chinesas), em um volume só visto na segunda metade da década de 1950, quando teve início a arrancada desenvolvimentista do governo Juscelino Kubitschek. Desde a inauguração da fábrica pioneira da Volkswagen, à margem da via Anchieta, em São Bernardo do Campo (SP), em novembro de 1959, não se viam tantos recursos aplicados a um só tempo no setor. Apenas em fábricas novas serão gastos R$ 8,1 bilhões. O restante será investido, majoritariamente, na ampliação das plantas existentes das veteranas Volkswagen, Ford, General Motors e Fiat.

Entre as novatas, quem lidera esse movimento é a sul-coreana Hyundai. A empresa, que até a década de 1990 era considerada uma montadora de segunda linha no cenário mundial, é uma das que mais crescem na atualidade. Em 2010, a Hyundai bateu recordes de sua trajetória. As vendas globais subiram 15,1%, em relação a 2009, para 3,46 milhões de unidades, e as receitas somaram US$ 34,9 bilhões. São números suficientes para fazer da Hyundai a quinta maior empresa do setor. Boa parte desse desempenho se deve aos negócios nos países em desenvolvimento. Regiões que o chefão Chung Mong-Koo, o CEO da Hyundai, pretende prestigiar cada vez mais. ?Estamos trabalhando para transformar 2011 em um ano histórico para a companhia?, disse Mong-Koo, em entrevista recente à agência Bloomberg. A demanda global de veículos deverá continuar crescente, puxada pelos países emergentes.

Para o Brasil, Mong-Koo separou uma verba de cerca de R$ 1 bilhão. O montante será gasto na construção de uma fábrica em Piracicaba, que já começou a mexer com a rotina da cidade do interior de São Paulo (mais detalhes aqui), polo tradicional da indústria sucroalcooleira. De lá sairão, por ano, 150 mil unidades do HB, modelo inspirado no compacto i20, um campeão de vendas. O apetite dos sul-coreanos não é pequeno. ?Queremos conquistar 10% do mercado já no primeiro ano de operação da fábrica?, disse à DINHEIRO Seong Bae Kim, presidente da Hyundai do Brasil. Essa participação leva em conta, também, a capacidade produtiva da unidade de Anápolis (GO), onde o parceiro local, o Grupo Caoa, do empresário Carlos Alberto de Oliveira, fabrica os modelos HR, um caminhão leve, e o Tucson, um utilitário esportivo.

A unidade, aliás, está recebendo um aporte de R$ 600 milhões, bancados pela Caoa, para adicionar dois modelos ao seu portfólio: o caminhão HD 78 e o SUV ix35. Com isso, a marca sul-coreana passará a contar com uma produção total de 234 mil veículos, por ano, no final de 2012, no Brasil. Para atingir a meta de 10% proposta por Kim, a companhia terá de recorrer também à importação. A Hyundai não está sozinha nessa estrada. O empresário Sergio Habib, que representa a chinesa JAC Motors por aqui, anuncia, nesta semana, a instalação de uma fábrica no Brasil. Segundo fontes do mercado, o objetivo é produzir 100 mil unidades por ano do hatch J3, seu maior sucesso no Brasil. O investimento é estimado em R$ 500 milhões e deverá ser dividido com os parceiros chineses. Habib, porém, não será o pioneiro na fabricação de um veículo chinês no Brasil.

Em 19 de julho, a compatriota Chery lançou a pedra fundamental de sua filial em Jacareí (SP). O desembolso será de R$ 700 milhões, e a capacidade produtiva está estimada em 150 mil veículos por ano. Nessa relação consta, ainda, a Lifan, dona dos modelos 320, um hatch, e o sedã 620. As pretensões dos chineses são vistas com desconfiança pelos executivos das montadoras alemãs e americanas, estabelecidas há décadas no País. ?Quero ver se eles serão competitivos tendo de produzir com o custo Brasil?, provocou o colombiano Jaime Ardila, presidente da General Motors da América do Sul. Yin Tongyue, fundador e CEO mundial do grupo Chery, garante que sim: ?Vamos continuar oferecendo a melhor relação custo benefício para os consumidores brasileiros?, disse Tongyue à DINHEIRO.

Sem dúvida, o custo-Brasil é maior em relação ao da China. A começar pelo salário dos metalúrgicos. Contudo, a produção local permite escapar da taxa de 35% cobrada na importação e das despesas com logística. ?Entre a encomenda e a colocação do veículo no Brasil, levamos cerca de quatro meses?, afirma Luis Curi, CEO da Chery do Brasil. Na avaliação do analista Sarwant Singh, sócio da consultoria britânica Frost&Sullivan, esses componentes são importantes, é certo. No entanto, ele cita que os chineses possuem outras cartas na manga para se impor nos mercados que elegem para fincar raízes. ?Trata-se de empresas dispostas a sacrificar margens de lucro para ganhar mercado?, diz Singh. Apesar da reação blasé de Ardila, a GM e as demais montadoras estão receosas em relação ao aumento da concorrência.

Uma boa amostra disso é que Grace Lieblein, a recém-empossada presidente da General Motors do Brasil, revelou na quarta-feira 27 que havia solicitado à matriz americana, em Detroit, autorização para uma nova rodada de investimentos da subsidiária, a partir de 2013. ?Já começamos a trabalhar em um novo plano?, disse ela. Da verba de R$ 4,5 bilhões, referente ao programa de investimentos 2008-2012 da GM, resta apenas R$ 1 bilhão a ser desembolsado. Os recursos desse programa estão sendo gastos na renovação da linha e em nove lançamentos. Um deles é o sedã Cruze, o substituto do Vectra. O grande interesse das montadoras nos emergentes em geral, e no Brasil, em particular, não é partilhado apenas pelas corporações asiáticas.

A crise econômica, desencadeada em 2008, e a situação delicada por que passam os países maduros (leia-se Estados Unidos, Europa e Japão) fizeram com que o eixo de crescimento do setor automotivo global se deslocasse para mercados cujas economias seguem em ritmo aquecido. O Brasil, por sua posição estratégica na América do Sul e graças a acordos multilaterais, tornou-se a bola da vez. Quem instala uma fábrica por aqui tem trânsito livre para vender também na Argentina, na Colômbia, no Chile, na Venezuela, no Paraguai e no Uruguai, signatários do Mercosul. Sem contar o México, com o qual foi assinado um acordo de isenção de tributos de importação em 2002. ?A unidade de Jacareí será nossa plataforma de exportação para o continente?, afirma Curi, da Chery.

Mas a principal vantagem competitiva do Brasil, em relação às demais nações do continente é, sem dúvida, seu imenso mercado potencial, composto por cerca de 150 milhões de consumidores. Boa parte desse contingente, equivalente às populações da França e da Alemanha somadas, é formada por integrantes da chamada nova classe média, cujo apetite por bens que, até pouco tempo, lhes eram vedados, como o carro zero-quilômetro, se mantém em alta. Eles até aceitam pagar um dos preços mais elevados do mundo cobrados por um automóvel. ?Aqui, tanto o custo de produção como o lucro das montadoras é cerca de 60% maior em relação aos demais países?, diz Fernando Trujillo, consultor da CSM WorldWide.

No final das contas, o que vale para esse consumidor é se a prestação cabe em seu orçamento mensal? O mundo inteiro está de olho nos integrantes da classe C brasileira?, diz Wim Van Acker, sócio da consultoria americana The Hunter Group. ?São pessoas que chegam ao mercado com apetite para adquirir bens de maior valor, mas não têm fidelidade a marcas e só olham a relação custo-benefício do produto.? A força desse contingente é tamanha que o chamado carro popular, que custa até absurdos R$ 30 mil, é a grande aposta da maioria dos projetos anunciados pelo setor automotivo. Não apenas do pessoal que está desembarcando agora. Isso vale também para uma empresa como a Fiat, que aportou por aqui em 1977 e fabrica o veículo mais barato comercializado no Brasil, o Mille, vendido por R$ 23,5 mil.

Para manter a liderança de mercado, com uma fatia de 22,84%, os italianos vão desembolsar R$ 3 bilhões, de um total de R$ 10 bilhões, na instalação de uma fábrica em Pernambuco. ?A região Nordeste, onde os ganhos de renda foram mais expressivos nos últimos anos, deverá continuar crescendo?, diz Cledorvino Belini, CEO da subsidiária brasileira da Fiat. De acordo com Belini, a arma da montadora de Betim é um modelo subcompacto que sairá mais em conta, ainda, que o Mille. Mas será que existe consumidor para tanto carro? Afinal, no último ciclo de forte expansão da indústria automobilística no País, no período 1996-2002, muitas montadoras que acreditaram no crescimento do setor ficaram pelo caminho. A americana Chrysler, por exemplo, fechou a unidade que havia aberto em Campo Largo, na região metropolitana de Curitiba (PR), e saiu do Brasil.

Por sua vez, a alemã Mercedes-Benz suspendeu a fabricação do Classe A e até hoje sua unidade, em Juiz de Fora (MG), segue operando muito abaixo da capacidade. ?Nem todas as montadoras que estão fazendo planos para o Brasil serão bem-sucedidas?, afirma a consultora Tereza Fernandez, sócia da MB Associados. ?Algumas terão o mesmo destino da Lada?, diz Tereza, numa referência à fabricante russa, a primeira marca estrangeira a entrar no mercado brasileiro após a abertura do mercado, no começo da década de 1990. Como era de esperar, entre os fabricantes, é difícil encontrar alguém que compartilhe essa visão. ?No Brasil existe um automóvel para cada sete habitantes, enquanto nos EUA essa proporção é de um para dois?, afirma Belini.

Ninguém imagina, no entanto, que a relação vigente nos Estados Unidos se reproduza no Brasil, no futuro próximo. Mas a comparação serve para ilustrar o potencial de médio e longo prazo no País nessa área. Principalmente, em relação aos chamados veículos de entrada, compostos por modelos de baixa cilindrada e baixo preço, que hoje representam 54,3% das vendas do setor automotivo, de acordo com a Fenabrave, a entidade que reúne as revendedoras de veículos. É por isso que boa parte dos projetos previstos para os próximos dez anos têm essa fatia do mercado como alvo, tanto no caso das montadoras novatas quanto no das veteranas. Na trilha da Fiat vêm, ainda, a japonesa Nissan, com o compacto March; a Hyundai, com o HB; e a japonesa Toyota, com o Etios. Este último está posicionado na faixa um pouco acima dos R$ 30 mil, de acordo com a previsão de especialistas, baseada nos valores atuais de venda.

Nenhuma delas, porém, possui um apetite tão voraz pelo Brasil quanto a Hyundai. Uma boa amostra disso é que o grupo também vai atuar em outros segmentos. Na semana passada, Jai Seong Lee, presidente da Hyundai Heavy Industries, que produz máquinas e equipamentos, anunciou no Rio de Janeiro a construção de uma fábrica. A unidade será localizada na cidade de Itatiaia e deverá representar investimentos de US$ 150 milhões. ?O Brasil está se destacando como um caminhão que leva a reboque a economia mundial?, disse Seong Lee à DINHEIRO.

Colaborou Luciani Gomes

Auto Esporte - Grupo Effa confirma fábrica da chinesa Lifan no Brasil

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Esse modelo deve ser desinsentivado pelo governo. É nocivo à economia brasileira.

Auto Esporte - Chinesa JAC Motors anuncia sua 1ª fábrica de carros no Brasil para 2014

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G1 - Governo deve lançar política industrial na próxima terça-feira - notícias em Política

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"Indecentão" sem dinheiro público. Cara de Pau !!

Andres diz que não há dinheiro público no Itaquerão e discute com jornalistas no Sportv Blog UOL Esporte vê TV

Convidado do Arena Sportv nesta segunda-feira, Andres Sanchez, presidente do Corinthians, defendeu a tese de que não haverá dinheiro público na construção do estádio em Itaquera, palco da cidade de São Paulo para receber a Copa do Mundo de 2014.
Na justificativa do cartola, embora a prefeitura paulistana tenha aprovado uma isenção fiscal de R$ 420 milhões, não haverá investimento do Estado.
“Não tem dinheiro público, pelo amor de Deus. Ninguém me deu um cheque de 300 milhões. Eu vou ter que arrecadar a receita para descontar os papéis”, explicou.
O apresentador Maurício Noriega discordou e foi interrompido bruscamente pelo dirigente quando fazia um comentário.
“Não tem dinheiro público”, decretou Andres.
“Na minha opinião tem, na sua, não”, respondeu Noriega.
Além disso, o mandatário corintiano desafiou os jornalistas a apurarem se em outros estádios há ou não dinheiro público.
“Procurem se informar de onde vem o dinheiro no Beira-Rio e na Arena da Baixada”, ironizou Andres, insinuando que em Porto Alegre e Curitiba haverá investimento do Estado na reforma dos estádios.
“Vêm os caras estudados e falam que com esse valor dava para construir não sei quantas creches, hospitais, é tudo balela para enganar o povo. Eu respeito a opinião, mas se não tiver estádio, não tiver incentivo, que arrecadação o governo vai ter? Quando vêm aqui as multinacionais e dão os terrenos, dão desconto de IPI, de ICMS, aí pode, mas quando é o estádio do Corinthians não pode”, argumentou.

Fifa irritou Dilma ao negar credencial para concorrentes da Globo | Blog do Perrone

Fifa irritou Dilma ao negar credencial para concorrentes da Globo Blog do Perrone

Um dos principais motivos de irritação de Dilma Rousseff com o COL (Comitê Organizador Local) e a Fifa foi um pedido negado de credencias para jornalistas que fazem a cobertura diária do Palácio do Planalto.
Às vésperas do sorteio das eliminatórias da Copa de 2014, a equipe da presidente pediu cerca de 80 credenciais. Conseguiu algumas, mas a Fifa não quis dar autorização para Record e SBT acompanharem Dilma no evento.
O COL informou ao estafe presidencial que a federação internacional não poderia ferir o contrato com a Globo, que tinha exclusividade na solenidade, organizada pela Geo Eventos, da qual a emissora é uma das sócias.
Dilma se irritou. Ela e seu estafe interpretaram como uma retaliação de Ricardo Teixeira à Record, que tem exibido reportagens com denúncias contra o dirigente. A equipe da presidente alegou que o COL e a Fifa podem escolher seus parceiros. Mas o Governo Federal tem que garantir os mesmos direitos a todos. E é praxe os jornalistas de Brasília seguirem a comitiva presidencial.
Como resposta, o governo marcou uma entrevista de Pelé, na véspera do sorteio, no Museu de Arte Moderna do Rio, fora da jurisdição da Fifa e do COL. Lá todas as emissoras de TV tinham passe livre.
Para o governo, a Fifa foi arrogante. O COL argumentou que além do problema contratual havia uma limitação de espaço, sem contar que o prazo para credenciamento já tinha terminado. Defendeu-se também dizendo que concorrentes da Globo tiveram liberdade para trabalhar nas entrevistas após o evento.
A tendência é que mais atritos como esse aconteçam, pois os parceiros na organização da Copa tem interesses diferentes e conflitantes.

Tijolaço – O Blog do Brizola Neto

Tijolaço – O Blog do Brizola Neto

“Acordo” de Obama chama-se rendição


Na madrugada de sábado, logo após a aprovação na Câmara – e rejeição no Senado, de maioria democrata- do tal plano republicano de elevação do limite da dívida em perto de US$ 1 trilhão, em troca de cortes orçamentários de US$ 917 bilhões, ao longo de 10 anos, a gente comentou aqui que isso não era nada.
Agora, quando Obama anuncia este “acordo” de duas etapas – onde a primeira – e talvez única – é igualzinha ao plano republicano, o julgamento não pode ser diferente.
É o nada. Não é sequer um remendo mambembe, destes que se faz com durepóxi, porque não se pode colocar uma peça nova. Se foram precisos três meses e a ameaça de um calote impensável para se conseguir isso, imagine-se o que ocorrerá na beira das eleições de 2012.
Porque a “respirada” de um trilhão de dólares não assegura que as contas fechem até as eleições. Nos dois anos e meio do Governo Obama, a dívida aumentou US$ 2,2 trilhões e háum série de operações em suspenso há dois meses, que devem dar um “empurrãozinho” inicial de algumas dezenas de bilhões de bólares, isso se não vier um rebaxiamento da nota dos títulos americanos nas agências de classificação de risco.
A única certeza é que vai faltar dinheiro para o que nem com dinheiro estava acontecendo: a recuperação da economia americana.
Esta é, nos tempos recentes, a mais demorada crise que os Estados Unidos Enfrentaram, como vocês podem ver nestes gráficos que adaptei do The Economist. Nem o PIB e muito menos os empregos conseguiram voltar aos níveis pré-crise.
O mundo vai continuar se arrastando, e se arrastando à beira do imponderável.

Espaço Aberto: Um tucano no DNPM. Sob as barbas dos petistas.

Espaço Aberto: Um tucano no DNPM. Sob as barbas dos petistas.

É isso. Eles gozam da nossa cara !!

Administração de Butequim. Pobre Pará !!

Começa a vigorar a partir de hoje, a administração de butequim proposta pelo pescador Jatene.

Agora, o pescador vai poder passar mais tempo fazendo o que mais gosta: Nada.

Com as tais Super secretarias, basta ao pescador reunir-se num butequim com seu pequeno colegiado de  asseclas "super" e pronto. Liberado !!

Quem sabe seja por isso que o filho do pescador esteja reformando o seu "barzinho". Pode ser lá o novo Palácio dos Despachos né?

FAFÁ DE BELÉM É "RADICALMENTE" CONTRA A CRIAÇÃO DOS ESTADOS DE TAPAJÓS E...

Rapidinhas Sobre a Divisão do Pará !!

*** PERGUNTAR NÃO OFENDE !!


Quem e por qual método foi determinado os limites do pretenso estado do Carajás, quem determinou essa quantidade de 38 municípios?

*** SIM É NÃO !!

Os defensores do SIM, pela divisão do estado, comandados pelo agora emancipacionista de plantão Duda Mendonça, vão tentar dizer à população que o SIM não é divisão é soma, ou seja, que votar pela retalhação do estado do Pará em três não irá enfraquecê-lo e sim fortalecê-lo. Em outras palavras, querem convencer que a criação de três novos estados pobres será melhor do que um só.

*** DIVIDIR PARA MULTIPLICAR. O QUÊ?

É isso. Na pobreza, o altruísmo diz que o essencial é dividir para multiplicar o pouco que se tem. Mas será que eles também vão dizer que essa multiplicação se trata de políticos, de orçamentos, de cargos públicos, de apadrinhamento, de interesses e por aí vai...

*** NÃO É SIM !!

Enquanto os defensores do SIM, pela divisão, se esforçam para não parecer divisionistas, os defensores do NÃO, contra a divisão, não fazem nenhum esforço para parecerem unidos. Do jeito que vai, a campanha contra a divisão do Pará será mais retalhada que a proposta em votação.

*** PLEBISCITO OU ELEIÇÃO

Aliais, se fizermos um esforço, não fica nada difícil de entender porque essa proposta de divisão prosperou. Os políticos só olham para os seus umbigos, seus interesses imediatos, o que na leitura dos divisionistas se transforma em argumento político. Agora mesmo nessa questão do plebiscito, o que está sendo reproduzida é a disputa pela prefeitura de Belém.

Os comitês contra a divisão estão sendo compostos por estratégias eleitorais, a ponto, inclusive, do candidato do prefeito Duciomar, por exemplo, querer comandar a campanha da divisão em dois e não três, criando uma frente contra somente a criação do estado de Carajás. Com isso garante um espaço próprio de atuação, sem o comando do concorrente e candidato do governador. Outros candidatos, que são parlamentares, optaram por criar uma frente parlamentar e por aí vai, ou não.

*** REDES SOCIAIS CRIAM MANIFESTAÇÕES AUTONOMAS

Enquanto políticos e lideranças não se entendem, vão se multiplicando nas redes sociais, manifestações autônomas, quase sempre motivadas por teores emocionais. Aos poucos a campanha tem se tornado isso mesmo, muita emoção, já que não há nada mais para mostrar mesmo. Do lado do NÃO, a questão é tratada como mero oportunismo político das elites sub regionais, por seu turno, do outro lado, o do SIM, trata-se de um suposto abandono e desgoverno.

Verdade seja dita, é certo que verdades e mentiras serão ditas em nome de ambos interesses e que o resultado do plebiscito não trará soluções imediatas, só problemas. Por isso é fundamental que as lideranças conduzam esse processo de forma inteligente e dentro do aceitável.