BLOG DO VICENTE CIDADE

Este blog tem como objetivo falar sobre assuntos do cotidiano, como política, economia, comportamento, curiosidades, coisas do nosso dia-a-dia, sem grandes preocupações com a informação em si, mas na verdade apenas de expressar uma opinião sobre fatos que possam despertar meu interesse.

terça-feira, 8 de junho de 2010

A culpa é da DS !!

Em minas, estado muito importante eleitoralmente por ser o segundo maior colégio eleitoral do país, o PT acabou cedendo e comporá a aliança com o PMDB. Há quem diga que após a resolução dessa questão o foco poderia se voltar para a aliança no Pará.
Entretanto, embora tenham aqueles que aproveitem para culpar a DS por tudo, vale dizer que a aliança com o PMDB estaria há muito resolvida se o PT se "contentasse" em reeleger a sua governadora, o que aliais já seria uma grande vitória, mais ao que parece, a estratégia prioritária do PT Pará é eleger um senador e reeleger a governadora, nesse caso, muitos analistas apostam que para ter sucesso seria melhor PT e PMDB saírem mesmo em chapas opostas.
Contudo, nessa estratégia, o maior risco recairia sobre a campanha de reeleição da gavernadora, já que uma terceira via encabeçada pelo PMDB, do ponto de vista da disputa para governo, não faz nenhum sentido de existir, até porque o próprio Jader não será candidato a governador e sim a senador, o que abriria espaço para uma composição natural, inclusive porque a maioria dos prefeitos do PMDB são a favor da composição nestes termos.
Assim, críticas e/ou sugestões devem ser repassadas à Unidade na Luta !!

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Salve o Governo Popular !!

No primeiro ano do governo Ana Júlia, quando trabalhava na Secretaria de Integração, tive a grata satisfação de ajudar a construir várias das diversas plenárias do Planejamento Territorial Participativo – PTP. Na oportunidade, estive na organização das Plenárias Regionais das Regiões de Integração do Lago Tucuruí, Tapajós e Carajás e nas Plenárias Municipais das cidades das Regiões de Integração do Carajás e Araguaia, tendo como companheiro os também ex colegas de governo Ronaldo Giusti e Marcos Vinícius, amigos pelos quais guardo muito apreço.


Tenho a lembrança de como o povo de alguns municípios daquelas regiões se sentiam abandonados pelo estado, sem acesso à políticas públicas e até mesmo com o sentimento de pertencimento minado, sobretudo pela necessidade de só assistirem televisão através de antenas parabólicas, que passavam a programação do Rio de Janeiro ou São Paulo, ou ainda pela utilização de serviços telefônicos de operadoras do estado do Tocantins.

Mais essa triste realidade que encontrei naquele ano, felizmente vem se modificando. A governadora Ana Júlia finalmente pôs fim ao Estado/Prefeitura e olhou para horizontes mais distantes, além da Região Metropolitana de Belém. Hoje, vários municípios já estão recebendo o sinal digital da TV Cultura e, por intermédio do governo, as operadoras de telefonia começaram a chegar em municípios antes isolados.

Entretanto, o fato que me trouxe muita alegria, foi ler no site do governo do estado que duas obras muito importantes de pavimentação com asfalto estão em andamento em São João do Araguaia e Palestina do Pará.

O povo desses municípios queria muito essas obras, sonhavam com ela, demandaram no PTP. Fui testemunha dessa fase de abandono e ao mesmo tempo vi se renovar as esperanças desse povo no PTP, por isso só tenho a parabenizar a nossa governadora por mais essas importantes realizações.

Aliais, isso serve para calar a boca daqueles que acusam esse governo de não ter obra para mostrar. Tem sim, e obras como essas demonstram como um governo pode mudar a vida das pessoas, com intervenções pontuais, que vão ao encontro das suas necessidades e que ampliam as suas oportunidades.



PS.: Governadora, se não for pedir muito, olhe também para a estrada de Piçarra. Sei que é uma obra muito cara, pois são 45 km de estrada a ser pavimentada, mas é também muito necessária e aguardada pelo povo daquele município.

Quem acredita no IBOPE?

A Edilza publicou em seu blog os gráficos da pesqisa realizada pelo Ibope, encomendada pelo partido Democratas de Valéria, para apurar como anda o processo eleitoral no estado.

Para o Ibope a governadora Ana Júlia é o verdadeiro "saco de pancadas" desta eleição. Até mesmo gente com muito menos capilaridade eleitoral que Ana, que acaba de entrar na disputa, "ganharia" dela nas simulações de segundo turno.

Dá para acreditar nessa pesquisa? Se a governadora estivesse mesmo tão ruim assim, a ponto inclusive da retirada do nome de Jader da disputa para governo sequer  influenciar em sua posição, porque razão então as articulações estão tão amarradas? porque será que a candidatura de Jatene, que o Ibope aponta como viável, não consegue agregar outros partidos? se a Valéria tivesse mesmo com toda essa "bola", porque ela não foi "escolhida" por Almir Gabriel para encabeçar a sua sonhada terceira via?

Com todo respeito que o Ibope não merece, estamos então diante de um fenômeno eleitoral jamais visto, alguém que acaba de entar na disputa e já sacode todo processo elitoral dessa forma, só porque apareceu uns minutinhos na tv. Menos Ibope, menos...

Manipulações à parte, o que fica mesmo é certeza de que a governadora Ana Júlia não pode ser desconsiderada e certamente terá grandes possibilidades de vitória quando a campanha eleitoral começar de fato e mostrar, com a sua própria linguagem, todos os avanços desses primeiros quatro anos de sua gestão. No mais, por enquanto, é só "arroto choco !!

Governadora lança programa de investimentos de R$ 109 bi - II Parte

A governadora Ana Júlia demonstra, mais uma vez, que a situação econômica favorável pela qual o Estado do Pará vem passando não é "mera" obra do acaso. É sim fruto de, por um lado muita articulação política com o Governo Federal e de outro lado, de muito esforço do governo estadual para transformar a "máquina pública" no sentido de que ela seja capaz de dar respostas rápidas e eficientes a esse crescimento.

Entretanto, mais importante do que ser capaz de acompanhar esse crescimento, é fazer o "Estado" ser capaz de induzí-lo. Para que isso seja possível, a governadora Ana Júlia vem construindo uma verdadeira "revolução" na gestão do Pará, fortalecendo a sua capacidade de planejamento e inteligência, transformando antigos sonhos em realidade. Hoje o Estado do Pará tem uma Política Industrial efetiva, que vai muito além da retórica de outros tempos, onde o "velho jargão" da verticalização da produção, começa a deixar de ser um desejo, para virar realidade, gerar emprego, renda e principalmente novas oportunidades.

Vale lembrar que a governadora Ana Júlia sucedeu uma gestão de 12 anos da "República Tucana da Privataria", que tem como fundamento o desmantelamento do Estado, ou seja, a total aniquilação do setor público como "Ente" capaz de pensar e induzir o desenvolvimento. Mesmo com esse cenário de "terra arrasada" herdado de Jatene, em tão pouco tempo, o estado já está retomando sua capacidade de intervenção.

Nesse governo, a governadora Ana Júlia, apostou muito forte nas instituições reguladoras, como SEMA e Ideflor, por exemplo; nas instituições de fomento, como a SEDECT e SEIR; e ainda nas instituições de inteligência, com a acertadíssima recriação do Idesp. Fazer política de desenvolvimento é isso, acreditar na capacidade indutora do Estado de organizar e normatizar a atividade produtiva, bem como se fazer respeitar no poder de fiscalização; induzir novos investimentos sem depreciar a capacidade de arrecadação do Estado, para que ele possa ter condições de distribuir os ganhos desses novos empreendimentos através de políticas públicas de inclusão social; investir na implantação de parques tecnológicos e na consolidação e criação dos distritos industriais e no fortalecimento da Cia. Industrial do Pará, que estava em fase liquidação, imposta pelo governo Tucano de Jatene; recriar instituições de pesquisas capazes de monitorar e corrigir os rumos das políticas públicas e da ação do Estado.

Governadora lança programa de investimentos de R$ 109 bi - I Parte

PAC do Pará articula investimentos de R$ 109 bi entre 2011 e 2014

O Programa de Aceleração do Crescimento do Pará (PAC Pará) que a governadora Ana Júlia Carepa lança na manhã desta segunda-feira (7), em Belém, no Hangar - Centro de Convenções da Amazônia articula investimentos de R$ 109 bilhões, oriundos do governo federal (R$ 59,3 bi), governo estadual (cerca de R$ 6 bi) e privados (R$ 40 bi), para o período 2011/2014. Entre as áreas prioritárias estão saúde, educação, segurança e obras de infraestrutura para o desenvolvimento.


A governadora Ana Júlia argumenta que o PAC do Pará é mais uma evidência de que o planejamento - marca dos governos do presidente Lula e do Governo Popular - articula e potencializa o alcance de ações estratégicas para que a sociedade se programe para os empregos gerados, para licitações e concorrências de obras e às oportunidades de novos negócios e investimentos.

No PAC do Pará, os programas estaduais se articulam com as ações federais, como no sudeste do Pará, por exemplo, onde o governo Lula faz as eclusas de Tucuruí e a hidrovia do Tocantins; e o governo estadual investe mais de R$ 60 milhões para ampliar o Distrito Industrial de Marabá e o porto público, induzindo a criação de um polo metal-mecânico em torno da siderúrgica Aços Laminados do Pará, já em implantação pela Vale.

"A oportunidade de se lançar o PAC do Pará se deve à necessidade de o governo estadual promover concertações sociais diante dos investimentos públicos e privados e, desta forma, auxiliar todos os agentes, particulares e governamentais, a se prepararem para todas as mudanças e oportunidades", afirma a governadora.

Obras

Entre os empreendimentos anunciados, a construção da hidrelétrica de Belo Monte e o início de sete hidrelétricas na bacia do rio Tapajós; a construção de 50 mil casas populares; a conclusão do asfaltamento e recuperação de vias como a Cuiabá-Santarém e a Transamazônica; as obras de adequação da BR-155 (antiga PA-150) para rodovia federal; mais de R$ 40 bilhões em projetos de mineração; construção da Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Barcarena, em fase de terraplenagem; construção de 334 unidades básicas de saúde; 388 quadras esportivas; ampliação de dois aeroportos; 13 terminais hidroviários, entre muitas outras obras e empreendimentos.

Estes projetos vão provocar profundas alterações no ordenamento urbano da Região Metropolitana de Belém e em outras cidades; alterar o fluxo populacional entre municípios paraenses e também oriundos de outros Estados; gerar ou reforçar centros regionais, com as consequentes oportunidades de negócios e empregos.

"Todas estas mudanças já estão em curso, daí a necessidade de indicar, aqui, os critérios que motivaram as ações, as bases sobre as quais se assentam e os valores e prazos previstos para as principais obras", diz a governadora Ana Júlia Carepa na mensagem.

Os programas, valores e discriminação das obras que integram o Programa de Aceleração do Crescimento do Pará (PAC do Pará) foram elaborados a partir de projetos do governo estadual e do governo federal (no âmbito do PAC 2) e privados. Os recursos vêm do Orçamento Geral da União, tesouro do Pará e os mobilizados junto a organismos internacionais de financiamento de obras sociais.

No caso das iniciativas próprias do governo do Estado, os investimentos relacionados se referem a projetos e programas já anunciados, com verbas garantidas ou em processo de aprovação de financiamento, ou ainda as constantes no orçamento do Estado aprovado pela Assembleia Legislativa ou indicadas pela sociedade civil organizada e constantes do Plano Plurianual (PPA), referente ao período 2008/2011, bem como as programadas para integrar o PPA seguinte. "O PAC do Pará é um verdadeiro guia sobre as oportunidades de negócios, empregos, qualificação e ações sociais", finaliza a governadora.

Secom, com informações de Edson Coelho, da Sedect

sábado, 5 de junho de 2010

Como já era de esperar, a revista Veja começa a campanha de difamação contra Dilma, na tentativa de frear o seu crescimento nas pesquisas eleitorais. Articulada com o PSDB, a intenção da revista é colocar em evidência notícias negativas, tal qual o fizera com Lula durante o primeiro turno da eleição em 2006. Sempre utilizando a estrutura da Polícia Federal.

Na verdade tudo não passa de uma estratégia montada pelo PSDB para tentar desqualificar o jornalista Amaury Ribeiro Jr., que acaba de publicar um livro que expõe as relação visceral de corrupção existente durante toda política de privataria posta em pratica pelos tucanos, quando governaram o Brasil e o Pará.

Leia a introdução ao livro que aloprou o Serra: (Retirado do site Conversa Afiada)

Os porões da privataria

Quem recebeu e quem pagou propina. Quem enriqueceu na função pública. Quem usou o poder para jogar dinheiro público na ciranda da privataria. Quem obteve perdões escandalosos de bancos públicos. Quem assistiu os parentes movimentarem milhões em paraísos fiscais. Um livro do jornalista Amaury Ribeiro Jr., que trabalhou nas mais importantes redações do país, tornando-se um especialista na investigação de crimes de lavagem do dinheiro, vai descrever os porões da privatização da era FHC. Seus personagens pensaram ou pilotaram o processo de venda das empresas estatais. Ou se aproveitaram do processo. Ribeiro Jr. promete mostrar, além disso, como ter parentes ou amigos no alto tucanato ajudou a construir fortunas. Entre as figuras de destaque da narrativa estão o ex-tesoureiro de campanhas de José Serra e Fernando Henrique Cardoso, Ricardo Sérgio de Oliveira, o próprio Serra e três dos seus parentes: a filha Verônica Serra, o genro Alexandre Bourgeois e o primo Gregório Marin Preciado. Todos eles, afirma, tem o que explicar ao Brasil.
Ribeiro Jr. vai detalhar, por exemplo, as ligações perigosas de José Serra com seu clã. A começar por seu primo Gregório Marín Preciado, casado com a prima do ex-governador Vicência Talan Marín. Além de primos, os dois foram sócios. O “Espanhol”, como (Marin) é conhecido, precisa explicar onde obteve US$ 3,2 milhões para depositar em contas de uma empresa vinculada a Ricardo Sérgio de Oliveira, homem-forte do Banco do Brasil durante as privatizações dos anos 1990. E continuará relatando como funcionam as empresas offshores semeadas em paraísos fiscais do Caribe pela filha – e sócia — do ex-governador, Verônica Serra e por seu genro, Alexandre Bourgeois. Como os dois tiram vantagem das suas operações, como seu dinheiro ingressa no Brasil …
Atrás da máxima “Siga o dinheiro!”, Ribeiro Jr perseguiu o caminho de ida e volta dos valores movimentados por políticos e empresários entre o Brasil e os paraísos fiscais do Caribe, mais especificamente as Ilhas Virgens Britânicas, descoberta por Cristóvão Colombo em 1493 e por muitos brasileiros espertos depois disso. Nestas ilhas, uma empresa equivale a uma caixa postal, as contas bancárias ocultam o nome do titular e a população de pessoas jurídicas é maior do que a de pessoas de carne e osso. Não é por acaso que todo dinheiro de origem suspeita busca refúgio nos paraísos fiscais, onde também são purificados os recursos do narcotráfico, do contrabando, do tráfico de mulheres, do terrorismo e da corrupção.
A trajetória do empresário Gregório Marin Preciado, ex-sócio, doador de campanha e primo do candidato do PSDB à Presidência da República mescla uma atuação no Brasil e no exterior. Ex-integrante do conselho de administração do Banco do Estado de São Paulo (Banespa), então o banco público paulista – nomeado quando Serra era secretário de planejamento do governo estadual, Preciado obteve uma redução de sua dívida no Banco do Brasil de R$ 448 milhões (1) para irrisórios R$ 4,1 milhões. Na época, Ricardo Sérgio de Oliveira era diretor da área internacional do BB e o todo-poderoso articulador das privatizações sob FHC.
(Ricardo Sergio é aquele do “estamos no limite da irresponsabilidade. Se der m… “, o momento Péricles de Atenas do Governo do Farol – PHA)
Ricardo Sérgio também ajudaria o primo de Serra, representante da Iberdrola, da Espanha, a montar o consórcio Guaraniana. Sob influência do ex-tesoureiro de Serra e de FHC, mesmo sendo Preciado devedor milionário e relapso do BB, o banco também se juntaria ao Guaraniana para disputar e ganhar o leilão de três estatais do setor elétrico (2).
O que é mais inexplicável, segundo o autor, é que o primo de Serra, imerso em dívidas, tenha depositado US$ 3,2 milhões no exterior através da chamada conta Beacon Hill, no banco JP Morgan Chase, em Nova York. É o que revelam documentos inéditos obtidos dos registros da própria Beacon Hill em poder de Ribeiro Jr. E mais importante ainda é que a bolada tenha beneficiado a Franton Interprises. Coincidentemente, a mesma empresa que recebeu depósitos do ex-tesoureiro de Serra e de FHC, Ricardo Sérgio de Oliveira, de seu sócio Ronaldo de Souza e da empresa de ambos, a Consultatun. A Franton, segundo Ribeiro, pertence a Ricardo Sérgio.
A documentação da Beacon Hill levantada pelo repórter investigativo radiografa uma notável movimentação bancária nos Estados Unidos realizada pelo primo supostamente arruinado do ex-governador. Os comprovantes detalham que a dinheirama depositada pelo parente do candidato tucano à Presidência na Franton oscila de US$ 17 mil (3 de outubro de 2001) até US$ 375 mil (10 de outubro de 2002). Os lançamentos presentes na base de dados da Beacon Hill se referem a três anos. E indicam que Preciado lidou com enormes somas em dois anos eleitorais – 1998 e 2002 – e em outro pré-eleitoral – 2001. Seu período mais prolífico foi 2002, quando o primo disputou a presidência contra Lula. A soma depositada bateu em US$ 1,5 milhão.
O maior depósito do endividado primo de Serra na Beacon Hill, porém, ocorreu em 25 de setembro de 2001. Foi quando destinou à offshore Rigler o montante de US$ 404 mil. A Rigler, aberta no Uruguai, outro paraíso fiscal, pertenceria ao doleiro carioca Dario Messer, figurinha fácil desse universo de transações subterrâneas. Na operação Sexta-Feira 13, da Polícia Federal, desfechada no ano passado, o Ministério Público Federal apontou Messer como um dos autores do ilusionismo financeiro que movimentou, através de contas no exterior, US$ 20 milhões derivados de fraudes praticadas por três empresários em licitações do Ministério da Saúde.
O esquema Beacon Hill enredou vários famosos, entre eles o banqueiro Daniel Dantas. Investigada no Brasil e nos Estados Unidos, a Beacon Hill foi condenada pela justiça norte-americana, em 2004, por operar contra a lei.
Percorrendo os caminhos e descaminhos dos milhões extraídos do país para passear nos paraísos fiscais, Ribeiro Jr. constatou a prodigalidade com que o círculo mais íntimo dos cardeais tucanos abre empresas nestes édens financeiros sob as palmeiras e o sol do Caribe. Foi assim com Verônica Serra. Sócia do pai na ACP Análise da Conjuntura, firma que funcionava em São Paulo em imóvel de Gregório Preciado, Verônica começou instalando, na Flórida, a empresa Decidir.com.br, em sociedade com Verônica Dantas, irmã e sócia do banqueiro Daniel Dantas, que arrematou várias empresas nos leilões de privatização realizados na era FHC.
Financiada pelo banco Opportunity, de Dantas, a empresa possui capital de US$ 5 milhões. Logo se transfere com o nome Decidir International Limited para o escritório do Ctco Building, em Road Town, ilha de Tortola, nas Ilhas Virgens Britânicas. A Decidir do Caribe consegue trazer todo o ervanário para o Brasil ao comprar R$ 10 milhões em ações da Decidir do Brasil.com.br, que funciona no escritório da própria Verônica Serra, vice-presidente da empresa. Como se percebe, todas as empresas tem o mesmo nome. É o que Ribeiro Jr. apelida de “empresas-camaleão”. No jogo de gato e rato com quem estiver interessado em saber, de fato, o que as empresas representam e praticam é preciso apagar as pegadas. É uma das dissimulações mais corriqueiras detectada na investigação.
Não é outro o estratagema seguido pelo marido de Verônica, o empresário Alexandre Bourgeois. O genro de Serra abre a Iconexa Inc no mesmo escritório do Ctco Building, nas Ilhas Virgens Britânicas, que interna dinheiro no Brasil ao investir R$ 7,5 milhões em ações da Superbird. com.br que depois muda de nome para Iconexa S.A…Cria também a Vex capital no Ctco Building, enquanto Verônica passa a movimentar a Oltec Management no mesmo paraíso fiscal. “São empresas-ônibus”, na expressão de Ribeiro Jr., ou seja, levam dinheiro de um lado para o outro.
De modo geral, as offshores cumprem o papel de justificar perante o Banco Central e à Receita Federal a entrada de capital estrangeiro por meio da aquisição de cotas de outras empresas, geralmente de capital fechado, abertas no país. Muitas vezes, as offshores compram ações de empresas brasileiras em operações casadas na Bolsa de Valores. São frequentemente operações simuladas tendo como finalidade única internar dinheiro nas quais os procuradores dessas offshores acabam comprando ações de suas próprias empresas… Em outras ocasiões, a entrada de capital acontecia através de sucessivos aumentos de capital da empresa brasileira pela sócia cotista no Caribe, maneira de obter do BC a autorização de aporte do capital no Brasil. Um emprego alternativo das offshores é usá-las para adquirir imóveis no país.
Depois de manusear centenas de documentos, Ribeiro Jr. observa que Ricardo Sérgio, o pivô das privatizações — que articulou os consórcios usando o dinheiro do BB e do fundo de previdência dos funcionários do banco, a Previ, “no limite da irresponsabilidade” conforme foi gravado no famoso “Grampo do BNDES” — foi o pioneiro nas aventuras caribenhas entre o alto tucanato. Abriu a trilha rumo às offshores e as contas sigilosas da América Central ainda nos anos 1980. Fundou a offshore Andover, que depositaria dinheiro na Westchester, em São Paulo, que também lhe pertenceria…
Ribeiro Jr. promete outras revelações. Uma delas diz respeito a um dos maiores empresários brasileiros, suspeito de pagar propina durante o leilão das estatais, o que sempre desmentiu. Agora, porém, existe evidência, também obtida na conta Beacon Hill, do pagamento da US$ 410 mil por parte da empresa offshore Infinity Trading, pertencente ao empresário, à Franton Interprises, ligada a Ricardo Sérgio.
(1)A dívida de Preciado com o Banco do Brasil foi estimada em US$ 140 milhões, segundo declarou o próprio devedor. Esta quantia foi convertida em reais tendo-se como base a cotação cambial do período de aproximadamente R$ 3,2 por um dólar;
(2)As empresas arrematadas foram a Coelba, da Bahia, a Cosern, do Rio Grande do Norte, e a Celpe, de Pernambuco.

Monopólio da mídia é maior obstáculo à vitória de Dilma, opina Emir Sader — Rede Brasil Atual

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Porque Pai, que pecados cometemos?

Por essa ninguém esperava, aliança com o DEM. O que mais falta para esse pessoal fazer ?
Nós petistas da base, militante, não tomamos essas decisões absurdas, mais temos depois que ir para o enfrentamento defender essa direção transloucada.
Pra mim não faz nenhum sentido sair junto com DEM para construir uma terceira via do PMDB, captaniada por Almir Gabriel.
Sei não, quando a gente pensa que já viu de tudo...
A direção do PT está exagerando, pelo amor de deus, cadê os brios dessa gente?
Infelizmente a direção do PT Pará parou no tempo e não usa a internet como ferramenta de comunicação, pois, se ussasse, poderíamos fazer uma campanha pela base para tentar impedir que "esses caras" nos coloquem numa situação tão delicada quanto essa.
Aliais, podemos também fazer uma campanha para que o presidente João Batista reative o site do PT estadual, QUE VERGONHA !!

PT Partido dos Trabalhadores

PT Partido dos Trabalhadores

Confira pesquisa IBOPE para presidente. Dilma aparece com 37% das intenções de voto.

Economia cresce 9,3%. Que horror ! O que o Lula vai pendurar no pescoço do Serra ? | Conversa Afiada

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Serra, Dantas e a fábula do Ali Babá | Conversa Afiada

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Dilma ridiculariza Serra | Conversa Afiada

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quinta-feira, 3 de junho de 2010

Cuidado com o eleitor, ele pensa sabia?

Na democracia, cabe ao partido político disputar o Poder do Estado, e ao o Estado partidarizado, cabe disputar a hegemonia de projetos na sociedade. Em outras palavras, o papel central do partido governista é a manutenção do status quo no processo político, enquanto os partidos de oposição, obviamente devem evitar essa tendência, buscando impedir uma eventual “perpetuação política” das estruturas do Estado.


Isto posto, traduzindo isso para o “bom português”, quero dizer o seguinte: a melhor estratégia possível para o partido da situação é ampliar seu leque de alianças de tal forma que a composição eleitoral reflita, não só o seu poder de articulação, mas principalmente, o seu poder de centralização política.

Ou seja, para quem exerce o poder não há meio termo. Ou é ou não é. Na hora do “pega pra capar” ou se é situação ou oposição. Logo não existe essa de “candidato laranja” ou “chapa branca” que esteja a serviço do partido governo. Quem está com o partido do governo participa da aliança governista.

Portanto não existe lógica política que justifique o fracionamento do poder do estado num processo eleitoral. Desta forma, a estratégia da diversificação é prerrogativa da oposição e não da situação. Para o Estado partidarizado, quanto maior for o caráter “plebiscitário” da eleição, maior será sua possibilidade de manutenção. Essa lógica inclusive foi utilizada recentemente pelo presidente Lula e pelo PT, quando exigiram ao PSB a retirada da candidatura de Ciro Gomes em favor da candidatura de Dilma.

Contudo, aqui no estado os dirigentes do PT responsáveis pela condução do processo de negociação política da composição eleitoral, parecem que não estão entendendo dessa forma e o que deveria ser uma condução natural, está se revelando uma verdadeira “trapalhada”, não sei se por inexperiência, má fé ou se realmente acreditam no que estão fazendo.

A verdade é que o cenário defendido pelo deputado Bordalo em seu blog, é de um otimismo tão exagerado que dá até para se desconfiar. Em seu post, Bordalo avalia que a “chapa branca” ou “candidato laranja”, como queiram, seria capaz de conduzir os deputados Paulo Rocha e Jader Barbalho para o Senado Federal, eleitos em primeiro turno, um na condição de “poste” do governo e outro como “oposição branca”, deixando a reeleição da governadora Ana Júlia acertada para ser conquistada no segundo turno, aí já com a rearticulação da aliança PT/PMDB.

Essa estratégia seria montada em resposta a avaliação de vários analistas políticos que dizem ser muito difícil para o “governo” conquistar as duas vagas para o Senado se seus concorrentes estiverem unificados numa única chapa, sendo assim mais viável a divisão em dois blocos, para criar uma fictícia “terceira via”, cujo o objetivo principal seria a eleição de dois senadores.

Evidentemente que essa estratégia, a primeira vista, parece ser bastante tentadora, eleger os dois senadores e depois a governadora, seria uma verdadeira epopéia. Mas e aí? Seria assim tão fácil? Será que a sociedade seria conivente com essa tentativa de “engodo” eleitoral a ponto de balizar essa armação? Será que a oposição não teria uma resposta hábil para denunciar tal estelionato à sociedade?

Sinceramente não acredito que isso venha a se configurar, seria muito arriscado e a conseqüência poderia ser desastrosa para os dois partidos, mas, se realmente alguém estiver mesmo pensando nisso fica aqui algumas observações deste blogueiro:

1) Particularmente acho que é possível eleger Paulo e Jader como senadores, ainda que juntos numa única chapa, pois, como defendi, um caráter plebiscitário na eleição aqui no Pará poderia colocar para a sociedade dois projetos distintos, capitaneados por Ana Júlia e Jatene (com vantagem para Ana Júlia em minha opinião), condicionando o eleitor a pensar nesses projetos e com isso, identificar claramente quem os representa. Assim, de forma bem pragmática, o eleitor seria levado a votar “de cabo a rabo” no projeto que melhor o representaria, pelo menos no que se refere à eleição majoritária;

2) Se realmente vierem a pactuar uma estratégia de terceira via governista, os dirigentes do PT mostrariam não só total ignorância política, ou quem sabe arrogância, como também deixariam claro que o objetivo principal do partido não é reeleger sua governadora, mas eleger um senador. Embora o deputado Bordalo salde a estratégia como um bom acordo político, isso me parece ser inadequado, não parece ser razoável pensar que, mesmo com toda divergência interna do partido, alguns setores estariam apostando nessa insensatez, colocando em risco a reeleição do governo para viabilizar a eleição do companheiro Paulo;

3) Também registro aqui a minha “indignação” por todos aqueles que uniram forças para desqualificar a DS como interlocutora política de Ana Júlia, dentro e fora do PT, pois, na prática a união dessas forças só serviu para potencializar outros interesses que não a reeleição da governadora. Não é possível entender como uma candidatura secundária se transformou na principal tarefa do partido;

4) Por fim, qualquer militante de esquerda sabe que é sua tarefa preservar as lideranças do partido, ou no caso, de sua organização política. Ou seja, defender a governadora é tarefa dos militantes da DS, qualquer que seja a posição que ocupe, no governo ou não. Assim, o processo de desqualificação da DS, teve como objetivo central enfraquecer a governadora dentro do PT, que ficou sujeita a compartilhar de estratégias medíocres e submissas como essa, que inverte as prioridades e se confronta a lógica política.

terça-feira, 1 de junho de 2010

A "elite" não descansa !!

O Jornal Nacional apresentou reportagem sobre estudo realizado pela UERJ, que avalia o seu Sistema de Entrada por Cotas. O estudo na verdade comprova a eficiência das cotas como política pública de combate as desigualdades sociais.
Segundo a reportagem, alunos ingressos pelo regime de cotas contam com uma relação candidato/vaga inferior a dos alunos do regime tradicional. Os cotistas também possuem notas de entrada inferiores as notas alcançadas pelos demais alunos. No entanto, quando a comparação é feita entre as notas já no decorrer do curso, não há grandes diferenças, a não ser pela questão específica das matérias que envolvem matemática, fruto de uma deficiência do ensino público, relatou a pesquisa. No entanto, quando se trata de reprovações e desistências, os alunos cotisnas possuem indicadores melhores que os outros alunos, ou seja, reprovam e desistem menos.
Na prática o estudo mostra que o regime de cotas abre portas antes intransponíveis a certos segmentos sociais, sendo portanto natural que a entrada desses alunos ocorram em condições menos competitivas, o que não quer dizer entretanto que no decorrer do curso essas condições não sejam equiparadas, fato aliais mostrado no estudo.
Contudo, em que pese os resultados animadores da avaliação dessa política, a "elite" raivosa do país não consegue aceitar esse fato. Alegam em oposição, que o regime de cotas cria desigualdade, favorece uns em detrimento à outros. Mas esse é de fato o objetivo. Ninguém que defende o regime de cotas escamoteia a discursão, embora os representantes dessa "corja" se refiram a esse fato como se estivessem desvendando um grande mistério.
O regime de cotas visa estreitar o fosso das desilguadades que historicamente se perpetuou nesse país e, somente dando oportunidades desiguais àqueles que são desiguais é que poderemos tentar construir um futuro mais justo, menos desigual e com oportunidades para todos.
Portanto, a "elite" precisa ceder. Não dá para mudar o futuro, gerar novas oportunidades, se não atacarmos a origem do problema, as raízes dessas mazelas, ou seja, o regime de cotas é uma resposta, um resgate, é inclusão.

Carta Maior - Política - O Ódio de Classe

Carta Maior - Política - O Ódio de Classe

Não é segredo para ninguém que a política brasileira migra para a bipolaridade. De um lado o PSDB e do outro o PT como centros orbitais de uma série de corpos menores, na galáxia do PMDB. Mas o embate político brasileiro possui elementos da neurose de classe. O primeiro deles é o ódio de classe, que está ligado à destruição da tradição criminosa e partidária brasileira, que se expunha como representação conservadora. A redução de partidos assemelhados a quadrilhas à condição de pequenos partidos se deveu ao desmonte dos currais eleitorais promovido pelo programa Bolsa Família. O artigo é de César Kiraly.

Depois de 20 anos, Zico volta como um 'mortal': 'Ninguém faz milagre' | globoesporte.com

A Nação está em festa !!!



Depois de 20 anos, Zico volta como um 'mortal': 'Ninguém faz milagre' globoesporte.com

Ibope aponta Flamengo como maior torcida e Sport em ascensão | globoesporte.com


Ibope aponta Flamengo como maior torcida e Sport em ascensão globoesporte.com

Depois da vergonhosa manipulação na pesquisa da Folha, Ibope confirma o que todo mundo já sabe: A Nação Rubro Negra é de longe a maior torcida do Brasil.