BLOG DO VICENTE CIDADE

Este blog tem como objetivo falar sobre assuntos do cotidiano, como política, economia, comportamento, curiosidades, coisas do nosso dia-a-dia, sem grandes preocupações com a informação em si, mas na verdade apenas de expressar uma opinião sobre fatos que possam despertar meu interesse.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Encontro com blogueiros no Palácio do Planalto



Essa é para a prosperidade !!

Manaus. A Metrópole da Amazônia !!

De acordo com Censo 2010, divulgado pelo IBGE, Belém possui 1.392.031 habitantes, não constando entre as 10 maiores capitais do país, estando inclusive abaixo de Manaus, que aparece em sétimo lugar com 1.802.525 habitantes, sendo assim, a maior cidade da Amazônia.


Manaus apresenta uma situação sui generis no Brasil, sendo a capital de estado que apresenta a maior concentração populacional relativa do país, posto que quase 52% da população amazonense esta registrada em Manaus. No Pará, só 18,34% da sua população esta registrada em Belém.

Só para efeitos comparativos, se pegarmos outras capitais de estados brasileiros, encontraremos situações diferentes, por exemplo a cidade de São Paulo que apresenta 27,26% da população do estado, já em Belo Horizonte esse percentual é de 12,12% e em Curitiba 16,73%.

Agora, se levarmos em consideração o PIB, divulgado pelo IBGE para o ano de 2007, veremos que enquanto Belém participa do PIB paraense com cerca de R$ 13,8 bilhões, representando algo em torno de 28% do total, no estado do Amazonas, Manaus participa com quase 82% do total, com PIB estimado superior a R$ 34,4 bilhões. Em relação ao PIB per capita, ainda de 2007, enquanto Belém aparece com cerca de R$ 9.793,00 por pessoa, em Manaus o PIB per capita era de R$ 20.894,00 por pessoa em 2007.

É certo que os estados do Pará e do Amazonas “tiveram” fórmulas distintas de planejamento do seu desenvolvimento, enquanto o Pará sempre foi a “porteira” da Amazônia, derivando daí inúmeras políticas públicas que conduziram a sua desconcentração espacial, no Amazonas, ao contrário, o modelo de concentração encontrou forte amparo na política de desoneração fiscal do pólo industrial de Manaus.

Embora essa seja uma pequena comparação, bem superficial inclusive, serve para mostrar que é um equívoco incentivar a rivalidade entre as duas maiores cidades amazônicas, posto que, de igual, só a origem e o bioma. De certo mesmo, só o fato de que o Pará é o maior estado da Amazônia e Manaus, a maior cidade, ou para nosso desgosto (nós paraenses), a “Metrópole da Amazônia”.

Isso posto, faço esse post para alertar o seguinte: os desafios do Pará são outros, não devemos persegui uma realidade distante. Os governos tucanos que antecederam ao nosso, não compreenderam esse fato e centralizaram suas ações na capital do estado, aprofundando sobremaneira o fosso das desigualdades intra-regionais do estado, a ponto inclusive, de tornar viável a busca pelo separatismo no estado, como forma de superação desse quadro de abandono.

No governo de Ana Júlia, essa questão foi tratada com especial atenção, e a primeira ação do governo foi reconhecer isso. Com Ana Júlia, regiões antes esquecidas passaram a contar com grande fluxo de investimentos, obras e serviços. É o caso, por exemplo, das regiões Sul e Sudeste do Pará, onde a dinâmica de intervenção do poder público está garantindo o seu crescimento e desenvolvimento econômico integrados a investimentos privados.

Agora, novamente os tucanos vão governar o Pará, vamos esperar que eles não retrocedam tanto nas condições favoráveis criadas pela governadora Ana Júlia e não voltem a centralizar os investimentos do estado só na capital. Vamos esperar !!

Beleza singular - suplementos - Estadao.com.br

Beleza singular - suplementos - Estadao.com.br

O link acima revela a beleza de Santarém e sua mundialmente conhecida praia de Alter do Chão. A matéria revela ainda belíssimas fotos do lugar. Vale a pena conferir !!

Sacanagem !!

Hoje, ao tentar abrir o blog do professor Theotonio dos Santos, fui surpreendido pelo aviso por uma mensagem indicando que o mesmo não é um "local" recomendado, podendo exibir "conteúdos" inadequados.

Por que será que isso ocorre?

Sei que a nossa plataforma de acesso a internet é a plataforma americana, .com, mas será que isso é o motivo da "censura" ao blog do professor, de tão renomada reputação? será que agora teremos uma vigilância explícita sobre os conteúdos produzidos pelos pensadores de esquerda?

Isse é um fato a ser esclarecido !!

Um novo "caminho" começa hoje no Pará !!

Depois de 30 anos de promessas, finalmente o Presidente Lula vai entregar ao povo do Pará as Eclusas de Tucuruí. A o bra é tida como uma das principais compensações sócio-econômica ao estado, por ter abrigado a maior hidrelétrica nacional brasileira.

Com as eclúsas, novas oportunidades se abrem para transformar o Pará num "corredor" logístico para as exportações brasileiras, integrando a região do Central do país ao porto de Vila do Conde, em Barcarena.

Essa é mais demonstração cabal do prestígio da governadora Ana Júlia com o presidente Lula. A esse respeito, vejam o que disse a governadora Ana Júlia em seu blog. 

30 anos depois, Tocantins todo navegável


Com imensa alegria vou receber o presidente Lula e a nossa presidenta eleita, Dilma, hoje em Tucuruí, às 13:30. Vou recebê-los no aeroporto, juntamente com o prefeito de Tucuruí, Sancler Antônio Wanderley Ferreira.

Nosso presidente volta mais uma vez ao Pará para entregar mais uma grande obra ao povo paraense: desta vez, a inauguração das eclusas de Tucuruí, que abre um corredor hidroviário no rio Tocantins. E devolve ao rio a total navegabilidade. Um sonho de mais 30 anos.

A inauguração das eclusas viabiliza a implantação da Hidrovia Araguaia-Tocantins, ligando o porto de Belém à região do Alto Araguaia, no Estado do Mato Grosso, numa extensão de aproximadamente dois mil quilômetros. E permitirá também o escoamento de nossas riquezas minerais, e da produção industrial do aço da siderúrgica ALPA-Aços Laminados do Pará, de Marabá. A ALPA representa um investimento de R$ 3,3 bilhões e a logística está inteiramente baseada no modal hidroviário.

25 Maracanãs

A obra impressiona pela grandiosidade. O volume de concreto usado na obra seria suficiente para construir 25 estádios de futebol do tamanho do Maracanã. São duas eclusas, com 210 metros de largura e 33 metros de comprimento cada – ligadas por um canal intermediário de 5,5 quilômetros – que permitirão apassagem de comboios de até 19 mil toneladas. Assim, esses comboios farão, sem dificuldade, o percurso de 445 quilômetros entre os portos paraenses de Vila do Conde e Marabá.

Até agora, estes comboios carregados de minério precisavam navegar de Marabá a Tucuruí. Lá, realizavam o transbordo para caminhões e, logo depois do desnível de 74 metros, a carga voltava a ser transportada pelo rio até os portos de Belém e Vila do Conde.

Com a conclusão das eclusas, o transbordo deixa de ser necessário e a viagem ficará mais curta. O que resulta em redução de custos.

Até 2025, segundo o planejamento do governo federal, 29% de todo o transporte brasileiro será efetuado por hidrovias, meio que polui menos e reduz custos de transporte, tornando os produtos mais competitivos no exterior. Atualmente, apenas 13% da carga no país é transportada por via fluvial.

domingo, 28 de novembro de 2010

Do céu ao inferno numa rodada !!

Hoje, quando começar a penúltima rodada do campeonato brasileiro, o Flamengo, atual campeão nacional, entrarar em campo com a possibilidade de se livrar de vez do rebaixamento, ou, ao contrário, entrar pela primeira vez na zona de rebaixamento para a 2ª divisão. Uma vergonha !

Essa péssima campaha do Fla neste ano é fruto da não menos péssima gestão da tucana Patrícia Amorim no comando do clube. Pegou um time campeão e coloca lutando para não ser rebaixado. Isso é  fruto da típica política tucana de "ajuste fiscal".

Quando assumem o poder, praticam uma política de "cortes rasos" e desmontam todo o trabalho existente, para em seguida fazer parecer que eles são responsais por novo momento, de resusgimento do ente governado. Entretanto, na política tradional não há punições, mas nesse caso específico, o caos, promovido por ela, poderá ter como consequência o rebaixamento do maior time do Brasil. Lamentável !

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Mais uma da Villa Del Rei !!

Recebi esse comentário numa postagem antiga e resolvi trazer para cá. Uma utilidade pública !!

Cristina disse...


Olá colegas, me chamo Cristina e também comprei um apto da Construtora Villa Del Rei, o empreendimento é o Porto Bello, e hoje para quem não sabe aconteceu uma reunião no Hilton, com credores, representantes da Construtora e juiz, para decidirem a entrega dos empreendimentos. Soube também que o Rio das Pedras será entregue, os dois primeiros blocos e isso eles só conseguiram , porque organizaram uma COMISSÃO COM CERCA DE 15 A 20 PESSOAS que compraram os aptos, contrataram advogados e botaram quente, Deixo aqui o meu apelo, se alguem conhecer ou tiver interesse em participar da COMUNIDADE PORTO BELLO, estamos dispostas a brigar pelo nosso sonho, meu e-mail é crisjsantos@yahoo.com.br.

A INVEJA MATA !!

Num Congresso que vira noticia mais pelos seus folclóricos participantes como, o palhaço Tiririca, o jogador Romário, o cantor Wlad, um ex- BBB, sucessores de “coronéis”, contraventores, entre tantos outros malfeitores, fica a indagação sobre a perseguição política sobre o deputado eleito Cláudio Puty.


O Puty é uma nova liderança que surge na política paraense e que tem muito a contribuir com o estado, na qualidade de representante na Câmara federal. Representa um novo perfil político, de uma juventude preparada e disposta.

O Puty é um militante de esquerda, defende a liberdade e a construção de uma sociedade mais justa e fraterna. Além disso, sua formação profissional e acadêmica é sólida e representa um salto de qualidade na representação política do estado. Puty é economista, professor da UFPA, possui formação de mestrado no Japão e de doutorado nos EUA, além de ter sido professor universitário na Itália.

Essa rodagem o transforma num cidadão global e isso é muito importante já que, infelizmente, a “elite” brasileira tem uma certa tendência a valorizar as experiências de “fora” do país.

Por outro lado, o Puty ajudou a governadora Ana Júlia a transformar as mazelas desse estado em oportunidades concretas para implantação de um novo modelo de desenvolvimento. Junto com a governadora Ana, o Puty esteve a frente de grandes projetos e sempre teve lado definido, não sucumbiu às benesses e troca de favores do poder e saiu do mesmo jeito que entrou, com sua dignidade intacta.

A oposição, dentro e fora do PT, principalmente o PMDB, vai ter que conviver com isso. O Puty, como alguns gostam de falar, era um cara forte dentro do governo e mesmo assim, não foi responsável por nenhum malfeito no governo, não teve o seu nome envolvido em nenhum escândalo de corrupção.

Já aqueles que o acusam, não podem falar a mesma coisa. Tem gente inclusive que cujo o nome da própria família virou chacota nacional, sendo citado normalmente como exemplo políticos de péssimas condutas, ligados à corrupção e toda sorte de uso indevido dos cargos que ocupam.

Portanto, não adianta ficar inventando boatos, tentando criar fatos que possam igualar a conduta do Puty, à conduta de outros políticos já bem conhecidos por suas ações de rapinagem. É isso !!

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Em defesa do CAPS !!

Durante a campanha eleitoral, no debate da RBA ou do SBT, não me recordo exatamente, um embate sobre gestão pública travado entre a governadora e então candidato “Simão Lorota”, marcou profundamente uma diferença contumaz nos dois projetos de governo.


Enquanto o “Lorota” cinicamente insistia na tese de que o governo popular investiu muito pouco em setores importantes como saúde, educação e segurança, por exemplo, com a tese de que os gastos públicos são divididos em investimento e custeio, desqualificando os gastos totais como indicativo, concentrando-se na defesa de que apenas os investimentos podem servir como indicador de melhoria ou não na gestão desses setores.

A governadora por sua vez, muito sabiamente no meu entendimento, demonstrou o contrário, que não é possível melhorar os indicadores de gestão pública sem “gastar” mais em custeio, ou seja, gastar em pessoas, salários, medicamentos, equipamentos, treinamento enfim, o custeio das ações de políticas públicas, propriamente dito.

A rigor a rigor, fica evidente que a governadora se referia ao fato de que, no setor público, todo investimento gera aumento do custeio, seja pela necessidade de contratação de novos servidores, pelo custo de manutenção e funcionamento do novo espaço e até mesmo pela depreciação dessas novas instalações, que se deteriora com o tempo.

Especificamente, a governadora falava que, na saúde, por exemplo, só para manter os cinco hospitais regionais funcionando, o estado gastava algo em torno de R$ 250 milhões por ano. Na educação, teve que reformar mais de 600 escolas e na segurança, contratou mais de 4.000 novos policias, além de comprar novos equipamentos individuais de proteção. Tudo isso é custeio, mas e aí, isso não conta?

Fiz essa postagem, especificamente, porque se trata na verdade da defesa de uma política pública na área da saúde que está em risco se, de fato, o governador eleito não rever essa sua postura. Pelo menos foi isso que me foi relatado por um paciente, de que as pessoas estão com medo da desativação da política, causando insegurança principalmente nos pacientes e familiares.

Trata-se do Centro de Atendimento Psicológico e Social – CAPS, que cuida de pessoas que sofrem de doenças psicológicas como depressão e síndrome do pânico, por exemplo, disponibilizando além do tratamento médico, toda a medicação necessária. Essa unidade se localiza na Avenida Dalva, na Marambaia.

Vamos todos defender esse importante espaço!!

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

G1 - Meirelles confirma saída do Banco Central - notícias em Economia e Negócios

G1 - Meirelles confirma saída do Banco Central - notícias em Economia e Negócios

Resposta aos comentários da postagem Pela Verdade !!

Companheiros,

Existem algumas quastões importante nesse debate, vou dar a minha opinião sobre alguns deles:

Primeiro, o problema é que estão querendo "apedrejar" o Puty, como se ele, de fato, tivesse mando e desmando na governadora, o que não é verdade, ele participava sim das decisões, mas todas elas eram discutidas num grupo e principalmente, aceitas.


Segundo, é legítimo que uma tendência queira ampliar seu leque de atuação, com isso a eleição de parlamentares é caminho natural.

Terceiro, é leviano apostar que a DS investiu suas fichas na campanha do Puty, "preferindo" eleger um deputado à governadora, isso não temo menor cabimento.

Quarto, o próprio PT contribuiu com o desgaste do governo, já que frequentemente expunha suas disputas internas como se fossem problema de governo e não eram.

Quinto, as principais secretarias de estado estavam com as outras tendências do PT, como SEDUC, SESPA, SETRANS, SAGRI, SETER, ADEPARÁ e SEGUP, ou seja, AS PRINCIPAIS POLÍTICAS PÚBLICAS E por baixo, algo em torno de 80% do orçamento do governo giram nessas secretarias.

Sexto, as secretarias comandadas por outras tendências e outros partidos eram geridas como se autonomas fossem, faziam políticas para os seus interesses, não levavam o nome da governadora e sim de seus mandatos. A governadora só era chamada quando alguma coisa dava errada, ou seja, só para ficar com o ônus.

Sétimo, o PMDB sempre esteve muito bem aquinhoado no governo, comandou postos importantes, como Cosanpa, Cohab e Detran, por onde passou grande volume de recursos do PAC e de arrecadação própria, mesmo assim nunca sofreram interferência nem do PT nem do governo.Possuiam mais de 800 cargos de DAS no governo e o pior, nunca entregaram a maior perte deles.

Oitavo, não foi a toa que o PMDB fez a maioria dos prefeitos do estado, foi com o apoio maciço do governo e, diga-se de passagem, o próprio Elder em Ananindeua, só se reelegeu graças ao governo.

Então meus companheiros não adianta ter uma visão limitada, uma análise enviesada do processo, isso não contribui em nada, só faz o jogo da oposição.

Temos que entender que nosso governo foi bom e devemos transformá-lo em referência na busca de um novo modelo de desenvolvimento para o estado, pois, no futuro, vamos confrontá-lo de novo com o modelo tucano.

Por isso, entendo que, nesse momento,a análise crítica deve se concentrar nos erros de campanha, tanto de comunicação como de direção.

O resto,agora, é jogar para a platéia !!

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Divulgação de Manifesto !!

A Associação Nacional dos Torcedores, sociedade legalmente constituída para combater as atrocidades e desmandos existentes no esporte nacional bem como lutar pelos reais direitos de todos os torcedores-cidadãos brasileiros, vem à público, por meio desta carta manifestar sua indignação e exigir providências quanto às últimas notícias envolvendo Ricardo Teixeira, CBF e Comitê Organizador Local para Copa 2014.
Nos últimos dias, foi veiculada em diversos canais de imprensa a notícia de que Ricardo Teixeira, atuando como pessoa física, é sócio da Confederação Brasileira de Futebol – CBF, (entidade a qual é presidente – ou dono) para formação do Comitê Organizador Local para a Copa de 2014, o COL.

O contrato social registrado na Junta Comercial do Rio de Janeiro prevê, divisão das cotas de participação na sociedade em 99,99% à CBF e 0,01% à Ricardo Teixeira.
Prevê ainda, em seu parágrafo 1º, apesar das divisões, que, o sócio Ricardo Teixeira poderá decidir e endereçar eventuais lucros provenientes da Copa 2014 da maneira que bem entender. Há fortes indícios de irregularidades nesta sociedade.
O futebol é patrimônio da sociedade, a Copa do Mundo vai custar 17 bilhões de reais, mais do que um ano de Bolsa Família, a serem gastos sobretudo em estádios (leia-se empreiteiras em festa).
Por essa razão, há interesse público sobre tais fatos, sobre os quais exigimos explicações.
Exigimos a dissolução imediata de tal sociedade e que o COL seja formado por pessoas isentas, de confiança de toda a sociedade ou que o tipo social seja alterado para sociedade sem fins lucrativos.
É de interesse de todo cidadão saber o destino dos eventuais lucros obtidos pela Copa de 2014 bem como qual a formação diretiva do COL.
Exigimos como cidadãos que somos que as autoridades apurem esses fatos de maneira implacável.
Exigimos respeito, tratamento digno e honestidade.
ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS TORCEDORES

Governo alerta: Emendas dos deputados tucanos podem afugentar novos investimentos do estado.

O governo do Pará emitiu nesta segunda-feira (22) um parecer técnico sobre as emendas que foram apresentadas na Assembleia Legislativa aos projetos 291/09 e 292/09, que regulamentam o tratamento tributário da cadeia produtiva do cobre e seus derivados. A preocupação é que as mudanças propostas pelos deputados inviabilizem a atração de siderúrgicas para o estado, inclusive a Aço Laminados do Pará (Alpa), um investimento de quase R$ 6 bilhões, já em construção em Marabá.


Os projetos foram encaminhados pelo governo à Assembleia há quase um ano, com o objetivo de criar um cenário favorável no Pará - sobretudo, no interior - para a instalação de siderúrgicas capazes de verticalizar uma das vocações econômicas do estado, a mineral.

Os projetos originais preveem um tratamento tributário diferenciado por meio do diferimento do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS). Ou seja, as empresas que viessem a se instalar no estado poderiam, dentre outros benefícios, adiar o recolhimento do imposto para uma data futura, quando de fato entrassem em operação. A medida estenderia à cadeia do cobre o tratamento hoje aplicado aos estabelecimentos extratores e industriais da bauxita e do alumínio. No caso da Alpa, o diferimento atingiria a produção, prestação de serviços de transporte, circulação e fornecimento (ou seja, as empresas fornecedoras da Alpa também teriam direito ao benefício).

As emendas apresentadas pelos parlamentares, no entanto, alteram substancialmente a proposta na medida em que restringem o benefício do diferimento apenas para a área operacional, excluindo do processo as operações internas de insumo e fornecimento.

De acordo com o secretário de Estado da Fazenda (Sefa), Vando Vidal, esta medida criaria uma distorção, já que o Pará deixará de cobrar imposto das empresas de outros estados, para cobrar apenas das empresas locais. "Isso criará uma situação de desigualdade, pois, se for mantida esta alteração, será mais vantajoso adquirir mercadorias de empresas de fora, livres de tributação. Assim, a geração de empregos também será transferida para outros locais", afirmou o secretário, reforçando que esta alteração aumentaria efetivamente os custos de produção da empresa atraída.

O governo estadual também entende que outra emenda, a que limita os benefícios apenas para os novos empreendimentos, implicaria na criação de uma desigualdade competitiva em relação às empresas já instaladas no estado (o Pará tem duas grandes siderúrgicas em funcionamento). Outra preocupação é a retirada, do projeto original, do prazo de 30 anos para concessão do benefício, o que geraria insegurança jurídica aos investimentos. "Não estabelecer um prazo pode colocar em risco as metas fiscais do estado", afirmou Vidal.

O secretário de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia (Sedect), Maurílio Monteiro, explicou que o governo faz um grande esforço para criar não só uma conjuntura econômica e política, mas também logística (por meio de obras como a ampliação de portos, o desvio da BR-230, as eclusas de Tucuruí, a implantação do Distrito Industrial de Marabá), capaz de atrair empresas que verticalizem e potencializem o desenvolvimento do estado. Mudar as regras do jogo pode dificultar a concretização dos investimentos pretendidos.

"A parte logística está sendo resolvida, mas alterações no arranjo econômico podem fragilizar esta negociação. E existe um risco claro disso acontecer. Ninguém faz um investimento de R$ 6 bilhões sem prazos. Uma eventual reforma tributária pode revogar este benefício para três, quatro anos. É legítimo o direito dos deputados de alterarem os projetos de lei, mas também é legítimo o governo relembrar a importância destes investimentos para o estado", afirmou Maurílio Monteiro.

O secretário explica que, a partir da Alpa - responsável, sozinha, pela geração de mais de 20 mil empregos diretos e indiretos - várias empresas e indústrias estão sendo atraídas para Marabá. Um exemplo é o projeto Aline, siderúrgica que, a partir do aço laminado da Alpa, pretende elaborar produtos de aço galvanizado e a frio. Isso representaria a "verticalização" da "verticalização", criando todas as condições para a atração de outras indústrias, como fabricantes de grelhas, geladeiras, eletrodomésticos, consolidando assim o polo industrial metal-mecânico no Pará.

Também está em curso uma estratégia para que a Vale invista na área de metalurgia do cobre, por meio da construção de uma indústria de aço refinado na Zona de Processamento de Exportação de Barcarena. A demanda atende a um pedido da governadora Ana Júlia Carepa, já que a Vale não conseguiu finalizar a anunciada compra da Paranapanema: a ideia, então, seria a própria Vale ter uma fábrica de aço refinado. Entre as vantagens, a crescente exploração de minério de cobre na região de Carajás; a eficiente e eficaz interligação logística entre as regiões de Carajás e Barcarena (por meio da Estrada de Ferro Carajás, do porto de Marabá, hidrovia do Tocantins e o porto de Vila do Conde); além das vantagens competitivas, como incentivos fiscais e financeiros, caso a instalação se concretize no estado.
Fonte: Ascom - Sedect

PAC 2 investirá R$ 650 milhões em obras de urbanização no Pará

Busquei essa matéria do blog do Bordalo.

É interessante notar que antes do governo Ana Júlia, tanto a Cosanpa quanto a Cohab eram companhias morimbundas, prestes a falir. Hoje, com o fortalecimento feito pela governadora, são campeãs de captação de recursos para o Pará.

Com Lula e Ana Júlia o Pará resgatou os investimentos em saneamento e habiatação, duas importantes áreas sociais que foram completamente abandonadas pelo Jatene em seu primeiro governo.

A matéria é da Agência Norte de Notícias.  


O Pará tem 14 municípios contemplados com R$ 650 milhões em investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2). O Estado é um dos que receberão mais recursos do programa, cujas obras e projetos correspondentes ao grupo 1 foram divulgados pelo Ministério das Cidades no último dia 12 de novembro. Os investimentos incluem urbanização de assentamentos precários, rede de abastecimento de água, esgotamento sanitário, saneamento integrado, drenagem urbana, contenção de encostas e pavimentação e qualificação de vias urbanas.

O grupo 1 contempla os municípios da Região Metropolitana de Belém e outros que possuem população superior a 70 mil habitantes. Foram contempladas obras estaduais e municipais.

As obras e projetos do PAC 2 executados pelo governo do Estado do Pará foram encaminhados pela Companhia de Habitação do Pará (Cohab) e Companhia de Saneamento do Pará (Cosanpa), e incluem a ampliação do serviço de água e esgoto no bairro Águas Lindas, em Ananindeua; ampliação do sistema de abastecimento de água de Belém, Ananindeua e Marituba, compreendendo a recuperação e modernização da 1ª Etapa da Estação de Tratamento de Água (ETA) e da estação elevatória de água tratada do Bolonha; ampliação dos sistemas de abastecimento de água de Breves e Castanhal, beneficiando os setores Estrela, Jaderlândia, Cristo Redentor e Santa Catarina; ampliação dos sistemas de abastecimento de água em Nova Marabá e Cidade Nova, em Marabá; do setor Beija-Flor, em Marituba; do setor Nova República, zonas 1, 2, 3, 4, 5 e Livramento, em Santarém, e os projetos de urbanização da Comunidade Montese e Taboquinha II, em Belém, e da comunidade Pato Macho, em Marituba.

Também foram aprovados projetos de abastecimento de água, saneamento e urbanização encaminhados pelas prefeituras de Belém, Paragominas, Parauapebas, Itaituba, Marabá, Ananindeua, Abaetetuba, Altamira, Cametá e Tucuruí.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Rapidinhas !!

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MINERAÇÃO
Vejam só o que postou hoje a governadora Ana Júlia em seu, com o tema Nossas riquezas minerais industrializadas aqui, e o pescador ainda tá afim de perder a ALPA de novo para o Maranhão. Fazer o quê !?!

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GOLPE 1
Hoje, na coluna Repórter Diário, do jornal Diário do Pará, foi noticiado que, segundo a nota, um "tucano de alta plumagem", estaria questionando o governo por mandar para a AL um decreto que transforma em lei o repasse fundo -a- fundo do governo do estado para TODAS as 143 prefeituras, sem distinção. Segundo ele essa seria uma medidade para colocar o futuro governo em "saia justa", se tratando, ainda segundo ele, de uma medida "politiqueira".

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GOLPE 2
O que a tal fonte de 'alta plumagem' não sabe ou provavelmente ignora, e a coluna também, é o fato de que esses repasses já ocorrem desde do ano passado, muito antes das eleições e foi instituido como instrumento do governo para dar condições as prefeituras do interior de melhorar a Atenção Básica em seus municípios.

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GOLPE 3
Foi por conta dessa política que o governo conseguiu, na gestão de Ana Júlia, evitar que as mortes como as que aconteceram na Santa Casa se repetissem, reduzindo ano-a-ano, por exemplo, a mortalidade infantil no estado. Através desses repasses as prefeituras melhoram seus atendimentos no próprio município.

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GOLPE 4
Fica portanto claro a intenção do PSDB de "voltar a tráz", retroceder, nessa importante política de saúde instituida pela governadora. Enquanto a governadora repassa recursos a todos os prefeitos, sem destinção, a intenção do PSDB será novamente a de cooptar os prefeitos através dos convênios voluntários e excluir aqueles que não "comerem em suas mãos".

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GOLPE 5
É isso, dizem que na democracia cada um tem o que merece. Que vanham os tucanos...

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Discurso Sen. Ideli Salvati - 18/11 parte 2

Discurso Ideli Salvati - 18/11 - sobre o discurso facista de jornalista da Globo 1

G1 - Dilma prega em reunião do PT 'clima político de união e compreensão' - notícias em Política

G1 - Dilma prega em reunião do PT 'clima político de união e compreensão' - notícias em Política

É hora de continuar a luta !!

A presidente eleita Dilma, disse hoje no Encontro Nacional da Executiva do PT, que agradecia a dedicação de todos os candidatos do partidos que a ajudaram a chegar “lá”, enfatizou contudo, seu incentivo aos candidatos não eleitos, para que não desistam, que continuem a lutar.

Com isso quero concordar com a nossa futura presidente, tenho visto avaliações catastróficas sobre a derrota da companheira Ana e uma eventual “morte” anunciada do PT no Pará. Não concordo nem um pouco com essas avaliações, na política perder e ganhar são dois lados da mesma moeda e, as vezes, não raro, até mesmo a derrota pavimenta fortemente os caminhos para futuras vitórias.

É por isso, que tenho dito que a avaliação da derrota não pode ser feita tomando por base o governo ou o partido, neste momento, só a campanha deve ser avaliada. Digo isso porque as avaliações feitas agora refletem somente reflexões ressentidas e raivosas, destorcidas da verdade, ou melhor, construídas a partir de verdades não absolutas, ou seja, versões de verdades próprias. Isso, ao meu ver, não constrói, destrói.

A história política do estado e do PT está cheia de exemplos de candidaturas derrotadas e depois vitoriosas, sendo tantos exemplos, que talvez nem valha a pena se pegar num só. Entretanto, o que é importante de dizer é que não se queima uma liderança construída, principalmente quando essa liderança ainda tem muito a oferecer ao partido, no caso da companheira Ana Júlia, por exemplo, há quatro anos ela representou uma novidade, uma mudança de um projeto de governo que de forma alguma está esgotada.

Não estou dizendo que não devemos abrir espaços para novas lideranças, mas isso é muito dinâmico, tenho certeza que daqui há quatro anos estaremos disputando as eleições no estado reivindicando as transformações que começamos no governo da Ana, como transformações do partido, até lá o tempo vai dizer quem será a melhor opção para defender esse projeto, se quem começou ou uma outra liderança, dependendo é claro de como vai se comportar o governo Jatene.

Ou seja, não podemos cair no erro de menosprezar o nosso projeto e nossas lideranças como faz a oposição, ela, a oposição, é que tem todo o interesse em ficarmos apontando erros, pois estes certamente serão reverberados para a sociedade, pois, a disputa continua cotidianamente. Se formos realmente apontar os nossos erros, a luz de verdades relativas, certamente encontraremos refletidos na mesma imagem, anjos e demônios, contidos em cada um de nós.

Teremos ao longo tempo, sem o calor da derrota, vários fóruns para refletirmos internamente as causas e conseqüências da derrota, por isso devemos por hora, nos concentrar na defesa do projeto, que, mesmo sendo muito bom, foi rejeitado pela sociedade, principalmente por equívoco de campanha.

PELA VERDADE !!

Passando hoje pela blogosfera, li um post da professora Edilza, que julga ofensiva a nota publicada ontem no Repórter 70 dando conta de que a governadora estaria sendo indicada à Sudam pelo deputado eleito Cláudio Puty. Assim como ela também achei a nota ofensiva, só que fiquei surpreso ao ver que ela, no lugar de criticar a nota, critica o Puty, que não tem nada haver com isso, ou como diria o nosso Amorim, com as frutricas midiáticas.


Contudo, já estou com o "copo cheio" desse comportamento da professora Edilza, por isso, doa a quem doer, resolvi escrever aqui algumas verdades, quem quiser rebater, prometo aceitar, desde que o nível seja mantido, não publicarei ofensas nem a mim, nem a terceiros, principalmente anônimas.
A MÁGOA DE EDILZA
Aquela história de repetir a mentira até que todo mundo pense que é verdade é tática conhecida, todo mundo sabe. Agora, quando quem inventa começa a acreditar de verdade no que inventou, já vira uma doença.

Infelizmente, ao que parece, isso tem acontecido com a professora Edilza, que, com sua mágoa e rancor, continua insistindo na tese de que ela fora injustiçada pela governadora em detrimento ao Puty.

Todos na DS sabem que a postura da companheira no governo, era nociva, em alguns casos até insana, um trator disposto a passar o rolo compressor a qualquer tempo e em qualquer um. Em nome da sua proximidade com a governadora agia como se fosse a própria, não respeitava os companheiros de governo, de partido e nem da tendência. A prova disso foi o seu próprio isolamento.

A Edilza saiu do governo atirando, expondo. Se sentiu bem sendo tratada como a referência da oposição ao governo, o tal fogo amigo. Deu aos adversários inúmeras oportunidades de atacarem o governo, ofertou, de bandeja, a cabeça dos ex companheiros. Gostou de ser tratada como a injustiçada e passou a figurar nos textos oposicionistas, como o exemplo da perseguição da DS e de como a governadora fazia escolhas ruins, optando por expelir seus “melhores’ quadros. Uma ova !!

No processo eleitoral a Edilza se colocou como instrumento do PMDB contra o governo e o PT. Reproduziu, por mágoa e ressentimento, calúnias e ofensas à DS e ao Puty, um discurso oposicionista que se transformou quase num “mantra” e que tinha o objetivo de justificar a tática eleitoral do PMDB.

Apesar de não concordar com a tese de que a DS é monstro desse governo, a professora Edilza sabe, tanto quanto eu, que as decisões na DS não eram isoladas do Puty, podiam até não ser debatidas diretamente com a base, mas eram debatidas em pequeno grupo, o mesmo que alguns denominaram de “Núcleo Duro” e que, por algum tempo, a própria Edilza participava.

Portanto, mirar única e exclusivamente toda sua artilharia contra uma única pessoa é, no mínimo, um distanciamento proposital da verdade.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Começaram as especulações !!

Hoje no Repórter 70, o jornal O Liberal dá a "notícia" de que Ana e Paulo estariam disputando o comando, ou melhor, a indicação da Sudam. Chega mesmo a insinuar que o Puty estaria "indicando" Ana Júlia como "cota" de seu mandato. Tá errado. A Superintendência da Sudam seria uma indicação da DS, ou seja, da governadora e do deputado Puty.

Particularmente, não acredito que a governadora Ana Júlia venha a assumir nenhum cargo de caráter estadual ou regional, acho que a Ana deverá ser chamada pela presidente Dilma para ocupar algum cargo de caráter nacional. Dilma quer elevar a participação de mulheres em seu governo e, neste caso, o currículo de Ana ajuda muito, pois foi deputada federal, senadora e governadora, tem muita experiência.

Jatene quer perder a ALPA. De novo !!

Quando foi governador do estado pela primeira vez, Simão Jatene "perdeu" a indústria de laminação de aço da Vale para o Maranhão. Em troca, prometeu que construiria 30 mil casas populares, tentando diminuir o impacto negativo para o seu governo. Na prática, nem ALPA nem casas.

Entretanto, a governadora Ana Júlia junto com presidente Lula, foram "buscar" de volta a siderúrgica, que hoje já está em fase de implantação em Marabá, devendo ser responsável, quando implantada, pela geração de mais de 50 mil empregos na cadeia mineral, de acodo com a IBRAM, já que para cada 1 emprego direto, são gerados 13 na cadeia.

Contudo, parece que o governador eleito de novo, Jatene, não gosta mesmo de industrialização, ou da VALE, não sei, pelo menos se considerarmos o que postou o deputado Bordalo em seu blog, parece que a ALPA já se prepara para dar novamente as costas ao Pará. E a culpa não será da VALE, será do próprio Jatene.

Vejam o que postou o deputado:

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

"Novo governo" vacila em relação a nossa industrialização

Nosso objetivo é industrializar nossas riquezas minerais. Um grande passo foi dado, a partir da aprovação do projeto de lei 81/2010 que dispõe sobre o tratamento tributário aplicável as indústrias em geral. Essa iniciativa vai fortalecer e concretizar a instalação da siderúrgica em Marabá, dentro do efetivo processo de industrialização paraense, que já pode ser comparado ao processo da Siderúrgica Nacional do Rio de Janeiro.

O Pará está na rota de desenvolvimento, com amplas possibilidades de crescimento e conseqüente geração de emprego, renda e melhorias sociais. A partir da presença da siderúrgica em Marabá, as possibilidades de atração de novos investimentos e geração de negócios no Estado serão ampliadas significativamente. Vale lembrar que é aguardado, além da atração de novos investimentos, maior integração e consolidação de cadeias produtivas dos setores beneficiados, potencializando a vocação do Pará como corredor de importação e distribuição.

Uma irresponsabilidade adiar votação sobre política tributária

A Assembléia Legoslativa, infelizmente, adiou para a próxima terça-feira (23/11) a votação dos projetos de ei 291 e 292/2009, da governadora Ana Júlia, que dispõem sobre a política tributária para a indústria siderúrgica e os incentivos fiscais a empreendimentos desse ramo. A aprovação dessa terão entre os resultados práticos a instalação da “Aços Laminados do Pará” (Alpa).

Os dois projetos estão em pauta há alguns dias porque não houve consenso para aprovação. A situação vem deixando alguns parlamentares apreensivos, uma vez que a protelação das propostas pode fragilizar os acordos com investidores da área siderúrgica que se comprometeram com o governo em agilizar a instalação do projeto da Alpa.

Li nos jornais que a equipe de transição ligada a Simão Jatene estaria preocupada com as perdas da política tributária. Mas a principal perda do Estado é perder a siderúrgica, é perder investimento na cadeia produtiva do cobre.

Então, meus amigos e amigas, precisamos votar o projeto este ano para que se cumpra o Princípio da Anualidade que determina que a mudança tributária aprovada em um ano valha a partir do próximo ano, afinal, se for aprovado em 2011, só valerá para 2012. Perde-se um ano de implantação desse investimento e não acredito que os investidores segurarão por um ano a proposta. O governo do PT e a base governista desta legislatura estão à vontade quanto ao cumprimento de seu dever no que diz respeito ao encaminhamento da proposta. Estamos cumprindo a nossa parte, para não dizerem amanhã que fomos omissos. O governo que está terminando está deixando bem claro seu interesse em resolver a questão e o mais estranho é que até antes da eleição para o governo do Estado não havia questionamento para isso por parte da oposição, tanto que há pareceres favoráveis na Casa.

Portanto, a responsabilidade pela não aprovação da proposta não será da governadora Ana Júlia, é do novo governo que já tem a maioria na Casa.

Região Norte em foco na Revista Exame

Revista Exame desta semana traz uma reportagem sobre a pujança econômica da Região Norte, com destaque para o Estado do Pará e a região do sudeste do estado. A reportagem destaca o volume de investimentos previstos e as perspectivas de crescimento econômico para os próximos anos. Clicando no link você confere a reportagem.

A revista comprova que, ao contrário do que pregava o Jatene, o Pará vem crescendo muito nos últimos anos e deu um salto extraordinário no volume de investimentos decorrentes da perceria da governadora Ana Júlia com o presidente Lula.

Só o Jatene via o Pará parado, mas a Link não deu conta do recado e a mentira reproduzida pela campanha amarela, acabou tomando conta do imaginário popular, que passou mesmo a acreditar que a governadora não teria "feito" nada. É uma pena !!

Detalhe: O Unique Shopping Parauapebas, que teve o seu projeto de financiamento junto ao Banco da Amazônia elaborado por nós na ENAP, foi citado como exemplo desse crescimento e dinamismo econômico.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Para que serve uma consultoria externa ?

Silvio Santos vai processar ex-diretores e auditoria do banco PanAmericano - O Globo

A Deloitte, era a empresa "responsável" pela auditoria externa das contas do banco Pan Americano, pertencente ao Grupo Silvio Santos.

A auditagem externa é uma prática comum no mundo dos grande negócios, sobre tudo em empresas de capital aberto, onde os acionistas, via de regra, não são os gestores dessas empresas ou, ainda que sejam, são tratados como profissionais e não "donos".

A auditoria externa é portanto uma espécie de "aval" que uma empresa de consultoria que goze de respaldo, "autoridade" e credibilidade no ramo, "empresta" para uma outra empresa, criando uma relação de confiança institucional entre as empresas e o "mercado".

Isso ocorre porque são as próprias empresas as responsáveis pela divulgação dos seus resultados, resultados esses gerados dentro das próprias empresas, sujeito portanto, a toda sorte de manipulação. As auditorias externas seriam então uma espécie de "fiscais do mercado", empresas que, em tese, teriam a prerrogativa de estudar e, se for o caso, questionar esses dados.

Ocorre porém, que essas auditorias são contratadas pelas próprias empresas e o que deveria ser uma relação de "fiscalização externa" acaba se tornando uma "assessoria" externa, ou seja, aquela que deveria ter papel de comunicar eventuais irregularidades e/ou equívocos ao mercado, acaba estabelecendo uma relação interna com a empresa, de forma que o resultado do trabalho dessas consultorias são mais usados para ajustamento interno do que externo, evitando assim que o chamado "mercado" possa, de fato, saber como anda a gestão dessas empresas.

Portanto, na verdade, a consultoria externa não deixa de ser uma "contratada" da empresa e como toda relação entre contratado e contratante, há uma relação de parceira estabelecida. Há de se rever portanto essa forma de relação comercial.

2010 asian games quarterfinal uzbekistan vs qatar

O gol mais perdido do mundo !!

Os Amigos do Presidente Lula: Imprensa internacional denuncia campanha da imprensa brasileira contra Lula.

Os Amigos do Presidente Lula: Imprensa internacional denuncia campanha da imprensa brasileira contra Lula.

Os Amigos do Presidente Lula: Após 8 anos, irmãos de Lula mantêm vida modesta

Os Amigos do Presidente Lula: Após 8 anos, irmãos de Lula mantêm vida modesta

Enquanto "eles" brigam, nós bancamos os bobos !!

Hoje o Blog da Repórter publica, e eu republico aqui, e-mail de Chico Cavalcante comentando a entrevista concedida pelo propritário da Link, empresa responsável pela campanha derrotada da governadora (figura ao lado). Vale a pena ler essas manifestações, porque no final nós, humildes militantes, ficamos nos degradiando na base, enquanto "eles", lá em cima, ficam só se desculpando. Tanto faz como tanto fez !!
Eu, particurlamente, volto a insistir na tese de que a Link foi sim a responsável pela derrota, porém em segundo plano, em primeiro, foi a coordenação da campanha, que viu o barco afundando e não fez nada, pelo contrário, se isolou da base.
  

terça-feira, 16 de novembro de 2010


Chico Cavalcante: a Link é uma fábrica de desculpas

Voltei do meu retiro apenas para postar a mensagem que recebi, por e-mail, do publicitário Chico Cavalcante, em resposta à entrevista com o dono da Link, Edson Barbosa

Vejam o texto na íntegra.

"Publicada no último domingo, a entrevista de Edson Barbosa, titular da Link, expõe de maneira cristalina quatro traços de seu perfil sobre o qual já me havia relatado Ricardo Berzoini, ex-presidente nacional do PT: a inabilidade profissional, a incapacidade analítica, a indigência intelectual e uma capacidade ímpar de fabricar desculpas e terceirizar responsabilidades. Para mediar essas deficiências, ele sustenta sua retórica na mecânica discursiva de um vendedor de carros usados sempre descrevendo perda total como pequenas avarias na carenagem.

Furtivo, Barbosa não responde a nenhuma das questões relevantes levantadas por mim em entrevista no mesmo espaço e, de maneira ostensiva, se esquiva de qualquer responsabilidade, deixando na linha de tiro o PT, a governadora, os prefeitos aliados e a coordenação da campanha, que lhe deram cobertura.

Abre sua sucessão de evasivas com uma frase lapidar: “não é o caso de ficarmos pensando apenas por que ganhou ou por que perdeu”. É claro. Ele não perdeu nada. Trabalhou durante um ano para um governo sem ter disputado nenhuma licitação. Entrou pela janela, ajudando a acentuar as deficiências da gestão e a ocultar suas virtudes e feitos, ganhando rios de dinheiro para isso. Para isolar o peso de sua culpa, afirma que os motivos da derrota “são variados”, o que é uma obviedade da qual deveríamos todos ser poupados.

Quaisquer dos envolvidos em um processo eleitoral sabem que uma eleição não é “uma gincana”, por isso dão ao pleito a importância que deve ser dada e à comunicação o caráter central que de fato ela tem. E essa importância não diminui quando se perde. Ao contrário. Exige maior rigor na análise dos elementos que levaram a esse resultado, especialmente quando se trata de uma candidatura ancorada numa aliança de 14 partidos, alicerçada na máquina de governo e sustentada por um governo federal exitoso contra um adversário em inferioridade de tempo e baseado em uma aliança de forças políticas restrita, como aconteceu aqui.

Ao atribuir a derrota “às disputas na gestão [que] deixaram vulnerável a figura da governadora e geraram dificuldades para que as pessoas percebessem o governo”, Barbosa tenta tirar de si qualquer papel pelos resultados. Mas não consegue se eximir de responsabilidade pela comunicação do governo, que comandou com mão de ferro ao longo de todo o ano de 2010, ignorando inclusive a existência de contratos de prestação de serviços que o governo tinha com oito agências locais.

Barbosa sabe que o alegado “contrato com o Diretório Nacional do PT” foi um arranjo construído às pressas diante das denúncias feitas pelo jornal Diário do Pará, que flagrou a agência trabalhando para o governo do Pará sem contrato. Ao dizer “implantamos um programa intensivo de pesquisas qualitativas e quantitativas e tivemos um diagnóstico muito negativo de avaliação do governo e da governadora” e “recomendamos uma unidade forte da gestão e interação com a sociedade” Barbosa se entrega, já que anuncia nessas frases que o trabalho era para o governo e não para o partido.

Como um cachorro que caiu na mudança, Barbosa revela sua inapetência profissional ao admitir que não sabe exatamente o que aconteceu aqui: “a minha sensação”, afirma ele, “é de que, no Pará, o processo é feito em cima de personalidades e não de projetos”. Ou seja, há especificidades que ele não compreende nem domina, embora jamais tenha tido a humildade de admitir isso antes dessa entrevista. Mas também não entende o escopo geral, que eleição não é uma disputa de projetos, de propostas ou de personalidades, mas sim uma disputa entre argumentos de votos e que vence quem convence o eleitor a reproduzir seu argumento de voto de maneira consistente e extensiva e que a comunicação é peça-chave nesse processo. Uma campanha eleitoral é toda ela, comunicação. Cada ato, cada gesto, cada imagem, cada palavra só vale se comunica o conceito. E que conceito a Link quis comunicar? Barbosa não sabe.

A análise evasiva de Barbosa briga com os fatos. A frase “a eleição foi pau a pau” descreve uma realidade outra, que não a nossa. Sensação que se amplia na assertiva “se no domingo, antes da eleição, Jader tivesse batido na mesa e declarado voto em Ana, as coisas poderiam ter sido diferentes”, sem levar em conta que os elementos que afastaram a possibilidade de aliança com o PMDB não se resolveriam em um ato mágico. Ao mesmo tempo, nada diz da ratada que cometeu ao fazer uma abordagem descuidada de questões relevantes, como as do Hospital de Ipixuna e da Fábrica de Chocolate, elementos que geraram perda de votos e aumentaram a rejeição de sua cliente.

Ao defender-se de montar uma equipe que não entendia a realidade do estado e os agentes políticos envolvidos no processo, Barbosa mais uma vez se ausenta, ao dizer que a área de jornalismo estava com Ruth Viera, a produtora (responsável pela direção de imagens da campanha) era a Digital, do Fernando Pena de Carvalho e o diretor de criação da campanha seria Glauco Lima, ex-DC3. Tal afirmação é pura deslealdade. Das 126 pessoas que formavam a equipe da Link em Belém, eram as 25 de fora que tinham posição de mando. Nenhuma das pessoas citadas por Barbosa efetivamente tinha o comando das áreas citadas.

Instado a responder diretamente às críticas feitas por mim, Barbosa não o fez. Ao invés disso, tentou me incorporar ao comando kamikase que dirigiu, ao afirmar que eu teria dito “tudo que queria”, “sem censura” e que minhas proposições teriam sido recusadas “pelo cliente”. Isso, definitivamente, não aconteceu.

Faltando 10 dias para a eleição no primeiro turno, compareci a uma única reunião na Digital na companhia de João Batista, Marcos Oliveira e André Farias, da coordenação da campanha, a convite da presidência do PT local. Na cabeceira da mesa, sinalizando poder de mando, Barbosa abriu a reunião apresentando uma pesquisa que dizia que Ana Júlia crescia e que tudo o que ele estava fazendo era o que deveria ser feito, que a base da comunicação ruim que fazia era “científica” e que as críticas eram equivocadas, infundadas, baseadas em pura “ignorância”.

Nessa única intervenção que fiz ao longo de toda a campanha, relatada na entrevista ao Diário, apresentei proposta que incluía uma remodelação do conceito de campanha, a alteração de conteúdo dos programas, do modo de apresentação da governadora na TV, de regionalização das inserções e de configuração diferenciada para o programa de rádio, de acordo com o que definira o PT em reunião realizada dias antes desse encontro na Digital. João Batista, presidente do PT no Pará, manifestando parecer coletivo, classificou a comunicação de campanha feita pela Link simplesmente como “uma merda”. Barbosa então teve um ataque de nervos. Gritou, bateu na mesa, disse que ele estava “salvando Ana Júlia”, que a governadora estava desacreditada por todo mundo antes dele chegar aqui e que a Link estava fazendo a campanha não por dinheiro, mas por “pena”, “generosidade” e “compromisso político”; disse ainda que fazia a campanha de Paulo Rocha “de graça” e que o candidato tinha “problemas”, alegando que Rocha era um candidato “difícil de apresentar na TV”. De maneira deliberada, tomou a diretriz de esvaziar a reunião, falando durante quarenta minutos seguidos. A reunião esvaziou porque todos ali tinham mais o que fazer do que ficar ouvindo suas desculpas e destemperos.

No dia seguinte, notas comprometedoras surgiram nas colunas de jornais locais, dando a entender que eu estaria me assenhorando da campanha, numa clara iniciativa para me antagonizar com a coordenação de campanha. Tomei, desde então, a decisão de silenciar e não apresentar mais qualquer manifestação acerca de uma campanha na qual não era bem-vindo.Como na campanha, Barbosa segue manipulando informações e números. Atribui a si a votação de Paulo Rocha e a ida sofrida de Ana Júlia ao segundo turno, assim como o crescimento de Ana Júlia de 36 pontos para 44 pontos no segundo turno, sem levar em conta os dados históricos de votação da legenda e a reacomodação inercial de votos à esquerda na própria sociedade, ignorando que sem o crescimento surpreendente do PSOL Ana Júlia não teria ido nem para o segundo turno. Dizer que Ana “venceu o segundo turno” porque cresceu oito enquanto Jatene foi de 49 para 54, “crescendo apenas cinco” não leva em conta que o PT tem potencial para partir de cerca de 1/3 dos votos no Pará seja qual for o candidato e que Jatene já teria votos suficientes para liquidar a fatura na primeira volta não fosse a performance de Fernando Carneiro.

Incapaz de autocrítica, Barbosa afirma que o Titanic que comandou aqui consistiu em “uma experiência técnica extremamente qualificada”. Atribui a si o governo Lula ter sido reconhecido no Pará, Dilma ter vencido no Pará e arremata com a mãe de todas as desculpas: “a comunicação não ganha nem perde eleição”. Se for verdade que comunicação não ganha nem perde a eleição, por que os custos de comunicação são os mais altos item a item no mix de uma campanha eleitoral? É verdade que comunicação sozinha não ganha eleição, mas pode sim ser um elemento ativo na derrota. Aqui, foi um fator de peso.

Barbosa diz que minhas críticas me “diminuem” como profissional porque seriam “críticas descuidadas” de uma realidade que não estudei. Em primeiro lugar não são críticas descuidadas, já que tomam como referência o conhecimento consistente que tenho da realidade local, dos agentes políticos em contenda e das ferramentas do marketing político, adquiridos não apenas por formação acadêmica, mas também por 25 anos de atividade no setor. Tampouco as críticas me diminuem. Ao contrário, me situam como um agente pensante no processo mesmo estando ausente de uma intervenção prática nas eleições majoritárias no Pará em 2010. Quem sai menor dessa campanha é Barbosa e sua empresa, que chegaram aqui como salvadores da pátria e saem como coveiros de um sonho que o PT lutou 30 anos para realizar.

A entrevista de Edson Barbosa não deixa dúvidas: a Link não passa de uma grande fábrica de desculpas".

domingo, 14 de novembro de 2010

Vettel, um novo campeão. Alonso, o mesmo de sempre !!

É assim, no esporte, tudo pode acontecer.
Mesmo com a falta de desportividade da Ferrari, o "destino" deu um jeito de mostrar que vale a pena não interferir nos resultados esportivos, no chamado tapetão.
Alonso, mais uma vez mostrou seu caráter, ou melhor, a falta dele, descarregou sua frustração no piloto que não permitiu, esportivamente, sua ultrapassagem. É um merda mesm o !!
No link abaixo materia da Globo.com sobre a corrida que decidiu o título !! 

Vettel domina em Abu Dhabi, seca Alonso e arranca o título da Fórmula 1 globoesporte.com

sábado, 13 de novembro de 2010

Barao Vermelho - Tente outra vez

Queira! (Queira!)
Basta ser sincero
E desejar profundo
Você será capaz
De sacudir o mundo
Vai!
Tente outra vez !

Alonso: Sorte de campeão. Caráter duvidoso !!

Vettel crava a pole, e Alonso arranca o terceiro lugar no grid em Abu Dhabi globoesporte.com

Ao que tudo indica, Alonso será mesmo tri campeão de F1 neste domingo, isso porque Webber, seu principal concorrente, treinou muito mal e vai largar atrás do espanhol e nesse circúito é quase impossível a ultrapassagem com carros que tenham rendimentos próximos.

Assim, Alonso poderá alcançar uma invejável posição no seleto clube dos tri campeões de F1, que conta apenas com sete participantes em 60 anos de história.

Se vier a ganhar o título, três assuntos dividirão as mesas de bate papo esportivos, quanto ao mérito da sua eventual conquista: 1) o primeiro será sobre o seu inegável talento e sorte, que levou um carro inferior a disputar em igualdade de condições, e no caso superar, o melhor carro do campeonato; 2) A exigência que fez à equipe em privilegiá-lo, ainda na metade da temporada, para que só ele pudesse ter chances de disputar o título, evitando a concorrencia com o brasileiro Felipe Massa; 3) A burrice da equipe RBR que não deu preferência ao seu piloto melhor posicionado, no caso o Webber, que, se tivesse vencido no Brasil, estaria apenas 1 ponto atrás do espanhol, assim, a disputa de amanhã seria muito mais facilitada, sem falar na disputa, no inicício da temporada, que custou a a vitória, e o título, aos pilotos da RBR.

Vamos ver o que vai ser, eu, particularmente, não gosto do Alonso, já provou que é mau caráter, tanto na disputa com o Hamilton na McLaren e também na armação da Renault, que o beneficiou com uma vitória, que acabou custando a carreira de Nelsinho Piquet na F1.

Chineses constroem hotel de 15 andares em seis dias





Do G1, em São Paulo


Equipe levou dois dias para erguer estrutura, e quatro para dar acabamento.

Vídeo registrou o processo de construção na cidade de Changsha.

Engenheiros de uma empresa da cidade de Changsha, no centro da China, afirmaram ter construído um hotel de 15 andares em seis dias.
Eles levaram dois dias para erguer a estrutura, e mais quatro para fazer o acabamento. O processo foi filmado, e as imagens, postadas no YouTube. Assista ao vídeo.
A estrutura do Ark Hotel, segundo os construtores, é preparada para suportar um terremoto de magnitude 9.

Ele foi totalmente feito com material pré-fabricado -ou seja, as partes foram construídas em outros locais, e apenas montadas no lugar da construção.
A a estrutura é à prova de som e tem isolamento térmico.

Os construtores afirmaram que ninguém ficou machucado no processo.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Retorno !!

Acabo de chegar de Parauapebas e pretendo agora colocar o "papo" em dia.

Lá a conexão era muito ruim, por isso não tive tempo de continuar postando de lá. Era um saco ficar horas na internet sem poder postar nada.

Apesar de ainda estar refletindo sobre os rumos que darei a este blog, por enquanto vou continuando postando...   

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Cotidiano !!

Nesta segunda-feira, finalmente meu cotidiano começa a votar a normalidade. Passado o período eleitoral, onde me dediquei de corpo alma, a rotina das viagens de trabalho recomeçaram.


Estarei essa semana em Parauapebas, Sudeste do Pará, se tudo der certo, vamos elaborar um projeto para uma empresa no ramo da construção civil. Vamos também aproveitar para visitar alguns clientes que já estão em fase de implantação de seus empreendimentos, no caso, o Hotel Vale dos Carajás e o Unique Shopping Parauapebas.

Já faz algum tempo que não vinha à Parauapebas, nem consigo mais me lembrar exatamente quanto tempo, mas de qualquer forma, acho que seja coisa de um ano pra mais. Aqui, as coisas mudam com muita velocidade, vamos ver o que poderei encontrar desta vez, uma coisa porém já começou diferente, viemos num vôo da TRIP que sai direto de Belém para Carajás, que fica no alto da serra, por essa razão tivemos que descer a serra pela Floresta de Carajás, o que tornou a vigem bem agradável.

Vou aproveitar também para dar uma passada pelo restaurante da Dona Laura, o Bebericar, uma das principais atrações da cidade. Dona Laura tem um inconfundível paladar que, na minha modesta opinião, é um dos melhores do Pará. Para os que gostam, há La uma geléia de pimenta, patentiada pela própria, que dizem ser coisa de outro mundo. Eu particularmente não curto.

Uma coisa eu já vi que não mudou, a dificuldade de comunicação no município !!

sábado, 6 de novembro de 2010

Gato por Lebre !!

Duarante a campanha eleitoral, já no segundo turno, no primeiro debate entre os candidatos, Jatene mencionou o Coordenador Técnico do Dieese Roberto Sena, dizendo que ele, Jatene, seria portador de uma desautorização, por de Sena, para que a governadora não citasse mais o Dieese em seus argumentos. Aliais, isso foi obedecido pela governadora, ao meu ver, de forma equivocada, já que os dados mencionados são de conhecimento público, uma vez que os 76% de perdas salarias dos servidores públicos na era dos tucanos, era frequentemente mencionados pelos sindicatos da categoria.

Pois bem, neste domingo, no jornal O liberal, Sena aparece dizendo que segundo levantamento daquele órgão, o Pará é hoje o estado da região Norte reponsável por cerca de 35% de toda geração de emprego da região, sendo portanto o estado com maior geração de emprego formal, com mais de 34 mil vagas de saldo somente nos 10 primeiros meses do ano, o que Sena qualificou como "celeiro" de empregos.

Vale destacar que essa posição alcançada pelo Pará, se dá independente dos ditos investimentos que viriam com a Copa 2014, ou seja, o Pará gera mais emprego que o Amazonas e mesmo assim a governadora ainda é vítima da covordia a ela imputada sobre a perda da Copa.

Neste sentido, esses dados revelam que, ao contrário do que sustentava a campanha de Jatene, o Pará nunca parou de crescer e que o projeto de desenvolvimento implantado pela governadora está no caminho certo. É por isso que estou cada vez mais convencido de que, com o tempo, o povo do Pará vai perceber que comprou "gato por lebre".

Quanto Equívoco !!

É praticamente consensual entre as pessoas que atuam na área de comunicação e marketing de campanha eleitoral, a avaliação que atribui a derrota da governadora Ana Júlia a erros de campanha.

Inclusive neste domingo o jornal Diário do Pará trás uma entrevista com o publicitário Chiquinho, da Vanguarda, tradicional agência que sempre trabalhou com o PT, insistindo na tese de que os erros do governo, que aconteceram, não foram responsáveis pela derrota.

Contudo, ainda há companheiros do PT que insistem em diminuir a importância do nosso governo, valorizando mais os erros que os acertos.

Fizemos sim um grande governo, mas, se nós petistas não somos capazes de defendê-lo, quem será?

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

"por que não te calas?",

Essa é boa, Serra é interrompido em palestra na França aos gritos de "por que não te calas?" Até lá !!

Folha.com - Poder - Serra critica governo Lula e é interrompido por manifestante em palestra na França - 05/11/2010

"...Uma campanha tão ruim, mas tão ruim que lá pelas tantas, eu, pelo menos, já havia até perdido o tesão."

Vejam só o que "garimpei" lá no blog A Perereca da Vizinha, da Tucana Ana Célia Pinheiro, na seção de comentários.

Achei interessante o seu depoimento, principalmente em dois aspectos: 1) quando ela afirma temer que o PT usasse denuncias contro o Jatene; 2) quando diz que estava tão fácil, que até perdera o tesão de trabalhar, em função da péssima campanha feita pelo PT. Confiram...  

Anônimo disse...

Os marqueteiros da Ana Júlia realmente foram um fiasco, acredito que por não serem paraenses ficaram perdidos, infelizmente não utilizaram em nenhum momento suas reportagens investigativas da época do Governo Jetene. Se eles tivessem sido um pouco mais espertos teriam desmascarado o candidato adversário !!!

9:51 PM

Ana Célia Pinheiro disse...

Anônimo das 9:51:

Penso que aquela agência era muito, muito ruim. Aliás, mostrei isso em uma matéria, logo que começaram a correr os boatos acerca da contratação dela.

Naquela matéria, se não estou enganada, cheguei a falar sobre a inadequação de algumas peças que vi no site dela (um jingle, por exemplo, demasiado longo, o que dificultava a fixação da idéia central; além de erros primários em programas políticos e inserções).

E a questão não é nem que a Link seja baiana, gaúcha ou pernambucana: é que ela é ruim, mesmo.

Uma agência de propaganda que chega numa campanha política dizendo, num estado como o Pará, que tudo é divino e maravilhoso em termos de qualidade de vida, não pode estar falando sério, né mermo?

É claro que houve muita desinformação, por ela não conhecer o Pará, mas houve, sim, falta de competência, ao não tentar, pelo menos, enxergar os serviços públicos através dos olhos da população - o que permitiria escolher uma linha de propaganda que não ficasse a brigar com a realidade.
Além disso, se a agência queria vender o "dinamismo" da Ana em relação à "preguiça" do Jatene, então por que não usou, desde o início, aquela imagem da Ana como "repórter" das próprias obras? Uma imagem poderosa, diga-se de passagem, porque coloca o cidadão diante de alguma coisa que o outro está a dizer que é simples papo-furado...
E não que a Ana não pudesse aparecer no gabinete: isso até poderia ser usado, porque se pretendia, imagino, mostrar o “preparo administrativo” dela. Mas isso deveria ser alternado com imagens dela, nos locais das obras.
Além disso, aquele gabinete deveria ser bem mais simples; a própria Ana deveria ser mais simples, mais humilde, coisa que só veio a acontecer, se bem me recordo, já quase ao final do primeiro turno.
Penso, ainda, que a campanha deveria ter sido regionalizada, até para aproveitar bastante o rosto e o falar da população, além das belezas de cada região paraense. Um tipo de estratégia que também serviria para convencer, "por contágio", que as coisas estavam de fato a acontecer por todo o interior.
Nem mesmo um dos melhores "motes" que eles conseguiram pescar (sem trocadilho), aquela história das diaristas, foi devidamente aproveitado. Quem me dera pegar um flanco desses numa campanha - você simplesmente surfa na "satanização" do outro...
Confesso que houve momentos que temi que eles usassem alguma denúncia contra o Jatene - e não necessariamente as minhas. Mas que eles usassem um "míssil", alguma artilharia pesada, para, ao menos, diminuir a distância entre a Ana e o Jatene, no final do primeiro turno; ou ao menos, no segundo turno, para dar uma sensação de recuperação da Ana na reta final, já que aquele patamar de 60% do Ibope era preocupante, por difícil de manter.
Mas eles não fizeram rigorosamente nada – e quando tentaram fazer (como no caso das diaristas e da “Ficha Suja”) foi de forma atabalhoada, como se agissem simplesmente por instinto, sem ter a mínima idéia de onde queriam chegar. Tanto assim que essas duas “poderosas bombas” acabaram virando simples estalinhos.
Em suma: foi como se não passassem do exército de zumbis daquela paródia "Todo mundo quase morto".
Uma campanha tão ruim, mas tão ruim que lá pelas tantas, eu, pelo menos, já havia até perdido o tesão.
Abs.
11:30 PM

Governo Ana Júlia, uma gestão de legados ao povo do Pará I - Infraestrutura

Nestes tempos em que o Brasil ganhou o direito de realizar os dois maiores eventos esportivos do mundo, a idéia de legado ficou muito presente na mente da população. Entretanto o Pará foi excluído dessa possibilidade, agora se sabe, por obra da “múmia viva” da FIFA, Sr. João Havelange, que entendeu que o estado gastaria pouco dinheiro na reforma do Mangueirão e tampouco não construiu um projeto megalômano de infraestrutura. Assim, de acordo com a lógica perversa desse o senhor, o Pará foi excluído justamente por apresentar a menor necessidade de intervenção, ou seja, quanto mais preparado pior, ou na visão dele, menor o legado a deixado. Patife. Isso pode inclusive confirmado no blog do Gerson Nogueira.

Entretanto, em que pese a perda da realização de jogos da Copa 2014 em Belém, a governadora Ana Júlia acabará seu mandato no governo do estado deixando para o povo do Pará um importante legado, tanto de infraestrutura, quanto econômico e social.

Na infraestrutura, Ana Júlia vai deixar para o povo da região metropolitana de Belém, o maior projeto de intervenção viária do estado, o Ação Metrópole, um projeto pensado há mais de vinte anos, mas que só agora saiu do papel e cuja sua conclusão permitirá a implantação do sistema de bilhete único no transporte coletivo da região, o que, além de beneficiar a população mais carente que necessita andar de ônibus, também melhorará muito o trânsito em Belém, beneficiando mais de 2 milhões de pessoas.

Além dessa importante obra, a região metropolitana de Belém também ganhou da governadora uma INFOVIA através do projeto NAVEGAPARÁ, que deixa para a região uma rede de transmissão de dados em banda larga, que interliga escolas, universidades, centros de pesquisas, órgãos públicos, além de diversos pontos de acesso gratuito à internet por parte de toda população. Belém também “ganhou” a duplicação do sistema de captação de água do lago Bolonha e Água Preta, obra que garantirá o abastecimento de água da capital pelos próximos 20 anos e por fim, a governadora entregou completamente reformado um dos símbolos maiores do patrimônio cultural da cidade, a Catedral da Sé.

Até o final do ano a governadora estará inaugurando em Belém um belíssimo terminal hidroviário na Rodovia Arthur Bernardes, ao lado do hospital da rede Sara.

Ainda na área de infraestrutura, a Região de Carajás e do Lago de Tucuruí, estão sofrendo uma grande transformação, em parceria com o governo Lula, obras que a população ansiava há décadas começam a sair do papel. Em Tucuruí as eclusas ficam prontas este ano e a derrocada de pedras do Rio Tocantins, que permitirá a viabilização da hidrovia Araguaia/Tocantins já obteve da SEMA o seu licenciamento ambiental.

Em Marabá a duplicação da ponte sobre o Rio Itacaiunas e a duplicação da Rodovia Transamazônica no seu perímetro urbano já estão em andamento, além do asfaltamento da BR 230 no trecho que vai de Marabá a Altamira. A governadora Ana Júlia também conseguiu junto a então ministra da Casa Civil e hoje presidente eleita Dilma, que o porto de Marabá fosse incluído como obra do PAC e a região finalmente vai ganhar o seu porto, que através das eclusas vai se interligar com o porto de Vila do Conde. Ana Júlia também retomou os investimentos na segunda etapa do Distrito Industrial de Marabá e, numa determinação inédita, está descentralizando os investimentos em Ciência & Tecnologia, deixando em construção um moderno parque tecnológico e um centro de convenções e eventos na cidade.

Na Região do Xingu outro legado deixado pela governadora será o seu Plano de Desenvolvimento Regional Sustentável – PDRS e a construção da maior obra de infraestrutura do país nos próximos cinco anos, a usina hidrelétrica de Belo Monte. Com uma forte atuação de Ana Júlia junto ao governo federal e ao presidente Lula, a governadora garantiu que essa importante obra não repita os erros cometidos no passado e que as mitigações dos impactos sócios ambientais fossem, não só antecipados, como também planejados a longo prazo.

Na prática, além dos benefícios que serão gerados pela execução da obra em si, a governadora conseguiu articular e pactuar com os municípios e com a União, um conjunto de intervenção infraestruturais na região, num montante de R$ 2 bilhões, que serão executadas antecipadamente a obra da Usina.

Na Região do Marajó, a perseverança da governadora Ana Júlia e sensibilidade social do Presidente Lula, deixarão de legado para a região um dos seus sonhos mais antigos, o Linhão do Marajó, que levará energia firme da UHE de Tucuruí para os seus 16 municípios, abrindo efetivamente as suas possibilidades de desenvolvimento. O Marajó também ganhou o seu hospital regional, já em funcionamento em Breves.

Por fim e não menos importante, destaco o legado deixado na região do Baixo Amazonas, onde além da INFOVIA do programa NAVEGAPARÁ, a região ganhou a sua Universidade Federal, a UFOPA e o governo do estado está implantando um pólo industrial, um parque tecnológico e um centro de convenções e eventos.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Mais sobre a campanha eleitoral !!

Tenho dito aqui que o nosso problema foi de campanha e não de governo. A esse respeito leiam o que disse a jornalista Ana Célia Pinheiro, editora do blog Perereca da Vizinha, que trabalhou na campanha do Jatene, segundo ela, esse relato publicado em sua blog ocorreu antes de começar a campanha eleitoral, em junho portanto.

Destaco aqui apenas um trecho da postagem:

..."Naquele momento, nada estava “decidido” em favor do Jatene – muito pelo contrário. Além disso, uma campanha bem feita opera milagres. Orly sabe disso. E eu também."

Recebi por e-mail e transcrevo. Muito interessante !!

Carta aberta a Fernando Henrique Cardoso

Theotonio dos Santos

Meu caro Fernando,

Vejo-me na obrigação de responder a carta aberta que você dirigiu ao Lula, em nome de uma velha polêmica que você e o José Serra iniciaram em 1978 contra o Rui Mauro Marini, eu, André Gunder Frank e Vânia Bambirra, rompendo com um esforço teórico comum que iniciamos no Chile na segunda metade dos nos 1960. A discussão agora não é entre os cientistas sociais e sim a partir de uma experiência política que reflete contudo este debate teórico. Esta carta assinada por você como ex-presidente é uma defesa muito frágil teórica e politicamente de sua gestão. Quem a lê não pode compreender porque você saiu do governo com 23% de aprovação enquanto Lula deixa o seu governo com 96% de aprovação. Já discutimos em várias oportunidades os mitos que se criaram em torno dos chamados êxitos do seu governo. Já no seu governo vários estudiosos discutimos, já no começo do seu governo, o inevitável caminho de seu fracasso junto à maioria da população. Pois as premissas teóricas em que baseava sua ação política eram profundamente equivocadas e contraditórias com os interesses da maioria da população. (Se os leitores têm interesse de conhecer o debate sobre estas bases teóricas lhe recomendo meu livro já esgotado: Teoria da Dependencia: Balanço e Perspectivas, Editora Civilização Brasileira, Rio, 2000).

Contudo nesta oportunidade me cabe concentrar-me nos mitos criados em torno do seu governo, os quais você repete exaustivamente nesta carta aberta.

O primeiro mito é de que seu governo foi um êxito econômico a partir do fortalecimento do real e que o governo Lula estaria apoiado neste êxito alcançando assim resultados positivos que não quer compartilhar com você... Em primeiro lugar vamos desmitificar a afirmação de que foi o plano real que acabou com a inflação. Os dados mostram que até 1993 a economia mundial vivia uma hiperinflação na qual todas as economias apresentavam inflações superiores a 10%. A partir de 1994, TODAS AS ECONOMIAS DO MUNDO APRESENTARAM UMA QUEDA DA INFLAÇÃO PARA MENOS DE 10%. Claro que em cada pais apareceram os “gênios” locais que se apresentaram como os autores desta queda. Mas isto é falso: tratava-se de um movimento planetário.

No caso brasileiro, a nossa inflação girou, durante todo seu governo, próxima dos 10% mais altos. TIVEMOS NO SEU GOVERNO UMA DAS MAIS ALTAS INFLAÇÕES DO MUNDO. E aqui chegamos no outro mito incrível. Segundo você e seus seguidores (e até setores de oposição ao seu governo que acreditam neste mito) sua política econômica assegurou a transformação do real numa moeda forte. Ora Fernando, sejamos cordatos: chamar uma moeda que começou em 1994 valendo 0,85 centavos por dólar e mantendo um valor falso até 1998, quando o próprio FMI exigia uma desvalorização de pelo menos uns 40% e o seu ministro da economia recusou-se a realizá-la “pelo menos até as eleições”, indicando assim a época em que esta desvalorização viria e quando os capitais estrangeiros deveriam sair do país antes de sua desvalorização, O fato é que quando você flexibilizou o cambio o real se desvalorizou chegando até a 4,00 reais por dólar. E não venha por a culpa da “ameaça petista” pois esta desvalorização ocorreu muito antes da “ameaça Lula”. ORA, UMA MOEDA QUE SE DESVALORIZA 4 VEZES EM 8 ANOS PODE SER CONSIDERADA UMA MOEDA FORTE? Em que manual de economia? Que economista respeitável sustenta esta tese?

Conclusões: O plano Real não derrubou a inflação e sim uma deflação mundial que fez cair as inflações no mundo inteiro. A inflação brasileira continuou sendo uma das maiores do mundo durante o seu governo. O real foi uma moeda drasticamente debilitada. Isto é evidente: quando nossa inflação esteve acima da inflação mundial por vários anos, nossa moeda tinha que ser altamente desvalorizada. De maneira suicida ela foi mantida artificialmente com um alto valor que levou à crise brutal de 1999.

Segundo mito; Segundo você, o seu governo foi um exemplo de rigor fiscal. Meu Deus: um governo que elevou a dívida pública do Brasil de uns 60 bilhões de reais em 1994 para mais de 850 bilhões de dólares quando entregou o governo ao Lula, oito anos depois, é um exemplo de rigor fiscal? Gostaria de saber que economista poderia sustentar esta tese. Isto é um dos casos mais sérios de irresponsabilidade fiscal em toda a história da humanidade.

E não adianta atribuir este endividamento colossal aos chamados “esqueletos” das dívidas dos estados, como o fez seu ministro de economia burlando a boa fé daqueles que preferiam não enfrentar a triste realidade de seu governo. Um governo que chegou a pagar 50% ao ano de juros por seus títulos para, em seguida, depositar os investimentos vindos do exterior em moeda forte a juros nominais de 3 a 4%, não pode fugir do fato de que criou uma dívida colossal só para atrair capitais do exterior para cobrir os déficits comerciais colossais gerados por uma moeda sobrevalorizada que impedia a exportação, agravada ainda mais pelos juros absurdos que pagava para cobrir o déficit que gerava.

Este nível de irresponsabilidade cambial se transforma em irresponsabilidade fiscal que o povo brasileiro pagou sob a forma de uma queda da renda de cada brasileiro pobre. Nem falar da brutal concentração de renda que esta política agravou dráticamente neste pais da maior concentração de renda no mundo. Vergonha, Fernando. Muita vergonha. Baixa a cabeça e entenda porque nem seus companheiros de partido querem se identificar com o seu governo...te obrigando a sair sozinho nesta tarefa insana.

Terceiro mito - Segundo você, o Brasil tinha dificuldade de pagar sua dívida externa por causa da ameaça de um caos econômico que se esperava do governo Lula. Fernando, não brinca com a compreensão das pessoas. Em 1999 o Brasil tinha chegado à drástica situação de ter perdido TODAS AS SUAS DIVISAS. Você teve que pedir ajuda ao seu amigo Clinton que colocou à sua disposição ns 20 bilhões de dólares do tesouro dos Estados Unidos e mais uns 25 BILHÕES DE DÓLARES DO FMI, Banco Mundial e BID. Tudo isto sem nenhuma garantia.

Esperava-se aumentar as exportações do pais para gerar divisas para pagar esta dívida. O fracasso do setor exportador brasileiro mesmo com a espetacular desvalorização do real não permitiu juntar nenhum recurso em dólar para pagar a dívida. Não tem nada a ver com a ameaça de Lula. A ameaça de Lula existiu exatamente em conseqüência deste fracasso colossal de sua política macro-econômica. Sua política externa submissa aos interesses norte-americanos, apesar de algumas declarações críticas, ligava nossas exportações a uma economia decadente e um mercado já copado. A recusa dos seus neoliberais de promover uma política industrial na qual o Estado apoiava e orientava nossas exportações. A loucura do endividamento interno colossal. A impossibilidade de realizar inversões públicas apesar dos enormes recursos obtidos com a venda de uns 100 bilhões de dólares de empresas brasileiras. Os juros mais altos do mundo que inviabilizava e ainda inviabiliza a competitividade de qualquer empresa.

Enfim, UM FRACASSO ECONOMICO ROTUNDO que se traduzia nos mais altos índices de risco do mundo, mesmo tratando-se de avaliadoras amigas. Uma dívida sem dinheiro para pagar... Fernando, o Lula não era ameaça de caos. Você era o caos. E o povo brasileiro correu tranquilamente o risco de eleger um torneiro mecânico e um partido de agitadores, segundo a avaliação de vocês, do que continuar a aventura econômica que você e seu partido criou para este país.

Gostaria de destacar a qualidade do seu governo em algum campo mas não posso fazê-lo nem no campo cultural para o qual foi chamado o nosso querido Francisco Weffort (neste então secretário geral do PT) e não criou um só museu, uma só campanha significativa. Que vergonha foi a comemoração dos 500 anos da “descoberta do Brasil”. E no plano educacional onde você não criou uma só universidade e entou em choque com a maioria dos professores universitários sucateados em seus salários e em seu prestígio profissional. Não Fernando, não posso reconhecer nada que não pudesse ser feito por um medíocre presidente.

Lamento muito o destino do Serra. Se ele não ganhar esta eleição vai ficar sem mandato, mas esta é a política. Vocês vão ter que revisar profundamente esta tentativa de encerrar a Era Vargas com a qual se identifica tão fortemente nosso povo. E terão que pensar que o capitalismo dependente que São Paulo construiu não é o que o povo brasileiro quer. E por mais que vocês tenham alcançado o domínio da imprensa brasileira, devido suas alianças internacionais e nacionais, está claro que isto não poderia assegurar ao PSDB um governo querido pelo nosso povo. Vocês vão ficar na nossa história com um episódio de reação contra o vedadeiro progresso que Dilma nos promete aprofundar. Ela nos disse que a luta contra a desigualdade é o verdadeiro fundamento de uma política progressista. E dessa política vocês estão fora.

Apesar de tudo isto, me dá pena colocar em choque tão radical uma velha amizade. Apesar deste caminho tão equivocado, eu ainda gosto de vocês ( e tenho a melhor recordação de Ruth) mas quero vocês longe do poder no Brasil. Como a grande maioria do povo brasileiro. Poderemos bater um papo inocente em algum congresso internacional se é que vocês algum dia voltarão a freqüentar este mundo dos intelectuais afastados das lides do poder.

Com a melhor disposição possível mas com amor à verdade, me despeço
thdossantos@terra.com.br
http://theotoniodossantos.blogspot.com/
(*) Theotonio Dos Santos é Professor Emérito da Universidade Federal Fluminense, Presidente da Cátedra da UNESCO e da Universidade das Nações Unidas sobre economia global e desenvolvimentos sustentável. Professor visitante nacional sênior da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Os comentários tão bombando !!

Trago a ribalta comentário postado pelo companheiro Nonato Guimarães.

assessoria disse...


As dificuldades sentidas por cada uma das canidaturas devem ser medidas pelo grau de apoio, de articulação, de prefeitos que apoiam, de sindicatos, grupos sociais, etc. É certo que hoje no PT existem coletivos e lideranças muito fortes. Pensar em desvios ou acusar de mansaleiros, é utilizar do denuncismo demo-tucano, da mídia global, dos ataques da direita conservadora, que enriquece às custas do erário, vive mamando nas tetas do Estado, e acusa o PT de corrupção. Vamos assumir de forma revolucionária e socialista nossos objetivos, justificar com nossa prática libertária nosso ideário socialista e solidário. Assim vai ser mais fácil divulgar e continuar utilizaNDO OS NÚMEROS de nossas políticas públicas, a geração de empregos, a sustentabilidade de nossos investimentos, a democratização do estado, e até mesmo refletir nossos erros, fazer auto-crítica. Não quero escamotear na dimensão do que erramos, precisamos sim,. esgotar as possibilidades de aprender e pedir desculpas de todos os erros que cometemos no governo, nas disputas ingternas, no Partido.

Acusar a eleição do Puty como questão central da derrota da Ana, é mesquinharia, é falsear o debate. Foi necessário elegermos uma nova liderança, coerente com uma prática solidária, com experiência técnica, jovem, para somar com nossa bancada federal e ao mesmo tempo construir um novo pêndulo no PT Pará. As demais forças do PT, sob a hegemonia da CNB, façam sua avaliação fazendo auto-crítica de seus erros. Use meus comentários camarada Cidade, pois eles são a síntese da voz de centenas de militantes, todos entristecidos, pois esta derrota atrasa e atrapalha a continuidade da democracia, do desenvolvimento susgtentável da disrtribuição de renda e de um estado cidadão. abraços

Neste momento não são os erros de governo que devem ser avaliados e sim os da campanha !!

Tenho lido na blogosfera toda sorte de avaliação sobre os eventuais motivos que podem ter contribuído para a derrota da governadora Ana Júlia, todas porém, no meu modo de ver, equivocadas no tempo. Digo isso porque acredito que a reflexão neste momento não deve residir sobre o governo, mas sobre o processo eleitoral.


Em minha avaliação, aqueles que se apressam a discutir erros de governo estão na verdade atropelando o processo e assumindo suas posições de ressentimento, mágoas e até mesmo oportunismo, contribuindo ainda mais para o desgaste do partido.

Quero aqui fazer uma reflexão coletiva, não no sentido de “jogar a poeira para debaixo do tapete”, mas ao contrário disso. Acho que as avaliações de governo devem ocorrer sim e os erros devem ser postos à mesa, não só para que possamos aprender com eles, como também para dar a oportunidade para aqueles que erraram que possam ter a humildade de reconhecê-los, mas, tão ou mais importante do que isso, é reconhecer os acertos e esse é o momento para isso.

Neste sentido, avalio que debater erros de governo nesse momento escamoteia as transformações e avanços importantes que construímos nessa gestão. Tenho a certeza de que, assim como Lula, se tivéssemos recebido a oportunidade de continuarmos no governo, certamente a governadora Ana Júlia seria lembrada, no futuro, como uma das melhores governantes que esse estado teria.

Reafirmo aqui que os erros de governo não foram maiores que os erros políticos. Fizemos sim um bom governo, pretendo falar disso num outro post, mas infelizmente, não soubemos capitalizar isso, e aí não é só questão de comunicação de governo, que foi ruim, mas, principalmente comunicação de campanha.

Ressalto aqui o fato de que 13 partidos políticos acompanharam o PT e a governadora na coligação eleitoral, isso não foi à toa, era na verdade a certeza de que a aliança tinha todas as condições de ganhar a eleição, ninguém sobe em barco que está afundando.

Não sei se vocês se lembram, mas o prefeito de Belém quando disputou a reeleição, antes do processo eleitoral dispunha de uma rejeição superior a rejeição da governadora Ana Júlia e mesmo assim conseguiu se reeleger. Da mesma forma, o ex governador Jatene, era tido como carta fora do baralho.

Vejamos o seguinte, o ex governador Jatene foi lembrado pela população por sete obras específicas, cinco hospitais regionais, três dos quais nem entregou à população, o Hangar, que também não concluiu e o Mangal das Garças, que a maioria da população sequer sabe onde fica.

Por outro lado, a governadora Ana Júlia disponibilizou no site de sua campanha uma relação de mais de 9.000 obras e/ou ações de sua gestão. Contudo, a maior queixa feita à governadora na campanha era que o governo não fez nada. Como? Ou seja, faltou à coordenação da campanha, encastelada na “Torre de Babel”, ouvir a militância e o povo, para adequar a campanha às suas necessidades.

Só para dar um exemplo, eu mesmo conversei com vários companheiros durante a campanha, no primeiro turno, dizendo que estava difícil reverter votos para a governadora porque estávamos precisando conversar cerca de 20 a 30 minutos com cada cidadão para convencê-los a votar em Ana. Agora, eu pergunto, quem é que tinha esse tempo todo para te ouvir falar de política? Pessoas que nem te conheciam.

Na minha avaliação, nós perdemos todo o primeiro turno da campanha por falta de coordenação e centralidade política, pior, deixamos o adversário crescer pautado em mentiras e preconceitos, questões essas que depois se tornaram um “muro” intransponível. Não entendo até hoje, a razão pela qual a coordenação da campanha permitiu a cristalização de preconceitos injuriosos à condição de mulher da governadora, que posteriormente se concretizaram em rejeição.

Portanto companheiros, deixo aqui essa reflexão, acredito, de verdade, que os erros de governo não foram os responsáveis principais que nos conduziram à derrota, tenho notado nas avaliações feitas na blogosfera que muitos dos fatos que são ressaltados, não tiveram grande repercussão na população, ficando mais restrita aos meios políticos.

Sei também que os erros de governo, na maioria das vezes, atingiram muito mais a militância do partido do que a própria população em geral, mas, mesmo assim, no segundo turno principalmente, quando a militância foi chamada, ela não arregou, foi às ruas com toda força e, não fosse os erros do primeiro turno, teríamos sim vencido essa eleição. Tenho certeza !!